5.3 Results on challenges
5.3.4 Likert scale questions
A ergonomia é inse arquitetura, mas sua aplicaç de concepção; no entanto, e Segundo Boueri et al (2007 como “zonas de relações” c e escalas de arquitetura.
O autor, dentro das contato: envolve toda re (maçaneta, porta, telefone, equipamentos no alcance d baixa, etc); de vizinhança circunscritos em um ambie num ambiente de escritório ou 30 metros até o limite de
No entanto, cada u escala arquitetônica (fig. 1. objeto/ mobiliário, escala d
Fonte: Adap ZONAS Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 4
utras tarefas domésticas. O avanço no design d dobrar e empilhar, parece ter se perdido com ção adequada para Habitação de Interesse Soci
ades
serida no conjunto de conhecimentos formado ação direta no projeto por muitos anos ficou a esta situação vem mudando paulatinamente c 07), a ergonomia quando aplicada ao projeto p ” com o projeto arquitetônico, diferenciada por
as escalas de ergonomia, distingue quatro zo relação onde há contato corporal direto en e, etc); de atividade: estabelecida através dos do corpo humano (bancada de cozinha, banca
ça: ocorre por meio de espaços com mobili iente interno ou externo ao edifício (o homem io); e zona de limite de percepção: esta zona de percepção humana (o homem no espaço abe
uma das escalas ergonômicas se relaciona di 1.9), as quais Boueri et al (2007) especifica c do ambiente do edifício, escala do edifício e es
Figura 1.9 - Escala dimensional da ergonomia aptado de BOUERI; LAPTINA; LOPES; KENCHIAN,
ESCALA ERGONÔMICA ARQUITESCA
Escala de Contato Escala do OMobi Escala de Atividade Escala do AEdi Escala de Vizinhança Escala do E Escala de Limite de Percepção Escala da
de móveis preconizado m o passar dos anos. O cial, aparentemente está
dores do profissional de a margem do processo com o passar dos anos. pode ser compreendida or escalas de ergonomia
zonas de interação: de entre homem e objeto os espaços, mobiliário e cada de trabalho alta ou iliário e equipamentos, m no espaço urbano ou a abrange um raio de 20 berto urbano).
distintamente com uma como sendo: escala do escala da cidade. N, 2007 ALA DA ITETURA do Objeto / obiliário do Ambiente do difício do Edifício da Cidade
Tratando-se especificamente da escala de atividade, para a execução de atos como comer, dormir, ler, sentar, cozinhar e mover, comumente praticados no ambiente doméstico, independente do grau de complexidade, necessitam para sua concretização um determinado espaço, ou seja, um espaço de atividade.
Para Boueri (2008a, p.7), o espaço de atividades é “a superfície necessária e suficiente para que uma pessoa possa desenvolver qualquer atividade sem interferência ou restrição provocada por mobiliário, equipamentos e/ou componentes do edifício”. É a área livre para circulação e bom deslocamento do corpo humano que estabelece, no interior de uma habitação, conexões entre os objetos.
A sistematização do estudo dos espaços de atividades29 pode contribuir positivamente com a determinação de áreas mínimas a cada ambiente de uma habitação, desde que arranjados espacialmente de modo a propiciar correspondência entre função e espaço, por meio de articulações entre mobiliário, equipamentos, áreas de circulação e às atividades que possam ser executadas num determinado local (BOUERI, 2008a).
Contribuindo com os estudos relacionados ao dimensionamento dos espaços de atividades, Boueri (2008a) salienta que esses espaços podem ser obtidos por meio da sistematização das posturas e movimentos do corpo, bem como com as medidas antropométricas corporais e aplicação de técnicas de leiaute.
A técnica de leiaute desenvolvida pelo autor referenciado pode resultar em melhorias de projeto quanto à menor área do ambiente para um mesmo número de funções; redução das circulações e aumento das condições de segurança das atividades. A metodologia ora citada se baseia em cinco itens:
i Posturas e movimentos do corpo humano ao executar a atividade. ii Medidas do corpo humano.
iii Biótipo do usuário e o padrão antropométrico.
iv Dimensões dos equipamentos, mobiliário e componente da edificação utilizado na execução da atividade.
v Itens de segurança de uso e operação de equipamentos e mobiliário necessários à execução da atividade.
29Salienta-se que o espaço de atividades não encerra em si as contribuições da ergonomia aos estudos do ambiente e ao desenvolvimento de projetos. Esse é mais uma possibilidade de contribuição para a determinação de projetos ergonomicamente adaptados ao perfil do usuário.
Alguns procedimentos podem ser tomados na etapa de projeto quando se utiliza parâmetros antropométricos. Conforme Boueri (2008a), para atividade de alcance adotam-se valores do limite inferior do copo humano, pois uma pessoa de maior dimensão alcançará os objetos com facilidade; nas atividades de passagem e amplitude adotam-se valores do limite superior do corpo, pois pessoas com dimensões menores terão mais espaço de circulação.
O autor supracitado desenvolveu uma metodologia de dimensionamento de projeto denominado Espaço de Atividades da Habitação. O estudo realizado por Boueri difere dos desenvolvidos por Panero e Zelnik (1993), bem como de outros autores que trabalham com modelos antropométricos, por ter sido desenvolvido com dados do corpo masculino e feminino brasileiros, além de realizar um agrupamento funcional dos equipamentos e mobiliário relacionados a atividades afins.
Considerou-se no desenvolvimento da metodologia de Boueri (2008a) os seguintes aspectos: registro das posturas e movimento do corpo; medidas do corpo humano e determinação do espaço de atividade. Os dados dimensionais dos espaços de atividades segundo as tarefas usuais realizadas na habitação brasileira são apresentadas em ilustrações (anexo 02) que indicam as dimensões de tais espaços em três níveis ergonômicos de qualidade espacial:
i Nível Mínimo - Espaço de Atividade Restrita: Permite que o corpo humano desempenhe as atividades com restrições físicas de movimentos, sem prejuízo de segurança.
ii Nível Recomendado - Espaço de Atividade Irrestrita: Permite que o corpo humano desempenhe as atividades sem restrições físicas de movimentos.
iii Nível Ideal - Espaço de Atividade para Idosos: Permite que o corpo humano desempenhe as atividades sem restrições físicas de movimentos e que sejam facilmente desempenhadas tarefas compatíveis com a capacidade física de idosos. Quanto às atividades usuais realizadas na habitação brasileira, tanto Silva (1982) quanto Boueri (2008a) elencaram um conjunto de ações básicas desempenhadas no âmbito doméstico. Estruturou-se comparativamente num quadro síntese as principais ações determinadas pelos autores (apêndice B), classificadas quanto ao grau de prioridade. Para tanto, utilizou-se o procedimento classificatório adotado por Pereira (2007) que ao trabalhar unicamente com o levantamento de Silva (1982), determinou dois módulos de atividades: atividade essencial: se relaciona às atividades básicas de primeira necessidade a serem
atendidas na habitação; e atividade complementar: atividades que permitem o usufruto autônomo da habitação.
A compreensão do mínimo e/ou ideal espaço para o desempenho das atividades domésticas tende a corroborar com estudos de leiaute e dimensionamento da habitação em fase de projeto de modo positivo, esse, no entanto, evidencia ser um dos primeiros passos à construção de uma habitação funcional adequada aos seus usuários.