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M ENIGHETSRÅDETS ARBEID

In document Bekkelaget og Ormøy menighet (sider 5-0)

Para melhor sentir o pulsar do início de um dia de trabalho na RTP Porto, assistimos logo ao início da manhã, à abertura da Central Técnica. Acompanhados pelo chefe técnico de produção, João Espírito Santo, ouvimos as explicações por ele fornecidas relativamente aos procedimentos a efectuar neste tipo de serviço, com a ligação dos diferentes equipamentos e as tarefas diárias ali desenvolvidas.

Imagem 2.6 A Central Técnica e os sinais que ali se partilham - RTP. Imagem do autor, 2005.

Embora a priori essas tarefas nos pareçam pouco importantes para o nosso quotidiano, é dali que são dadas linhas de comunicações com o exterior, é ali que chegam os sinais de imagens para gravação provenientes de outras delegações e/ou de outros países. É também neste serviço que se cuida de toda uma logística necessária ao funcionamento diário, nomeadamente, as que se prendem com a operacionalidade dos diferentes equipamentos.

Este acompanhamento permitiu-nos um primeiro contacto com o estúdio D, local onde se faz e emite praticamente toda a informação produzida na RTP - Porto. Este espaço, para além de estúdio da RTP1, é igualmente estúdio da RTPN bastando para tal rodar a mesa de apresentação. Numa das extremidades situa-se a redacção da RTPN e na outra a redacção da RTP1.

Este contacto, para além do conhecimento de um vasto sistema de iluminação, de câmaras, de gruas, de adereços e de diversos cenários, permitiu também perceber toda a

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movimentação dos seus profissionais no modus operandi dos programas informativos que ali se fazem.

Finda esta primeira etapa, a visita às ilhas de edição foi o passo seguinte. Estes espaços são locais insonorizados, munidos de equipamentos necessários para a edição e sonorização de uma peça jornalística. O jornalista chega, entrega a cassete na secção das “videotapes”, local onde um operador a “digitaliza” para um computador, colocando no imediato as imagens gravadas disponíveis num servidor de grande capacidade. Após esta tarefa, o editor e o jornalista acedem às imagens, escolhendo as que melhor servem para que com elas se possa construir a narrativa da sua notícia. Enquanto o editor vai visionando e seleccionando as imagens, o jornalista vai adiantando o texto para colocar em “off”34. Depois deste estar pronto, é

altura de o gravar para o computador. Com o texto gravado e com as imagens escolhidas, resta ao editor montar35 a peça e colocá-la disponível para que, em qualquer momento, esta possa ir

para o ar.

Aqui, como em muitos outros momentos de televisão, o trabalho de equipa reveste-se de capital importância. É sabido que fazer televisão é um momento de luta incessante contra a falta de tempo. Esta dificuldade com que se lida diariamente pode assim ser combatida com uma boa coordenação entre os diferentes elementos das várias equipas.

Um outro local visitado foi a “régie de continuidade”. É neste espaço que se definem os horários de entrada dos programas. É aqui que se “segura” e se dá sequência à planificação do canal: quando um determinado programa atinge o seu terminus, vai para intervalo, ou mesmo, quando alguma anomalia técnica surge, há sempre a possibilidade de colocar no ar programas alternativos, com diversificadas durações e tipificações. É aqui que se fazem os ajustes de tempo, se colocam os blocos publicitários existentes entre programas e é daqui que se consegue seguir e definir todo o alinhamento do canal. Este local reveste-se de grande

34 Voz que é incluída numa imagem, sem que a sua presença seja notada. É a locução que se faz sobre as imagens

sem a presença do elemento que a ela diz respeito.

35 Processo através do qual se faz a ligação entre planos previamente gravados, de uma forma sequencial e lógica,

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importância pois, como o próprio nome aponta, é um espaço de continuidade. Este é o último filtro da programação, imediatamente antes de ir para o ar.

Um outro local que percorremos foi o estúdio A. Em Abril, com o Congresso do Partido Social Democrata a decorrer em Mafra e com as muitas e diversificadas exigências que o momento requeria, era necessário manter o estúdio D com a apresentação noticiosa diária e, ao mesmo tempo, ter um convidado a comentar as incidências daquela reunião magna partidária. Toda esta simultaneidade só seria possível com a utilização do estúdio A em paralelo que, apesar de não dispor da última actualidade em equipamentos, permitiu aí colocar um comentador. Foi assim possível, através da colocação de um fundo em “chroma-key”36 a fim de

criar uma harmonização entre cenários, usada nos diferentes pontos de emissão, quer relativos à manhã informativa da RTPN, quer relativamente ao Jornal da Tarde emitido na RTP1.

Foi um trabalho com alguma exigência face à singularidade da situação, não só ao nível da transmissão da imagem mas, sobretudo ao nível das comunicações com os diferentes pontos de reportagem, havendo um contacto permanente entre apresentadores, jornalistas de serviço no congresso, o interior do congresso e o próprio comentador. É aqui que reside uma das grandes tarefas da Central Técnica, um desempenho de relevo no estabelecimento e manutenção das diferentes comunicações.

Durante o estágio, foi ainda possível efectuar visitas ao espaço reservado ao futuro estúdio virtual. Conseguiu-se, ao longo de vários dias, observar a evolução verificada nas estruturas daquele espaço. Depois de concluídas as obras, equipados e testados os novos meios, é deste local que serão emitidos todos os programas de informação e outros a partir dos estúdios do Porto. É uma área pensada para trabalhar com cenários virtuais, onde a cor predominante é o verde cuja função é a de possibilitar fazer o chamado “chroma-key” durante as várias emissões. É um sistema que se pretende inovador e moderno, correspondendo às novas exigências da produção televisiva.

36 Efeito que consiste em inserir uma imagem sobre outra através da anulação de uma cor padrão, como por

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