5 STATUS I DE VIKTIGSTE REKEMARKEDENE
5.3 Markedene for reker
É definido por estratégias financeiras para proteção de posições expostas a riscos de mercado, utiliza os mecanismos dos mercados futuros para reduzir riscos relacionados a qualquer ativo, seja preço do petróleo, taxa de câmbio, ações ou qualquer outra variável. Há duas modalidades de hedge: o estático e o dinâmico.
1.3.1 Hedge estático
É aquele que uma vez montado não será ajustado assumindo uma posição futura no início da vida do hedge e a encerra em seu final. Ao montar um hedge o administrador tem como objetivo neutralizar o risco de compra ou venda de um ativo, tomando posição contrária no mercado de futuro, portanto, o hedge pode ser de venda ou de compra.
Não Sim Não
Sim Não Sim
O instrumento está avaliado a fair value com
efeito no resultado?
Não se aplica o SFAS 133
Atende a definição de derivativo? Claro e fortemente relacionado? A p lic a r o S F A S 1 3 3
1.3.1.1 Hedge de venda
O hedge de venda pode ser utilizado para aquele que possui um ativo e que deverá vender futuramente, como por exemplo: um criador de frangos que deverá vender sua produção em dois meses, para não correr o risco da queda de preço no momento da venda, ele pode recorrer ao mercado futuro vendendo sua produção por um preço previamente estabelecido. Por outro lado, um exportador que vendeu sua produção no exterior e que deverá receber em dólar em noventa dias poderá vender essa quantidade de dólar no mercado futuro para não incorrer na variação de taxa de câmbio.
Para exemplificar foi adaptado um exemplo fornecido por Hull (1996, p. 88): em 15 de dezembro a empresa ABC negociou um contrato para vender um milhão de barris de petróleo em 15 de fevereiro do ano seguinte ao preço de mercado deste dia. A empresa poderá ganhar R$ 10.000 por centavos de reais se o preço subir, ou perder a mesma quantia se o preço cair. Em 15 de dezembro o preço a vista é de R$ 19 por barril e o preço para 15 de fevereiro da Bolsa de Mercadorias é de R$ 18,75 por barril. Ele compra 1.000 contratos para fevereiro com o objetivo de travar o preço a R$ 18,75 no vencimento encerrando a posição.
Se em 15 de fevereiro o preço à vista atingir R$ 17,50 por barril a empresa receberá pela venda do petróleo R$ 17,5 milhões. No mercado futuro ela ganha R$ 18,75 – R$ 17,50 = R$ 1,25 por barril X 1.000.000 de barris = R$ 1,25 milhões.
Se em 15 de fevereiro o preço à vista atingir R$ 19,50 por barril a empresa receberá pela venda do petróleo R$ 19,5 milhões. No mercado futuro ela perde R$ 18,75 – R$ 19,50 = R$ 0,75 por barril X 1.000.000 de barris = R$ 750 mil. Em ambos os casos o preço ficou travado em R$ 18,75 por barril.
1.3.1.2 Hedge de compra
Nesta posição está o comprador de um ativo que deseja travar o preço hoje para uma posição que deverá ser desembolsada no futuro, ou de um devedor em outra moeda que não deseja correr o risco da variação cambial.
Como ilustração, foi adaptado o exemplo fornecido por Nakamura (1996, p. 30). Em julho a empresa CBA fechou contrato de importação com uma empresa americana para pagamento em setembro. Na data de contratação a taxa de câmbio era R$ 1,6920 por dólar e no mercado futuro para setembro era R$ 1,6850 por dólar. A empresa comprou US$ 1 milhão no mercado futuro para pagar em setembro no valor de R$ 1,685 milhão. Se em setembro a taxa de câmbio cair para R$ 1,6600 por dólar a empresa pagará R$ 1,660 milhão pelo contrato de importação. No mercado futuro ela pagará R$ 1,6850 – R$ 1,6600 = R$ 0,0250 por dólar X US$ 1.000.000 = R$ 25 mil. Resultado líquido = R$ 1,660 milhão da dívida + R$ 25mil no mercado futuro = R$ 1,685 milhões.
Se em setembro a taxa de câmbio subir para R$ 1,7100 por dólar a empresa pagará R$ 1,710 milhão pelo contrato de importação. No mercado futuro ela receberá R$ 1,7100 – R$ 1,6850 = R$ 0,0250 por dólar X US$ 1.000.000 = R$ 25 mil. Resultado líquido = R$ 1,710 milhão da dívida – R$ 25mil recebidos no mercado futuro = R$ 1,685 milhões. Em ambos os casos a dívida ficou travada em R$ 1,685 milhão.
O contrato derivativo swap também poderia ser usado como instrumento de
hedge trocando-se uma dívida em moeda internacional por divida em moeda nacional.
1.3.2 Hedge dinâmico
O hedge dinâmico é rigorosamente monitorado com ajustes freqüentes. Este tipo de hedge ocorre com opções ou carteiras de investimentos.
Hedge com teto (stop-loss strategy): consiste em saber o momento ótimo para compra da ação logo que o preço supere a X ou, sua venda assim que o preço esteja abaixo de X ou, manter uma posição descoberta (sem a posse do ativo) sempre que o preço da ação for inferior a X, e uma posição coberta sempre que ele for superior a X.
Hull (1996, p. 332) traz o seguinte comentário em relação aos programas de
hedge mais sofisticados:
[...] tornar suas carteiras imunes a pequenas mudanças no preço do ativo objeto no próximo pequeno intervalo de tempo, o que é chamado de hedge de delta. Depois, eles observam o que é conhecido como gama e vega. Gama é a taxa de variação do valor da carteira com referência ao delta; vega é a taxa de variação da carteira com relação à volatilidade do ativo. Zerando o gama, uma carteira pode ficar relativamente insensível a mudanças razoavelmente grandes no preço do ativo; zerando o vega, ela se tornará relativamente insensível a mudanças em sua volatilidade. Os operadores podem também verificar o teta e o rô. Teta é a taxa de variação da carteira de opções ao longo do tempo e rô é sua taxa de variação com relação à taxa de juro livre de risco.
Estes são instrumentos de administração financeira aplicáveis ao mercado de capitais. Os contabilistas deverão se aprofundar nos conhecimentos destes mecanismos, para saber interpretar corretamente as normas contábeis que disciplinam este tema. Mesmo porque não há limites para o surgimento de novos mecanismos, instrumentos e estratégias neste mercado.