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A análise estatística foi realizada com o auxílio dos softwares SISVAR (FERREIRA, 2000) e GENES (CRUZ, 1997).

Os dados de incidência de danos e número de furos foram transformados por raiz quadrada de X + 0,5, para atender à pressuposição de normalidade de distribuição, e submetidos à análise de variância, utilizando para o teste de F o nível de 5% de probabilidade. As médias foram agrupadas pelo teste de Scott-Knott, ao nível de 5% de probabilidade, com o auxílio do software SISVAR (FERREIRA, 2000).

As variáveis comprimento, diâmetro, espessura de casca e formato de raízes foram analisadas quanto à variância de seus dados, e as médias dos tratamentos foram comparadas pelo teste Tukey, ao nível de 1 % de probabilidade, com o auxílio do software SISVAR (FERREIRA, 2000).

Os dados relativos à produtividade total, produtividade comercial, brix, acidez total titulável, ratio e rendimento de amido foram transformados por raiz quadrada de X + 0,5, e submetidos à Análise de Variância. Posteriormente, as médias dos tratamentos foram agrupadas usando-se o procedimento proposto por Tukey a 1% e a 5% de probabilidade com o auxílio do software SISVAR (FERREIRA, 2000).

As análises de correlação linear (Pearson), entre todas as variáveis, basearam-se na significância de seus coeficientes. A classificação de intensidade da correlação para p ≤ 0,01 foi: muito forte (r ± 0,91 a ± 1,00), forte (r ± 0,71 a ± 0,9), média (r ± 0,51 a ± 0,70) e fraca (r ± 0,31 a ± 0,50) (CARVALHO et al., 2004). Foi estimado a herdabilidade no sentido amplo (ha2), o coeficiente de variação genético (CVg), e a relação entre o coeficiente de variação genético e ambiental (CVg/CVe). Todas essas operações foram realizadas utilizando-se o aplicativo GENES (CRUZ, 1997).

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3 – RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram observadas diferenças significativas entre os clones, pelo teste F, para as características: incidência de danos (Anexo B), número de furos (Anexo C), produtividade total (Anexo H) e comercial de raízes (Anexo I), formato (Anexo G), comprimento (Anexo C), diâmetro (Anexo E) e espessura de casca (Anexo F), relação entre acidez e sólidos solúveis totais (ratio) (Anexo L). Não foram observadas diferenças significativas para as características rendimento de amido (Anexo M), sólidos solúveis totais (°Brix) (Anexo J), acidez total titulável (Anexo K) e umidade (Anexo N).

Houve diferença significativa no número de furos nas raízes dos diferentes clones (Tabela 3). Dos 25 materiais analisados, 11 (44%) apresentaram menos de quatro furos por raiz, em média. O clone 1206 foi o que apresentou o maior número médio de furos por raiz, e a cultivar Rainha foi a que apresentou menor número médio de furos. Com exceção de um genótipo (1202), os clones que apresentaram número médio de furos menor que quatro apresentaram notas de incidência de dano menores que 2, sendo considerados moderadamente resistentes. Já o clone 1218 apresentou número médio de furos pouco superior a quatro, mas foi considerado moderadamente resistente, já que sua nota de incidência de danos foi baixa. Isso ocorreu porque a nota de incidência de danos não está relacionada apenas ao número de furos, e sim ao aspecto comercial da raiz após a ocorrência do dano. No entanto, como se pode verificar pela Tabela 3, esses dados correlacionam-se a 1% de significância, podendo-se afirmar, portanto, que quanto maior o número de furos em uma raiz, maior vai ser a nota de incidência de danos, e, conseqüentemente, menor o grau de resistência do genótipo avaliado.

