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Chapter 6 - Introduction to liver X receptors

6.2 Liver X receptors and biological functions

6.2.2 Ligands

Um dos marcos mais importantes desse período de redemocratização foi o reconhecimento oficial no ano de 1982 pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral do Partido dos Trabalhadores, o PT, criado dois anos antes em São Paulo.

O sindicalismo vinha se reorganizando desde fins da década de 1970. Importantes líderes do movimento vinham ganhando notoriedade, como Luiz Inácio Lula da Silva, o mais importante deles, José Cicote, Henos Amorina, Paulo Skromov, Jacó Bitar e Olívio Dutra. As greves de 1979 e 1980, em São Bernardo, interior de São Paulo, haviam reunido mais de 100 mil trabalhadores no Estádio de Vila Euclides.

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A dinâmica das greves e a organização dos trabalhadores em torno dos sindicalistas metalúrgicos do ABC agregaram outras categorias e lideranças, e deram origem ao que se chamou, na época, de “novo sindicalismo” brasileiro. [...] Eram sindicatos construídos a partir do chão de fábrica, que tomavam suas decisões em grandes assembleias, e que provaram que, no Brasil, não era só futebol que enchia estádio – durante as greves de 1979 e 1980, as famosas assembleias no Estádio de Vila Euclides, em São Bernardo, chegaram a reunir mais de 100 mil trabalhadores (SCHWARCZ; STARLING, 2015, p. 477).

O ciclo de greves, que havia começado em 1978, emergiria para dois importantes projetos na virada da década de 1980: a fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 1983, que surgia como um desdobramento desse “novo sindicalismo” para ser uma central sindical de representação ampla; e a criação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion (São Paulo) um partido de massas que se organizava de baixo para cima e que trazia, em sua origem, um conjunto de forças políticas com dinâmicas próprias.

Além do movimento operário e sindical, o PT abrigava a ala da Igreja católica com inserção popular, sobretudo através das CEBS, os remanescentes de organizações de esquerda, os grupos trotskistas, e um reluzente punhado de artistas e intelectuais. (SCHWARCZ; STARLING, 2015, p. 473).

Assim, os anos 1980 no Brasil, especialmente em sua primeira metade (1980- 1984), foram anos de grande efervescência social. “Como se a retirada da ditadura houvesse liberado forças represadas que, agora, exercendo liberdades por longo tempo cortadas, manifestavam com vigor demandas e reinvindicações. Movimentos e greves multiplicavam-se incessantemente [...]” (REIS In FERREIRA; REIS [Org]. 2007, p. 511).

Um exemplo foi a campanha de 1982, a primeira direta para governador de Estado desde os anos 1960, marcada pela realização de grandes comícios, em que principalmente os candidatos de oposição lançaram mão de grandes recursos de comunicação, como shows de artistas consagrados que atraíam multidões. Depois dessa eleição, a luta pela eleição direta para presidente da República ganharia novo fôlego. As ruas estavam sendo tomadas pela participação popular em shows, comícios e manifestações que se espalhavam país afora, segundo Pandolfi (2002):

Depois das eleições de 1982, a luta em prol de eleições diretas para presidente ganhou novo ímpeto. A campanha Diretas Já, a maior campanha política que o Brasil conhecera até então, tomou conta das ruas. Nas principais cidades do país foram realizados comícios monstros. No dia 10 de abril de 1984, por exemplo, uma multidão composta de um milhão de pessoas participou de uma manifestação na Candelária, no Centro do Rio de Janeiro.

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No dia 16 de abril, um milhão e meio de pessoas lotou o Centro de São Paulo. No dia 25 de abril, mais uma vez mobilizada, a população reuniu-se nas praças públicas das principais cidades do país, para acompanhar, por aparelhos de rádio e televisão ali instalados, a votação da emenda do deputado Dante de Oliveira, que propunha a eleição direta para a presidência da República no dia 15 de novembro de 1984. Pela pequena diferença de 27 votos, a emenda foi rejeitada na Câmara dos Deputados. (PANDOLFI In GOMES, A.C; PANDOLFI, D.C; ALBERTI, V. 2002. p.108).

No dia 10 de abril de 1984, mais de um milhão de pessoas se reuniriam em na Candelária, no Centro do Rio de Janeiro, para clamar por eleições diretas para presidente do Brasil. No dia 16 de abril, um milhão e meio lotou a Praça da Sé em São Paulo. Esse movimento, que tinha tido início um ano antes, em 1983, ganhou o nome de Campanha Diretas Já. No dia 25 de abril, a população se reuniria em praças públicas das principais cidades do Brasil afora, para acompanhar por rádios e televisões a votação da emenda do deputado Dante de Oliveira, que propunha a eleição direta no dia 15 de novembro daquele ano. No entanto, a emenda seria derrubada na Câmara dos Deputados pela pequena diferença de 27 votos.

Figura 34: Diretas Já - Mais de um milhão na Cinelândia, Rio de Janeiro

Fonte: Arquivo O Dia.

Com a derrota da Emenda Dante de Oliveira a oposição se dividiu e a campanha das Diretas Já se esvaziou. Muitos defendiam a participação no colégio eleitoral, onde a oposição tinha chances de vencer. No dia 7 de agosto, foi lançado o manifesto com a Nação”, que apoiava a candidatura de Tancredo Neves para

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presidente e José Sarney vice, candidatos da oposição. Eles venceriam a eleição indireta de 15 de janeiro de 1985, derrotando Paulo Maluf, candidato do Partido Democrático Social (PDS), partido de direita que representava a situação. Mesmo por via indireta, a vitória de Tancredo Neves oficializaria o fim do regime militar e daria início ao período que ganhou o nome de Nova República.

No dia 14 de março, contudo, um dia antes da posse do novo presidente, o país ficaria sabendo que Tancredo Neves estava doente e fora internado. Quem assumiu interinamente a presidência foi o vice-presidente José Sarney. Mas Tancredo acabaria morrendo no mês seguinte, no dia 21 de abril. Sarney assumiria então a Presidência da República.

Pouco depois, em maio de 1985, haveria uma ampliação dos partidos políticos com a Emenda Constitucional de n. 25, e os partidos comunistas seriam legalizados, assim como outros partidos surgiriam no país. Três anos depois, no dia 5 de outubro de 1988, uma nova Constituição seria promulgada, chamada de “Constituição Cidadã”.

Só em 1989 seria eleito, por voto direto desde o golpe militar de 1964, o primeiro presidente da República do Brasil, um jovem político desconhecido, de nome Fernando Collor de Mello, do recém-criado Partido de Reconstrução Nacional (PRN).