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Markedsføringsteori  –noen  begreper

2   Teoretiske  perspektiver

2.3   Kommersialisering  av  nettet

2.3.1   Markedsføringsteori  –noen  begreper

As manifestações de cidadãos são expressões vivas da representação social de uma democracia participativa. Historicamente, uma das formas de pressão política cidadã tem sido exercida através de manifestações de índole política (Alves, 2013), representati- vas da maturação de um país, pois quanto mais se democratiza um país, mais cidadãos haverá a reportar os seus problemas, em locais não tradicionais da política. Portanto, no regime democrático tende a haver uma democratização dos espaços, onde o discurso po- lítico é enunciado (Pinto, 2005; vd., também, Mendes, 2005).

O termo manifestação, tal qual concebido nos dias de hoje, no sentido de expressão coletiva de ideias é relativamente recente, aparecendo no século XX (Oliveira, 2000), sali- entando Rivero (cit. in Oliveira, 2000) que as reivindicações políticas ou sociais durante o século XIX assumiam formas de combate (para uma apresentação mais aprofundada acerca da ação coletiva, vd. anexo 11). Nas sociedades modernas atuais, civilizadas, as

________________________________________________________________________________ 33 manifestações de cariz político constituem a verdadeira participação, é a invenção do su- jeito que hoje ocupa a rua, de movimento que não nasce de mais nada do que da própria democracia (Rancière, cit. in Mendes, 2005). A presença na rua, nas suas diferentes di- mensões, mais não é do que uma demonstração de capacidade e de comunidade.

Em Portugal, desde a restituição da democracia em 1974, têm-se formado vários movimentos sociais, que rejeitam qualquer tipo de identificação com a ação dos partidos políticos. As manifestações são expressões vivas da representação social de uma demo- cracia participativa. Historicamente, uma das formas de pressão política tem sido exercida através de manifestações de índole política. Funcionando como um espelho dos problemas da sociedade, esta crescente movimentação contestatária é consequência da democracia e, tal como a democracia, parece constituir-se na sequência destas ações de rutura (Alves, 2013). As manifestações [políticas] são um exemplo inequívoco da democratização de es- paços, e é através de cartazes empunhados que os cidadãos demonstram a sua revolta, que a mensagem política de um conjunto de indivíduos, reunidos num coletivo materiali- zado numa massa humana, se assume como expressão da opinião pública (Pinto, 2005).

III - Formulação do problema de investigação

O ato de decidir é intrínseco à condição do ser humano, faz parte do seu quotidiano e, assim sendo, a tomada de decisão constitui-se como um processo individual ou coletivo com o qual se confronta diariamente (Inácio, 2013). A importância de aprofundar o conhe- cimento acerca do processo de tomada de decisão em contexto policial advém, tal como salienta Bennel (2005, p. 1157), do facto de “os elementos policiais tomarem decisões im- portantes de forma rotineira, muitas das quais afectam a vida das pessoas”. Assim, a pre- tensão de perceber mecanismos subjacentes ao processo de tomada de decisão visa au- xiliar a prevenção de decisões indesejáveis e estimular decisões adequadas (Polic, 2009).

Reconhece-se que a mente humana apresenta limitações, podendo ser questiona- das as capacidades superiores do decisor humano para recolher informação, processá-la e escolher uma opção ótima (Oliveira & Pais, 2010). Devido a essas limitações, os indiví- duos não têm em conta todas as opções, escolhendo com frequência a primeira que os satisfaça (Simon, 1990). Expõem Oliveira e Pais (2010) que, mergulhado num determinado ambiente, transportando as suas limitações físicas e cognitivas, o decisor adota a estraté- gia que lhe permite atingir um grau de satisfação razoável. Estas limitações da mente hu- mana levam à utilização de estratégias de aproximação para lidar com a maioria das situ- ações, resultando, por vezes, em enviesamentos e erros nas avaliações e decisões que se

________________________________________________________________________________ 34 tomam. De acordo com Simon (1990), os decisores recorrem a atalhos – heurísticas – que os ajudam a encontrar respostas satisfatórias, ainda que imperfeitas.

Alguns investigadores dos processos de tomada de decisão abandonam o labora- tório e inserem-se no contexto real, apercebendo-se que os modelos clássicos da decisão não descrevem de forma adequada as situações (Polic, 2009). Assinalando um progresso face às teorias clássicas da decisão, baseadas sobretudo em estudos laboratoriais e que não descrevem eficazmente o modo como os indivíduos deliberam, surgiu a possibilidade de estudar a tomada de decisão em contexto naturalista (Lipshitz, et al., 2001). De acordo com Klein (2008), a contribuição fundamental dos teóricos da NDM foi a capacidade de descrever como os sujeitos tomam decisões no mundo real. Salienta Elliot (2005) que os cientistas da NDM investigaram a forma como os decisores empregavam a experiência na tomada de decisões em ambientes naturais (e.g. sob pressão de tempo, alteração de con- dições, com informação degrada e em interação com uma equipa).

No presente estudo abordar-se-á a temática da tomada de decisão em contexto naturalista, por parte de decisores policiais experientes. O decisor policial desenvolve a sua atividade profissional, na maioria dos casos, num ambiente complexo, problemático e em muitas circunstâncias hostil. Aliando a estes fatores condições adversas como pressão de tempo, expectativas da sociedade e da instituição, e pressões políticas e sociais, a ta- refa de decidir torna-se intrincada. Os elementos policiais, enquanto decisores, sujeitam- se a um constante cerco social e político, amplificado pela comunicação social que trans- mite informação muitas vezes plena de juízos de valor, originando uma progressiva des- crença e questionamento da atividade policial.

Atendendo às considerações tecidas, pretende-se analisar e compreender o pro- cesso através do qual os elementos policiais tomam as suas decisões. Objetivando alcan- çar tal desiderato, pesquisaram-se informações demonstrativas do funcionamento do pro- cesso de tomada de decisão em contexto policial, acerca da gestão da informação por parte dos decisores policiais experientes. Com esse intuito, procurou-se perceber qual a informação relevante e a irrelevante para a execução da tarefa; como é utilizada e quais os critérios de utilização; quais os fatores extrínsecos (normas e valores organizacionais, pressões sociais e políticas, normas legais, consequências profissionais e pessoais das decisões, relações com os pares) e intrínsecos que condicionam a tomada de decisão; o modo e momento em que decidem (a decisão é de sua iniciativa ou atuam mediante obri- gação).

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IV – Método