Não houve grande variação no grau de resistência dos clones avaliados, dos quais apenas 11, ou 44 % foram selecionados por apresentar moderada resistência aos insetos de solo, ou, nota de incidência de danos menor que 2,0 e maior que 1,0 (Tabela 3). Peixoto et al. (1999) conseguiram selecionar apenas 32,8% dos clones avaliados, que possuíam também notas de incidência inferiores a 2,0. Entre as cultivares utilizadas como testemunha, e atualmente utilizadas comercialmente no Distrito Federal, apenas Rainha apresentou-se moderadamente resistente aos insetos de solo. As demais cultivares apresentaram-se moderadamente suscetíveis, apresentando notas de incidência de danos entre 2,012 e 2,228. A cultivar Amarela foi a que apresentou maior nota. Entre os acessos que vinham sendo mantidos na Fazenda Água Limpa, o

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1209 foi o que apresentou a maior nota de incidência de danos, sendo considerado como moderadamente suscetível. O clone 1230 foi o que demonstrou o melhor desempenho, sendo considerado moderadamente resistente, e apresentando a menor nota de incidência de danos e o menor número de furos.

Silveira (1993) também verificou a suscetibilidade das cultivares Coquinho e Brazlândia Branca, com notas 3,03 e 3,20, respectivamente, e Azevedo (1995) nas cultivares Brazlândia Rosada, Coquinho e Brazlândia Branca, com notas 2,10, 2,37 e 2,90, respectivamente. Segundo o último autor, as notas mais baixas resultam da baixa incidência de insetos de solo na cultura durante a condução do experimento. Massaroto (2008), em experimento instalado em Ijaci, Minas Gerais, verificou que os acessos UFT-112, UFT-35-AL e UFT-09-AL apresentaram notas inferiores a 2,00, juntamente com as cultivares Palmas, Brazlândia Roxa e Canuanã, caracterizando-os como de resistência alta a moderada. A cultivar de batata-doce Brazlândia Roxa, recomendada pela Embrapa Hortaliças como resistente a crisomelídeos (MIRANDA et al., 1984), obteve a nota 2,144, nota mais alta que a cultivar comercial Rainha (nota 1,667), sendo considerada moderadamente suscetível, estando parcialmente de acordo com França et al. (1983), os quais iniciaram trabalhos de seleção que resultaram no lançamento dessa cultivar como sendo resistente aos danos causados por larvas de crisomelídeos. No entanto, deve-se lembrar que o critério usado para o grau de resistência foi mais severo do que o utilizado por esses autores, e que se o critério usado fosse o mesmo a nota desse experimento também teria classificado essa cultivar como resistente.

Azevedo et al. (2002), encontraram variação de 1,57 a 2,87 nas notas de danos de insetos, ao avaliarem 30 acessos diferentes na Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais. Os clones 92764, 92688, 92599 e 92001 foram considerados resistentes aos danos causados por insetos de solo. Todos os oito clones avaliados por Viana (2009) em dois ambientes diferentes de Minas Gerais apresentaram, em média, notas para resistência a insetos de solo abaixo de 2,0 (VIANA, 2009), variando entre 1,0 e 2,53.

Figueiredo (2010) observou que o clone BD-25 apresentou a nota, 1,10 para incidência de danos de insetos de solo, não diferindo dos clones BD-54, BD-31-TO e Cambraia, mas diferindo dos demais clones avaliados em Diamantina, Minas Gerais, e das cultivares comerciais Brazlândia Branca e Brazlândia Rosada. O clone BD-25, que obteve a menor e melhor nota para resistência a insetos, apresenta coloração da casca roxa, o que confirma os resultados encontrados

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por Murilo & Santos (1999), que obtiveram as menores notas para incidência de danos para os clones que apresentavam coloração da casca roxa. Este último fato não foi confirmado nesse experimento, onde os genótipos com as menores notas apresentam cores variadas de casca e polpa.

Tabela 3. Médias do número de furos em raízes, nota média de 1 a 5 para danos causados por insetos de solo e grau de resistência (MR = Moderadamente Resistente e MS = Moderadamente Suscetível) de 25 clones de batata-doce avaliados. UnB, Brasília, DF, 2011.