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Luftforurensninger påfører samfunnet skader av mange slag. Det er laget foreløpige anslag over skader av norske svovelutslipp på viktige materialtyper i Norge og betydningen av disse

STASJONÆR FORBRENNING

10.5. Luftforurensning og helse

Segundo o IBGE (2011), São Paulo atualmente é a cidade brasileira em décimo lugar na lista mundial de Produto Interno Bruto (PIB), sendo a cidade mais rica do Brasil e a sexta mais populosa do mundo.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade de São Paulo, de forma geral é elevado, porém se observado por região, nota-se que é muito heterogêneo, demonstrando as desigualdades sociais existentes nos países em desenvolvimento. Nas regiões mais centrais do Município de São Paulo, o IDH é superior, diminuindo à medida que se afasta do centro, sendo esta uma questão histórica, segundo Rolnik (2003), pois as populações de baixa renda concentram-se nas periferias, por não terem como custear a vida na região mais central.

Do total de neonatos encaminhados para diagnóstico audiológico 76 (100%), compareceram a este estudo e o diagnóstico foi finalizado em 58 (76,3%). Portanto, a taxa de perda no seguimento (follow up) foi de (23,69%).

Shulman et al. (2010) em estudo nos EUA, relataram que o número de crianças que passaram pela triagem auditiva neonatal antes da alta hospitalar foi de (92%), destas (2%) foram encaminhadas para o diagnóstico, destes 2%, (62%) o recebeu, enquanto que a perda de follow up foi de 48%. Já Liu et al. (2008) em Massachusetts, EUA, possuem um sistema de dados com todas as informações referentes a saúde dos neonatos, desde a certidão de nascimento, até os dados referentes a exames realizados e seus respectivos resultados. Mesmo nesse caso, a perda no seguimento foi de 157 crianças (11%).

Observa-se na amostra da presente pesquisa, que a maior concentração de encaminhamentos para diagnóstico audiológico, foi proveniente das regiões Sul do município de São Paulo (51,3%) e Oeste (23,7%). Também nestas regiões, se concentraram a maioria das crianças com alterações audiológicas (65,5%).

Ao analisar o IDH no Município de São Paulo, nas regiões (Sul e Oeste), bairros de moradia dos neonatos, observa-se que é onde se concentram os menores valores de IDH do município de São Paulo, valor em média de (0.75), sendo que a

região com maior IDH tem média de (0.95) (Prefeitura Municipal de São Paulo, 2011).

Outro agravante é que nestas mesmas regiões, concentram-se o maior número de gestantes sem nenhuma consulta pré-natal, ou apenas com uma consulta pré-natal, o maior número de casos de faixa etária materna inferior a 15 anos de idade, a mais alta concentração de neonatos com peso inferior a 2499 g e a maior taxa de óbitos neonatais (Prefeitura Municipal de São Paulo, 2011).

Maciel et al. (2012) e Oliveira et al.(2010), em pesquisas sobre mães adolescentes elucidaram que a gravidez na adolescência pode causar riscos a saúde do neonato e vem sendo amplamente discutido e pesquisado no mundo, pois os neonatos estariam mais suscetíveis a problemas de saúde e a óbitos antes do primeiro ano de vida. Este motivo por si só chama a atenção e convida a pesquisas com adolescentes e seus neonatos, bem como formas de prevenção, ou esclarecimentos as adolescentes sobre os riscos que uma gestação traz quando seu corpo não está na fase adulta.

A discussão a seguir tem como enfoque os neonatos que compareceram e concluíram o diagnóstico audiológico nos Centros de Referência de Saúde Auditiva participantes da presente pesquisa, considerando-se uma casuística de 58 neonatos.

A estimativa da prevalência de PA obtida na presente pesquisa foi de 0,10% (12/37.479). Um intervalo de 95% de confiança para esta estimativa é dado por [0,07%; 0,14%], vindo ao encontro ao que Mozaria et al. (2004) e Joint Committee on Infant Hearing (2007) relataram para países desenvolvidos.

Levêque et al. (2007) em pesquisa sobre a TANU na França, com uma população semelhante a estudada nesta pesquisa, 33.873 neonatos, evidenciaram também achados semelhantes no que diz respeito a prevalência da perda auditiva, sendo essa de 0,08% (27/33.873).

Khandekar et al. (2006) em pesquisa sobre a TANU em Oman com 21.387 neonatos, também revelaram achados semelhantes a este estudo, com estimativa de PASN de (6/21.387).

É necessário uma atenção especial ao número total da população estudada, uma vez que são poucas as publicações sobre a estimativa da prevalência da perda

auditiva em neonatos realizadas com amostras grandes. A maioria das publicações sobre o assunto, são referentes a um único hospital, ou serviço, não tendo como base os nascimentos da população geral do município, aumentando assim, consideravelmente o valor da estimativa da perda auditiva.

