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Mandate for the Evaluation Committee

In document Second Evaluation of NOTUR (sider 24-29)

The Research Council of Norway: Evaluation of national eInfrastructure

II. Mandate for the Evaluation Committee

Têm-se aqui dados relativos à concepção das alunas pesquisadoras pertencentes às IES de grande, médio e pequeno porte em relação aos saberes que julgam necessários para sua participação no Projeto Bolsa Alfabetização. Os saberes evidenciados foram: saber alfabetizar, ver a realidade; saber sobre psicologia da criança; saber se relacionar com a professora regente e com as crianças; saberes teóricos, didáticos.

Ao explicitar sua participação no Projeto Bolsa Alfabetização, uma aluna pertencente à IES de grande porte disse que o Projeto ajuda a ver como a professora trabalha e a aprender a alfabetizar. Expressou-se da seguinte maneira:

A: [...] eu acho que a maioria aqui quer ficar no ensino público, na rede

pública, então esse Projeto me ajuda a me preparar melhor [...] eu acho que pra mim, como futura profissional da área, vai ser muito importante pra ajudar a ver como os professores trabalham, pegar algumas coisas daqui, outras dali, juntar tudo e ajudar os alunos a se alfabetizarem melhor, a conseguirem ler, escrever, e eu acho muito legal assim essa coisa do aluno de Pedagogia ter esse contato com a sala aula, não ficar só no teórico também, ter um trabalho prático [....]. (AP grande porte)

Para essa aluna, a permanência na sala de aula da rede pública estadual, ao longo do ano letivo, pode indicar alguns caminhos para sua atuação como professora, principalmente no que diz respeito à alfabetização e à articulação entre a prática e a teoria.

Para duas alunas do grupo de discussão pertencente à IES de pequeno porte, saber alfabetizar foi considerado importante para sua atuação como futuras professoras. Para elas:

Li: [...] Assim, além da troca que as meninas falaram, eu achei que foi

a questão da alfabetização, eu me apaixonei por essa questão, poder estar na sala de aula todo o dia, acompanhado o desenvolvimento das crianças, as crianças com dificuldade, no finalzinho do ano agora a

gente pode mais, trabalhar com essas crianças e ver avançar, ver pedindo ajuda, socorro, então isso é o que me motivou todo o dia estar com elas [...]. (AP pequeno porte)

Lu: [...] O trabalho na sala de aula, eu descobri que eu quero

alfabetizar com certeza, por causa do Projeto, e esse ano eu consegui trabalhar mais, ficar mais ativa na sala de aula, porque a gente não tinha a prática, a gente estava ainda lidando com aquela professora que está nos aceitando, com os alunos, então eu trabalhei com eles, mas não tão efetivamente como eu trabalhei esse ano, consegui estar mais próxima das atividades por ser o segundo ano, por já conhecer o Guia, saber como aquela atividade tem que ser desenvolvida, então a gente percebe que o tempo vai dando uma facilidade no trabalho, uma leveza que a gente não tinha quando a gente entrou. (AP pequeno porte)

Na visão dessas alunas, acompanhar o processo de alfabetização das crianças foi fundamental para seu desenvolvimento como futuras professoras. Essas alunas perceberam que é preciso planejar uma diversidade de situações que centrem esforços na aprendizagem do sistema de escrita e na linguagem que se usa para escrever (ARATANGY e VASCONCELOS, 2012). O material didático do Projeto forneceu subsídios para que as alunas compreendessem como as atividades deveriam ser desenvolvidas ao longo do ano letivo.

