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5.1 Innledning

5.2.2 Lokale, direkte effekter

Com base nas informações do Relatório de Sustentabilidade/GRI da SANASA referente ao ano de 2013, foi elaborado o Quadro 2, com o objetivo de analisar as informações da empresa pesquisada, cumprindo-se o primeiro objetivo intermediário desta pesquisa.

Os indicadores de conteúdo padrão para a forma “de acordo” essencial estão elencados nas divulgações da GRI no “Manual de Implementação” e “Princípios para Relato e Conteúdos Padrão” das Diretrizes para o Relato de Sustentabilidade (GRI, 2013d, p.19 a 62; GRI, 2013c, p.24 a 42), e estão apresentados no Anexo A deste trabalho.

O Relatório de Sustentabilidade/GRI da SANASA é autodeclarado “de acordo” essencial.

Quadro 2 – Informações na empresa pesquisada conforme Diretrizes GRI G4 “de acordo” essencial.

Conteúdos Padrão Gerais

Indicadores divulgados para a opção “de acordo”

essencial

Informações apresentadas no Relatório de Sustentabilidade/GRI da Sanasa de 2013

Estratégia e Análise G4-1 A informação se encontra relatada na Mensagem do Presidente (SANASA, 2014a, p.3).

Perfil

Organizacional G4-3 a G4-16 Apresenta todos os indicadores de Perfil Organizacional, porém para o indicador G4-12 a empresa relata que os trabalhos serão desenvolvidos no decorrer de 2014 (SANASA, 2014a, p. 8-11).

Aspectos Materiais Identificados e Limites

G4-17 a G23 Relata que o teste de materialidade foi realizado em 2012 junto ao público interno, que incluiu os diretores e gerentes, sendo também considerados os temas tratados com o Ministério Público (SANASA, 2014a, p. 68-70).

Engajamento de Stakeholders

G4-24 a G4-27 Relata que o engajamento de stakeholders externos acontecerá no decorrer de 2014 (SANASA, 2014a, p. 70).

Perfil do Relatório G4-28 a G4-33 O período coberto pelo relatório está relatado na Mensagem do Presidente (SANASA, 2014a, p. 4).

As informações solicitadas pelo indicador G4-33 (verificação) não é relatado, pois não há verificação externa, informação está relatada no indicador G4-32 (SANASA, 2014a, p. 70).

Governança G4-34 Informações relatadas (SANASA, 2014a, p. 16).

Ética e Integridade G4-56 Informações relatadas (SANASA, 2014a, p. 22).

Por meio desse estudo verifica-se, entretanto, que a empresa divulga todos os indicadores requeridos pela opção “de acordo” essencial de forma transparente e equilibrada, principalmente quando da demonstração dos indicadores que a empresa ainda não possui processos definidos.

Quanto aos indicadores de conteúdo de padrão específico, a SANASA apresenta no decorrer de seu relatório todos os indicadores considerados nos temas materiais, sendo divididos em: Temas Ambientais, Temas Sociais e Cidadania (SANASA, 2014a, p.69). Possui também um sumário em seu Relatório de Sustentabilidade/GRI para melhor localização dos temas identificados como materiais (SANASA, 2014a, p.72).

Através das informações constantes na base de dados da CVM da empresa estudada no Formulário de Referência referente ao ano de 2013 e as informações dos Relatórios de Sustentabilidade/GRI de 2012 e 2013, foi elaborado o Quadro 3 com o objetivo de conhecer e levantar as informações da empresa pesquisada para um relato integrado conforme as orientações do IIRC, cumprindo neste momento o segundo objetivo intermediário desta pesquisa.

Quadro 3 – Informações de Elementos de Conteúdo na empresa pesquisada conforme orientações do IIRC A Estrutura

Internacional para o Relato Integrado (THEIIRC, 2014)

Informação na empresa pesquisada

Visão geral da organização e de seu ambiente externo

Informação relatada na Mensagem do Presidente no Relatório de Sustentabilidade/GRI (SANASA, 2014a, p. 3).

Governança No Relatório de Sustentabilidade/GRI de 2013, é relatada a estrutura organizacional da empresa e informa que neste mesmo ano a Assessoria de Gestão de Sustentabilidade foi transferida da Diretoria Técnica para Presidência (SANASA, 2014a, p. 16-17).

A Gerência de Governança Corporativa foi criada em maio de 2012 (SANASA, 2012, p.14).

Modelo de negócios A empresa não relatou nos documentos pesquisados seu modelo de negócio.

Oportunidade e riscos No Formulário de Referência referente 2013, item 4.1 (descrição dos fatores de risco) a SANASA reconhece que por sua atividade estar sujeita à rígida legislação federal, estadual e municipal relativa à preservação ambiental está obrigada a solicitar aos órgãos de meio ambiente as licenças ambientais para implantação e operação de suas instalações e deve realizar o cumprimento das determinações para reduzir o impacto ambiental de suas atividades. (SANASA, 2014b, p. 18).

Informa na Mensagem do Presidente no Relatório e Sustentabilidade/GRI de 2013 que a empresa fechou o ano com o Mapa de Risco Corporativo formulado e que em 2014 avançará na elaboração do Mapa de Riscos da Água e que estes servirão de base para os trabalhos de engajamento de diversos stakeholders e temas estratégicos da empresa (SANASA, 2014a, p. 4).

