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Lokaliteter i Buskerud

3. Del II: Forvaltning av rogn og asal

3.2. Viktige lokaliteter for rogn og asal i Norge

3.2.10. Lokaliteter i Buskerud

Dentre as células envolvidas na inflamação, algumas estão presentes nos tecidos como as células endoteliais vasculares, mastócitos e macrófagos, enquanto plaquetas e leucócitos têm acesso à área de inflamação a partir do sangue. Os glóbulos brancos ou leucócitos são um grupo diversificado de tipos de células que medeiam a resposta imune do organismo. Eles circulam através do sistema sangüíneo e linfático e são recrutados para os locais da lesão tecidual e infecção. Subtipos de leucócitos são distinguidos por características físicas e funcionais. Eles têm uma origem comum em células-tronco hematopoéticas e desenvolvem ao longo de distintas vias de diferenciação em resposta a estímulos internos e externos. O sistema mononuclear fagocitário representa um subgrupo de leucócitos originalmente descrita como uma população de células mielóides derivadas da medula óssea que circulam no sangue, como monócitos ou residem nos tecidos como os macrófagos (GEISSMANN et al., 2010).

Neutrófilos são os mais abundantes leucócitos circulantes no sangue, representando de 35 a 75% da população de leucócitos totais (BORREGAARD et al., 2005). Eles são classificados como granulócitos devido ao conteúdo de seus grânulos intracitoplasmáticos e são caracterizados por um núcleo multilobular. Desenvolvem-se a partir de células-tronco pluripotentes da medula óssea e são liberados na corrente sangüínea onde atingem uma concentração de 1,5 a 5 x 109 células / litro. Sua meia-vida na circulação é apenas na ordem de algumas horas. Eles desempenham um papel essencial na defesa imune inata contra patógenos invasores e representam a primeira linha de defesa contra infecção e são efetores potentes da inflamação. Durante a fase aguda da inflamação, são as primeiras células inflamatórias que saem do vaso, onde migram em direção ao sítio da inflamação, seguindo um gradiente de estímulos inflamatórios. Eles são responsáveis pela fagocitose a curto prazo durante os estágios iniciais da infecção (BORREGAARD; COWLAND,1997; HAMPTON et al, 1998; SEGAL, 2005). Neutrófilos utilizam vias complementares oxidativas e não oxidativas para defender o hospedeiro contra patógenos invasores (KOBAYASHI et al., 2005). As serino-proteases como, elastase , proteinase 3 e catepsina G são os principais componentes dos grânulos azurófilos dos neutrófilos que participam da via não- oxidativa intracelular e destruição de patógenos extracelulares. Estas serino-proteases atuam intracelularmente dentro de fagolissosomos para digerir os microorganismos

fagocitados em combinação com peptídeos microbicidas e na membrana associada ao sistema NADPH oxidase, que produz espécies reativas de oxigênio (SEGAL, 2005).

Eosinófilos são leucócitos multifuncionais e residem principalmente na mucosa do trato gastrintestinal e, normalmente, constituem apenas 1-5% de células nucleadas do sangue. Os eosinófilos desempenham um papel importante na defesa do hospedeiro contra infecções parasitárias e são importantes efetores em uma variedade de reações alérgicas (ROTHENBERG et al, 2001; ROTHENBERG; HOGAN, 2006). Após estímulos diversos, os eosinófilos infiltrantes causam danos teciduais inflamatórios crônicos pela liberação de um amplo espectro de mediadores pró-inflamatórios, incluindo proteína básica, proteína catiônica eosinofílica e neurotoxina derivada dos eosinófilos (ROTHENBERG et al, 2001; VENGE, 2004). Liberam também citocinas pró-inflamatórias, quimiocinas e mediadores lipídicos, em que estas moléculas tem efeitos pró-inflamatórios, como na alta regulação do sistema de adesão, modulação na migração celular, ativação e regulação da permeabilidade vascular, secreção do muco e constrição do músculo liso. Além disso, os eosinófilos podem iniciar respostas imunes antígeno-específica pela ativação das células apresentadoras de antígenos (APCs) (ROTHENBERG; HOGAN, 2006).

