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Threats to the rainforest in Loreto 2016

O suplemento da PNAD e as informações da TIC Domiciliar do Comitê Gestor da Internet (CGI) também nos dão informações sobre a finalidade do acesso à internet nos 3 meses anteriores à pesquisa. As diferentes finalidades são relativas ao uso para comunicação com outras pessoas, compra de bens ou serviços, realização de transações financeiras, engajamento público (interação com autoridades públicas ou órgãos do governo), educação, lazer e busca por informações (leitura de jornais ou revistas). Projetamos esses dados para o ano de 2012, buscando nos aproximar da atual realidade. Pelos dados, a maioria dos brasileiros acima de 10 anos usa a internet com as finalidades de comunicação (33,33% das pessoas acessaram a internet o com essa finalidade), seguido de lazer (27,5%), educação (26,39%) e busca de informações através da leitura de jornais ou revistas (23,3%). É especialmente baixo o percentual de pessoas que utilizaram a internet para realização de transações financeiras (5,27%), engajamento público (6,08%) e realização de compras de bens ou serviços (6,16%).

Nas classes econômicas, temos que o acesso à internet com a finalidade de comunicação com outras pessoas, principal finalidade apontada pelos indivíduos, cai na medida em que caminhamos para as classes mais baixas, de 75,4% da classe AB até 13,01% dos mais pobres. Percebemos que os percentuais relativos às classes D e E estão bem abaixo da média nacional, o que nos atenta para o fato de que o uso da internet ainda é um serviço de luxo, mais restrito à elite econômica.

O uso com finalidade de compra de bens ou serviços é bem acima da média ao analisarmos os dados relativos às classes AB (29,41% contra 6,16% da média nacional). No entanto, ele cai bastante nas outras classes, ficando abaixo da média em todos os casos (5,59% na classe C e apenas 0,81% na classe D e 0,96% na classe E). Assim como a compra de bens ou serviços, o uso da internet para realização de transações financeiras está bastante restrito à elite: enquanto 26,88% das pessoas das classes AB acessaram a rede com esta finalidade, o percentual para as outras classes é 4,45% para a classe C, 0,6% para a classe D e 0,85% para a classe E. Repare que tanto a compra de bens ou serviços como transações financeiras estão mais presentes na classe E do que na classe D, resultado contra-intuitivos. A literatura nos mostra que a inclusão digital é bastante relacionada com a inclusão financeira, e não por acaso as duas aparecem juntas na meta 8 das novas metas do milênio da ONU (Post 2015 MDGs). No entanto, vimos que no Brasil ainda é muito fraca a conexão entre essas duas formas de inclusão, o que mostra um potencial para explorar mais essa combinação.

O uso da internet voltado para fins educacionais é particularmente alto em todos os critérios de classes econômicas no Brasil. Como esperado, a classe AB possui as maiores

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porcentagens de uso para educação (61,63% das pessoas acessaram com esse fim). Em relação às outras classes, os percentuais são 29,5% na classe C, 15,52% na classe D e 10,63% na classe E.

O lazer também é particularmente alto na classe AB (57,71%) e na nova classe média (31,8%), encontrando-se acima da média nacional. No entanto, nas classes D e E os percentuais de acesso com essa finalidade estão bem abaixo da média brasileira (16,8% na classe D e 10,46% na classe E).

O uso com finalidade de busca por maiores informações a partir da leitura de revistas e jornais é, definitivamente, um “bem de luxo”, com grandes diferenças percentuais entre as classes econômicas. Enquanto na classe AB mais da metade das pessoas acessaram a internet para aumentar seu conhecimento geral (62,99%), os números para as classes mais baixas são muito baixos (26,83% na classe C, 10,24% na classe D e 6,57% na classe E). A classe C, portanto, está próxima da média nacional (23,3%), enquanto as classes AB estão bem acima e as classes D e E bem abaixo.