Estratégia e alocação de recursos

Está relatado no Relatório de Sustentabilidade/GRI de 2013 o indicador G4-56 que apresenta as diretrizes estratégicas da SANASA (SANASA, 2014a, p. 22).

Desempenho A empresa precisa desenvolver as estruturas de capitais para conseguir relatar informação de desempenho com conexões com os diversos capitais, conforme a orientação do IIRC.

Perspectiva No indicador G4 EN-27 (extensão da mitigação de impactos ambientais de produtos e serviços) do Relatório de Sustentabilidade/GRI de 2013 a empresa apresenta metas do Plano Diretor que devem ser incorporados a curto, médio e longo prazo (SANASA, 2014a, p. 43).

No Formulário de Referência referente 2013, no item 7.8 (relações de longo prazo relevantes), a Sanasa apresenta os seus projetos culturais, ambientais, sociais e de formação e desenvolvimento da comunidade com a qual integra, e afirma que possui uma forte orientação socioambiental, motivo este que realiza investimentos nesses projetos (SANASA, 2014b, p. 87-88).

Base para preparação e apresentação

Relata no indicador G4-18 do Relatório de Sustentabilidade/GRI de 2013 a informação de que foi realizado um teste de materialidade junto ao público interno apurados durante as definições e decisões do planejamento estratégico com a diretoria em abril de 2012, que inclui uma consulta aos gerentes e que também foram considerados os temas tratados com o Ministério Público (SANASA, 2014a, p. 69). No Relatório de Sustentabilidade referente 2013, a Sanasa relata seus limites externos da organização G4-20 e G4-21 (SANASA, 2014a, p. 69-70).

As informações do Relatório de Sustentabilidade possuem como base as informações relatadas no Formulário de Referência e nas Demonstrações Financeiras, por exemplo, a DVA, controle de perdas, recebimento de subvenções e turnover.

A SANASA divulga seu Relatório de Sustentabilidade/GRI em sua página oficial da internet, não utiliza tecnologias interativas e também não possuiu avaliações de conformidade (internas ou externas).

Conforme informação divulgada em seu primeiro Relatório de Sustentabilidade/GRI a Gerência de Governança Corporativa foi criada em maio de 2012, como parte de um conjunto de ações da empresa durante sua gestão de crise, ocorrida em 2011 (SANASA, 2012).

Com a Governança Corporativa, a empresa estabeleceu mecanismos de monitoramento, assegurando assim o alinhamento entre o comportamento dos executivos e o interesse dos acionistas, além de ter o objetivo de proteger o valor da empresa, através de políticas de controle, compliance e disclosure da informação (SANASA, 2012).

Nas informações contidas no Formulário de Referência referente ao exercício de 2013, a empresa realiza comentários a respeito dos Riscos Corporativos. O desenvolvimento do mapa de Ricos Corporativos é de responsabilidade da Governança Corporativa junto às Gerências, e apresenta a visão da empresa com relação à preocupação da preservação dos recursos tanto para a geração atual quanto para as futuras gerações buscando a mitigação dos riscos (SANASA, 2014b, p. 19).

Em 2013, a Assessoria de Gestão de Sustentabilidade foi transferida da Diretoria Técnica para a Presidência, com o objetivo de deixar claro que a sustentabilidade da SANASA não tem como meta ficar restrita a um departamento específico, mas que deve fazer parte de toda a gestão, partindo do Presidente (SANASA, 2014a).

A construção do Relatório de Sustentabilidade é organizada por temas estratégicos estruturados no plano do relatório. O plano do relatório apresenta um cronograma com a aplicação de workshops e oficinas junto aos grupos de trabalho.

Ao todo são envolvidas 184 pessoas de todas as áreas da empresa. Os gestores responsáveis cuidam de devolutivas fechadas em Excel ou Word, seguindo a norma de procedimentos da ISO9001. Toda pesquisa é documentada e preservada para auditoria como prova de evidência.

No processo de redação dos textos ocorre a aprovação da área responsável com a ciência do diretor responsável. Na edição, os temas são organizados em capítulos definidos por Mensagem do Presidente, Perfil da Empresa, Principais Indicadores (econômicos), Governança, Gestão Operacional, Gestão Ambiental, Gestão Social, Balanço Social e Sobre este Relatório. Ao final é incluído um sumário e a lista com os créditos de todos que participam dos trabalhos.

A SANASA não utiliza a consultoria externa para aplicação das diretrizes da GRI, pois isso cabe à Assessoria de Gestão da Sustentabilidade. Todavia, para a redação e edição do Relatório de Sustentabilidade a empresa possui contrato com uma especialista qualificada.

Com esse estudo a pesquisadora verifica que a empresa possui algumas informações requeridas pelo IIRC e as divulgam no Relatório de Sustentabilidade/GRI e no Formulário de Referência. Porém, a empresa ainda não incorpora as orientações do IIRC em suas divulgações além de não possuir processos desenvolvidos para modelo de negócio, divulgação da conexão entre os diversos capitais e engajamento de stakeholders.