O clima de tensão instalado CAPS fez com que uma série de providências fosse tomada para evitar a produção de mais produtos jornalísticos sobre a problemática vivida. Emissoras de rádio, portais de notícias na internet e programas de TV, como citado anteriormente, já haviam exposto demais a situação precária segundo a FMS. Entre as providências, estava a proibição de fotos nas dependências do serviço, questão que foi repassada restritivamente para os profissionais que cuidavam da portaria e da segurança. Em função de minhas outras atividades acadêmicas e de meu lugar de certa notoriedade no cenário da psicologia no contexto da cidade, eu mesmo tive de me haver com esta normativa recentemente constituída no CAPS e com a consequente produção de seus efeitos em mim e para este trabalho.
No período de minha inserção no dispositivo, uma pesquisa sobre violência contra a mulher realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) causou uma forte repercussão nacional. Segundo o estudo, as pessoas acreditavam que a violência sexual perpetrada contra a população feminina seria fruto da conduta da própria mulher que a sofreria. Boa parte dos entrevistados apontava que isso se daria, principalmente, porque a mulher não se comportaria adequadamente ou usaria roupas provocantes, indicando o poderio do machismo em nossa sociedade ao acionar a culpabilidade das próprias vítimas de episódios violentos desta natureza.
Fui convidado por uma jornalista de uma revista local para comentar os dados da pesquisa. Como, neste período, o CAPS estava com atividades restritas em virtude da paralisação dos trabalhadores, sobretudo no final da tarde, e também pela conciliação de agendas, informei a profissional que poderia conceder a entrevista no horário em questão em uma das salas do serviço. Ela compareceu e contribuí para a sua matéria. Ao final, disse-me que um fotógrafo me procuraria nos próximos dois dias para um registro que seria inserido na peça jornalística.
As agendas também atrapalharam o encontro fora do contexto do serviço. Desse modo, o repórter veio ao meu encontro no serviço para tirar a foto. Entrou vestido com um colete que nas costas trazia o nome reportagem e com uma câmera fotográfica dependurada no pescoço para realizar um trabalho rápido, que levaria menos de 01 minuto. Eu estava em uma sala quando fui chamado para atender o visitante que se encontrava na parte externa da casa. Quando lá cheguei, já havia certo desconforto instalado. Um dos profissionais da portaria já estava junto ao jornalista, eu perguntei o que estava havendo e veio a resposta: “Este senhor está portando uma máquina e aqui está proibido fazer foto.” Tentei argumentar indicando que o que ele estava vindo realizar não tinha relação com os problemas em que o CAPS estava passando, e veio uma resposta que mais parecia alguém a obedecer um comando militar sem o mínimo de questionamento e com certa rispidez: “A ordem que a gente tem aqui é que não pode e pronto e eu tenho de cumprir o meu trabalho. Por favor, entenda. Estou na minha função.”
Havia um belo jardim no local e a ideia do fotógrafo era fazer uma imagem de ângulo fechado, na qual apareceria somente o meu rosto e a ornamentação paisagística ao fundo. Aleguei para o funcionário que coibia a ação que iria fazer uma ligação para explanar o que se tratava e pedir autorização para tal junto à gestão do serviço. Enquanto fazia o telefonema num local mais reservado, o jornalista se dirigiu para o jardim para olhar na lente qual seria o melhor ângulo. O segurança o acompanhou e não saiu de perto dele, ficava o tempo todo a vigiá-lo e reclamava contundentemente quando ele olhava pela lente, o que produziu um desentendimento entre os dois. Um dos profissionais que soube a natureza do trabalho que o fotógrafo viria fazer quis intervir em nosso favor exclamando que havia certo exagero para se chegar àquele ponto; no entanto, sua ação foi em vão. No telefonema, apesar de minha explicação do que seria feito, senti certa hesitação para autorizar a fotografia. Com isso, resolvi ponderar e apontar que não faria mais a simples foto no serviço; em seguida, convidei o sujeito para produzir a fotografia em uma praça que ficava nas proximidades e o encontrei receoso e revoltado com a atitude do segurança. Ao visitante, tentei me desculpar e contextualizar o que havia acontecido nos últimos tempos; em seguida, fizemos o que tinha de ser feito e nos despedimos.
