A opção de realizar o est que é uma instituição p programa de gestão da cuidados de saúde. A es informação necessária p interesse em conhecer Portalegre. Neste sentido vez que pode ter algum com a interpretação dos r
2.4.1. Caracter
A região Alentejo o território continental; com Beja, e parte do distrito maior região do país. De abrange quatro NUTS III Litoral, num total de 47 Administração Regional dFigura 2
lização do Local de Estudo
rreu na Unidade Local de Saúde do Norte estudo numa ULS foi feita de forma intencio
privilegiada para, futuramente, se pode da diabetes mellitus, visto integrar as v escolha pela ULSNA deveu-se à facilida
para o desenvolvimento do trabalho, ma er a realidade sobre a população diabé tido, torna-se pertinente caracterizar o me uma importância na compreensão de asp
s resultados.
terização da Área de Influência
o ocupa uma área de 31.603,2 Km2, ceompreende integralmente os distritos de P ito de Setúbal (de acordo com a NUTS I Dentro deste prisma, a actual Região de III: Alto Alentejo, Alentejo Central, Baixo
7 concelhos (Figura 2), que se encontram l de Saúde do Alentejo.
2 – Mapa da Região de Saúde do Alent
rte Alentejano, E.P.E.. cional, na medida em oder implementar um várias vertentes de dade de aquisição da mas, sobretudo, pelo bética do distrito de meio envolvente, uma spectos relacionados
cerca de 35,48% do e Portalegre, Évora e II), sendo, assim, a de Saúde do Alentejo xo Alentejo e Alentejo ram sobre a tutela da
O Alto Alentejo encontra-se integrado no norte da região Alentejo, corresponde ao distrito de Portalegre e situa-se no centro de Portugal Continental, limitado a Norte pela Beira Interior, a leste pela Espanha, a Sul pelo Alentejo Central e a Oeste pela Lezíria do Tejo e pelo Médio Tejo. Compreendendo um total de quinze concelhos (Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Sousel, Ponte de Sôr e Portalegre), com uma dimensão geográfica de 6.084,4 Km2, é territorialmente o mais
pequeno, mas o mais heterogéneo do Alentejo. Os principais núcleos urbanos são as cidades de Portalegre e Elvas.
Da análise, em termos de dinâmica populacional, entre os Censos de 2001 e 2011, constata-se que a região Alentejo apresentou um decréscimo populacional, passando de 535.753 habitantes residentes em 2001 para 510.906 habitantes em 2011, o que representa um decréscimo de 24.847 habitantes, que corresponde a uma diminuição de 4,64%. Como perspectiva das estimativas da população do Alentejo para 2050, esta tendência deverá acentuar-se, isto é, continuar-se-á a verificar um decréscimo da população.
No que respeita ao Alto Alentejo, podemos observar que este segue a mesma tendência que se regista na região Alentejo, passando dos 127.018 habitantes em 2001, para 118.952 habitantes registados nos Censos de 2011; destes, 47,95% são homens e 52,05% são mulheres, o que corresponde a uma variação negativa de 6,35%, valor percentual que traduz uma diminuição de 8.066 residentes. Os concelhos que apresentam mais população são Portalegre, Elvas e Ponte de Sôr, destacando-se Arronches como o menos populoso. Em termos evolutivos, e como é característico nas regiões do interior, a população do Alto Alentejo tem, ao longo das últimas décadas, apresentado uma dinâmica populacional negativa (Anexo I).
O Alto Alentejo ocupa cerca de 7% do território continental e 19% da área total da região Alentejo. Apesar de ser um dos distritos portugueses de maior superfície, é o que possui menor população e, por consequência, uma densidade populacional muito baixa (19,5 hab./Km2), sendo 6 vezes inferior à do continente (113,9
hab./Km2). Pode concluir-se que este distrito não terá grande concentração de habitantes por metro quadrado, em consideração com a média nacional, sendo um distrito com a população bastante dispersa por toda a sua área.
Conforme estimativas do INE, em 2010, o índice de envelhecimento da região Alentejo (173,4) é maior que no continente (122,9), sendo o valor mais elevado na região do Alto Alentejo (207,8). Este envelhecimento resulta da conjugação de alguns factores, tais como o aumento da longevidade, pois a esperança média de vida, em Portugal, vem aumentando, gradualmente, situando-se nos 76 anos para os homens e 82 anos para as mulheres, no período de 2008/2010 (Anexo II).
No que respeita à natalidade, em 2009, na região Alentejo (8,3‰) esta é inferior à do continente (9,3‰), verificando-se a menor taxa no Alto Alentejo (7,5‰). A taxa de mortalidade é superior na região Alentejo (13,8‰) em relação ao continente (9,8‰), sendo no Alto Alentejo (16,3‰) onde se verifica a maior taxa de mortalidade, a nível nacional (Anexo II).
