A história brasileira confunde-se com o agronegócio, mesmo antes de sua definição oficial e a exploração de madeira a partir do descobrimento deu início a este processo com uma sucessão de ciclos como o da borracha; da cana de açúcar; do café; e da agropecuária.
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A evolução dos processos primários conduziu naturalmente a constituição de organizações agroindústrias que fortalecem até hoje diversas cadeias produtivas. Afirma CONTINI (2012 p.01), que somente:
A partir dos anos 70, o agronegócio brasileiro entra numa acelerada fase de modernização, com diversificação da produção, aumento da produção e da eficiência, notadamente da terra e da mão-de-obra. O aumento da eficiência da mão-de-obra está relacionado com a mecanização e a disponibilização de energia elétrica.
A pesquisa está cada vez mais presente nas diversas cadeias do agronegócio no intuito de diminuir custos e aumentar a qualidade de produtos, sendo assim novas variedades, novas formas de manejo de solo e novos produtos químicos têm colaborado para maior eficiência das cadeias do agronegócio. Por outro lado a garantia de qualidade exigida pelos clientes obriga cada vez mais a integração completa da Cadeia e CONTINI (2012 p.01), apresenta as diversas atividades econômicas ligadas ao Processo:
Insumos para a agricultura, como fertilizantes, defensivos, corretivos;
A produção agrícola, compreendendo lavouras, pecuária, florestas e extrativismo;
A agroindustrialização dos produtos primários;
Transporte e comercialização de produtos primários e processados.
GUANZIROLI (2006 p.3) contextualiza de forma exata a profissionalização do campo e da agroindústria brasileira, quando descreve:
Nos últimos 20 anos, os níveis tecnológicos alcançados pelos produtores rurais brasileiros atingiram patamares expressivos que podem ser mensurados pelo aumento da produtividade no campo. Isso explica, por exemplo, o fato de o Brasil ter conseguido dobrar a produção de grãos para os atuais 100 milhões de toneladas, em relação à colheita de 50,8 milhões de toneladas obtida no início da década de 80, com a mesma área plantada. Este desempenho no campo só foi possível graças à utilização de insumos – basicamente sementes, adubo e agrotóxicos – de primeira linha disponíveis para o setor. Hoje o agronegócio, entendido como a soma dos setores produtivos com os de processamento do produto final e os de fabricação de insumos, responde por quase um terço do PIB do Brasil e por valor semelhante das exportações totais do país.
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GASQUES et all (2004) apresentam na Figura 15 um Modelo para o Sistema Agroindustrial brasileiro na forma de uma sequencia de processos que iniciam no produtor e terminam no consumidor. Nesta visão o processo não se restringe a produção no campo, mas passa pela industrialização e distribuição. A este conjunto de atividades denomina-se de Cadeia de Suprimentos do Agronegócio.
É importante lembrar que além das políticas macroeconômicas, das políticas setoriais e de evolução tecnologia, a organização do agronegócio tem sido um fator essencial para o seu sucesso, e o RFID pode cooperar significativamente para a sua eficiência e controle. Nesta óptica GASQUES et all (2004), apresentam alguns indicadores de desempenho do agronegócio:
Participação no PIB;
Participação na balança comercial. Produção agropecuária;
Venda de insumos;
Interiorização, emprego e renda; Posição no mercado mundial; Vantagem comparativa; Relação de trocas;
Produtividade total dos fatores (PTF).
Dando continuidade a suas análises os autores ainda apresentam 3 fatores essenciais que explicam o sucesso do agronegócio brasileiro:
Pesquisa e Desenvolvimento; Financiamento e
Organização do Agronegócio.
Destas constatações pode-se imaginar que é preciso uma ação para que os três fatores ocorram simultaneamente, ou seja, financiar a pesquisa para organizar a
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GASQUES et all (2004) mostra na Figura 16 a representação do Agro cluster para o AGRONEGÓCIO os insumos que podem contribuir para a eficiência do setor bem como buscar vantagens competitivas e reciprocidade para os diversos atores envolvidos.
Apesar de todo sucesso do Agronegócio CONTINI (2012) mostra preocupação com os resultados cada vez mais portadores de recordes, pois seu conceito implica na existência de uma cadeia colaborativa e interdependente na busca de bons resultados. Entretanto, a manutenção de uma taxa de sucesso construída de forma participativa, demanda controles cada vez maiores dos processos parciais, que serão de difícil sustentação sem a implantação de um Processo Informado.
Nesta linha GUANZIROLI (2006) também mostra uma preocupação com o Agronegócio, primeiramente com a variação de preços no mercado externo e interno, uma vez que estes produtos são commodities e precisam ser competitivos com os concorrentes externos. A concorrência forte leva a uma busca pela redução de custos para a manutenção das margens de lucro, e desta forma a infra-estrutura de escoamento tem papel decisivo na composição dos preços, e esta é a segunda preocupação do autor, a infraestrutura. Neste contexto é esperado que existam
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muitas etapas a serem vencidas para garantir o sucesso da atividade e a Tecnologia será o grande diferencial das Cadeias de Suprimentos do Agronegócio.
A definição apresentada por IGLÉCIAS (2007) para o Agronegócio extremamente completa, e pode ser a referência conceitual deste estudo quando diz:
O agronegócio, por tratar-se de um conjunto de atividades extremamente complexas e diversificadas, que abarcam extensas cadeias produtivas crescentemente globalizadas, relações comerciais internacionais e mercados financeiros mundiais, bem como as implicações de sua óbvia interação com o meio ambiente, está relacionado com uma enorme quantidade de atores. Dos governos que definem as diretrizes de política econômica à indústria e aos centros de pesquisa que desenvolvem novas tecnologias de produção no campo, dos movimentos sociais às corporações mundiais do setor, dos trabalhadores que emprega ao consumidor final que adquire seus produtos, dos governos estrangeiros que interpõem barreiras às organizações multilaterais, em que tais barreiras são questionadas, o agronegócio interage com uma infinidade de stakeholders, e de tão múltiplas interações depende, em grande medida, a sua própria viabilidade econômica.
Figura 16 – Modelo de Agrocluster - GASQUES et all (2004 p.34)