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Bloco de questões na

entrevista

Categoria da

intervenção Registo recolhido na entrevista à educadora

As interações entre pares em creche e jardim- de-infância Importância das interações sociais no desenvolvimento da criança

“(…) é fundamental para o seu desenvolvimento social.” “A interação ou o estimular da interação (…) permitem a

aprendizagem e o à vontade, a aquisição de uma nova vontade para passar da interação apenas mais quase contacto físico para as conversas e para o relacionamento com os seus pares,

ou até mesmo com os adultos.“

“(…) se uma criança gosta de jogar a bola normalmente acaba

por aproximar-se da outra que gosta de jogar a bola ou se trás carrinhos e há outro amiguinho que trás carrinhos é para ele que se aproxima. Pela experiencia que eu tenho, aproximam-se quase por interesses e também pela própria ser extrovertida ou não, quando uma criança é muito introvertida a outra que é mais extrovertida não a procura, procura mais crianças que a

correspondam a essa interação e a esse provoca r, no fundo é

um provocar de interação, é o primeiro passo.” “(…) acabam por se procurar através dos interesses de cada

um.” Intervenção do adulto Estratégias facilitadoras para a interação entre crianças

“(…) é importante que isso aconteça no entanto também é

importante deixá-los interagir sozinhos.”

“(…)quando isso não acontece é fundamental que nós

provoquemos essas interações através de jogos, de brincadeiras, solicitar brincadeiras a pares, convidar os amigos para se aproximarem, agora, eu penso que é tão importante uma coisa como outra, a intervenção do adulto

para estimular a interação, mas também deixar que essas

interações decorram por si só.”

“(…) tenho tendência a estimular e também as vezes estimular

interações que não acontecem, se eu vejo que há crianças que estão mais inibidas que não reagem às interações tento provocar situações para que essas interações comecem a acontecer para beneficiar a criança, sendo ajudada no fundo por todas, por nós adultos e depois pelos pares com que eles

interagem.”

“(…) se a criança é muito inibida não pode ser uma interação

qualquer, não pode ser interações que se sintam amedrontados ou com receios, nós temos de conhecer as crianças minimamente para poder proporcionar determinadas situações

ou provocar essas interações”

“Eu tento que eles interajam com todos no fundo, se o grupo é um grupo, com todos.”

Mestrado em Educação Pré-Escolar (2012/2013)

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dificuldades, tem um ligeiro atraso, é muito inibido, portanto eu não vou procurar crianças muito agitadas para as primeiras

interações, procuro os mais medianos para que a criança corresponda, porque se não ela ainda se fecha mais, mas não é por ser A ou B, tem a ver com a própria personalidade de cada

um.”

“ (…) se eu vejo que há crianças que nunca se procuram posso

tentar provocar situações de brincadeira livre mas que acaba por ir buscar ou estimular A a chamar B ou B a chamar C de

maneira a que eles acabem por interagir todos o máximo

possível.”

A importância do brincar no desenvolvimento

da criança

“ (…) todos nós temos de nos adaptar e se eu penso em fazer

uma atividade mas acho que o grupo não está predisposto minimamente ou precisa mesmo é de ir brincar ou de ir um bocadinho ao recreio, pois essa alteração é feita, tem a ver também com o estar e o sentir de como é que o grupo está

naquele momento.”

Resolução de conflitos

“A tendência do adulto é intervir, mas no meu caso como

educadora, eu olho primeiro, tento perceber se o conflito é passivo de terminar rapidamente ou se vai gerir alguma

agressão mais física que veja que a coisa se complica

intervenho.”

“ (…) há sempre que explicar, o intervir no sentido que eles

percebam que não o devem fazer, mas também depende da idade, eu penso que na creche os mais velhinhos eu já olho mais primeiro para ver se o que vai acontecer não é tão mau que não se possa deixar ver se a criança consegue resolver o

problema.”

“Normalmente pergunto o que se passou, tento que ela

explique o que se passou, uma vez que ela tem mais momento de consciencialização do que se passou, muitas vezes chamo o

segundo interveniente.”

“ (…) tento intervir no sentido de explicar o que é que se pode

fazer, o que é que não se pode fazer, e tento estimular a criança que agiu menos bem a corrigir o que fez, se tirou um brinquedo, tentar que a criança perceba que não devia ter

tirado e tentar que a criança devolvesse o brinquedo, se a criança agrediu, tentar que a criança perceba que não agiu

bem.” Organização do ambiente educativo Referenciais pedagógicos e a influência nas interações

“(…) o Movimento da Escola Moderna não é utilizado na

creche mas há pressupostos, há ideologia, há filosofia das interações, do grupo, de nos sentarmos e respeitar o outro,

toda a filosofia do movimento.”

“Eu nunca utilizei outro modelo, mas penso que eventualmente

poderá ser diferente se não houver a preocupação que nós

Mestrado em Educação Pré-Escolar (2012/2013) 131 A organização do ambiente educativo como promotor das interações sociais

“(…) os materiais têm de ser nem muitos, nem poucos, se há poucos pode provocar mais conflito”

“(…) isto provoca uma interação, uma brincadeira a pares, se

nós tivermos muitos pratinhos e copinhos para eles fazerem

uma brincadeira.”

“(…) é fundamental que o material esteja à mão deles de

maneira a que eles possam usar e de maneira a que eles consigam usá-los não só sozinhos mas também a pares, sobretudo a pares, porque nesta idade a socialização está no

início.”

“(…) se nós ocuparmos as crianças de tal maneira a que não

hajam momentos de brincadeiras livres ou atividades que eles

possam realizar a pares,(…), essas interações não acontecem” “(…) quando organizamos o tempo termos momentos da rotina

em que estejamos todos, ou todos em gra nde grupo por

exemplo, (…), e depois os momentos de brincadeira que lhes proporcionem essas tais interações que temos vindo a falar.”