LU: [...] Eu acho que eu não conseguiria visualizar a aprendizagem do

aluno se eu não tivesse participado do Projeto, porque realmente a gente vê o aluno aprender, a gente vê a dificuldade que ele tem, a gente tem o material teórico, a gente tem a experiência do estágio, o estagio dá pra gente aquela visão panorâmica e o Bolsa deu pra gente o dia a dia da criança, ela chegar com a lição de casa e falar “Eu não

consegui fazer, prô, porque eu não entendi o que está escrito aqui”, e

no outro dia ela fala “Eu consegui hoje porque eu entendi o que está

escrito aqui”, então a gente tá vendo a evolução diária da criança, e

isso, pra quem vai entrar na sala de aula... E muita gente não tem isso, é muito difícil passar num concurso e entrar na sala de aula com 30 alunos e não saber isso, é muito difícil... Eu acho que o Bolsa me deu essa segurança, eu sei que vou entrar na sala de aula apavorada, mas eu sei que isso me é familiar, eu já vi essa situação, não foi profundo, mas eu já vi essa situação, eu não vou ficar chocada e sair correndo da sala de aula [...]. (AP pequeno porte)

LU revela que aprendeu a ver a evolução da criança. Em seu depoimento, fica claro que sua participação no Projeto a ajudará futuramente, quando tiver que lidar com uma sala de alfabetização como professora. Para Tardif (2010), é nas relações com os alunos que são constituídos os espaços onde são validados os saberes. O relacionamento das alunas pesquisadoras com as professoras experientes “[...] são situações que permitem objetivar os saberes da experiência [...]” (TARDIF, 2010, p. 52).

Ainda de acordo com Tardif (2002), o modo de integração dos saberes à prática profissional dos docentes acontece por processos de socialização, por exemplo, experiências de socialização pré-profissional, que antecedem o ingresso do professor na carreira. Por mais que se considere que o professor age sozinho, as relações que estabeleceu, ao longo de sua vida, interferem nas decisões a respeito de suas ações. Os saberes profissionais, para o autor, têm origens diversas e só podem ser compreendidos se considerados em todos os seus aspectos.

A aluna a seguir, pertencente à IES de grande porte, destaca a possibilidade de relacionar teoria e prática. Além disso ressalta a importância da convivência com a criança no dia a dia da sala de aula na rede pública estadual. Ainda para essa aluna, estar na rede pública estadual pode ajudar em seu preparo, para que possa prestar concurso futuramente. Veja-se:

N: [...] é importante, porque a experiência do dia a dia na convivência

com o aluno... é isso vai ser de fundamental importância pra nossa experiência futura, se vier a trabalhar no Estado; é uma preparação pro concurso, porque a gente vai vendo o sistema, no meu ponto de vista, e tem essa relação, é... na faculdade a teoria você vai pensar, você vai lembrar o que está acontecendo na sala de aula, então isso é importante também [...]. (AP grande porte)

Outra aluna que participou desse grupo de discussão referiu-se ao contato com a rede pública estadual. Na sua visão, a rede pública apresenta uma realidade diferente da que vivenciou ao longo de sua vida como aluna. O que ficou evidente para ela foi a dificuldade financeira das crianças e a falta de material para o andamento das atividades em sala de aula. A fala a seguir exemplifica:

JU: [...] esse Projeto me ajudou a ver a realidade porque, como eu

falei, eu não tive contato com a rede pública, eu nunca tive, eu estudei em escola particular... Então, quando eu entrei no Bolsa, foi um choque mesmo de realidade, eu falei “Meu Deus, como os professores

conseguem”, porque é falta de material, os alunos trazem muitos

problemas mesmo, então assim, você vê que até na escola particular tem os seus problemas, mas não chega direto no professor, agora na rede pública, você vê que os alunos trazem aqueles problemas, têm aquela dificuldade... Às vezes, o aluno... é o que as meninas falaram, não tem material, não tem roupa pra ir pra escola... [...]. (AP grande porte)

JU teve oportunidade de perceber a carência econômica que está presente nos alunos da escola pública, despertou-a para a necessidade de saber lidar com as carências.

