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Luftforurensning på Kårstø i dag

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3 Førsituasjonen

3.2 Luftforurensning på Kårstø i dag

Minas de chumbo

Ponte

chamam Los Frades97, porque há neles pedras tão altas e tão delgadas

como um homem. Aqui vem dar o caminho de Huancavelica, seguindo até ao tambo de Parcos. Por todas estas encostas e ladeiras vêem-se muitos lugares de gente índia.

Daqui desce-se uma encosta de duas léguas e meia, desde onde se vê uma ilha que há em meio do rio Maranhão. Chama-se esta ilha Guamanga, e tem muitos lugares de índios e grandes minas de chumbo. Até chegar a esta ilha, corre o rio Maranhão para oriente, tornando aqui a dar volta para ocidente. Nas faldas desta encosta corre um rio que entra no Maranhão e passa sob uma ponte de corda, feita desta forma, tecem-se uns cabos muito grossos, com o comprimento apropriado, e, pren- dendo-os a um estribo de pedra, passam-se à outra margem do rio, sobre eles, deitam-se gravetos e, depois, uma esteira muito grossa e comprida (cabos e esteira são feitos de agave, que é a planta de que fazem a pita), de ambos os lados colocam-se outros cabos, enleados com gravetos. Aper- tam-se estas pontes com um cabrestante, e ficam estas pontes no ar, sem ter no meio sobre o que sustentar, pelo que sempre estão arqueadas para o rio, sendo mister descarregar as mulas e fazer passar as mercadorias em ombros de índios ou de negros. Quando há pouca água, atravessa-se o rio a vau. Daqui vai-se ao tambo de Azángaro, que fica do lado direito. O lugar de Ganta, com outros lugares de índios, fica do lado esquerdo e é

corregimiento. Se os rios são passados a vau, vai-se por um vale chamado

Vinagua, onde existem lindas estancias, muitos hortos, coutadas e muito gado, tudo de senhores de Guamanga e é um alegre vale. Segue-se para a cidade de Guamanga, cidade rica e de bom trato dos mercadores, terra mui temperada, onde se colhe muito trigo e milho e onde se acham todas as coisas que se criam no Peru. E por todas as montanhas e vales que os rios fazem andam cheios de gado, bois e ovelhas, e tudo barato. Tem a cidade corregidor e bispo, mosteiros de frades das quatro ordens que tem o Peru, mosteiros de monjas e teatinos, e muitas casas de cavaleiros. Situa-se a setenta e oito léguas da cidade de Lima.

Seguindo a Estrada Real, passa-se por alguns lugares de índios, pela

estancia de Dona Teresa e por muitas estancias de vacas. E, subindo e

descendo encostas e atravessando rios pequenos, alcança-se Vilcas, lugar de índios, terra que se diz ser a mais alta do Peru. Vêem-se aqui relíquias de grandes edifícios do tempo dos incas, em cujas paredes estão as pedras mais bem lavradas e assentadas nas paredes que se pode encontrar em todo o mundo. É este um corregimiento que tem muitos lugares em sua comarca. Segue-se daqui para o rio de Uramarca e desce-se uma grande encosta. É este rio um dos maiores que entram no Maranhão. No Verão, atravessa-se a vau, e, no Inverno, por uma ponte de corda. Junto a esse

DESCRIÇÃO GERAL DO REINO DO PERU, EM PARTICULAR DE LIMA 155

Caminho dos incas

rio, há muitas plantações de cana-de-açúcar. Sobe-se, depois, ao tambo de Uramarca, e segue-se o caminho, passando por alguns lugares de índios e por muitas estancias de vacas. E, cruzando um pequeno lugar de índios, chega-se a Andaguailas La Grande, que é um vale famoso no Peru. Abrange a sua comarca muitos lugares de índios, e é terra onde se colhe em abundância trigo, milho e, junto aos rios, muito açúcar. É um corregi-

miento muito rico. Daqui, passando algumas estancias, chega-se ao tambo

de Pingos, e, subindo uma grande encosta, a Guancarama, onde se fazem boas alpargatas para todo o Peru. Seguindo o caminho, sempre subindo e descendo encostas e quebradas, alcança-se o tambo de Cochacajas, que daqui descem-se duas léguas de uma áspera encosta e colhe-se por aqui trigo e milho. E depois vai-se ao rio de Abancay, e passa-se por uma boa ponte de pedra. Entra-se no vale de Abancay, onde há uma infinidade de plantações de cana-de-açúcar e outras muitas coisas, e chega-se ao tambo que está a vinte e quatro léguas da cidade de Cusco. Junto deste famoso vale, há uma montanha altíssima, coberta de neve, onde se diz que existem ricas minas de prata, que não se lavram. Por aqui caminha-se à vista de altos montes e vales profundos, e chega-se ao tambo e lugar de índios de Curaguasi. Desce-se, depois, ao soberbo rio de Apurima, que é o rio que com mais força corre no Peru.

Trata-se da laje e da ponte de Apurima, até chegar à cidade de Cusco

A laje e ponte de Apurima são dois dos passos mais perigosos de atravessar que tem todo este caminho. E pode pouca gente defendê-los de muita outra. O rio, que é mui caudaloso e corre com grande força, bate na laje. E erguem-se aqui umas penhas muito altas, talhadas e lisas como uma grande muralha. Sobre estas penhas, abriu-se caminho à força de ferro. Aqui levanta-se um monte de penhas tão alto, que tem, de altura, mais de quatro léguas, de jeito que por nenhuma parte se pode passar estas penhas. Romperam-nas por mais de quatrocentos passos de homem, descendo-se como por uma escada, e pode, em cada degrau, descansar uma cavalgadura, porque são muito largos e há, da parte do rio, uma parede que defende que não caia nenhuma pessoa ou besta ao rio, porque é uma passagem estreita.

Na outra banda do rio há montanhas e bosques muito altos. É terra onde não pode andar gente, pela sua aspereza e pelas muitas lajes e despenhadeiros que tem. Devido a estes maus passos, tinham os incas um caminho muito bom, e iam folgar e desenfadar-se a uma quebrada que há a quatro léguas desta laje e ponte, pela margem do rio abaixo. Nesta quebrada, toma-se por coisa certa que há muito ouro, em grossas pepitas, porque têm transposto o rio a nado, em alguns tempos do ano, homens que nadam bem, dali trazendo pepitas de (ouro) fino, tão grandes como

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