4 Teorikapittelet
4.4 Massemediene og mediemakt
4.4.1 Massemediene i Norge
Nesta seção, apresentamos os resultados de como ocorreu o emprego das estratégias de indeterminação do sujeito no PB e no PE. Esses resultados foram obtidos mediante a análise de 221 entrevistas, as quais perfizeram o montante de 1435 amostras, sendo 950 amostras no PB e 485 no PE. Iniciamos essa apresentação dos resultados com o Gráfico 176, a seguir, que demonstra o emprego das estratégias nos corpora.
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nós a gente se+inf.
GRÁFICO 1 - Percentagem de ocorrências de nós, a gente e se+infinitivo
Este gráfico mostra que a gente teve uma freqüência de 73% das amostras, o pronome nós de 20% e se+infinitivo apresentou o porcentual de 7%, ou seja, a gente apareceu como a estratégia de indeterminação por excelência, já que sua freqüência apresentou uma diferença significativa em relação ao emprego de nós, 53 pontos percentuais. Verificamos que não
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houve diferença significativa quanto à freqüência do pronome nós e se+infinitivo, uma vez que sua diferença em relação ao emprego deste clítico correspondeu a 13 pontos percentuais.
As sentenças de (85) a (87) são exemplos de ocorrências de nós, a gente e se+infinitivo encontradas em nossos corpora.
(85) Depois das eleições algumas promessas são cumpridas pra não dizer que o cara é corrupto. [...] Tem outros que, descaradamente, não cumprem nada e muito pelo contrário, fazem totalmente, são tão são tão contraditórios que, além de não fazer o que falou, ainda faz o contrário do que falou... e isso decepciona. Eu acho que falta muito, falta ética na política, mas, ter nós temos bons políticos. (U-32-0-1)
(86) Não, nessa situação que está agora eu acho que não, tanto que a criminalidade das pessoas, que dos ex-presidários ainda continua, a gente sabe que eles saem de lá e cometem outros crimes, então quer dizer, que não adiantou de nada, é como se fosse um período que... morto, então por exemplo quando a gente para pra refletir sobre á vida da gente, a gente cresce nos momentos difíceis. (U-4-1-12)
(87) Só a circunstância de se ter as portas fechadas, pois até se pode logo... grandes assuntos, coisas muito graves - e às vezes não são nada, não é (PF-123-2-1)
Como foi nosso objetivo estabelecer um contraponto entre o emprego das formas indeterminadoras do sujeito em questão no PB e no PE, julgamos conveniente observar como cada uma das estratégias se manifestou nas duas variedades do Português.
O Gráfico 2 demonstra as ocorrências das estratégias de indeterminação em cada uma destas variedades do português.
0 20 40 60 80 100 PB PE nós a gente se+inf.
GRÁFICO 2 – Porcentagem de ocorrências das estratégias de indeterminação no PB e no PE.
Ao observar as ocorrências das estratégias em PB, podemos verificar que 85% dos dados corresponderam aos empregos de a gente, enquanto nós e se+infinitivo ocorreram com as respectivas porcentagens de 13% e 2%, ou seja, houve preferência pela estratégia a gente, uma vez que ela ocorreu nesta variedade do português com uma diferença bastante significativa em relação às demais estratégias: 72 pontos percentuais em relação ao uso do pronome nós e 83 pontos percentuais em relação ao emprego de se+infinitivo. Além disso, o Gráfico 2 também nos mostra que não houve diferença significativa entre o emprego de nós e se+infinitivo (11 pontos percentuais).
Os exemplos de (88) a (90) ilustram o emprego destas estratégias no PB.