Saber ler e escrever, ver como o aluno aprende ao longo do ano letivo, entender como funciona o sistema de ensino estadual, saber preencher documentos,

como é o dia a dia do professor emergem para a aluna a seguir como saberes necessários para sua participação no Projeto Bolsa Alfabetização. Essa aluna também percebe peculiaridades do ensino público, como as demandas externas ao ensino e a burocracia da papelada. Mesmo assim, considera que é isso que deseja para seu futuro. Veja-se:

L: [...] é... como as meninas falaram é importante porque você está ali

vendo como é que é, você tem como objetivo que os alunos saiam dali sabendo ler e escrever... Eu não sabia como era o sistema que vem do governo, o que pode, o que tem que seguir, então é importante para saber na escola pública como que é esse dia a dia do professor, que não é só chegar ali e passar a lição, ele tem que ter lá... um documento que ele tem que preencher... Eu me assustei quando eu vi o tanto de coisas que os professores preenchem... Alguns documentos são pro Bolsa Família e eu falei “Até isso você tem que preencher?”... Então é

importante ter essa noção do que nos aguarda... E aí eu tive a confirmação que apesar de tudo é isso mesmo que eu quero [...]. (AP grande porte)

Os saberes destacados por essas alunas pesquisadoras para atuar na rede pública estadual são aspectos importantes quando se trata de se preparar profissionalmente.

Ao tratar de explicitar o que sua participação no Projeto Bolsa Alfabetização pode significar para sua formação, o grupo de alunas pertencentes à IES de médio porte referiu-se aos saberes da psicologia da criança. Para esse grupo, a participação no Projeto possibilitou ter um olhar para a aprendizagem da criança, ajudou a saber como lidar com a criança, saber o que fazer em sala de aula. Mostrou a importância de estabelecer uma relação com a professora regente e como lidar com o apoio da professora orientadora. Veja-se o depoimento a seguir:

Al: Pensando no futuro? Bom, esse ano é o segundo ano que eu estou

no Bolsa e, no primeiro ano, como eu já tinha dito, foi numa sala bem tranquila, esse segundo ano eu estou numa sala assim, bem agitada e eu fiquei feliz por ter entrado nessa sala, porque a realidade hoje em dia não é como do primeiro ano, com crianças tranquilas e boazinhas, e que você fala “Senta aí” e elas sentam? Não! São crianças realmente

que deixam a gente de cabelo em pé. Então toda essa experiência eu vou levar comigo [...] então eu estou vivendo a realidade, infelizmente estou vendo uma realidade que está na sala de aula, bem difícil de lidar, e eu tenho que aprender, e vou aprendendo, esses são desafios, e o professor tem que lidar com isso, porque ele não vai ter na sala de aula só anjinhos, ele vai ter todo tipo de criança, com todo tipo de dificuldade, mas nunca me esquecendo do que eu aprendi aqui na faculdade, de que criança é criança e, independente se ela é arteira ou se ela é quietinha, ela é criança, eu estou me formando, me moldando nesse... dessa forma, uma professora assim [...]. (AP médio porte)

Do depoimento da aluna acima, pode-se destacar os saberes que adquiriu na sua relação com os alunos. Saber como as crianças são, como se comportam na sala de aula, reconhecer como a realidade se apresenta e retomar os saberes acadêmicos foram aspectos importantes para pensar a respeito da opção profissional.

Para uma aluna pesquisadora pertencente à IES de pequeno porte a relação com as crianças teve um peso importante para sua formação. Seu depoimento revela o seguinte:

Je: [...] eu acho que a experiência minha em sala de aula, como aluna

pesquisadora juntamente com as crianças, foi muito produtiva. Hoje mesmo, quando as crianças que vieram, como tá no finalzinho, as crianças vieram, a professora perguntou assim “Por que vocês vão vir

amanhã?” “Ah, porque a prô Je vai vir amanhã”. Então você percebe

que os alunos gostam [...] então você percebe esse momento de interação entre aluna pesquisadora e os alunos na sala de aula. (AP pequeno porte)

O depoimento dessa aluna indica que ela construiu vínculos com as crianças. Tardif (2010) evidencia que lidamos com pessoas, com as quais interagimos. Assim ao entrar em uma sala de aula é preciso esforçar-se para estabelecer relações e desencadear uma aproximação para que os alunos tenham possibilidade de sucesso.

De acordo com Charlot (2005), a educação é processo de humanização, de socialização e de singularização. Para o autor:

[...] As três dimensões do processo são indissociáveis: não há ser humano que não seja social e singular, não há membro de uma sociedade senão na forma de um sujeito humano, e não há sujeito singular que não seja humano e socializado. O professor faz parte desse triplo processo, é formador de seres humanos, de membros de uma sociedade, de sujeitos singulares [...] (CHARLOT, 2005, p. 78).

