Como se pode verificar na Tabela 10, este quesito engloba considerações sobre o número de titulados no programa, número de orientadores em relação à quantidade de discentes matriculados, participação dos estudantes de graduação e pós-graduação na publicação científica do programa, qualidade das teses e dissertações e o tempo de titulação dos discentes no programa.
Tabela 10 – Síntese da avaliação do quesito Corpo Discente, Teses e Dissertações
Itens Pesos 1 Orientações de teses e dissertações concluídas no período de avaliação em relação ao
corpo docente permanente e à dimensão do corpo discente 20% 2 Adequação e compatibilidade da relação orientador/discente 15% 3 Participação de discentes autores da pós-graduação e da graduação (neste caso, se a
IES possuir graduação na área) na produção científica do programa 10% 4 Qualidade das teses e dissertações: teses e dissertações vinculadas a publicações 20% 5 Qualidade das teses e dissertações. Outros indicadores 20% 6 Eficiência do programa na formação de mestres e doutores: tempo de formação de
mestres e doutores e percentual de bolsistas da Capes e do CNPq titulados 15%
TOTAL 100%
Fonte: Adaptado de CAPES (2007b).
Na avaliação dos itens deste quesito, são considerados em conjunto os cursos de mestrado e doutorado nos programas que oferecem os dois cursos.
O item 1 utiliza como critério de avaliação o percentual de titulados no ano avaliado em relação ao número de estudantes matriculados no final do ano anterior. Atribui-se o conceito Muito Bom para cursos de mestrado que obtiverem 40% ou mais de seus alunos titulados, e 25% ou mais para cursos de doutorado. O conceito Bom é concedido ao curso de mestrado que tiver entre 36% e 39% dos alunos titulados, e ao curso de doutorado que apresentar um percentual entre 22% e 24%. O item terá uma avaliação Regular caso o curso de mestrado obtenha um percentual de titulação entre 30% e 35%, e no caso do doutorado, esse percentual fica entre 18% e 21%. Percentuais de titulação abaixo de 30% e 18% recebem o conceito Deficiente para os cursos de mestrado e doutorado, respectivamente.
Vale destacar que o item 1 deste quesito só é analisado no caso de cursos de mestrado com 3 anos ou mais de funcionamento e cursos de doutorado com 5 anos ou mais. Esse tratamento diferenciado se justifica pela defasagem entre o ingresso e a titulação dos discentes.
O segundo item avalia a disposição entre o número de docentes orientadores e o número de alunos matriculados, não fazendo distinção entre alunos de mestrado e doutorado. Estabelece-se, como situação ideal, a existência de, no máximo, oito orientandos por docente orientador, atribuindo-se o conceito Muito Bom. Se essa relação for de nove a dez estudantes por orientador, o conceito do item será Regular, e para uma relação superior a dez, considera-se uma situação Deficiente. Vale
ressaltar que a situação ideal também deve apresentar uma distribuição equilibrada entre os docentes do programa.
A participação dos discentes na produção científica é avaliada no item 3 e o indicador é calculado com base no número de alunos matriculados ao final do ano anterior ao analisado. Atribui-se o conceito Muito Bom ao curso de mestrado que obtiver mais de 25% do corpo discente com autoria ou co-autoria em trabalhos referenciados no Qualis, e esse percentual é de 40% para os cursos de doutorado. O conceito Bom é aplicado ao curso de mestrado que obtiver de 20% a 25% e ao curso de doutorado entre 30% e 40% de alunos com participação nas publicações do programa. O item terá uma avaliação Regular caso esses percentuais situem-se entre 15% e 20% para mestrado e 20% e 30% para doutorado. Será avaliado como Fraco o curso de mestrado que obtiver de 10% a 15% de participação de seus discentes na produção científica, e entre 10% e 20% a cursos de doutorado. O programa de pós- graduação obterá o conceito Deficiente caso o percentual de participação dos discentes estiver abaixo de 10%.
O item 4 avalia a capacidade das teses e dissertações defendidas no programa gerarem publicações, visando identificar a qualidade dos trabalhos de conclusão dos cursos do programa.
O quinto item também objetiva avaliar a qualidade das teses e dissertações do programa, sendo realizada uma avaliação eminentemente qualitativa, na qual se verifica a participação de membros externos ao programa nas bancas de defesa (valorizando ainda mais a participação de membros externos à instituição do programa), além da análise do vínculo das teses e dissertações às linhas de pesquisa do programa.
Já o item 6 visa identificar a eficiência dos programas de pós-graduação na formação de mestres e doutores, onde é analisado o tempo médio de titulação de cada nível de ensino. Atribui-se o conceito Muito Bom ao programa que tiver um tempo médio de conclusão de até 30 meses para o mestrado, e 54 meses para o doutorado. Se esse tempo estiver entre 30 e 31 meses para o curso de mestrado e 54 a 55 para o doutorado, concede-se o conceito Bom. O item será avaliado como Regular, caso o programa apresente um tempo médio de titulação entre 32 a 33 meses e 55 a 56, para mestrado e doutorado, respectivamente. Caso o curso de mestrado tenha um tempo
médio superior a 33 meses, e o curso de doutorado obtiver um prazo médio de titulação maior que 56 meses, o programa será avaliado como Deficiente.
Verifica-se que os itens 4 e 5, embora utilizem critérios distintos, referem-se à qualidade das teses e dissertações, representado juntos 40% da avaliação final do quesito. Destaca-se ainda que a relação entre alunos matriculados e titulados (item 1) e o tempo médio de titulação (item 6) participam juntos de 35% da avaliação do quesito Corpo Discente, Teses e Dissertações.
O peso desse quesito na avaliação final dos programas de pós-graduação em Administração, Contabilidade e Turismo é de 25%, demonstrando que, de acordo com a Comissão da Área, esse aspecto do desempenho é considerado menos relevante para o desenvolvimento dos programas de pós-graduação que os quesitos Corpo Docente (Tabela 9) e Produção Intelectual (Tabela 11).
Considerando os critérios geralmente utilizados na avaliação de instituições de ensino, observa-se que o quesito Corpo Discente, Teses e Dissertações (Tabela 10) apresenta alguns critérios relativos à eficiência dos programas de pós-graduação, como a relação entre o número de titulados e o número de alunos matriculados (item 1), e o tempo médio de titulação dos mestrandos e doutorandos do programa (item 6). Esses critérios demonstram o comprometimento da CAPES na busca pela eficiência dos programas de pós-graduação, visando atender as necessidades de formação de recursos humanos de alto nível.