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2. TEORETISK FUNDAMENT FOR AKTIV FORVALTNING

2.1 M ARKEDSEFFISIENS

A análise na perspectiva dos agora se coloca como possível no ato de percepção porque na passagem do objeto para sua propriedade não há mudança de tema. O objeto permanece no foco intencional. Assim quando o ser humano passa da consideração do objeto à compreensão da propriedade

/ . .. / s e o ob j e to n ão e s t á ma i s “ d a do ” n a s u a in t en c io n al id a d e a t u a l , el e p e r ma n e c e t o d av i a “ r e t i d o ” e a s s i m “ q u a s e p r e s e n t e ” à c o n s c i ênc i a . G r a ç as a i s so , o “ob j e t o t o t al ” p e r ma n e c e s e mp r e a q u i l o q u e e s t e e u a p r e en d e. O e g o e s t á c o n t i n u a me n t e d i r i g i d o a e s t a ap r ee n s ã o t o t al d o o b j et o , e a s ap r e en s õ e s p a r c i ai s d as p r o p r i e d a d e s s e r e c o l h e m c o m a a p r e e n s ã o t o t a l , d e t a l ma n e i r a q u e a t r a v é s d e c a d a a p r e e n s ã o p a r c i a l n ó s a p r e en d e mo s o “ tod o” , n a me d id a e m q u e n o r e co lhime n t o e l e “ u l t r a p a s s a” a p r o p r i e d ad e ap r e en d i d a e ex i s t e p a r a a c o n s ci ê n cia n e s s e p r ó p r i o u l t r a p a s s a me n t o . E a c a d a mo me n t o , p e l o me s m o p r o c e s s o d a r e t e n ç ão , a p r o p r i e d a d e é i n c o r p o r a d a a o su b st r a t o , q u a n d o s e p a s s a p a r a a a p r ee n s ã o d e u ma o u t r a p ro pr i ed a de . (op . c i t. , p . 1 3 ) 171

Vê-se, assim na citação de HUSSERL, explicitada a percepção de um objeto e de suas propriedades, como uma constituição de sentido que é uma compreensão articulada em termos de retenções e protensões, do visível ao invisível, constituindo a unidade da percepção que ocorre no pré-reflexivo. Essa compreensão é também estar em relação e designa uma objetividade categorial, portanto, percepção de conjunto.

Nesta perspectiva da percepção de conjunto pode-se compreender o trabalho de DEDEKIND, ao tomar as propriedade numéricas já conhecidas e transformá-las em definição [15 P2], [16 P2], assim como também o trabalho de GALOIS ao agrupar as raízes de uma equação em termos de permutação de seus coeficientes [18 P2], como um trabalho que tem seu primado no ato da percepção de conjunto, que é intuição enquanto aponta para um por vir e se relaciona com o horizonte de futuro.

U ma p l u r al i d ad e d e i n d i v í d u o s s ó p o d e e st a r p r e s en t e a u ma c o n s ci ê n cia “ e m c o n j u n t o ” e n a “ u n i d ad e d e u ma i n t u i ç ã o ” , s e u ma t e mp o r a l i d a d e o r i g i n á r i a env ol v e e s t a p lu r a li d ad e e m u m a u n i d ad e, se g u n d o o s mo d o s d o si mu l t â n e o e d o su c e s s iv o. ( H u s s e r l ( 1 9 5 4 ) , p . 1 8 2 ) .172

Segundo MOURA, os indivíduos ao doarem-se como pluralidade constituem uma unidade sensível em torno da forma sensível originária - os invariantes estruturais, porque a temporalização tem as funções de apresentar indivíduos e de uni-los em uma unidade de conexão.

171 C i t p o r M O U R A , C a r l o s A l b e r t o d e . S e n s i b i l i d a d e e e n t e n d i m e n t o n a f e n o m e n o l o g i a . O p . c i t . , p . 2 4 6 . 172 I d e m , i b i d e m , p . 2 4 6 .

DEDEKIND toma as propriedades numéricas como determinantes do conjunto numérico e dá início a uma maneira particular de definir e de referir-se aos objetos matemáticos, fazendo surgir noções estruturais que tinham como finalidade compreender os números em uma fundamentação puramente aritmética [14 P2], [19 P2] e [20 P2] ou como uma livre criação por meio das leis operacionais que os unem [15 P2]. Por outro, GALOIS, percebe permutações nos arranjos dos coeficientes da equação, introduzindo um novo método de resolução de equações.