Para uma aluna pertencente à IES de médio porte, as relações estabelecidas com as professoras regentes, ao longo de três anos de participação no Projeto, foram fundamentais para pensar a respeito de seu futuro como professora. Ela aprendeu muito sobre as relações a partir do contato com a professora e com as crianças. Ela tem a seguinte posição:

Vi: [...] eu acho que a gente vai levar muita coisa futuramente, porque

nos 3 anos, eu trabalhei com 3 professoras diferentes, e eu tive uma experiência muito boa com uma professora, de tudo o que você pode fazer e criar para que a criança aprenda, e tive uma experiência muito difícil com outra professora, que era uma boa professora, mas que não queria que eu estivesse lá. Então, além de aprender como lidar com as crianças, eu aprendi como lidar quando eu tivesse outra pessoa na minha sala, a ensinar a outra que estava lá, e eu acho que isso foi muito importante na formação, e como eu fiquei com essa mesma sala,

eu vi que a troca da professora, o que é que a troca do professor fez com eles, como é o professor agora e o professor de antigamente... [...]. (AP médio porte)

A aluna a seguir teve também a possibilidade de participar por três anos, consecutivamente, do Projeto Bolsa Alfabetização com professoras e crianças diferentes, o que foi considerado muito importante em sua formação profissional, quando tiver a possibilidade de assumir uma sala como professora. Veja-se:

C: [...] bom, esse é o meu terceiro ano também no Bolsa e, nesses três

anos, eu tive experiências muito diferentes nas três turmas. No primeiro ano, eu fiquei com uma turma difícil, era uma turma pequena, porém era com muita dificuldade, mas também tive uma experiência excelente com a minha professora. Ela era muito rígida, não foi uma experiência tão boa nesse aspecto, mas, em questão de aprendizagem das crianças, ela deu conta de um jeito assim que não tinha nem o que eu fazer pra ajudar tanto ela, porque ela dava conta fácil, tranquilamente, sem o material, porque o material demorou muito tempo pra chegar, e ela deu conta daqueles alunos, que eu fiquei assim de boca aberta [...]. Então, como a Al falou, quando eu for pra sala de aula sozinha, eu vou levar isso comigo, porque foram turmas diferentes ao longo desses anos, e que eu vou saber como me moldar a eles também ou moldar eles a mim também, ao meu jeito de ensinar e vou ter essas experiências, com todos esses tipos de crianças assim... E o que eu pretendo para o meu futuro de professora é isso, levar todas essas minhas experiências com os professores, com os alunos, as coisas boas e as ruins também, pra eu saber lidar com as ruins, tentar fazer diferente lá na frente [...]. (AP médio porte)

Para C., a experiência de parceria com a professora regente contribuiu para sua formação, para ser capaz, como alerta Charlot (2005), de mobilizar todos os recursos que lhe permitirão atingir um fim determinado, em uma dada situação.

O depoimento a seguir refere-se ao papel da orientação na aprendizagem das relações:

BP: [...] Eu vou levar a experiência do Bolsa super positiva pro resto da

vida, porque ajudou tanto as orientações que a gente recebe nas reuniões que a gente tem, porque a gente sabe que a gente não está sozinha, a gente pode ter dúvidas, dificuldades na sala de aula, uma professora que não vai com a sua cara, que não aceita, tem ciúmes que você está lá, tem ciúmes que você consegue atingir uma meta com o aluno que ela não conseguiu, a gente consegue ter uma estrutura sabendo que a gente não tá sozinha. Então, eu vou levar muito essa experiência, vou procurar ajudar caso eu tenha uma aluna pesquisadora comigo futuramente, espero ter, porque a gente pode progredir no que a gente aprende, e eu aprendi e acho que isso é super válido em qualquer curso, qualquer etapa da vida, então, eu vou levar super positivamente e espero ser feliz nessa profissão do jeito que eu estou sendo agora, mesmo sem ter me formado, eu estou bem feliz, é o que eu espero, é o que eu esperei do curso. (AP médio porte)

A aluna reitera as aprendizagens propiciadas pela vivência durante os três anos de que participou do Projeto. De acordo com Tardif (2002), o trabalho diário com os alunos provoca no professor o desenvolvimento de um “conhecimento de si”, um conhecimento de suas próprias emoções e valores e das consequências dessas emoções e valores em seu modo de ensinar.

