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Limited VBS map of Kongsberg

In document Argos 3 (sider 154-172)

6.4 Software Challenges

6.4.3 Limited VBS map of Kongsberg

A etapa inicial do estudo de plantas medicinais consiste na confirmação da identidade das mesmas, com base em descrições macro e microscópicas associadas a análise química do órgão vegetal e, em alguns casos, à análise molecular (LIN et al., 2015). Tais informações são importantes no controle de qualidade farmacobotânico de matérias-primas vegetais, proporcionando condições para a identificação de lotes adulterados (SANCHES, 2007).

Análise microscópica da folhade S. mombin (Figura 3) mostrou que esta é uma folha peciolada, simples, anfiestomática com epiderme uniestratificada nas faces adaxial e abaxial com mesofilo heterogêneo dorsiventral (Figura 3a), composto por uma camada de parênquima clorofiliano paliçádico e sete a oito camadas de parênquima clorofiliano esponjoso. Na porção do parênquima esponjoso encontraram-se idioblastos contendo drusas. As células parenquimáticas em geral apresentaram vacúolo que empurra o citoplasma e os cloroplastos para junto da parede celular. Nos feixes vasculares (Figura 3b), observou-se uma bainha de feixe de células ricas em compostos fenólicos. Na porção do floema, foi observado estrutura secretora revestida de células epiteliais arredondadas e de citoplasma denso. Na região da nervura central (Figura 3c), pode ser observado que o floema envolve o xilema com discreto crescimento secundário (protoxilema, metaxilema, faixa cambial). Também foi possível observar que na face abaxial, há uma ou duas camadas de parênquima colenquimatoso e parênquima com inúmeros idioblastos contendo compostos fenólicos, formando uma bainha em torno do feixe. Já na face adaxial foi possível visualizar o parênquima clorofiliano, além de tricomas tectores.

Figura 3 – Secções transversais das folhas de Spondias mombin.

a) Aspecto geral do mesofilo mostrando parênquima paliçádico (Pp), parênquima esponjoso (Pes), detalhe de idioblasto contendo drusa (Dr), epiderme adaxial (Eps) e epiderme abaxial (Epi); b) epiderme da face abaxial da folha com estômato (St) e estrutura secretora (Es) junto ao feixe vascular (Fv); c) Aspecto da nervura central revelando idioblastos (Id), tricomas (Tr), floema (Fl), xilema (Xi) e parênquima colenquimatoso (Co); Legenda:

a, b, c – coloração safrablau.

A avaliação histoquímica das folhas de cajá para compostos fenólicos, comprovou a presença de inúmeras células com material fenólico, enquanto que o teste com Sudan IV evidenciou apenas a cutícula delgada (Figura 4).

Figura 4 – Análise histoquímica das folhas de Spondias mombin.

a) Feixe vascular (Fv); b) Panorâmica da nervura central indicando inúmeras células com material fenólico

(Cmf); c) Tricoma (Tr); d) Cutícula delgada (Ct). Legenda: a, b – teste com solução de sulfato ferroso para

compostos fenólicos totais; c, d – teste com sudan IV para lipídios totais.

Alguns estudos têm sido realizados a fim de elucidar a morfoanatomia de espécies relevantes para a família Anacardiaceae. Entre as estruturas principais podem-se citar estômatos anomocíticos, tricomas simples, cristais de oxalato de cálcio, mesófilo dorsiventral e nervura central com vários feixes vasculares colaterais dispostos em anel. Além disso, outras características associadas à família é a presença de canais secretores ou ductos resiníferos geralmente associados ao floema (METCALFE & CHALCK, 1950 apud

DUARTE et al., 2007; CRONQUIST, 1981 apud NASCIMENTO-SILVA et al., 2011; RIBEIRO et al., 1999 apud NASCIMENTO-SILVA et al., 2011; MILLIAN & CEVALLOS- FERRIZ, 2005; TATKE et al., 2012).

Em estudo morfoanatômico de Spondias tuberosa, Nascimento-Silva & Paiva (2007) mostraram que as folhas desta espécie possuem as seguintes características: lâmina hipoestomática, epiderme uniestratificada, cutícula delgada, tricomas tectores simples, estômatos anomocíticos e tetracíticos, mesófilo dorsiventral, parênquima paliçádico uniestratificado, parênquima esponjoso com 4-6 camadas celulares e idioblastos com cristais de oxalato de cálcio em forma de drusas. Observa-se que algumas destas características foram apresentadas por S. mombin no presente estudo.

Ghazalli & Mohammad (2014) em estudo anatômico de folhas de S. cytherea e S. pinnata também mostraram a presença de estômatos anomocíticos, drusas no parênquima das nervuras de folhas e de parênquima paliçádico composto de uma única camada. Além disso, no mesmo trabalho, os autores descrevem a estrutura da nervura central em seção transversal para ambas espécies, similar ao observado em S. mombin (Figura 3c).

Outros estudos de avaliação histoquímica também evidenciaram a presença de compostos fenólicos em espécies da família Anacardiaceae, como o de Duarte et al. (2007) com Schinus terebinthifolius, Nascimento-Silva et al. (2011) com Myracrodruon urundeuna e Nascimento-Silva et al. (2008) com Spondias tuberosa.

A presença de cutícula delgada também foi observada por Nascimento-Silva & Paiva (2007) em Spondias tuberosa e por Tatke et al. (2012) em Anacardium occidentale, também da família Anacardiaceae.

De acordo com o observado nas espécies de Anacardiaceae acima citadas, é possível observar algumas características que diferenciam a espécie S. mombin das demais: 1. presença de um maior número de camadas de células no parênquima paliçádico esponjoso (7 a 8 camadas) em S. mombin quando comparado com S. tuberosa (4 a 6 camadas celulares), M. urundeuva (3 camadas celulares) e A. occidentale (4 a 5 camadas celulares); 2. Folhas anfiestomáticas em S. mombin, enquanto que em S. tuberosa a lâmina foliar é hipoestomática; 3. presença de drusas no mesofilo em S. mombin, enquanto que S. tuberosa possui drusas distribuídas predominantemente ao longo da nervura central e raramente no mesofilo; 4. Ausência de hipoderme em S. mombin quando comparada com a presença de hipoderme na maioria das espécies de Anacardiaceae (NASCIMENTO-SILVA & PAIVA, 2007; NASCIMENTO-SILVA et al., 2008; NASCIMENTO-SILVA et al., 2011; TATKE et al., 2012; METCALFE & CHALCK, 1950 apud DUARTE et al., 2007). Estas diferenças podem auxiliar na comprovação da autenticidade de S. mombin.

Os resultados indicam que a descrição anatômica da folha de S. mombin e as análises histoquímicas realizadas neste trabalho são importantes para a comprovação da autenticidade desta espécie vegetal, pois estabelece, de maneira inédita, especificações que complementam o que já foi descrito por Chisom et al. (2014), uma vez que não existe monografia da espécie em farmacopeias nacional e internacional.

4.2 Preparação e caracterização farmacognóstica da Droga Vegetal (DV) de S. mombin:

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