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3. De ulike tradisjonene

3.3 New Zealand

3.3.2 Maorenes sangtradisjon- Moteatea

Esta subseção é dedicada à análise da primeira questão de pesquisa:

Q1: A ocorrência de parecer não limpo é fator motivador para a troca de auditores por parte da administração?

Esta questão é analisada com base em duas amostras.

O primeiro teste foi feito considerando-se apenas os pareceres limpos (padrão, com ou sem ênfase) e os qualificados, o objetivo foi saber se os administradores buscam pareceres limpos. Lennox (2002), em artigo sobre “Opinion shopping”, concluiu que a administração troca seus auditores, a fim de obter pareceres sem ressalvas.

Para este teste, a observação é a troca de auditores, ou seja, a cada troca de auditoria efetuada por uma empresa, analisou-se o tipo do parecer do ano anterior. Foram excluídas, para efeito desta classificação as trocas motivadas por rodízio obrigatório de auditorias, que ocorreram nos anos 2001, 2002 e 2004, portanto, analisaram-se somente as trocas espontâneas.

Estes critérios permitiram tratar os dados para agrupá-los conforme as taxonomias necessárias, conforme descrito na Tabela 2, para testar a hipótese de que a administração é motivada a trocar os auditores independentes, quando recebem um parecer qualificado:

H01.1: A troca espontânea da auditoria não depende do fato de o parecer ser

Tabela 2: Descrição da amostra para H01.1

Empresas 99

Anos 11 (1997 a 2007)

Empresas com pelo menos 1 troca espontânea 51

Empresas sem nenhuma troca espontânea 48

Empresas com pelo menos 1 parecer qualificado 49

Empresas sem nenhum parecer qualificado 50

Pareceres limpos a 295

Pareceres qualificadosa 326

Pareceres inexistentesa, c 369

Trocas espontâneasb 437

Manutenção do auditor anteriorb 68

a. Entre 1997 e 2006, anos anteriores às trocas ou manutenção da auditoria

b. Entre 1998 e 2007, anos das trocas ou manutenção da auditoria

c. Nos anos anteriores à constituição das empresas ou posteriores ao seu encerramento

Fonte: o autor

Com base nessas observações, os dados foram inseridos no programa estatístico que gerou a tabela de contingência conforme ilustrado na Tabela 3:

Tabela 3: Tabela de Contingência para H01.1

Qualificado Limpo Freqüência observada 31 37 68 Freqüência esperada 34,6 33,4 68,0 % na linha 45,6% 54,4% 100,0% % do total 6,1% 7,3% 13,5% Freqüência observada 226 211 437 Freqüência esperada 222,4 214,6 437,0 % na linha 51,7% 48,3% 100,0% % do total 44,8% 41,8% 86,5% Freqüência observada 257 248 505 Freqüência esperada 257,0 248,0 505,0 % na linha 50,9% 49,1% 100,0% % do total 50,9% 49,1% 100,0% Fonte: O autor

Auditoria Troca espontânea

Manutenção

Total

Auditoria * Parecer do ano anterior à troca Parecer ano anterior a troca

Total

Pela Tabela 3 pode-se notar que as empresas que efetuaram troca de auditoria independente espontaneamente, equivalem a 13,5% do total de observações da amostra, sendo que 6,1% referem-se à ocorrência de parecer qualificado no ano anterior enquanto 7,3% dizem respeito a pareceres limpos, ou seja, um número muito próximo. Uma relação parecida é mostrada entre as empresas que mantiveram os auditores anteriores, 44,8% do total de observações são de empresas que receberam parecer qualificado e 41,8% de empresas que tiveram pareceres limpos. O que nos permite inferir que a diferença entre as amostras é pequena.

A partir desta distribuição dos pareceres, foi feito o teste χ2, cujos resultados calculados através do programa SPSS 13.0 são exibidos na Tabela 4.

Tabela 4: Teste χ2 para H01.1

Value df Asymp. Sig. (2-sided)

Pearson Chi-Square 0,884 1 0,347

Continuity Correction(a) 0,656 1 0,418

Likelihood Ratio 0,885 1 0,347

Linear-by-Linear Association 0,882 1 0,348

N of Valid Cases 505

a. Computed only for a 2x2 table

Como mostra a Tabela 4, os resultados do teste χ2 não apresentam diferença significativa entre as amostras de pareceres e de auditorias para 1 grau de liberdade e 5% de nível de significância, portanto, não é possível afirmar que a troca ou a manutenção do auditor tem relação com a ocorrência de parecer qualificado no ano anterior. Logo, a partir dos resultados, aceita-se a H01.1 de que a troca espontânea da auditoria não depende do fato de o parecer ter sido qualificado no ano anterior.

