5. PRESENTASJON AV RESULTATER
5.4 O M Å VÆRE I EN POSISJON HVOR EN KAN BESTEMME HVA ANDRE KAN BESTEMME SELV
5.4.2 Makt
termo fixo. Estes custos totalizam 8 403,87€ para a subestação de Montarroio e de 4 832,23€, para a subestação do Calhabé e estão diretamente relacionados com o item tarifário referente à potência contratada para as subestações. A potência contratada para a subestação de Montarroio é de 558 kW e para a subestação do Calhabé é de 320,85 kW.
REDE DE TRAÇÃO DE TROLEICARROS DA CIDADE DE COIMBRA MELHORIA DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA, PROPOSTAS E A SUA VIABILIDADE TÉCNICO-ECONÓMICA
Na tabela (4.5) encontraram-se evidenciados os custos anuais tidos com estes itens, por subestação.
Tabela 4.5 – Custos anuais com potência contratada e termo fixo, por subestação
Subestação Potência Contratada (kW) Custo (€) Termo fixo (€)
Montarroio 558 kW 8 403,87€ 569,26 €
S. Calhabé 320,85 4 832,23€ 569,26 €
Assim os custos fixos totais estão repartidos em 8 973,13€ para a subestação de Montarroio e de 5 401,49€ para o Calhabé, totalizando em valor de 14 374,72€.
4.6. Conclusões
Este capítulo tinha à partida duas vertentes de análise no que concerne à operação das subestações de retificação. O primeiro era o funcionamento sob o ponto de vista transitório e que decorre do arranque simultâneo de viaturas troleicarro. Basicamente esta análise indica-nos qual o número de viaturas em arranque simultâneo que nos permitirá estimar a potência de pico que cada subestação. Sob este aspeto conclui-se que, a subestação mais solicitada é a subestação de Montarroio, isto porque alimenta as duas linhas, Linha nº 4 e Linha nº 103, nos seus trajetos ascendentes, o que não acontece na subestação do Calhabé, que alimenta apenas uma secção da Linha nº 103. Nesta análise conclui-se também que o número máximo de viaturas em trajeto ascendente são quatro viaturas, apesar de esta situação acontecer apenas em algumas partidas, cuja frequência de serviço é de 15 minutos.
Para este efeito efetuou-se um estudo estatístico para quantificar a probabilidade do arranque simultâneo destas quatro viaturas. Daqui se conclui, por comparação com a monitorização efetuada em contexto real, que o estudo estatístico se revela mais exigente, do que em operação real. Um outro ponto que ressaltou desta monitorização foi o tempo efetivo do funcionamento de três e quatro viaturas troleicarro. Constatou-se que a operação conjunta foi apenas de 1 minuto e 36 segundos e de 9 segundos, por cada meia hora de operação, respetivamente, contra os cerca de 5 minutos que se estimou, face à conjugação de horários.
Portanto, um sistema que garanta o funcionamento do arranque simultâneo do estudo estatístico, garantirá com certeza o funcionamento real, uma vez que este não se verificou tão exigente como o previamente estimado.
O segundo aspeto a ter em conta é a potência que cada uma das subestações fornece durante o seu funcionamento (por integração de período de 15 minutos) e que se situam entre os 200 kW e 332 kW e os 50 kW e 136 kW, respetivamente para as subestações de Montarroio e do Calhabé e que resultam da monitorização efetuada com o analisador de energia. Face aos
CAPÍTULO 4 – ANÁLISE DA OPERAÇÃO DAS SUBESTAÇÕES RETIFICADORAS
4.44
resultados obtidos com estas medições conclui-se também que a subestação de Montarroio têm um rendimento baixo, na ordem dos 50%, em contrapartida com o rendimento de cerca de 80% da subestação do Calhabé. Esta monitorização evidenciou também algumas incongruências entre o espetro harmónico teórico de um retificador de 12 pulsos e o verificado pelo espetro harmónico da subestação de Montarroio, revelando provavelmente problemas em uma ou mais ampolas de mercúrio e que terá como consequência um consumo desequilibrado nas fases da alimentação, por exemplo.
Transversalmente a estes dois aspetos há também que analisar os custos associados ao consumo de energia. Neste contexto, é fácil de perceber que a substituição dos equipamentos retificadores por equipamentos energeticamente mais eficientes e com melhores rendimentos, se traduzirá em menores custos variáveis decorrentes com o consumo de energia ativa, ou seja menos custos por kW/h consumido e com menos emissões de GEE, melhorando substancialmente a sustentabilidade económica e ambiental do sistema de tração.
Um outro aspeto e que se traduz por um incremento importante nos custos com a energia é o custo verificado com o consumo de energia reativa. Sendo este fator irrelevante para a subestação do Calhabé, o mesmo não se pode aplicar à subestação de Montarroio. O custo com a energia reativa nesta subestação é de 11 768,13€ anuais e representa cerca de 16,86% do valor pago pelo consumo de energia desta subestação e quando transposto para o custo total com o consumo de energia, este representa 12,96% do custo anual pago pelo consumo total de energia. Estes dados levam a admitir que o consumo de energia reativa representa um custo alto e que tenderá a aumentar, face às medidas restritivas legalmente em vigor e consequentemente penalizadoras nos tarifários de energia.
Para além disto importa referir que os custos por kWh tido com o termo de potência em horas de ponta foram de 0,07€/kWh, um obviamente não negligenciável. Ao diminuirmos o consumo em horas de ponta e consequentemente a termo de potência em horas de ponta, também o custo será diminuído em 0,07€/kWh.
Por fim falta referir os custos fixos das duas subestações. Neste contexto e face às potências monitorizadas, as potências contratadas apresentam um desajuste face à realidade pois estas situam-se nos 558 kW e 320,85 kW, respetivamente para a subestação de Montarroio e do Calhabé, respetivamente. Estes valores estão muito acima ao que é necessário pois conforme vimos anteriormente têm potências consumidas entre 200 kW e 332 kW e os 50 kW e 136 kW, respetivamente, para as subestações de Montarroio e do Calhabé. Este custo é evitável e desnecessário sendo por si só um incremento direto aos custos fixos destas instalações. Um ajuste na potência contratada traduzir-se-á numa importante redução de custos energéticos.
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