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polimerização de resinas quimicamente e foto ativadas através da imersão dos corpos-de-prova em solução de corante Astra Blue, Gee et al.33 (1984), confeccionaram corpos-de-prova medindo 5x5 mm, sendo alguns confeccionados em incremento único e outros em 2 incrementos. As resinas quimicamente ativadas levaram 10 minutos para sua polimerização, e as fotoativadas foram irradiadas com luz visível por 20 ou 40 segundos. Posteriormente, os corpos-de-prova foram fraturados por tensão em direção axial, obtendo-se duas metades, os quais foram expostos por menos de 2 minutos em solução de corante Astra Blue em metanol diluído em 20 partes de água. Logo após a imersão no corante, os corpos-de-prova foram lavados em água corrente. As superfícies internas dos corpos-de-prova foram avaliadas por estereomicroscopia com o propósito de determinar as regiões polimerizadas de forma incompleta. Como resultados, os autores verificaram que a polimerização das resinas de micropartículas foi menor do que a polimerização das híbridas; nas resinas quimicamente ativadas, ficou evidente a presença de corante nos lugares onde a resina não foi bem misturada. Baseados nos resultados, os autores puderam concluir que a técnica de pigmentação com Astra Blue permite observar a polimerização incompleta das resinas compostas; embora a natureza da união entre o

corante e os grupos sem reagir do BIS-GMA e TEGDMA da matriz de resina não foi estudada, os autores acreditam que houve uma forte ligação entre as suas moléculas uma vez que a presença do corante persistiu mesmo após os corpos-de-prova terem sido lavados com água.

Com o propósito de investigar in vitro o efeito de alguns corantes, utilizados na detecção de cárie, sobre materiais restauradores, Zandoná et al.97 (1997), confeccionaram trinta e seis (36) amostras em uma matriz plástica medindo 9,5 mm de diâmetro e 1,5 mm de espessura. As amostras foram confeccionadas em resina composta (TPH – A2), cimento de ionômero

de vidro modificado por resina (Photac - Fil Applicap – A2/L), cimento de

ionômero de vidro convencional (Ketac Fil - A2/L) e porcelana (Vita A2),

submetendo-as à imersão nos seguintes corantes: 0,01M ou 0,0015 M de pirometano 556 por 30 e 60 segundos respectivamente e lavadas posteriormente com etanol a 25% ou 0,0018 M de fluorescina de sódio durante 60 segundos e lavadas em água corrente. Além disso, nos mesmos intervalos de tempo, foram captadas imagens das amostras com auxílio de uma câmera CCD e um filtro de 520 nm, sendo as amostras excitadas com laser de argônio, para serem analisadas pela fluorescência, utilizando métodos computadorizados (cálculo da média do nível cinza e histogramas). Como resultados, os autores verificaram que houve diferença na mudança de cor, estatisticamente significante (ANOVA p<0,05) para ambos os

cimentos de ionômero de vidro, imediatamente após a imersão no corante, contudo esse efeito foi revertido após 1 hora de armazenamento em água; da mesma forma, a intensidade da fluorescência foi inversamente proporcional ao tempo de armazenamento em água. Pelos resultados encontrados, os autores puderam concluir que: a exposição de materiais restauradores a esses corantes não deixam mudanças prolongadas de cor visualmente detectáveis.

Com o propósito de verificar a incorporação de novas tecnologias na detecção de lesões cariosas, Figueiredo25 (2003) analisou o uso da fluorescência no diagnóstico da cárie. De acordo com o autor, deve ser analisado o espectro de fluorescência como um todo e não a fluorescência em um único ponto, pois, todos os comprimentos de onda na fluorescência contêm a informação mais precisa sobre a existência ou não de cárie. Assim, nesse trabalho descrevemos uma maneira de processarmos a fluorescência para diagnosticar com maior precisão a existência de cárie, e para isto, estudamos o comportamento da fluorescência no esmalte e dentina sadios e dentina cariada por meio de duas formas de processamento dessa fluorescência, sendo primeiramente por meio da razão do pico elástico pelo pico inelástico e a razão da área inelástica pela área elástica. Para isto, o autor utilizou dentes que apresentavam esmalte e dentina sem cárie e uma face com dentina cariada, os quais foram excitados com três fontes de laser

com 442 nm, 532 nm e 632 nm. Foi possível determinar que os três comprimentos de onda foram eficientes na detecção de cárie, porém, quando os tecidos foram excitados com 442 nm e 632 nm os resultados demonstraram os melhores contrastes, além disso, apresentamos um segundo experimento, onde medimos a fluorescência do esmalte sadio com o aparelho comercial Diagnodent antes e depois da irradiação com o laser de Er:Yag e pudemos demonstrar que o aparelho apresenta erros nessas medidas acusando cárie em esmalte sadio irradiado com o laser, significando um problema quando a fluorescência é captada em um único comprimento de onda.

Com a finalidade de demonstrar a utilização de um corante fluorescente, rodamina 6G, na avaliação da profundidade de polimerização e vulnerabilidade físico-química de resinas compostas, Andrade3 (2004), confeccionou amostras em uma matriz metálica com 4 mm de diâmetro e 4 mm de espessura utilizando três diferentes resinas compostas, sendo: Filtek A110 (3M/ESPE), Z-100 (3M/ESPE) e P-60 (3M/ESPE) fotoativadas por uma lâmpada halógena, aparelho e por um sistema LEDs, aparelho. Como tempos de exposição utilizou-se 40 60 segundos. Após a confecção, as amostras foram imersas em solução de rodamina 6G a 0,1% em etilenoglicol durante 0, 24 e 48 horas. Passados os períodos de imersão, obteve-se uma fatia de resina composta com 1,5 mm de espessura de cada amostra, com o

intuito de traçar o perfil espacial de fluorescência, bem como calcular o coeficiente de difusão. Como resultados, o autor verificou que a resina composta híbrida Z-100 teve os menores valores de difusão, quando comparadas com as resinas A110 e P-60; além desse achado, houve uma tendência da difusão diminuir com o aumento do tempo de imersão de 24 para 48 horas, bem como quando se aumentou o tempo de exposição de 40 para 60 segundos e a lâmpada halógena determinou difusão significantemente menor nos corpos-de-prova. Baseado nos resultados, o autor pôde concluir que a difusão do corante, para o interior da resina composta, é influenciada por fatores que interferem na polimerização das mesmas, e quanto menos polimerizada, mais rápida será a difusão do corante estudado.

O propósito desse trabalho foi avaliar, por meio dos testes de dureza e de espectroscopia de fluorescência, a capacidade de polimerização de um aparelho de luz halógena e um dispositivo LEDs utilizando-se a técnica de fotoativação trans-dental, em função dos seguintes fatores:

1) Espessura da faceta de estrutura dental (0 mm; 1,0 mm; 2,0 mm e 3,0 mm);

2) Tempo de exposição (40 e 60 segundos);

3) Meios de armazenamento (seco por 24 horas e 30 dias; água destilada por 30 dias; saliva artificial por 30 dias; ácido acético a 10% por 30 dias e rodamina 6G por 24 horas);

4)Profundidade do material (superfície de topo/0 mm e superfície de base/2 mm).