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3.6. Decentralized Forest Management of the New Forestry Law

3.6.4. Community Managed Hunting Zones

interações resultantes do fórum selecionado, recorrendo ao software específico UCINET, de forma a corroborar os resultados obtidos até ao momento e refletir sobre os laços que se desenvolveram, bem como, a troca de informação que se estabelece na comunidade Macs.ESocial. Assim,

A possibilidade de ter uma representação gráfica da rede de interações desenvolvidas num fórum de discussão parece fornecer um conjunto de elementos que evidenciam as particularidades do grupo que se está a analisar, os papéis que cada actor desempenha e como se processa a troca de informação entre o grupo e entre pares de actores, permitindo tanto uma analise global, do grupo, como individual (de cada um dos actores). (Laranjeiro & Figueira, 2007:150)

Neste momento vamos centrar a atenção na densidade, grau de centralidade e índice de centralização, para tentar corroborar as ideias defendidas anteriormente. Definem- se então os seguintes conceitos: a densidade é uma métrica que nos permite avaliar, em percentagem, as relações entre os participantes, isto é, se a conectividade da rede é alta ou baixa; o grau de centralidade indica de forma bem clara o número de pessoas (nós ou atores) aos quais mantém relação direta com determinado membro (nós ou atores), por último, o índice de centralização relaciona-se com o papel central que um ator estabelece ao estar vinculado a todos os outros atores (nós), os quais requerem transpor o nó central para se conetarem uns com os outros (Velázquez & Aguilar, 2005).

No fórum selecionado e já analisado anteriormente, contamos com a participação de 25 membros. Foi atribuído uma codificação à professora (A01) e a cada aluno (A02 - A024) (Anexo 7), tendo em atenção que cada um dos atores intervenientes não efetuam comunicação com eles próprios. Assim, foi construída uma matriz onde se registaram todos os participantes no fórum, em que o valor 0 representa a ausência de interações com os demais membros, e o valor 1 caso contrário.

  Figura 30 - Exemplo da matriz binária obtida através do software UCINET

Aquando da respetiva análise pelo UCINET, compreendemos que foi possível o desenvolvimento de 577 laços entre os 600 possíveis. Esse valor foi conseguido através da seguinte fórmula: 𝑅𝑃 = 𝑁𝑇𝑁×(𝑁𝑇𝑁 − 1), onde RP - relação possíveis; NTN - número total de nós (Lemieux & Ouimet, 2008), ou seja,

RP = 25 x (25-1) = 25 x 24 = 600

Perante este dado conseguimos determinar o valor da densidade através da expressão seguinte: D =!"!"×100, onde D - densidade; RE - relações existentes e RP - Relações Possíveis, obtendo

D =!""

!""×100, logo  D = 96,2%.

Como vimos, a densidade permite revelar a potencialidade da rede quando abordamos os fluxos de informação, ou seja, quanto maior a densidade obtida mais activa é a troca de informação. Deste modo, a densidade da rede é de 96,2% o que nos permite afirmar que estamos perante uma comunidade em rede rica em interações, uma vez que a densidade obtida é elevada (ver tabela 14), percebendo desta forma que o empenho foi integral por parte de todos os intervenientes, e a liderança/moderação foi partilhada.

A elevada densidade do fórum fica perfeitamente evidenciada no gráfico de interações:

  Gráfico 7 - Gráfico de interações do fórum

Todos os “nós” (exibidos a azul), são a representação dos participantes intervenientes no fórum, em que, a professora ou e-moderadora é o nó designado por A01, os restantes nós representam os alunos participantes no mesmo.

Quando tentamos compreender o grau de centralidade, este permite-nos visualizar dois tipos de relações, ou seja, o total de relações que um determinado ator tem com os outros elementos da rede, a que denominamos grau de centralidade de entrada e também o total que os outros nós mantém relação ele, a que denominamos de grau de centralidade de saída (ver tabela 15)

  Tabela 15 - Grau de centralidade

Observando atentamente a tabela 15 percebemos que a mesmo possui 5 colunas, em que a primeira representa os participantes no fórum, as duas seguintes representam o grau de saída e grau de entrada e as duas últimas (NrmOutDeg e NrmInDeg) representam os valores em percentagem dos respetivos graus.

Dessa forma percebemos que o A01 (professor ou e-moderador) e quase todos os membros apresentam grau de saída elevadíssimo, ou seja 100%, porque em tese manteve interações com todos os outros 24 membros da rede, com exceção somente do nó A12 que estabeleceu interação somente com o professor (A01), apresentando assim um grau de saída de 4,16%.

Denotamos deste modo que a professora ou e-moderadora não assumiu o papel central, permitindo deste modo afirmar que, nos encontramos perante uma rede robusta, uma vez que, removido o nó que a representa, a rede mantem-se. Permitindo-nos ainda indagar que a professora/e-moderadora promoveu a autonomia e instigou os alunos à aprendizagem colaborativa, evidênciando-se também características apontadas por Castells (2001) para as comunidades virtuais, tais como, a comunicação horizontal e a autonomia da rede.

Já com relação ao grau de entrada a realidade é um pouco alterada. Percebemos de nitidamente que quem possui o maior grau continua a ser o A01 e o A12, o que significa que

todos os outro membros interagiram com eles, que em termos percentuais representa 100%. Contudo com relação aos outros nós, o grau de entrada é de 95,8% porque como pode ser visto no quadro acima, a relação entre eles e o nó A12 foi unidirecional, ou seja, eles comunicaram-se com o A12, mas o inverso não aconteceu.

Diante do quadro que se apresenta é notável que o fórum possui um índice de centralização muito baixo, o que reflete um fórum rico em conexões, que em termos percentuais representam o mesmo índice de saída e de entrada, ou seja, 4,16%.

Percebemos deste modo que, as relações estabelecidas entre os membros permite a partilha de informação entre todos, consentindo a construção colaborativa do conhecimento corroborando a nossa ideia de o grupo ser bastante coeso. O equilíbrio presente entre as interações estabelecidas são caraterizadas por Palloff e Pratt (2002) como interações ativas e tornam-se relevantes na medida em que, as perspetivas individuais colaboram para um fim único, neste caso a resolução correta do problema proposto.

5.4. Análise dos resultados obtidos nas avaliações realizadas para efeitos de