N a c l a r e z a , o s u r g i me n t o d o d ar - s e e x p l í ci t o é o me s mo q u e d a r- s e e m s e u mo d o d e d o a ç ão . E o s mo d o s d e d a r - s e s ã o mo d o s d e ma t u r a ç ã o o r ig in á ri a : mo d o o r ig in á r io d o q u e e s t á à mã o , p r e se n t a ç ão , r e c o r d a ç ã o c o mo d a r - s e d e t e r s i d o , e s p e r an ç a c o mo v er c l a r o , v e r a n t e s, d a r - s e an t e s c o mo c o mp r e e n sã o , c o mp r ee n d er u m da d o c o mo el e p r óp rio . 173

Da análise fenomenológica da percepção pode-se compreender a estreita ligação que há entre os modos de doar-se e o modo da maduração originária. Aí está implícita uma identificação do ser em seu ir sendo, do ir sendo ao dar-se em suas formas visíveis ou invisíveis, explícitas ou implícitas, do ser em seu ir sendo compreendido. Essa identificação é bastante evidente entre alguns sistemas simbólicos e seus sistemas conceituais. Como por exemplo: os conceitos musicais e seu sistema de notação ou o sistema conceitual de número e do sistema de numeração [24 P2] que apresenta os números em uma unidade de conexão. Os símbolos numéricos, enquanto articulados em torno do sentido de número podem ser pensados como apresentação dos números em seus modos de doação: enquanto número e enquanto conjunto, um todo numérico articulado em torno das propriedades numéricas ou relações numéricas. O sistema numérico como uma construção da Modulação Matemática de mundo, vai sendo e no ir sendo doa-se como Apriori estrutural, como a priori sintético das noções estruturais [17 P2], [15 P2]. As 173 I n d e r A n s c h a u l i c h k e i t d i e U r s p r ü n g l i c h k e i t d e r s e l b s t g e b u n g - a n s c h a u l i c h g l e i c h s e l b s t g e b e n i n i h r e n M o d i s d e r S e l b s t g e b u n g . U n d M o d i d e r S e l b s t g u n g s i n d M o d o s d e r u r s p r ü n g l i c h e n Z e i t i g u n g : U r mo d u s G e g e n w ä r t i g u n g , P r ä s e n t a t i o n , W i d e r e r i n n e g a l s S e b s t g e b u n g v o n v e r g a n g e n e m S e i e n d e m, E r w a r t u n g a l s A n s c h a u u n g , V o r - A n c h a u u n g , s e b s t g e b u n g a l s i m v o r a u s E r f a s s e n , V o r - E r f a s s e n v o n e i n e m G e g e n a t ä n d l i c h e n a l s e s s e l b s t . H U S S E R L , E d mu n d . S c h i c h t e n d e s W e l t b e w u s s t s e i n ( 1 3 . J u n i 1 9 3 6 ) . E r g ä n z u n g s b a n d t e x t e a u s d e m n a c h l a s s . O p . c i t . , p . 2 4 8 .

noções estruturais por sua vez vão dando lugar à conceitos estruturais como o conceito de corpo, que ao ser tratado como objeto da Álgebra mostra-se como objetos de uma prática teórica formal [21 P2] que busca explicitá-lo como um conjunto de corpos reunidos em torno de características e por extensões algébricas [9 P2], [10P2], [11 P2], realizadas em um número finito de vezes, fazendo surgir o conjunto máximal de números em termos de uma propriedade.

Com isto, constrói-se um todo do objeto ideal número, originando o conceito de variedade formal - em termos de estruturas da Álgebra - expressa por um sistema axiomático [12 P2], [22 P2]. Segundo a análise fenomenológica esse sistema axiomático deve ser composto de leis essenciais expressas em linguagem axiomática, cujos os símbolos adquirem sua significação plena ao ter-se o sistema sintaticamente definido [23 P2].

O por vir na temporalização das estruturas da Álgebra explicitadas como teorias de uma estrutura como: a Teoria dos Corpos, a Teoria dos Grupos, a Teoria dos Anéis é dado na Teoria das Estruturas vislumbrada por NOETHER. Essa teoria é concebida como uma teoria que unifica, por leis essenciais, todas as teorias de uma estrutura e suas possíveis relações [4 P2], tornando as estruturas o tema da Álgebra [3 P2], [5 P2]. Esse tema ao ser desenvolvido mostra-se ainda como pertencente a mesma Modulação – a Modulação Matemática - por carregar e complementar os sentidos matemáticos como aqueles referentes aos números primos inteiros, à unificação das álgebras em torno da idéia de decomposição ou, ainda, ao estabelecer-se a ordem entre as diferentes estruturas [6 P2], [7P2], [8 P2].

As estruturas da Álgebra como método algébrico se dá ao buscar definir as estruturas de certos sistemas algébricos com um conjunto limitado de dados [2 P2] em termos de propriedades operacionais. Levantando a possibilidade de unificação de todo o conhecimento matemático [1P2] tornando-se tema da Matemática.

2.2. NA PERSPECTIVA DO PRESENTE VIVO: O APRIORI