Este resultado contraria a literatura e evidências internacionais (CHOW e RICE, 1982; WILSON e GRIMLUND, 1990;LENNOX, 2002), bem como a expectativa do autor, por isso fez-se necessário ampliar o escopo de análise de pareceres qualificados para pareceres modificados (incluindo-se os pareceres com parágrafo de ênfase) e analisar qualitativamente os pareceres. Nesta análise constatou-se grande incidência de ressalvas e ênfases não relevantes no ponto de vista do BACEN, órgão regulador deste setor da economia. Os pareceres que continham exclusivamente ressalvas e/ou ênfases não relevantes foram reclassificados para o grupo dos pareceres limpos.

Após as reclassificações, a amostra passou a ser composta conforme descrito na Tabela 5, tais dados foram utilizados para testar a hipótese de que a administração é motivada a trocar os auditores independentes quando recebe um parecer modificado com ressalvas e ênfases relevantes que possa afetar a percepção do BACEN ou da CVM quanto à qualidade das informações contábeis divulgadas:

H01.2: A troca espontânea da auditoria não depende do fato de o parecer ser

Tabela 5: Descrição da amostra para H01.2

Empresas 99

Anos 11 (1997 a 2007)

Empresas com pelo menos 1 troca espontânea 51

Empresas sem nenhuma troca espontânea 48

Empresas com pelo menos 1 parecer modificado relevante 23

Empresas sem nenhum parecer modificado relevante 76

Pareceres limpos a 495

Pareceres modificados relevantesa 126

Pareceres inexistentesa, c 369

Trocas espontâneasb 437

Manutenção do auditor anteriorb 68

a. Entre 1997 e 2006, anos anteriores às trocas ou manutenção da auditoria

b. Entre 1998 e 2007, anos das trocas ou manutenção da auditoria

c. Nos anos anteriores à constituição das empresas ou posteriores ao seu encerramento

Fonte: o autor

Em função da classificação das ênfases e ressalvas quanto à sua relevância segundo critérios do BACEN, as duas amostras diferem, como observado na Tabela 6, no número de pareceres limpos e não limpos (qualificados ou modificados relevantes), no número de empresas que possuem pelo menos um parecer não limpo e no número de empresas com nenhum parecer não limpo

Tabela 6: Diferenças entres as amostras de H01.1 e H01.2

H01.1 H01.2

Empresas com pelo menos 1 parecer não limpo 49 23

Empresas sem nenhum parecer não limpo 50 76

Pareceres limpos a 295 495

Pareceres não limposa 326 126

a. Entre 1997 e 2006, anos anteriores às trocas ou manutenção da auditoria Fonte: o autor

A partir da nova amostra, foi elaborada a tabela de contingência para H01.2 que é mostrada na tabela 7. É possível ver uma diferença grande entre as freqüências de pareceres modificados relevantes e limpos no grupo de empresas que mantiveram os auditores independentes. Ou seja, 70,3% das observações referem-se a ocorrências de pareceres limpos com conseqüente manutenção da auditoria independente, ao passo que apenas 16,2% dizem respeito aos casos de pareceres modificados relevantes com manutenção da auditoria. No grupo de empresas que trocaram seus auditores, a diferença entre pareceres modificados relevantes e limpos não é tão expressiva.

Tabela 7: Tabela de Contingência para H01.2

Modificado relevante Limpo

Freqüência observada 21 47 68 Freqüência esperada 13,9 54,1 68,0 % na linha 30,9% 69,1% 100,0% % do total 4,2% 9,3% 13,5% Freqüência observada 82 355 437 Freqüência esperada 89,1 347,9 437,0 % na linha 18,8% 81,2% 100,0% % do total 16,2% 70,3% 86,5% Freqüência observada 103 402 505 Freqüência esperada 103,0 402,0 505,0 % na linha 20,4% 79,6% 100,0% % do total 20,4% 79,6% 100,0% Fonte: O autor

Auditoria Troca espontânea

Manutenção

Total

Auditoria * Parecer do ano anterior à troca Parecer ano anterior

Total

O teste χ2 cujos resultados estão demonstrados na Tabela 8 foi efetuado com base nestas freqüências.