2.4.2. Enquadramento Actual da ULSNA
A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, E.P.E., integra os Hospitais Dr. José Maria Grande, de Portalegre, e Santa Luzia, de Elvas, e os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) de São Mamede e do Caia. O ACES de São Mamede integra os Centros de Saúde de Alter do Chão, Castelo de Vide, Crato, Gavião, Marvão, Nisa, Ponte de Sôr e Portalegre. O ACES do Caia abrange os Centros de Saúde de Arronches, Avis, Campo Maior, Elvas, Fronteira, Monforte e Sousel.
A questão da acessibilidade, caracterizada pela grande dispersão dos centros urbanos, é uma das principais dificuldades que caracteriza toda a região Alentejo, tornando-se um problema acrescido no que respeita à prestação de cuidados de saúde a essa população, e, conjuntamente, na articulação entre os diferentes níveis de cuidados necessários para dar respostas de saúde à população. A região do Alto Alentejo apresenta uma grande distância média entre as freguesias e as localidades onde se situam as respectivas instituições hospitalares de referência.
A ULSNA é responsável pela prestação de cuidados de saúde aos utentes de todo o distrito de Portalegre. É erguida por uma área assistencial que promove a vigilância do estado de saúde, o tratamento da doença, a reabilitação, a prestação de cuidados continuados e paliativos, e a intervenção multidisciplinar ao domicílio (ULSNA, 2006).
2.4.3. A Actual Situação da Diabetes no Alentejo
Da leitura do quadro 3 referente à taxa de mortalidade por causas de morte específicas, as principais causas de mortalidade, no Alto Alentejo, são as doenças cerebrovasculares, as doenças isquémicas do coração e a diabetes mellitus.
Quadro 3 - Taxa de Mortalidade por causas de morte específicas
Continente Reg. Saúde do Alentejo Alentejo Alto Alentejo Central Alentejo Baixo Alentejo Litoral Doenças do Aparelho Circulatório
Doenças Cerebrovasculares 138,2 186,3 196,7 152,8 218,4 189,7 Doenças Isquémicas do Coração 71,8 131,6 130,0 131,8 140,9 120,6
Doenças do Aparelho Respiratório
Pneumonia 46,2 50,5 65,0 29,3 58,8 58,8
Todos os Tumores Malignos
Tumor Maligno da Traqueia,
Brônquios e Pulmão 30,3 40,6 40,0 31,0 47,2 49,5
Tumor Maligno do Estômago 21,7 25,5 26,7 17,0 32,5 29,9 Tumor Maligno do Cólon e Recto 31,8 41,8 41,7 44,5 41,0 38,2 Tumor Maligno da Mama Feminina 26,0 33,1 27,5 34,3 39,8 28,9
Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas
Diabetes Mellitus 34,0 69,8 65,9 69,7 95,2 41,2
Doenças do Aparelho Digestivo
Doença Crónica do Fígado e Cirrose 12,5 10,1 11,7 7,0 10,1 13,4
Causas Externas de Mortalidade
Acidentes de Trânsito com veículos
a motor 10,0 18,8 10,8 16,4 27,1 21,7
Lesões Auto-Provocadas
Intencionalmente 8,1 20,3 15,8 23,4 24,8 14,4
Fonte: DGS, 2009
Na globalidade, a taxa de mortalidade por diabetes mellitus padronizada pela idade na Região de Saúde do Alentejo, teve entre 2003 e 2006 uma evolução superior ao valor nacional. O risco de morrer por diabetes mellitus, em toda a região Alentejo, sofreu algumas oscilações entre estes anos (Quadro 4).
Quadro 4 - Taxa de Mortalidade padronizada (por 100.000 hab.) para todas as idades, por Diabetes Mellitus, para ambos os sexos, 2003-2006
2003 2004 2005 2006 HM H M HM H M HM H M HM H M Continente 27,3 28,7 26,0 26,1 28,0 24,5 26,4 28,4 24,6 20,5 22,9 18,5 R. S. ALENTEJO 33,7 36,6 31,2 30,3 28,2 31,9 33,1 37,2 29,4 31,4 32,8 29,9 Alto Alentejo 30,9 26,6 34,6 27,9 26,6 28,6 31,5 35,2 28,5 29,6 32,0 26,9 Fonte:DGS, 2009
Como podemos ver no quadro anterior, no caso do Alto Alentejo, a taxa de mortalidade padronizada pela idade não se afasta muito dos valores globais da Região de Saúde do Alentejo, estando, até, ligeiramente abaixo. Por outro lado, regista-se também diferenças entre os valores apresentados para as mulheres relativamente aos homens, que detêm uma taxa de mortalidade por diabetes mellitus nos anos de 2003 e 2004, inferiores às primeiras. No entanto, tal tendência invertesse nos anos 2005 e 2006. Não se vislumbra uma tendência, visto que a mesma ou desce ou sobe.