Basófilos representam menos de 1% dos leucócitos circulantes no sangue e estão presentes em todos os vertebrados (SULLIVAN; LOCKSLEY, 2009). Reconhecido por Paul Ehrlich pelos seus grânulos citoplasmáticos que se coram com corantes basófilos. Em processos inflamatórios, são recrutados a partir do sangue e migram para os tecidos. São células importantes na alergia. Na sua superfície expressam o receptor Fc3RI de alta afinidade para IgE. A ligação cruzada de IgE com seus receptores resulta na liberação de histamina, mediadores lipídicos, citocinas e outras moléculas biologicamente ativas (ENNIS, 2010).

Os linfócitos têm núcleo esférico e citoplasma escasso, que aparece como anel delgado em volta do núcleo. São divididos, de acordo com suas propriedades e receptores localizados em suas membranas, em 2 tipos: Linfócito B e Linfócito T. Quando entra em contato com antígenos, os linfócitos B se dividem e se diferenciam em células plasmáticas, que sintetizam e secretam anticorpos para o sangue, linfa e fluido intercelular. Os linfócitos T são os responsáveis pelas respostas imunitárias de base celular, que não dependem dos anticorpos circulantes (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2004).

Os monócitos circulam no sangue, medula óssea e baço e não proliferam em estado normal. Constituem células imunes efetoras, equipados de receptores de quimiocinas e receptores de adesão que medeiam à migração destas células do sangue para os tecidos durante a infecção. Eles produzem citocinas inflamatórias e levam ao aumento de moléculas tóxicas e células. Eles podem também se diferenciar em células dentríticas ou macrófagos durante a inflamação. A migração para tecidos e a diferenciação em células dentríticas e macrófagos são provavelmente determinada pela inflamação e por recepetores de reconhecimento padrão (GEISSMANN et al., 2010). Estudos recentes indicam que os monócitos são efetores inatos da resposta inflamatória dos micróbios, matando agentes patogênicos através de fagocitose, da produção de espécies reativas de oxigênio (ROS), óxido nítrico (NO), mieloperoxidase e citocinas inflamatórias. Em algumas circunstâncias podem desencadear e polarizar a resposta de células T e pode também contribuir na reparação dos tecidos e neovascularização. Além disso, os monócitos podem tanto estimular e suprimir a resposta de célulasT em doenças infecciosas e auto-imunes (SAHA; GEISSMANN, 2011).

Os macrófagos são células multifuncionais que têm um papel central nas respostas imune inata e adaptativa (VAN ROOIJEN; SANDERS, 1997). Macrófagos protegem o hospedeiro englobando e matando patógenos, apresentam antígenos para os linfócitos e liberam numerosas moléculas biologicamente ativas que regulam a atividade de outras células. Participam de processos inflamatórios, que são importantes na remoção de patógenos e, dependendo do estímulo, estas células podem também participar na resolução da inflamação pela liberação de citocinas anti-inflamatórias e eliminar restos celulares (PORCHERAY et al., 2005).

Os mastócitos, por sua vez, caracterizam-se por serem células globulosas, grandes, com o citoplasma carregado de grânulos que contém mediadores químicos da inflamação como a heparina, histamina, serotonina e fator quimiotático para neutrófilos (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2004). Essas células podem ser encontradas em todos tecidos vascularizados, mas são especialmente abundantes na mucosa das vias aéreas e do intestino, nos pulmões e na pele e estão estrategicamente posicionados para interagir com antígenos ingeridos ou inalados e secretar seu potente esquadrão de mediadores inflamatórios (WEBER et al., 2003). Além disso, podem iniciar e controlar a resposta imune inata efetiva contra patógenos invasores, como também podem agir como iniciadores da imunidade adquirida contra patógenos, por exemplo, efetivando a migração, maturação e / ou função das células dendríticas (DCs) e pela interação com as

células T e B (MARSHALL, 2004; GALLI et al., 2005a; METZ et al, 2007; METZ; MAURER, 2007; STELEKATI et al., 2007).Os mastócitos presentes na pele e mucosa são ainda considerados como sendo células efetoras em reações alérgicas (METZ; SIEBENHAAR; MAURER, 2008).

As células endoteliais vasculares representam função ativa na inflamação, por secretarem óxido nítrico, que promove vasodilatação, aumento da liberação de plasma e de células sanguíneas para a área da inflamação (RANG et al., 2007).