Depois deste episódio, fiquei atônito com tudo que acontecera. Confesso que surgiu um receio forte para com o trabalhador que nos coibiu nesta tarefa. Dali em diante, quando eu saía ou entrava no serviço em que era seu plantão, eu não me deparava só com ele, quem vinha me visitar era o medo também. Ficava temeroso nos momentos em que tinha de lidar com aquela figura. Ao vivenciar esses afetos, comecei a me lembrar de algumas passagens
que haviam ocorrido durante minha estada no CAPS e que tinham passado por mim desapercebidas, em outras palavras, a afetação experimentada fez com que eu compreendesse melhor certas práticas com feições corriqueiras no cotidiano.
Uma delas diz respeito a um bingo que estávamos realizando junto com os usuários. Tinham tantos prêmios que todos os participantes, assim que preenchessem suas cartelas, iriam ser contemplados. Quando alguém ganhava gritava “bati”. Depois de vários “batis”, uma usuária se questionou porque nunca batia e não ganhava um prêmio; com o tempo, acabou se irritando, bateu na mesa e os feijões que marcavam os números saíram do lugar. Levantou-se com raiva e gritou: “Eu não bato não, é? Eu não vou bater?” Em seguida, um dos profissionais gritou: “Segurança! Segurança! Segurança, vem aqui! Não demora!”. Instantaneamente, a usuária parou com a expressão de irritabilidade e se recolheu. A ameaça da intervenção do segurança fez com que ela adotasse um modo estático e docilizado.
Em outro momento, numa conversa com um dos trabalhadores da portaria, conheci algumas práticas de vigilância e exercício de poder: “Tem cara que entra aqui que a gente tem de ficar de olho.” Ele citou alguns usuários e disse que era importante que estes soubessem ou sentissem a presença do segurança. Um dos casos era a de um sujeito que era conhecido por ter relações sexuais com usuárias que tinham uma maior dependência em função do agravo de seus transtornos, o que facilitava certo aliciamento. Certa vez, o usuário estava conduzindo outra usuária para um espaço fechado quando um segurança interveio e agiu de modo contundente a partir de reprimendas, gritos e ameaças. “A gente não vai fazer nada (fisicamente) com eles, né? Mas a gente tem de dar aquela ‘sugesta’ (expressão piauiense que indica a produção de susto/medo/receio a partir da imposição de uma condição, ou melhor, sugerir o que acontecerá se alguém fizer alguma ação reprovável). Eles têm de respeitar a gente.”
Nesses dois últimos eventos, vigilância e ameaça cumpriram uma função de subjetivação baseada na ameaça de que algo físico venha a suceder com os usuários. Nos dois casos, os efeitos de subjetivação foram notórios: no primeiro caso, a usuária instantaneamente se conteve e se recolheu; no segundo, o usuário, que já parecia introvertido, passou a participar com menor intensidade das atividades. Calmaria e docilidade se instalaram! (FOUCAULT, 2009b).