Os resultados do o teste χ2

mostram que ao nível de 5% de significância e com 1 grau de liberdade, há diferença significativa entre as amostras de pareceres e de auditorias, com isso rejeita-se a hipótese nula (H01.2), aceitando-se a hipótese alternativa de que a troca de auditoria depende do fato de o parecer ser modificado relevante na ótica do BACEN e/ou da CVM. Ou seja, um valor abaixo de 5% de nível de significância pode indica que pode haver algum relacionamento entre as duas variáveis.

Tabela: Teste χ2 para H01.2

Value df Asymp. Sig. (2-sided)

Pearson Chi-Square 5,322 1 0,021

Continuity Correction(a) 4,602 1 0,032

Likelihood Ratio 4,877 1 0,027

Linear-by-Linear Association 5,312 1 0,021

N of Valid Cases 505

a. Computed only for a 2x2 table

Esta evidência reforça as internacionais (CHOW e RICE, 1982; WILSON e GRIMLUND, 1990;LENNOX, 2002), bem como a expectativa do autor, todavia, enquanto as

medidas do teste χ2

indicam que há algum relacionamento entre duas variáveis, elas não indicam a força e o significado deste relacionamento. Para tanto a Tabela 9 apresenta as medidas simétricas nominais, que são apropriadas quando ambas as variáveis da tabela de contingência são categóricas (Parecer e Troca).

Tabela 8: Medidas simétricas de H01.2

Value Approx. Sig.

Phi 0,103 0,021 Cramer's V 0,103 0,021 Contingency Coefficient 0,102 0,021 505 Fonte: o autor Symmetric Measures Nominal by Nominal N of Valid Cases

Pela Tabela 9 é possível ver que os baixos níveis de significância (abaixo de 0,05) para o teste V de Cramer e para o coeficiente de contingência indicam que há um relacionamento entre as duas variáveis, corroborando o teste χ2, no entanto, os baixos valores para as os testes estatísticos – 0,103 e 0,102, respectivamente, indicam que o relacionamento entre as duas variáveis é razoavelmente fraco.

Não é objetivo deste trabalho identificar as razões que levam as empresas a trocarem suas auditorias externas, mas sim avaliar se há relação entre a emissão de parecer modificado relevante no ano anterior e a decisão de troca da firma de auditoria. Beattie e Fernley (1998) apontaram 23 razões diferentes para uma empresa mudar de auditoria, 14 das quais relacionadas com problemas na firma de auditoria, sendo 10 com respeito à qualidade do serviço prestado. Não obstante as autoras não terem enumerado esta razão, este trabalho mostra que o parecer qualificado no ano anterior pode sim ser uma das razões para a troca da auditoria.

A estimativa de risco relativo, conforme ilustra a Tabela 10, é uma medida de associação entre a presença ou a ausência de um fator e a ocorrência de um evento. Através desta medida é possível examinar o relacionamento entre o tipo de parecer (variável resposta) e a decisão de troca ou manutenção da auditoria independente (variável de exposição).

O intervalo de confiança de 95% para a relação do risco relativo não inclui “1” (entre 1,906 e 3,413), indicando que há uma diferença significativa na ocorrência de troca de auditoria entre os casos de pareceres modificados relevantes no ano anterior e os de pareceres limpos no ano anterior.

Tabela 9: Medida de estimativa de risco para H01.2

Lower Upper Odds Ratio for Auditoria (Troca / Manutenção) 1,934 1,096 3,413 For cohort Parecer ano anterior = Modificado relevante 1,646 1,097 2,469 For cohort Parecer ano anterior = Limpo 0,851 0,721 1,004 N of Valid Cases 505

Fonte: o autor

Risk Estimate

Value

95% Confidence Interval

Os resultados da Tabela 10 mostram que o risco relativo de troca de auditoria é 1,93 vezes maior entre os casos de pareceres modificados relevantes que entre os de pareceres limpos.

4.2EFEITOS DO RODÍZIO OBRIGATÓRIO DE AUDITORIAS NOS PARECERES DOS