Por fim, vamos analisar o uso com finalidade de interação com autoridades públicas ou órgãos governamentais. Temos que o percentual de acesso com esse fim é muito baixo no país, especialmente entre as classes mais baixas, logo as que mais necessitam do apoio e interação pública (6,02% na classe C, 1,2% na classe D e 1,09% na classe E). Mesmo nas classes AB o número é bastante baixo (25,49%). Isso nos indica a falta de comunicação e interação entre o setor público e a sociedade civil, problema crônico no Brasil.

Taxa - Total - Finalidades de uso População Total Percentual (%) Faixa Etária População Se comunicar com outras pessoas Comprar ou encomendar bens ou serviços Transações bancárias ou financeiras Interagir com autoridades públicas ou órgãos do governo Educação e aprendizado Atividades de lazer Ler jornais ou revistas ou para buscar informações ou outros serviços (contagem) Total Total 186440290 33,33 6,16 5,27 6,08 26,39 27,5 23,3 Classe AB Total 19385588 75,4 29,41 26,88 25,49 61,36 57,71 62,99 Classe C Total 91774828 37,87 5,59 4,45 6,02 29,5 31,8 26,83 Classe D Total 45411996 19,55 0,81 0,6 1,2 15,52 16,8 10,24 Classe E Total 29867878 13,01 0,96 0,85 1,09 10,63 10,96 6,57 Panorama de Finalidades

Através de Suplemento especial, a PNAD nos permite medir as finalidades de uso da internet. Através de uma atualização das taxas por meio de projeções, disponibilizamos as informações para diferentes finalidades como: Se comunicar com outras pessoas Comprar ou encomendar bens ou serviços Transações bancárias ou financeiras Interagir com autoridades públicas ou órgãos do governo Educação e aprendizado Atividades de lazer Ler jornais ou revistas ou para buscar informações ou outros serviços.

As estatísticas estão apresentadas por grupos etários e classes econômicas, que podem ser cruzadas com uma série de características populacionais: i) características sócio-demográficas, como: sexo, idade, anos de estudo, raça e posição na família; ii) características do produtor, como: posição na ocupação, contribuição previdenciária, educação e acesso a ativos digitais; iii) características do consumidor, como: acesso a bens de consumo e serviços; e iv) atributos espaciais como: local de moradia, área (metropolitana, urbana não metropolitana e rural), estados, e de forma inovadora, capitais e periferias.

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Análise Multivariada

Estimamos um modelo logit multivariado que regride a probabilidade de o indivíduo ter acessado a internet para determinada finalidade contra certas características sócio demográficas do mesmo. Controlamos certas características de forma a ver o impacto de uma variável específica sobre a probabilidade de acesso para determinado fim. Por exemplo, procuramos saber se homens possuem maiores chances de acesso à internet com determinada finalidade, controlando pelas outras características dos indivíduos. Alguns resultados nos chamam a atenção.

Gênero

Homens apresentam mais chances de ter acesso à internet com as finalidades de compra de bens ou serviços (60,85% a mais), realização de transações financeiras (54,46% de chances a mais), lazer (46,96% a mais), interações com o governo (29,47% a mais), busca de informações (2,58% a mais) e leitura de jornais e revistas (7,87% a mais). Por outro lado, no que diz respeito à comunicação com outras pessoas e educação, as mulheres apresentam maiores chances controladas de acesso para esses fins (8,53% a mais para comunicação e 27,43% a mais para educação).

Geografia

As maiores chances de acesso controlado com finalidade de se comunicar com outras pessoas estão no estado da Paraíba, seguido de Rondônia e Bahia. As menores chances se dão em Roraima, seguido de Tocantins e Piauí. Em relação ao lazer, as maiores chances se dão Rondônia, Mato Grosso e Santa Catarina e as menores em Tocantins, Alagoas e Roraima. Na finalidade educacional, as maiores chances de acesso estão em Tocantins, Distrito Federal e Bahia e as menores em Amapá, Goiás e Rio de Janeiro. Os estados do Mato Grosso, Amapá e Roraima são os que possuem as maiores chances controladas de acesso para ler jornais e revistas, e os estados que possuem as menores chances são Pernambuco, Amazonas e Goiás.