Outro caso foi de uma nova usuária que estava no CAPS pela primeira vez. Ela apresentava certa agitação neste dia: dançava aleatoriamente no meio do pátio, falava bem alto, andava de um lado para o outro, puxou a orelha de outro usuário, tirou o colar havaiano de outro, deitou no sol, entre outros. Acompanhei tais ações da usuária logo no início da
manhã, em seguida, envolvi-me com uma atividade grupal de eleição do rei e da rainha do carnaval, tarefa que só foi concluída depois das 11h00min da manhã. Na hora do almoço, quando eu estava de saída, vi a usuária em questão dormindo profundamente, deitada num banco de madeira em uma antessala. Estranhei aquela mudança repentina: de tão agitada para um sono pesado. Em um dado momento, pareceu querer levantar-se, mas a sonolência a venceu. Fui para casa almoçar e retornei às 14h00min e não mais a encontrei. Ao fim do dia, perto das 17h00min, três trabalhadores, um da portaria entre eles, estavam em uma roda conversando sobre o dia de trabalho e me aproximei. Estavam debatendo que o dia lá havia sido cansativo e aproveitei para afirmar que tinha ido muitos usuários e perguntei se alguém tinha visto quando a referida usuária havia ido embora: “Não a vi à tarde. Alguém veio busca- la?” A resposta, dada pelo porteiro, veio com mais informações do que objetivava a pergunta: “Nossa, ela estava muito agitada hoje! Ela mexeu com todo mundo aqui! De manhã, a gente teve de pegar e segurar ela mesmo (faz um sinal com os punhos cerrados demonstrando como seguraram a usuária pelos dois braços) e levar ali para aquela sala para o pessoal aí dar uma injeção nela! Daí ela foi ficando mais calma e dormiu.”
Neste último caso, temos uma herança muito forte das práticas manicomiais: o uso da violência para o controle dos internos. Desse modo, com o auxílio da psicofarmacologia, a contenção física é capaz de articular um sobrepoder em relação aos sujeitos (FOUCAULT, 2006).
A vivência que tive em relação à produção de uma simples fotografia, talvez, tenha me posto em uma zona de afetação de um medo que é experimentado pelos usuários em sua relação com um setor específico do CAPS. Aquele encontro passou a ter efeitos de condução em mim quando do encontro com certos sujeitos. Esses efeitos de subjetivação acionados por poderes exercidos no enlace com esses afetos organizam o modo como os usuários se colocam e se movimentam no serviço. O temor e a apreensão produzem e refinam a condução desses sujeitos para um modo de vida mais dócil e sujeitado. A angústia tomou conta com a situação com o fotógrafo pelo receio de alguma ação violenta viesse a ser perpetrada, não no sentido de uma violência física diretamente, mas num possível dano ao material fotográfico do jornalista; no entanto, a violência psicológica já tinha instalado processos de subjetivação em mim, tensão e temor me produziram e me acompanharam durante uns dias, além de me revistarem na escrita deste texto (FOUCAULT, 2009b).
A seguir, vejamos o refinamento e o recrudescimento do poder psiquiátrico a partir de enredos ficcionais e com o auxílio valioso da psicofarmacologia (FOUCAULT, 2006).
3.15 Polinização antipsicótica
Acompanhei dois técnicos em uma atividade de apoio matricial em saúde mental junto a 03 equipes da saúde da família (ESF). O evento pode ser qualificado como uma atividade rara no município, pois foi articulado por uma das três únicas equipes de Núcleo de Apoio de Saúde da Família (NASF), tendo em vista que, como citado anteriormente, Teresina tem um déficit de 43 equipes desta natureza. Existe uma potencialidade para a implantação de 46 NASFs. Aqui, mais uma vez o vetor de desinvestimento em políticas públicas do município (YAMAMOTO, 2003).