No presente estudo foram observados 17 neonatos (29,3%) com perdas auditivas condutivas e 11 (19%) com PASN bilaterais. Apenas um (1,7%) neonato apresentou PASN unilateral.

Em estudo desenvolvido também no Brasil por Pereira, Martins e Azevedo (2007) a perda auditiva mais frequentemente observada na população pré-termo e a termo, foi a perda auditiva condutiva, seguida da PASN. Para Pereira, Azevedo e Testa (2010), também se destacaram as perdas auditivas condutivas como sendo as mais esperadas para os neonatos que falharam na triagem auditiva, tendo esses, mais chances de desenvolver episódios de otites no decorrer do primeiro ano de vida, o que é coerente com o observado na pesquisa de Wertzner et al. (2007) que 50% das crianças com um ano de idade já apresentavam pelo menos um episódio de otite, o que pode prejudicar a aquisição e o desenvolvimento da linguagem.

Para Davis e Davis (2010) existe uma preocupação com problemas de orelha média, pois há um aumento da prevalência da doença da orelha média nos países em desenvolvimento, e as complicações são mais prováveis onde há pouco acesso a cuidados de saúde e/ou tratamento eficaz.

Na presente pesquisa 37,9% dos neonatos não apresentaram IRDA e 32,85% apresentaram apenas um indicador, sendo que o número máximo destes não ultrapassou cinco.

Os IRDA mais prevalentes encontrados nos neonatos encaminhados para diagnóstico audiológico foram: sinais ou outros achados associados com síndromes (20,31%), ventilação mecânica por cinco dias ou mais (14,06%), medicação ototóxica (14,06%).

Não foram observados na amostra os seguintes IRDA: toxoplasmose congênita, herpes, hemorragia ventricular e alcoolismo materno ou uso de drogas psicotrópicas na gestação.

Vieira et al. (2007) em pesquisa no Município de São Paulo, observaram que dentre os IRDA, as infecções congênitas foram o indicador de risco que

apresentaram uma diminuição estatisticamente significante ao longo dos anos, caindo de 11% para 5,4%.

Barbosa e Lewis (2011) em estudo sobre os indicadores de risco em maternidade filantrópica de São Paulo também encontraram o número máximo de indicadores não ultrapassando cinco.

Ohl et al. (2009) e Van Dommelen et al. (2010) em pesquisa internacional sobre os IRDA mais frequentes mostraram que sinais e achados sindrômicos, ventilação mecânica por cinco dias ou mais, foram os IRDA
mais comuns em seus estudos.

No Brasil, nas pesquisas de Lavinsky et al. (2003), Nielsen et al. (2007), Mattos et al. (2009) e Bevilacqua et al. (2010), os IRDA mais comumente encontrados e que são condizentes com os achados da presente pesquisa são, medicação ototóxica e ventilação mecânica, e apenas Mattos et al. (2009) relataram sinais e achados sindrômicos, assim como a literatura internacional.

É importante evidenciar que, de acordo com o JCIH (2007), embora diversos indicadores não sejam aceitos como IRDA, muitos continuaram a serem utilizados por conta de peculiaridades populacionais encontradas em diversas regiões.

Quanto ao gênero dos neonatos, a maioria é masculino (69,0%). A PASN foi encontrada em 17,5% do grupo de sujeitos do gênero masculino, enquanto que a PASN foi estimada em 22,2% no grupo feminino, não havendo significância estatística entre eles.

Nóbrega, Weckx e Juliano (2005) também não observaram diferença estatística entre os gêneros, assim como não houve correlações entre o sexo e as etiologias.

Santos et al. (2011) em pesquisa audiológica e genética com neonatos de alto risco em maternidade brasileira, evidenciaram que nove neonatos diagnosticados com PASN realizaram o estudo genético para mutação c.35 delG e que todos os neonatos obtiveram resultados normais. O número total de neonatos investigados na presente pesquisa é equivalente, porém, os achados são totalmente diferentes.

No que diz respeito à avaliação genética, em pesquisa para rastreamento da mutação c.35 delG com 32 crianças brasileiras com perda auditiva, Bernardes et al.

(2006) acharam mutação em homozigose em 12% dos casos, sendo este próximo ao encontrado neste estudo (1/9, 11,1% ) e 69% dos casos não apresentaram alteração. No presente estudo 55,5% dos neonatos não apresentaram a alteração genética do gene da conexina, a mutação c.35 delG.

Segundo Mustafa, Arnos e Pandya (2001) cerca de 60% dos casos de perda auditiva são por fatores genéticos, 30% sindrômicos e 70% não sindrômicos e 40% tem as mais diversas etiologias.
Na presente pesquisa o número de neonatos com alterações devido a síndromes, foi de 22,2%, ficando próxima aos relatos da literatura. Também, se somado os casos com provável etiologia genética não sindrômica (2/9; 22,2%) com os casos provavelmente afetados por síndromes de etiologia genética (2/9; 22,2%) temos a estimativa de que 44% dos casos com estudo genético concluído têm DA com etiologia provavelmente genética.