4.2.1 Colecções a Referenciar
Como temos vindo a mencionar, dada a variedade e a extensão das colecções que integram o acervo da Casa dos Patudos, e no âmbito específico deste género de publicação, pensamos ser indispensável fazer uma selecção daquelas que devem ser contempladas no roteiro.
De entre o recheio da Casa dos Patudos destacam-se as colecções de pintura, aguarela e desenho – que poderão ser tratadas em conjunto – de gravura, azulejaria, escultura, faiança, vidros (nomeadamente franceses), mobiliário, têxteis (entre tapetes, colchas, paramentos religiosos, xaréis), ourivesaria e medalhística. Reconhecendo que não possuímos as ferramentas científicas necessárias para um parecer, absolutamente seguro, sobre este tema, parece-nos inegável que as colecções de pintura – considerando os seus diversos núcleos – têxteis e faiança devam ser incluídas.
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4.2.2 Índice
Atendendo ao, até agora, exposto, é proposto o seguinte índice preliminar: Prefácio
1. José de Mascarenhas Relvas, o Homem e o Coleccionador 2. Casa dos Patudos: o Edifício e o Museu de Alpiarça 3. As Colecções Pintura Têxteis Faiança (outras colecções) 4. Percurso Expositivo Rés-do-chão:
Vestíbulo, Átrio, Sala Carlos Relvas e Sala de Arte Sacra 1º Andar:
Mezanino, Sala de Família I, Sala de Família II, Sala D. Eugénia, Sala da Música, Sala das Colunas, Sala São Francisco, Sala dos Primitivos, Sala Boileau, Sala Silva Porto, Galaria Verde, Sala das Aguarelas, Sala de Jantar, Salão Renascença, Vestíbulo e Biblioteca
2º Andar:
“Hall” de Entrada, Ante-câmara de José Relvas, Quarto José Relvas, Quarto de Vestir de José Relvas, Corredor, Quarto de Hóspedes, Quarto João Chagas, Quarto D. Eugénia e Casa de Banho
5. Bibliografia
6. Informações Gerais
A descrição sumária dos conteúdos de cada um dos pontos será tratada seguidamente.
4.2.2.1 José de Mascarenhas Relvas, o Homem e o Coleccionador
Pensamos ter dado um contributo para a preparação deste capítulo, com o texto homónimo que apresentamos neste estudo e que tem a finalidade de servir de base ao que se pretende que seja disponibilizado no roteiro, embora menos desenvolvido do que aquele que redigimos.
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4.2.2.2. Casa dos Patudos: O Edifício e O Museu de Alpiarça
Para a redacção do capítulo que se pretende dedicar à Casa dos Patudos, proporcionando um breve enquadramento histórico do museu e analisando-o enquanto estrutura arquitectónica, também, se pode tomar como base os pontos 3.1 e 3.2, respectivamente, deste trabalho académico. Em qualquer dos casos é necessário que seja elaborada uma versão sintetizada daquela que apresentamos neste estudo.
4.2.2.3 As Colecções
A cada colecção, que seja decidido vir a integrar o roteiro, deve corresponder um capítulo. Na sua abordagem o primeiro parágrafo deverá ser introdutório, fazendo-se aí uma análise geral da mesma e salientando a sua relevância. Para cada uma devem ser salientadas peças que se considerem incontornáveis – dentro dos critérios anteriormente descritos no ponto 4.1.2.2, sendo desejável que sejam apresentadas imagens de, pelo menos, alguns desses objectos.
As colecções e as suas peças, devem ser contextualizadas em relação ao museu e comparativamente às existentes em outras instituições, para se entender a sua relevância.
4.2.2.4 Percurso Expositivo
Nesta parte do roteiro devem ser enumeradas e sumariamente descritas, as muitas peças que se encontram nos espaços expositivos da CPMA. Para tal, optou-se por uma apresentação por salas, não pela ordem de percurso, mas por pisos. O contrário poderia tornar a consulta do roteiro e a procura de uma informação específica, menos simples, dado que o circuito da visita se distribui pelos vários pisos, alternadamente183.
Pode ser feita uma referência, em poucas palavras, a cada sala, apenas para apontar a utilização quotidiana que tinham, bem como referir algum aspecto que se considere relevante.
183 A visita inicia-se nos espaços do piso térreo, subindo-se depois ao primeiro andar onde se veem duas
salas. Depois, sobe-se ao segundo andar. Uma vez visto este piso, regressa-se ao primeiro andar onde se visitam vários espaços. Retorna-se, por fim, ao rés-do-chão, onde se percorrem as últimas salas.
98 Devem ser apresentadas fotografias panorâmicas de cada sala – de um ou mais ângulos conforme se considere necessário – a partir das quais se elabore um esquema do espaço, que deve ser acompanhado de informações sobre cada peça ou núcleo, tais como o nome, a data ou período em que foi executada, o autor, os materiais e mesmo o número de inventário, se assim se entender184. À semelhança do que acontece na Casa- Museu Dr. Anastácio Gonçalves, estes esquemas de sala são usados simultaneamente no roteiro e nos espaços expositivos, colocados em suportes acrílicos; esta poderia ser, também, uma opção para a Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, visto adequar-se perfeitamente às características da exposição deste museu.
4.2.2.5 Bibliografia
O projecto do roteiro deve prever a inclusão de uma bibliografia especializada, não demasiado extensa, mas que possa servir como ponto de partida para o leitor.
Nesta secção deverão ser apresentados títulos bibliográficos que sirvam de apoio a quem pretenda aprofundar conhecimentos sobre as temáticas tratadas no roteiro e indicados por aqueles que o elaboraram.
Será, necessariamente, uma bibliografia com obras consagradas à História da Arte, nomeadamente à arquitectura portuguesa do princípio do século XX e à arte naturalista e que deverá incluir os diversos catálogos de exposições onde estiveram presentes obras da CPMA. A bibliografia que serviu de apoio à realização deste trabalho será uma base de referência e um ponto de partida para a definição deste tópico.
184 Ver anexo n.º 44, onde se apresentam esquemas de sala, usando, como exemplo, a Sala Silva Porto.
Neste caso optou-se por apresentar as vistas da sala de dois ângulos diferentes, a partir dos quais se elaboraram dois desenhos, que poderiam ser assim apresentados tanto no roteiro, como no interior do museu, na respectiva sala, e que complementariam a informação disponibilizada pelo guia. A par dos esquemas, exemplificamos, também, a legenda que os deve acompanhar; as obras que seleccionámos como modelo são: “Na Pastagem”, de Silva Porto e “Silva Porto no seu atelier terminando o quadro «Na Pastagem» ”, de Columbano Bordalo Pinheiro. Os desenhos são da autoria dos Arquitectos Joana Saraiva e Bruno Marcelino.
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4.2.2.6 Informações Gerais
Para as informações gerais, tais como morada, números de telefone e fax, sítio em linha185, endereço de correio electrónico, horário e preçário, deverá ser reservada uma página, onde, preferencialmente, será disponibilizado um mapa de localização.
De um roteiro devem constar, também, informações gerais sobre as actividades oferecidas pelo seu Serviço Educativo que, de momento, está praticamente inactivo, apenas promovendo visitas guiadas, não havendo, sequer, no museu um espaço que lhe esteja atribuído e onde possa realizar outras acções educativas.
Consideramos que em Informações Gerais é o local adequado para deixar as indicações relativas à oferta de percursos alternativos pelos quais o visitante pode optar e que sugerimos no ponto seguinte deste trabalho.