Por último, analisaremos as finalidades de transações financeiras e compra de bens ou serviços, que são menos presentes do que as finalidades analisadas anteriormente. Em relação ao acesso com finalidade de realizar transações financeiras, as maiores chances se dão no estado do Mato Grosso, seguido de Alagoas e São Paulo. As menores chances, por sua vez, se dão no estado do Maranhão, seguido do Piauí e Roraima. Já no que diz respeito ao acesso voltado para compras de bens ou serviços, os estados do Amapá, Mato Grosso e Rondônia possuem as maiores chances de acesso para esse fim e os estados do Rio Grande do Norte, Goiás e Ceará apresentam as menores chances controladas.

Em relação à divisão entre áreas rurais, urbanas e metropolitanas, em todos os casos com exceção da finalidade educacional e de compras de bens ou serviços as maiores chances estão nas áreas metropolitanas, seguidas pelas áreas urbanas e por último pelas rurais. No caso da finalidade educacional, as áreas rurais apresentam as maiores chances de acesso para esse fim, seguidas pelas áreas metropolitanas. No acesso com finalidade de compra de bens ou serviços, as maiores chances estão nas áreas urbanas, seguidas pelas áreas rurais e, por último, pelas metropolitanas.

Classes Econômicas

Como era de se esperar, com exceção do acesso com finalidade de buscar informações ou outros serviços, as classes AB são as que possuem as maiores chances de acesso para todas as finalidades, seguidas da classe C. Ao contrário da norma encontrada, na finalidade de busca de informações ou outros serviços as maiores chances encontram-se na classe E, seguida da C, D e por último as classes AB. Enquanto a classe E possui as menores chances de acesso para as finalidades de lazer, educação, leitura de jornais e revistas e comunicação com outras pessoas, a classe D possui as menores chances para as finalidades de interação com o governo, compra de bens ou serviços e transações financeiras, o que é contra intuitivo, dado que o esperado seria que a classe E possuiria as menores chances para todas as finalidades.

Escolaridade

Vamos começar analisando o acesso a internet com a principal finalidade apontada pelos brasileiros, isto é, para a comunicação com outras pessoas. Temos que as menores chances do acesso com esse fim estão entre aqueles com 1 a 3 anos de escolaridade, seguido daqueles sem instrução educacional. Com exceção desse grupo com escolaridade de 1 a 3 anos, que possui chances menores do que daqueles sem instrução, a probabilidade de acesso para a comunicação com outras pessoas é crescente de acordo com a escolaridade dos indivíduos, sendo as maiores chances presentes entre aqueles com 12 ou mais anos de estudo.

A segunda finalidade mais apontada pelos brasileiros é o uso voltado para o lazer. Nesse caso, temos que tanto aqueles com escolaridade de 1 a 3 anos como aqueles com escolaridade de 4 a 7 anos apresentam menores chances em relação àqueles que não possuem instrução (as menores chances são daqueles com 1 a 3 anos, seguidos pelos que têm 4 a 7 anos), resultado contra intuitivo. As maiores chances, por sua vez, continuam sendo daqueles com 12 ou mais anos de escolaridade, seguidos pelos indivíduos que possuem escolaridade de 8 a 11 anos.

Em relação ao acesso com finalidade educacional, novamente o grupo com escolaridade de 1 a 3 anos apresenta menores chances do que aqueles sem instrução. Com

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exceção desse grupo, as chances são crescentes com a escolaridade, sendo as maiores encontradas no grupo de 12 ou mais anos de escolaridade.

Analisando as demais finalidades, em todas as menores chances são do grupo com escolaridade de 1 a 3 anos, seguido pelo grupo de 4 a 7 anos (com exceção da finalidade leitura de jornais ou revistas, onde o grupo sem instrução possui as menores chances após o grupo de 1 a 3 anos). Em todos os casos as maiores chances são do grupo com 12 anos ou mais, seguido pelo grupo de 8 a 11 anos.

As tabelas com os modelos completos estão no anexo da presente pesquisa e incoporporados no simulador abaixo com projeções para 2012: