Cada método de ARIS é um diagrama diferente. O nome método pode ser entendido como um conjunto de objetos projetados para modelar processos de negócio com o objetivo de melhoria.
O pacote de software ArisToolset versão 6 é composto por, aproximadamente, cento e sessenta diferentes métodos. As características destes métodos são suas aplicações e funcionalidades, pois cada método tem suas funcionalidades voltadas para determinada finalidade ou foco de visão. Segue uma relação dos métodos por visão: Visão Organizacional: Organograma, Topologia de Rede, Protocolos. Visão de Dados: Modelo Entidade Relacionamento, Diagrama de Relações, Descrição do Banco de Dados. Visão de Controle: Cadeia de Valor Agregado, Diagrama de Alocação de Funções, Diagrama de Acesso,
Program Structure Chart, Physical Access Diagram. Visão Funcional: Árvore de Funções, Application System Type Diagram, Application System Diagram, Diagrama de Fluxo de
a) Visão Organizacional: Organograma. É o principal método da visão organizacional. Seu objetivo é apresentar uma visão da organização da empresa. A figura 2.22 apresenta um exemplo de organograma modelado no Aris Toolset versão 6.
Figura 2.22– Organograma (ORG) Fonte: Manual Treinamento Eletrônico ARIS
Verificando a modelagem apresentada na figura 2.22, observa-se na classificação dos objetos em forma de colunas, o mapeamento das unidades organizacionais, cargo / atividades, pessoas, hierarquia de pessoas ou tipo de pessoa, grupo, tipo de unidade organizacional e local físico.
Os demais métodos da visão organizacional, topologia de rede e protocolos, são utilizados para mapear os protocolos de rede.
b) Visão de Dados: Modelo Entidade Relacionamento (ERM), ou também MER, tem a função de modelar o banco de dados para representar as entidades e seus relacionamentos 1:1, 1:N e N:N, onde N é igual a muitos.
A figura 2.23 apresenta um ERM que representa a relação entre as entidades Ordem de Produção e Produto, onde N, ordem de produção, tem um mesmo produto.
c) Visão de Controle: Cadeia de Valor Agregado (VAC). O seu objetivo é mapear os processos da empresa em alto nível. A figura 2.24 apresenta um VAC de 2 níveis, onde VAC – Segundo nível é um detalhamento de VAC – Primeiro nível, e, F1 (função 1) é detalhada em F1.1, F1.2, F1.3 e F1.4 em VAC - Segundo nível.
Figura 2.24- Cadeia de Valor Agregado Fonte: Adaptação de Manual Eletrônico ARIS
Outros modelos que se destacam na Visão de Controle é o diagrama de alocação de funções (FAD). Seu objetivo é identificar e relacionar os recursos organizacionais e informáticos associados à execução de cada atividade. Ele pode ser utilizado em conjunto com a cadeia de processos orientada por eventos (EPC), o qual devido à sua função integradora é o principal método de toda a família ARIS. Como exemplo, a partir de um EPC é possível relacionar os demais elementos de outros métodos. Sua ocorrência é especificada por eventos, como: permitir relacionar quem é o responsável por uma determinada função. A notação evento é a base do método EPC devido à sua capacidade de representar o status de um determinado objeto e assim mapear o fluxo do processo. Veja a figura 2.7- Cadeia de Processos Orientada por Eventos (EPC).
Figura 2.25- Cadeia de Processos Orientada por Eventos (EPC) Fonte: Adaptação do Manual Eletrônico ARIS
Para entender a figura 2.25, é importante observar a integração entre três modelos: organograma à esquerda, EPC no centro e FAD à direita da figura. Já, o EPC a sua composição contêm três eventos (pedido de vendas recebido; ordem de expedição de produtos em estoque e ordem de produção de produtos sem estoque), uma função (verificar estoque) e um conector (do tipo e/ou), que indica que podem ocorrer dois eventos de forma simultânea ou alternada.
No EPC, o ponto focal é a função verificar estoque, pois ela está relacionada com o organograma, indicando que é da área de planejamento, programação e controle da produção (PPCP) da Unidade. O outro relacionamento é com o FAD apresentado do lado direito da figura. O diagrama de alocação de funções está também integrado ao EPC pela função verificar estoque. Ele também demonstra a possibilidade de descrever várias representações como: a tela de entrada dos dados no computador e a tabela do banco de dados onde as informações são gravadas.
Tratando-se especificamente o EPC (centro da figura 2.25), a função verificar estoque mapeia o que fazer, neste caso, mapeia a ação verificar mais o objeto estoque. Além de mapear ação e objeto, como descrito, relaciona-se com outros componentes, no caso desta figura a função está associada ao grupo PPCP, que por sua vez fica embaixo da unidade 1. Ambos os componentes são do tipo organograma (ORG).
Através da mesma figura, pode-se observar que o evento pedido de vendas recebido mapeia quando fazer, tanto a composição do objeto pedido de vendas, como a situação recebido. O componente evento é caracterizado por indicar a situação e não existe
relacionamento com outros componentes, senão do tipo função. O evento indica a situação após a função imediatamente anterior e antes da função imediatamente posterior.
O conector é outro componente existente nos diagramas EPC. Ele serve para conectar os diversos objetos do modelo, também indica a seqüência lógica do diagrama, pois, para cada tipo de relacionamento, deve ser utilizado um conector. Por exemplo, na figura 2.25, o conector XOR indica que os eventos ordem de expedição de produtos em estoque e ordem de produção de produtos sem estoque podem ocorrer de maneira simultânea ou exclusiva.
O último método da Visão de Controle é o diagrama de acesso físico (DAF). Na etapa de implantação do diagrama de acesso (DA) pode ser utilizado para especificar a ligação entre dados, funções e organização. No estágio de implementação ele pode ligar, respectivamente, os campos de tabelas com o de funções de programas, assim como indicar a sua localização física.
d) Visão Funciona: é composta por alguns modelos; um dos principais é a Árvore de Funções (FT) que é útil para descrever a hierarquia de funções da empresa até o nível de atividade, por exemplo, projetar, movimentar, etc. Outros diagramas da Visão Funcional são: tipo de sistema de aplicação para especificar cada tipo de aplicação (por exemplo: CAD, planilha, processador de texto, entre outros), diagrama de sistema de aplicação para especificar a licença de cada aplicação da empresa, diagrama de fluxo de informação (DFI) que permite especificar o fluxo de dados e diagrama de acesso para mostrar o fluxo de dados entre aplicações no estágio de projeto, mostrando também como os diferentes tipos de aplicações se comunicam. A modelagem de interface de sistema mostra o relacionamento entre as Aplicações de Software, os Módulos de Software (partes de programas) e as Funções de Software, ou seja, integra os níveis de projeto e implementação da visão função.