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3. Severe slugging elimination

3.2. Unconventional methods

3.2.4. Separation

É comum as pessoas no dia-a-dia utilizarem termos como “custo”, “despesa”, “gasto” e “desembolso” de forma indistinta, como se fossem sinônimos. No entanto, no mundo dos negócios, das finanças, esses termos têm significados diferentes. A palavra “custo”, segundo Padoveze (2006), é aplicada a diversas coisas e situações, mas, na abordagem econômica, pode ser definida como o valor pago por alguma coisa ou, mais tecnicamente, como a mensuração econômica dos recursos (produtos, serviços e direitos) adquiridos.

Na concepção de Maher (2001), “custo” representa um sacrifício de recursos em prol da obtenção de alguma coisa. Para ilustrar essa concepção, o autor assim se expressa:

Um custo representa um sacrifício de recursos. Em nosso dia-a-dia, compramos muitas coisas diferentes: roupas, alimentos, livros, uma lâmpada, talvez um automóvel etc. O preço de cada item mede o sacrifício que precisamos fazer para adquiri-lo. Independentemente de pagarmos imediatamente ou de pagarmos no futuro, o custo do item é estabelecido pelo seu preço. (MAHER, 2001, p. 64)

Nascimento (2001, p. 26) corrobora Maher ao afirmar que “Custo pode ser definido, ainda, como a soma de todos os dispêndios para produção ou obtenção de um bem ou serviço”.

Numa outra linha, associando o termo “custo” a uma forma de investimento, visando obtenção de ganhos futuros, Atkinson et al. (2000, p. 125), definem custo como “o valor monetário de bens e serviços gastos para se obter benefícios reais ou futuros”. Nessa mesma linha de entendimento, Hansen e Mowen (2001, p. 61) definem custo como “o valor em dinheiro, ou o equivalente em dinheiro, sacrificado para produtos e serviços que se espera que tragam um benefício atual ou

futuro para a organização [...]. Custos são incorridos para produzir benefícios futuros”. Observa-se, no entendimento desses autores, que o termo “custo” assume a conotação de investimento, em função da expectativa de geração de benefícios futuros.

Dessa forma, para se apurar o custo de alguma coisa, essa “coisa” precisa estar definida, ou seja, é preciso definir qual o “objeto de custo”, que, segundo Padoveze (2006) é aquele elemento do qual se deseja apurar o custo. Hansen e Mowen (2001) definem objeto de custo como qualquer item para o qual os custos sejam medidos e atribuídos.

Garrison, Noreen e Brewer (2007) afirmam que o significado do termo “custo” pode ser utilizado de várias maneiras distintas, pois existem muitos tipos de custos e estes são classificados de maneiras diferentes. A seguir serão apresentadas algumas das classificações mais utilizadas no estudo dos custos.

6.1.1 Classificação dos custos quanto à forma de apropriação

Quando a classificação refere-se à forma como os custos são apropriados ao objeto de custo, estes custos podem ser classificados como diretos ou indiretos.

Nas palavras de Martins (2003, p. 48-49), os custos diretos são os que “podem ser diretamente apropriados aos produtos [ou serviços ou qualquer outro objeto de custo], bastando haver uma medida de consumo”. Os indiretos, por outro lado, são os que “realmente não oferecem condição de uma medida objetiva e qualquer tentativa de alocação tem de ser feita de maneira estimada e muitas vezes arbitrária”. Cabe ressaltar que podem existir custos de natureza direta, mas que, por questões econômicas, são tratados como indiretos, por serem de valor irrelevante se comparado ao custo total apurado.

Para Megliorini (2002), existe uma regra básica para se fazer a separação de custos diretos e indiretos. O autor defende que se for possível identificar a quantidade do insumo aplicado no objeto de custo, o custo será direto; caso contrário, será indireto.

Como existem custos que não podem ser diretamente apropriados ao objeto de custo, os chamados custos indiretos, é necessário que se utilize um artifício matemático para promover essa apropriação. A esse artifício se dá o nome de rateio, que parte de uma base previamente definida.

6.1.2 Classificação dos custos quanto ao comportamento em relação aos níveis de atividades

As oscilações dos valores dos custos apresentam diferentes comportamentos relacionados às variações ocorridas no volume das atividades. Nessa ótica, os custos são classificados como fixos ou variáveis.

Os custos fixos, na definição de Maher (2001, p. 75) são os que “não se alteram quando o volume se altera, dentro de um intervalo relevante de atividade”. VanDerbeck e Nagy (2001) seguem a mesma definição, afirmando que os custos fixos são “os custos que permanecem iguais, no total, quando os níveis de produção aumentam ou diminuem”.

As Figuras 25 e 26 representam graficamente o comportamento de um custo fixo, considerando um único intervalo e vários intervalos relevantes de atividades.

Figura 25 – Comportamento de um custo fixo, dentro de um único intervalo relevante de atividades

Fonte: Adaptado de Martins (2003)

Figura 26 – Comportamento de um custo fixo, dentro de vários intervalos relevantes de atividades

Fonte: Adaptado de Martins (2003)

Por outro lado, existem os custos cujo valor oscila de forma diretamente proporcional às mudanças no volume, conforme o entendimento de Leone (1997), corroborado por VanDerbeck e Nagy (2001). Esses são os custos chamados de

variáveis que, conforme define Maher (2001, p. 75), são os que “se alteram na proporção direta da alteração no volume, dentro de um intervalo relevante de atividade”. A Figura 27 representa, graficamente, o comportamento esperado de um custo variável, em consequência das variações de volume.

Figura 27 – Comportamento esperado de um custo variável

Fonte: Adaptado de Martins (2003)

No entanto, Martins (2003) ressalta o fato de que, em função de variáveis específicas de cada pessoa ou organização, relacionadas à produtividade, o custo variável pode não oscilar de forma exatamente proporcional ao volume, apresentando um comportamento conforme o representado na Figura 28.

Figura 28 – Comportamento de um custo variável sujeito a oscilações de produtividade

Fonte: Adaptado de Martins (2003)