(88) Mentira todo mundo sabe que não leva a nada, sempre mais cedo ou mais tarde ( ) é muito ruim, depende de como acontecer, de todo o jeito é muito ruim, só que tem jeito, vamos supor quando faz uma mentira contra a gente, a gente fica chateado. (U-23-1-10)
(89) Eu iria para uma aldeia indígena pra conhecer novas culturas. Todas as pessoas têm que ir. Porque é uma coisa diferente do que nós estamos acostumados na cidade. (U-18-0-1)
(90) Diante de um assalto não deve reagir. Essa é a maneira mais prática de se fazer... é não reagir. (U-28-2-1)
Já no PE, as estratégias nós, a gente e se+infinitivo ocorreram com as porcentagens de 36%, 48% e 16%. Portanto, não houve diferença significativa no emprego de a gente e nós (12 pontos percentuais), mas somente entre o emprego destas estratégias pronominais e se+infinitivo: a diferença entre a gente e se+infinitivo foi de 32 pontos percentuais, enquanto a diferença entre o emprego de nós e se+infinitivo foi de 20 pontos percentuais.
Os exemplos de (91) a (93) são exemplos de ocorrências de nós, a gente e se+infinitivo no PE.
(91) Hei-de o retratar sempre convencional, a gente tem que se assumir na posição social em que está. (PF-139-1-2)
(92) O sentimento influencia. Psicologicamente nós somos também... o nosso aspecto psicológico é também instrumento do nosso trabalho. (PF-139-0-2)
(93) E então depois o texto discriminava exactamente as vantagens de se ter um andar aqui, para escritórios. (PF-140-2-1)
Mediante os resultados deste cruzamento, constatamos que o PB e o PE apresentam uma diferenciação quanto ao emprego das estratégias pronominais: enquanto no PB a estratégia preferida é a forma pronominal a gente, no PE, tanto esta estratégia, quanto o pronome nós são favorecidos para indeterminar o sujeito. Mas, além do emprego diferenciado de nós e a gente nas duas variedades do português (favorecimento de a gente no PB, favorecimento de a gente e nós no PE), verificamos outra diferença entre essas variedades: a estratégia a gente foi mais empregada no PB, já que a diferença entre o emprego desta estratégia nas duas variedades do português foi de 37 pontos percentuais, já a estratégia nós foi mais empregada no PE, pois a diferença entre o seu emprego no PB e no PE foi de 23 pontos percentuais.
Um resultado inesperado foi a diferença que não foi significativa encontrada entre o emprego de se+infinitivo no PE e no PB, 14 pontos percentuais, haja vista a freqüência deste clítico em 16% das ocorrências de PE e 2% das ocorrências do PB. Este fato difere do esperado visto que esperávamos o maior emprego de se+infinitivo no PB, já que, no PE, o infinitivo sem se é suficiente para marcar a indeterminação do sujeito, como mencionaram Nunes (1991) e Galves (2001).
Os exemplos (94) e (95), a seguir, ilustram o emprego de se+infinitivo como estratégia indeterminadora do sujeito no PE.
(94) A corvina aqui todos os anos, aqui há uns anos antes de, de botar-se essas fábricas, havia aqui um... grande quantidade de corvinas. (PF-68-2-1)
(95) Quando se, quando se fazia essas picarias, geralmente fazia-se mesmo com bois, mesmo com bois em pontas, e...era típico da terra fazer-se isso. (PF-73-2-1)
Diante dos resultados do emprego de nós, a gente e se+infinitivo, observamos que, embora os dados analisados apontem resultados na direção da confirmação de nossas hipóteses sobre o emprego geral das estratégias, eles não confirmaram a nossa hipótese acerca do uso de se+infinitivo, já que nem PB, nem PE favorecem o clítico se em detrimento das outras estratégias e porque a diferença entre o emprego destas estratégias nas duas variedades do português não foi significativa. Entretanto, os resultados podem ser outros se considerarmos o tipo de construção sintática, conforme será visto na análise do cruzamento das variantes com o fator tipo de sentença.
Apresentado o quadro geral de ocorrência das estratégias nas duas variedades do português, abordamos, nas seções seguintes, a relação entre o emprego de uma ou outra estratégia de indeterminação e os fatores externos e internos que podem ser significativos no uso destas formas no PB e no PE.