O psicólogo do NASF foi quem promoveu o encontro entre parte da equipe do CAPS e as ESF’s . Ficamos em uma grande sala de grupos e eram em torno de 30 pessoas; estavam médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, dentistas, auxiliares de consultório dentário, agentes comunitários de saúde (ACS), estudantes de residência em saúde da família e estagiários de enfermagem. Em um primeiro momento, depois das devidas apresentações, discutiu-se um pouco acerca da importância da saúde mental na atenção básica. Logo em seguida, iniciou-se uma conversa acerca de como reconhecer uma demanda de saúde mental, em especial como identificar um louco e o tom da conversa foi para o âmbito do medo, assentado no ideário de periculosidade que seria inerente ao fenômeno da loucura, e da chacota, perfazendo o caminho da desqualificação social do sujeito louco, gargalhadas chegaram a tomar conta do lugar quando um técnico de uma ESF contou uma passagem em que saiu correndo quando um usuário afirmou que iria virar uma estátua e ia ficar parado na porta de seu consultório. Não se levantou, em momento algum, como as próprias equipes poderiam lidar com a demanda em pauta, seja através de grupos, rodas de conversa, ou a co- responsabilização com o próprio CAPS. Nas falas, o que ficou mais patente foi o movimento mais de repasse da demanda como exclusividade de um serviço especializado do que uma questão de saúde que deve envolver a maior quantidade possível de pontos na rede de atenção. Além disso, houve uma leitura dos casos de emergência psiquiátrica mais voltada para uma ideia de agressividade, sem articulação com os processos subjetivos das pessoas em sofrimento, engendrando uma visão de necessidade de sempre articular uma contenção mecânica para tanto, isso ficou em ênfase quando um ACS perguntou o que fazer em casos de crise e emergência psiquiátrica e a resposta do técnico do CAPS se resumiu a “Chama o SAMU e a Polícia”, sem maiores explicações; o mais interessante é que quando este argumento foi articulado fez-se um silêncio que me pareceu a confirmação do saber-poder dos
técnicos de saúde mental: nenhum questionamento foi levantado e os profissionais da atenção básica apenas anotaram a recomendação, que mais parecia ter um caráter protocolar.
No final da reunião, houve um pequeno encontro entre os trabalhadores do CAPS e os Agentes Comunitários de Saúde; estes relataram acerca dos casos existentes de saúde mental em suas micro-áreas. Os técnicos solicitaram os endereços de todos para a realização de visitas domiciliares pelo próprio CAPS; prontamente, os agentes entregaram os dados residenciais e os trabalhadores saíram deste pequeno encontro com uma espécie de Mapa dos Loucos de uma região de Teresina, em torno de 15 sujeitos. Duas semanas depois, encontrei- me com um dos profissionais que foi à reunião de matriciamento e ele me falou: “Emanoel, você se lembra daqueles casos de usuários que os agentes de saúde passaram para gente naquela reunião?” Depois que confirmei a lembrança, veio a resposta: “Fizemos todos!” Depois de um “como assim?”, explicou-me: “Fomos nas casas de todos e medicamos todos. Vimos que realmente eram casos de CAPS, com esquizofrenia, e aí medicamos todos. Fomos com os medicamentos e aplicamos em todo mundo. Deixamos também algumas medicações com alguns.” Ainda comentou que utilizaram principalmente o piportil (antipsicótico de depósito cuja ação dura um mês), além de outras modalidades de antipsicóticos bem como antialérgicos. Perguntei também se os novos usuários e suas famílias foram convidados para vir ao serviço para participar da triagem, das atividades psicossociais, dos grupos, entre outros, e a negativa surgiu taxativa.
Decidi, a partir deste episódio, participar de algumas visitas domiciliares. Havia uma organização para que alguns usuários fossem visitados mensalmente. Em um dia despretensioso, perguntei a um técnico se eu poderia acompanhar a um dia de visitas domiciliares. Ele respondeu que dependeria do dia, pois poderia não ser muito interessante para mim porque “boa parte das visitas era de aplicação e distribuição de medicamentos” para aqueles usuários que não podiam ou não queriam ir ao CAPS, aí poderia ser que, segundo o trabalhador, eu “não visse nada de interessante”. Fiquei intrigado com esta fala e o desejo de participar só fez crescer. Falei que queria acompanhar mesmo assim se tivesse vaga no carro da prefeitura.
