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A Market-Relational Global Wealth Chain

Há muita dificuldade em conhecer as necessidades dos cuidadores porque eles têm dificuldade em formulá-las e imaginá-las, principalmente, quando não se conhecem os apoios e os serviços existentes para dar resposta às necessidades (Figueiredo:2006). Os cuidadores apresentam um conjunto de necessidades enquadradas em várias categorias: materiais, relacionadas com os recursos financeiros, ajudas técnicas, utilização de serviços, etc.; emocionais, suporte emocional, grupos de apoio; informativas como realizar os cuidados, como adaptar o ambiente arquitetónico ao doente, direitos, deveres, etc.. (Figueiredo:2006). As dificuldades provêm, entre outras razões, da falta de conhecimentos, de recursos e de acompanhamento dos serviços comunitários. A este respeito, Paúl (1997) refere que para além da falta de conhecimento sobre as técnicas para cuidar e os recursos comunitários, há falta de conhecimento dos cuidadores para lidar com o stress que advém da prestação de cuidados.

Porém, as necessidades dos cuidadores dependem de vários factores: o tipo e o grau de dependência do idoso; o estado de saúde do cuidador; a existência ou não de pessoas que prestem ajuda complementar; se utiliza ou se tem acesso a serviços de apoio, ou não; se coabita com o idoso ou não; o poder económico; o Isolamento social; a participação ou não no mercado de trabalho.

Segundo Figueiredo (2006), os cuidadores referem a necessidade de apoio financeiro pois a prestação de cuidados traduz-se em mais um encargo financeiro para quem o assume e torna-se mais complicado quando há condições socioeconómicas baixas e, se o idoso estiver demenciado. As necessidades financeiras devem-se aos baixos rendimentos, baixas pensões de reforma, às elevadas despesas com a assistência médica, com medicamentos e ajudas técnicas. A grande parte destas dificuldades não existiriam se houvesse um maior apoio financeiro na doença e na dependência.

Num estudo desenvolvido por Palma (1999) citado por Andrade (2009), as necessidades económicas também são referenciadas pelos cuidadores para obter recursos materiais (fraldas, medicamentos e ajudas técnicas) e recursos humanos (ajuda de outros durante a prestação de cuidados), que facilitem a prestação de cuidados à pessoa idosa. A falta de ajuda de outras pessoas para a prestação de cuidados à pessoa idosa é outra das dificuldades apontadas pelos prestadores de cuidados, apesar dos cuidadores já receberem ajuda de outros nos cuidados que prestam à pessoa idosa, no entanto essa é uma ajuda pontual e insuficiente.

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Com base em alguns estudos, Figueiredo (2006), descreve alguns tipos de necessidades referidas pelos cuidadores, tais como, necessidades de apoio ao domicílio e de ajudas técnicas, necessidades em cuidados de enfermagem, de higiene e, no apoio das tarefas domésticas. É também importante haver material técnico adequado, como, por exemplo, cadeira de rodas, andarilho, cama articulada, arrastadeira, urinol, etc., tudo o que facilite as tarefas do cuidar, será também importante saber se este tipo de material pode ser alugado ou não, para reduzir as despesas.

Palma (1999) citado por Andrade (2009) concluiu no seu estudo que as cuidadoras consideravam os cuidados de alimentação, de higiene e de vestir a pessoa idosa como actividades difíceis devido ao tempo gasto com elas, ao esforço despendido e à frequência com que as realizavam. Igualmente, para os familiares de pessoas com demências, as maiores necessidades são a nível das ajudas nas actividades de vida diárias (Gonçalves Pereira, Mateos, 2006).

As necessidades de apoio emocional e aconselhamento, segundo Figueiredo (2006), os cuidadores, referem várias vezes, que necessitam de alguém com quem falar, alguém que os compreenda e com quem possam desabafar, precisam de partilhar as suas experiências, dificuldades e preocupações resultantes da prestação de cuidados. Aqui os grupos de apoio poderiam assumir um papel activo, agindo como fonte de informação e aconselhamento e, ao mesmo tempo, contribuir para o fim do isolamento e da solidão. A pessoa que cuida precisa de se sentir valorizada e apreciada para seu equilíbrio emocional.

Necessidade de tempo livre, o cuidador deveria ser dispensado temporariamente das suas tarefas e responsabilidades para cuidar de si, para ter tempo para si. Esta problemática pode ser viável através de substituições por algumas horas, um ou dois dias (fins-de- semana) ou várias semanas (férias), Figueiredo (2006).

Necessidades fisiológicas, como repousar e dormir, que surgem devido ao esforço desenvolvido pelos cuidadores na prestação dos cuidados, que os impede de repousar tanto quanto precisam (Palma, 1999, citado por Andrade, 2009).

Necessidade de informação e de formação, Figueiredo (2006), menciona que os cuidadores têm pouca informação acerca dos serviços disponíveis, subsídios e direitos, principalmente, quando a dependência se instala de forma repentina. Este tipo de informações encontra-se, muitas vezes, disperso, dificultando o acesso. Em relação à formação, os cuidadores procuram adquirir conhecimentos práticos, por exemplo, como levantar o idoso dependente, como cuidar da sua higiene, como vesti-lo, etc. e procuram também, adquirir conhecimentos acerca da própria doença e dependência, quais as causas, evolução, tratamentos, etc. No estudo desenvolvido por Palma (1999) citado por Andrade (2009), as necessidades de formação/informação invocadas pelas prestadoras de cuidados eram relativas à situação de saúde da pessoa idosa e às técnicas de cuidar, que lhes permitissem diminuir o esforço

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físico na prestação de cuidados e o risco de acidentes para a pessoa idosa. Em reultado de eu a posse de conhecimentos sobre práticas de cuidar e sobre a doença e dependência da pessoa idosa facilita e melhora a qualidade da prestação dos cuidados através dum maior controlo dos cuidadores sobre a situação e diminuição das dificuldades.

Por vezes, os familiares lidam com comportamentos e sintomas complexos, sem conhecimentos teóricos, sem treino e sem ter descanso. É necessário integrar as famílias nas estratégias de tratamento pois cuidarão melhor do seu ente querido se os serviços os “ajudarem a ajudar”. É importante procurar as dificuldades das famílias, devendo reconhecer-se explicitamente o direito à saúde por parte dos cuidadores (Gonçalves Pereira, Mateos, 2006).

Os cuidadores manifestam ainda dificuldade em satisfazer as necessidades das pessoas idosas, apontada pelos prestadores de cuidados em vários estudos (Sotto Mayor et.al, 2006 e Almeida, et.al, 2005) e dificuldade em proporcionar companheirismo ao doente dependente devido à falta de tempo para lhe dar a atenção que ele precisa (Almeida et al, 2005).