• No results found

Localització de l’oferta LGTB a Palma

3. Els espais de la comunitat LGTB

3.1. Els espais de la comunitat LGTB a Palma

3.1.1. Localització de l’oferta LGTB a Palma

Uma vez que, como já dissemos anteriormente as estratégias indiretas apóiam e gerenciam a aprendizagem sem envolver diretamente o uso da LE, elas servem para organizar e criar condições para que o uso da LE ocorra.

Estratégias metacognitivas

As estratégias metacognitivas apresentadas no Quadro 7 enfocam o controle, planejamento e avaliação da aprendizagem da LE. O aprendente controla sua aprendizagem ao apreender e relacionar novas informações com as que já sabe, ao prestar atenção e ao adiar a produção oral para privilegiar a compreensão oral.

Ao planejar sua aprendizagem, o aluno organiza o local e o horário para os estudos; estabelece metas e objetivos. A partir daí, procura situações para praticar, como, por exemplo, ver filmes legendados e, posteriormente sem as legendas, para treinar habilidades de ouvir e

29 Entendemos que ao usar essa estratégia, o aprendente interaja na LE levando em conta, além das pistas

ler; ouvir CDs com acompanhamento da transcrição do texto30 para treinar todas as habilidades.

Finalmente, o aluno utiliza estratégias metacognitivas quando avalia sua aprendizagem, corrigindo seus próprios erros e avalia seu progresso. Assim, o aprendente gerencia a sua aprendizagem, o que constitui uma ação positiva rumo à proficiência na LE. 31

Quadro 7 - Classificação das Estratégias Metacognitivas (Oxford, 1990)

fazer descobertas sobre o aprendizado da língua organizar espaço físico, luz, horário e metas planejar objetivos e metas

identificar o propósito de uma tarefa de linguagem (ouvir, falar, escrever)

planejar para executar uma tarefa Organizar e planejar a aprendizagem

procurar oportunidades para praticar

apreender e relacionar com o material já conhecido prestar atenção

Focar a aprendizagem

adiar a produção oral para focalizar na compreensão oral (período silencioso) automonitorar-se M E T A C O G N I T I V A S Avaliar a aprendizagem auto-avaliar-se • Estratégias afetivas

As estratégias afetivas apresentadas no Quadro 8 regulam emoção, atitudes, e motivação. Para diminuir a ansiedade em uma conversa espontânea com falantes nativos ou não-nativos proficientes ou em contextos formais, como falar em público, o aprendente pode fazer uso de estratégias como relaxar, respirar fundo ou meditar. São consideradas também estratégias afetivas ouvir música e assistir a uma comédia, quando o riso provoca relaxamento.

Também o uso de estratégias encorajadoras como fazer afirmações positivas, recompensar-se mesmo por conquistas pequenas, mas significativas, assumir riscos de forma inteligente representam um grande papel no domínio afetivo. Esta última estratégia

30 Como exemplo, citamos a revista Speak Up, cuja. apresentação inclui um cd e textos no original.

31 Definimos proficiência em LE pelo modelo de habilidade comunicativa proposto por Bachman (2003),

baseado em Canale e Swain (1980,1983), que propõe uma combinação de competência lingüística, competência estratégica e competência gramatical, textual, sociolingüística, dentre outras.

empregada com discernimento encoraja o aprendente a prosseguir mesmo em situações não muito favoráveis.

Duas das estratégias do grupo medir sua temperatura emocional que merecem a nosso ver comentários são: prestar atenção no seu corpo e escrever diários. A primeira refere-se aos sentimentos que podem surgir quando se utiliza uma LE. Emoções negativas, como medo, raiva, ansiedade, merecem uma atenção por parte do aprendente. Por outro lado, este pode sentir-se calmo ou feliz em situações de estresse que envolvam a utilização da LE. Saber como o seu corpo se comporta é o primeiro passo para conseguir controlar o nervosismo. A segunda diz respeito à falta de hábito de escrever diários de aprendizagem, como atestam pesquisas efetuadas por Paiva (1998) e por Niwa e Santos (2005). Os resultados obtidos indicam que a atividade menos executada pelos alunos de LE para encorajamento é escrever um diário de aprendizagem, o que parece não fazer parte de nossa cultura. Ao escrever diários, os alunos podem descobrir elementos da aprendizagem de línguas que eles não haviam ainda se dado conta.

Quadro 8 - Classificação das Estratégias Afetivas

relaxar progressivamente, respirar fundo ou meditar Ouvir música

Diminuir ansiedade

usar o riso

fazer afirmações positivas Correr riscos de forma inteligente Encorajar-se

recompensar-se

prestar atenção no seu corpo usar uma lista de checagem A F E T I V A S

escrever um diário de aprendizagem de língua Medir sua temperatura emocional

discutir seus sentimentos com alguém

Estratégias sociais

Na aprendizagem de uma LE, a interação do aprendente com o grupo na sala de aula, com falantes nativos ou não-nativos proficientes representa um fator determinante. O uso das estratégias sociais, apresentadas no Quadro 9, facilita a interação e a cooperação com os outros para além da sala de aula. A partir de grupos que se formam na classe, aprendentes e

falantes proficientes podem participar de encontros informais, como por exemplo, festas e comemorações. Ações como essas encorajam os aprendentes a pedir esclarecimentos ou correções a falantes proficientes. A estratégia social denominada solidarizar-se com outros permite uma melhor compreensão da língua e da cultura dos falantes da LE. É possível que os aprendentes, ao conhecer esse contexto cultural, possam compreender comportamentos ou atitudes que parecem não convencionais ou estranhos aos falantes não-nativos da língua alvo e passem a aceitar determinadas regras sociais que lhe soam estranhas.

Quadro 9 - Classificação das Estratégias Sociais (OXFORD, 1990)

pedir esclarecimentos ou verificação Fazer perguntas

pedir correção cooperar entre pares Cooperar com outros

cooperar com falantes proficientes desenvolver compreensão cultural S O C I A I

S Solidarizar-se com outros conscientizar-se a respeito dos sentimentos e pensamentos dos outros

Após a exposição dessa classificação de estratégias de aprendizagem que, reiteramos, não é exaustiva, mas indicatória, há que se considerar a questão da instrução que visa à implementação e expansão de seu uso.