Marcamos e saímos cedo para as visitas, partimos às 08h00min e só retornaríamos próximo ao meio dia. Pelo menos dois profissionais de nível superior participavam do processo. Um deles carregava uma lista com nomes predefinidos e montava uma espécie de roteiro que deveríamos seguir. Ante de chegar a cada casa, um dos profissionais conferia alguns dados de cada usuário a ser visitado. Primeiro, conferia a medicação que iria ser aplicada e depois observava alguns dados acerca do próprio usuário, que só fui entender do
que se tratava quando estávamos para entrar nos domicílios. Numa das visitas, um técnico me deu uma pista enquanto esperávamos uma mãe abrir o portão de sua casa para o atendimento de seu filho: “Com este aqui, um rapaz de 20 anos, que o psiquiatra ainda não deu o diagnóstico dele, precisamos dizer que estamos vindo aplicar uma vacina para evitar algumas doenças, tipo a gripe.” Aparece um jovem bem forte e usando muleta para a aplicação do antipsicótico de efeito mensal e também da ficção construída: “Vamos logo tomar esta vacina que é para o seu bem. É rapidinho. A gente termina logo.” Prontamente, ao reconhecer a equipe, o jovem vira de lado e oferece o ombro para a ‘vacinação’ como a obedecer um comando automático.
Para boa parte deles, sempre havia uma ficção a ser contada e essas informações acerca da história a ser agenciada constavam nos prontuários. Em uma visita na casa de uma jovem de 22 anos, o técnico ligou antes avisando a mãe da usuária informando que estava prestes a chegar; quando chegamos, a familiar, perto do portão de casa, já foi encostando-se à janela do carro e se adiantando: “Ela está deitada lá atrás. Não se esqueça de contar a história da vacina de hepatite. Ah, dê-me um pedaço de algodão para eu colocar aqui no braço para ela pensar que eu tomei também a ‘vacina’.” Encontramos a jovem dormindo no último cômodo da casa; o profissional deu pequenos toques em seu ombro para acordá-la: “Bom dia! Tudo bem? Viemos para trazer a vacina de hepatite! Vamos tomar logo? É rapidinho, rapidinho! Vamos logo, mulher?!” A resposta veio com certa rispidez: “Bom dia nada! Não estou com paciência hoje!” A mãe interveio com a sua mão em cima do próprio ombro: “O pessoal aqui veio ajudar a gente e você fica assim!? Eu mesmo já tomei a vacina!” Assim como o jovem da visita relatada anteriormente, levantou-se da cama automaticamente e ofereceu seu braço para a ‘vacinação’. Demonstra ainda um pouco de irritação logo após e diz que foi a última vez que tomou. Olha para a mãe que está com a mão no ombro segurando o pedaço de algodão por baixo da manga da blusa e puxa o braço dela e fala: “Deixe-me ver se você tomou mesmo essa vacina” Ao ver o algodão, fica calada e entra num cômodo da casa. Ao sairmos, a mãe agradece e diz que aguardará a nossa volta no mês que vem.
Visitamos também a casa de um senhor de 47 anos. Era um domicílio paupérrimo, onde só havia carcaças de televisores de tubo espalhadas em todos os cômodos da casa, no interior e na parte interna, além de uma cama em um dos quartos. Segundo um dos profissionais, além do transtorno mental, sua condição ficava agravada em virtude de sua vulnerabilidade social e, como consequência, sua residência virou um local para o uso de crack. Alguns consumidores dessa droga frequentavam a localidade à noite e, de acordo com o trabalhador, o usuário também consumia o entorpecente. Era um homem magérrimo e sua
mãe morava nas proximidades e lhe enviava alguma ajuda como quantias pequenas em dinheiro e quentinhas. Várias latinhas cortadas estavam espalhadas na parte externa da casa, o que confirmava o consumo de crack. Um dos profissionais foi logo questionando: “E essas TVs aqui são para que? Elas não juntam muita sujeira, não?” A resposta: “Nada. Elas estão aí para deixar a casa mais bonita. Estão enfeitando tudo! Não tá vendo!?” O enredo ficcional nesta visita foi: “Viemos aqui para trazer sua vitamina deste mês! O senhor está tão magrinho; onde vai querer que aplique a vitamina? No braço ou no bumbum? Acho que no braço não vai dar!” O sujeito fica de costas, arria sua bermuda e toma a ‘vitamina’ que o sustentará por um