O grupo de alunas pesquisadoras pertencentes à IES de pequeno porte, ao relatar o que considerou como saberes necessários para participação no Projeto, referiu-se à troca, à parceria, ao aprender com o outro, ter a possibilidade de mudança na prática pedagógica, ter a professora regente como parceira. Algumas alunas assim se expressaram:

E: [...] nesse ano [2013], eu acredito que eu tive menos problemas, a

professora até me aceitou melhor, nós temos uma parceria muito interessante, eu consegui com que ela me respeitasse, me visse como sua auxiliar sim, mas com respeito, então assim, ela me viu como uma amiga que poderia estar ajudando as crianças e conseguiu também abrir esse espaço [...] e hoje a gente está terminando o Projeto esse ano, e ela realmente, ela consegue reconhecer o que esse ano inteiro com a minha ajuda, com a nossa parceria, a gente conseguiu com que as crianças saíssem totalmente alfabéticas, então teve assim, um avanço muito grande, esse foi o ponto alto, a troca, a parceria, e depois da resistência, teve o retorno e o reconhecimento, o ano que vem, eu acredito que as meninas que vão entrar, elas vão ser muito bem aceitas, porque eles adoraram, ela falou pra mim “Tomara que venha

uma aluna pesquisadora que tope, que seja parceira”, assim, se as

meninas souberem fazer por onde, elas estão com o caminho aberto, então eu acho que esse foi o ponto alto. (AP pequeno porte)

MI: [...] mas também a nossa parceria foi boa, nós mudamos a forma

das carteiras em sala de aula, no momento da leitura, no momento da leitura ela aceitou algumas ideias, então assim, a forma de trabalhar, mesmo com o EMAI, ela também aceitou as ideias eram bem-vindas e o que ela foi abrindo pra eu fazer, eu fui colocando a mão na massa então, foi muito produtivo sim [...]. (AP pequeno porte)

Para E e MI, a parceria com a professora regente foi fundamental. De acordo com Tardif (2010), a parceria coloca a ênfase na colaboração mútua, a fim de realizar alguma coisa e “[...] quando aplicada à educação, a ideia de interação nos leva a captar a natureza profundamente social do agir educativo [...]” (p. 167).

Pode-se considerar que a relação com a professora e as crianças produziu saberes no dia a dia da sala de aula. Essa relação teve papel fundamental porque, como alerta Tardif (2002), a construção dos saberes docentes e o ato de ensinar, em si, não se definem somente na pessoa do professor, mas se constrói por meio da relação professor e aluno, por mais complexa que ela se apresente. O autor define que ensinar “[...] é saber agir com outros seres humanos que sabem que lhes ensino;

é saber que ensino a outros seres humanos que sabem que sou professor” (2002, p. 13). Pode-se compreender que a profissão de professor é fundamentalmente relacional, uma ação sobre o outro, ou seja, o aluno.

Algumas alunas pesquisadoras pertencentes à IES de pequeno porte indicaram saberes oriundos da prática, por exemplo, como aprender a ensinar melhor, ter maturidade teórica e prática, compreender a importância de participação nos ATPCs (Atividades de Trabalho Pedagógico Coletivo).

Para a aluna a seguir, sua participação no Projeto trouxe contribuições no sentido de alcançar a maturidade teórica e prática de saber usar o material curricular.

E: [...] acho que o Projeto trouxe uma maturidade tanto teórica quanto

prática. Teórica porque eu pude conhecer um material maravilhoso de se trabalhar que foi o Ler e Escrever e vivenciar isso em sala de aula, e ver que isso deu certo mesmo que a gente não trabalhe no estado,

In document Second Evaluation of NOTUR (sider 24-29)