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Makroanalyse av bransjen (PESTEL)

2.2 Analyse av bransjen

2.2.2 Makroanalyse av bransjen (PESTEL)

Organizacionalmente a UFMG possui a divisão em área docente e técnico- administrativa, com mais a subdivisão desta segunda. A área técnica se compõe de profissionais com formação educacional superior ou técnica compatível aos cargos, como engenheiros, médicos, psicólogos, pedagogos e técnicos de segurança do trabalho, informática, análises clínicas e demais especialidades. Desta maneira os jovens permanecem, em sua maior parte, vinculados às áreas inerentemente administrativas, reproduzindo uma lógica em que permanecem em contato com as atividades tecnicamente menos elaboradas, em

à moralidade com quatro atividades e os respectivos riscos que podem acarretar. A mesma, assim, organiza-se em três eixos: atividade, riscos e danos possíveis. O Decreto entrou em vigor em 12 de setembro de 2008. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6481.htm> com último acesso em 06 de maio de 2012.

24 Decreto-Lei nº 5.452 de 01 de maio de 1943, que rege os direitos e deveres dos trabalhadores.

25 Decreto nº 6.481 de 12 de junho de 2012, construído a partir de orientação da OIT – Organização

Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário. Este decreto ordena o que as crianças e jovens podem fazer de maneira não prejudicial a sua integridade e desenvolvimento. A mesma lista 10 grupos de atividades prejudiciais à saúde e à segurança, em um total de setenta e seis itens, e mais um grupo de atividades prejudiciais à moralidade com quatro atividades e os respectivos riscos que podem acarretar. A mesma, assim, organiza-se em três eixos: atividade, riscos e danos possíveis. O Decreto entrou em vigor em 12 de setembro de 2008. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6481.htm> com último acesso em 06 de maio de 2012.

funções repetitivas que não abrem possibilidades de acesso às atividades mais complexas que permitiriam contato com o meio profissional mais elaborado e qualificado intelectualmente, o qual também implica em melhores remunerações e maiores responsabilidades.

A área docente é dividida em professores de nível superior, nível médio e ensino fundamental, cada uma delas regida por planos e legislações específicas de cargos e salários. A legislação comum à área técnica e administrativa é o RJU26 – Regime Jurídico Único da União – com os planos específicos a cada categoria regulando a operacionalização do desenvolvimento na carreira. Assim existem vários carreiras, com perfis e remunerações diferenciadas, influenciando na relação cotidiana com a instituição, conforme observações realizadas e de acordo com as informações disponíveis no endereço eletrônico da mesma27.

Os servidores que recebem estes jovens para o trabalho, em geral, se dividem em três carreiras, a de docência superior, a técnico-administrativa e a de professor do ensino básico e fundamental. A UFMG é a segunda maior universidade federal do país em termos de quantidade de servidores da área não docente28. Os locais de atuação são as unidades acadêmicas, que constituem a universidade visível ao público externo à comunidade universitária, onde são oferecidas as graduações e pós-graduações, além das atividades de extensão; as unidades administrativas, que gerenciam o trabalho técnico e administrativo, caracterizadas muitas vezes como órgãos centrais; o Centro Pedagógico – CP, que constitui uma escola de ensino fundamental e o Colégio Técnico – COLTEC, que oferece o ensino médio e profissional de forma concomitante ou isolada. No mapa a seguir é possível visualizar a organização espacial do local da pesquisa:

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Lei 8.112 de 11 de dezembro de 1990, disponível em

< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8112cons.htm > com último acesso em 10 de setembro de 2012.

27 Informações disponíveis em <http://www.ufmg.br> com último acesso em 15 de maio de 2012. O relatório de

gestão disponível no endereço eletrônico constitui um documento que no momento não nos interessa em sua íntegra, mas possui as informações em detalhes. Na mesma fonte é possível o acesso ao PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional – que orienta o planejamento quinquenal.

28 Conforme informações obtidas no Diário Oficial da União, publicado em 20 de julho de 2010, nº 137, p.4, foi

instituído o Decreto nº 7.232 de 19 de julho de 2010 onde, após um trabalho de planejamento e análise com o objetivo de dimensionamento dos servidores das universidades, ficou definida a distribuição destes para a criação de um banco de vagas para estas instituições. A UFMG deve possuir, em seu quadro de servidores Técnico-administrativos, 4.257 servidores, divididos em 928 da classe C, 2.218 da classe D e 1.111 da classe E, em um total, dentre todas as universidades, de 89.651 servidores enquadrados nessa carreira no Brasil. A classe C exige o nível de escolaridade fundamental, a D o nível médio, com algumas exceções; a classe E corresponde a escolaridade de nível superior. As classes A e B, que necessitavam somente a alfabetização estão, no momento, em processo de extinção. A escolaridade influencia em parte o enquadramento nas classes, que considera ainda, o grau de complexidade e risco das tarefas. A cada vaga que seja desocupada por fatores como aposentadoria, exonerações, ou demais motivos, a mesma deve ser preenchida automaticamente por outra pessoa. Este dimensionamento não abrangeu o quadro docente, o qual possui regras específicas além do Regime Jurídico Único definido pela lei nº 8.112/90 e são regidos por outras formas de dimensionamento.

Figura 2: Mapa do Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais, 2012.

Fonte: disponível em <https://www.ufmg.br/conheca/mapas/>. Último acesso em 28 de dezembro de 2012.

Além destas a universidade mantém o Centro Cultural na região central, responsável por eventos técnicos, culturais e artísticos e que oferece ampla gama de atividades de extensão. Também na área central localiza-se o Conservatório da UFMG, com foco marcadamente cultural e artístico. Compõe a instituição, também de maneira descentralizada, o Museu de História Natural e Jardim Botânico, com grande área verde e aberto a visitação pública. Na região hospitalar, próxima à central, ocorre a presença de jovens trabalhadores no Campus Saúde, e no Hospital das Clínicas, referência nacional em procedimentos de alta complexidade e responsável pela formação em serviço de profissionais de diversas áreas por meio de estágios e programas de residência. Os jovens trabalhadores atuam em todos esses locais e uma vez ao mês tem que levar a CVB a sua folha de ponto para que seja emitido o pagamento.

A UFMG também é composta por locais como o Espaço TIM do conhecimento, o qual não conta com a presença deste público, da mesma maneira que outros órgãos que estão fora da capital mineira, como o Instituto de Ciências Agrárias em Montes Claros, fazendas experimentais em Igarapé e Pedro Leopoldo, um Campi avançado em Tiradentes.

Temos um quadro em que os jovens trabalhadores lidam cotidianamente com diversas formas diferentes de existência, muitas vezes estranhas e novas a sua realidade. Eles primeiro entram numa estrutura física completamente distinta do que estão acostumados, com salas de aula amplas, laboratórios bem elaborados, grandes jardins, bibliotecas com muitos recursos, museus, exposições cientificas e culturais, assim inserem-se em um ambiente diferente da realidade com a qual tem contato, constituída por escolas com parcos recursos, poucos – ou nenhum – - laboratórios e com professores que não possuem a mesma relevância social e midiática que os professores universitários.

Esta caracterização geral da UFMG e CVB cumpre o objetivo de situar as instituições que compõe o local da pesquisa, pois ambas são instituições de grande porte e sujeitas à alterações organizacionais, culturais e espaciais, que impossibilitam que se esgote todas as suas nuances de maneira definitiva.