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Levering og bortkjøring av avfall

4. Samskaping om opprydding av marin plastforøpling

4.5 Tilrettelegging for engasjement

4.5.2 Levering og bortkjøring av avfall

Nas diversas publicações sobre a geologia do Quadrilátero Ferrífero, constam várias iniciativas para se propor uma coluna estratigráfica da região. Atualmente, acredita-se que o Quadrilátero Ferrífero seja composto por três grandes unidades litoestratigráficas (e.g. Dorr 1969, Ladeira & Viveiros 1984, Ladeira 1985, Carneiro 1992, Carneiro et al. 1995, Alkmim & Marshak 1998), representadas na Figura 2.2: embasamento cristalino arqueano (complexos metamórficos), seqüências vulcano-sedimentares arqueanas (Supergrupo Rio das Velhas) e seqüências supracrustais proterozóicas (Supergrupo Minas e Grupo Itacolomi). Ainda na região, ocorrem as intrusivas pós- Minas e os depósitos cenozóicos.

2.2.1. Complexos Metamórficos Arqueanos

Os complexos metamórficos correspondem ao embasamento cristalino arqueano. Os litotipos dos complexos compreendem rochas como metatonalitos, metagranitos, migmatitos, anfibolitos, mataultramafitos e pegmatitos, de idades Arqueana e Transamazônica (e.g. Cordani et al. 1980, Teixeira 1985, Machado et al. 1989). Os complexos metamórficos possuem denominações como Bonfim, Belo Horizonte, Caeté, Bação; esses complexos apresentam-se geralmente na forma de estruturas dômicas que circundam a região do Quadrilátero Ferrífero, à exceção do Bação, que é localizado em seu interior (Chemale Jr. et al. 1991). As rochas granito-gnáissicas, que representam os complexos em sua grande totalidade, foram consideradas por Dorr (1969) e Herz (1970) como

Contribuições às Ciências da Terra Série M, vol. 21, 159p.

7 2.2.2. Supergrupo Rio das Velhas

A unidade assim denominada representa um clássico terreno greenstone belt arqueano (Almeida 1976; Ladeira 1980). Esses terrenos associam litotipos como metabasalto e metakomatiíto, lava riolítica metamorfizada e rocha metassedimentar intercalada, que incluem formação ferrífera bandada do tipo Algoma (BIF), carbonatos e silicatos (Alkmim & Marshak 1998).

O Supergrupo Rio das Velhas é subdividido, da base para o topo, em Grupo Nova Lima e Grupo Maquiné, sendo esse primeiro o que abrange maior área (Dorr et al. 1957, Dorr 1969).

Grupo Nova Lima

As rochas do Grupo Nova Lima, inicialmente descritas por Dorr et al. (1957), encontram-se subdivididas, segundo Ladeira (1980), Ladeira et al. (1983), Ladeira e Viveiros (1984), em:

- Unidade metavulcânica (basal): composta de metakomatiítos peridotíticos, metabasaltos, metafelsitos, metacherts, metacherts carbonáticos, formação ferrífera e xistos tufáceos, correspondentes ao Grupo Quebra Osso. Apresentam textura spinifex e estruturas do tipo pilow-lava.

- Unidade metassedimentar química (intermediária): os litotipos compreendem metachert ferruginoso, formação ferrífera bandada, quartzo-carbonato xisto, filitos e xistos grafitosos, que se alternam com derrames de basaltos.

- Unidade clástica superior: envolve rochas como quartzo-mica xisto, filito e quartzitos imaturos, além de conglomerado polimítico.

Grupo Maquiné

O Grupo Maquiné encontra-se sobreposto ao Grupo Nova Lima. É separado do mesmo por uma discordância angular e, localmente, erosiva (Dorr et al. 1957). O Grupo Maquiné é subdividido em Formação Palmital e Formação Casa Forte. A primeira, definida por O’Rourke (1957), é constituída predominantemente de filito, filito quartzoso com lentes de quartzito e metaconglomerado basal subordinado. A Formação Casa Forte (Gair 1962) é composta de quartzitos sericíticos, cloríticos a xistosos, conglomerados e filitos.

2.2.3. Supergrupo Minas

Esse supergrupo compreende uma seqüência supracrustal proterozóica. A base do Supergrupo Minas é representada pelas unidades dos Grupos Tamanduá e Caraça (Alkmim & Marshak 1998), conforme exibido na Figura 2.2. O posicionamento de alguns grupos, como Tamanduá e Sabará, bem como sua gênese, é muito questionada por alguns autores. O Grupo Tamanduá foi definido nas Serras do Cambotas e do Caraça (Simmons & Maxwell 1961) e subdividido por Simmons (1968), em duas formações: Quartzito Cambotas, posicionado na base do grupo, sendo constituído de filitos, xistos e quartzitos; Formação Superior, sem denominação, composta de filitos, xistos, quartzitos e formação ferrífera.

Os trabalhos mais recentes definem a seguinte subdivisão para esse supergrupo, considerando- se, da base para o topo:

Grupo Caraça

Caracterizado por Dorr et al. (1957), esse grupo sobrepõe-se em discordância angular sobre o Grupo Tamanduá, sendo subdividido em Formação Moeda e Formação Batatal.

- Formação Moeda: nomeada por Wallace (1958), tal formação comporta rochas como quartzito, “grit”, conglomerado e filitos subordinados. O tipo característico dessa unidade é o quartzito sericítico, resultante do metamorfismo de arenitos transgressivos (Barbosa 1968).

- Formação Batatal: essa unidade foi assim designada por Maxwell (1958). Encontra-se capeando a Formação Moeda, em contato transicional. As rochas dessa formação são caracterizadas por constituírem filitos ou mica xistos, podendo apresentar filitos muito puros, ou, em alguns pontos, levemente grafitosos (Dorr 1969).

Grupo Itabira

O Grupo Itabira compreende rochas cujos sedimentos foram depositados em bacia pouco profunda, em condições oxidantes, onde ligeiras variações de pH determinariam a deposição das

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- Formação Cauê: a base dessa formação é concordante com o aleitamento do Filito Batatal. As rochas compreendem itabirito dolomítico, itabirito anfibolítico e leitos de quartzito, filito e dolomito; o litotipo é a formação ferrífera tipo Lake Superior, que corresponde a uma rocha bandada, com níveis alternados de quartzo e hematita.

- Formação Gandarela: sobrepõe-se ao Itabirito Cauê em contato de transição e interdigitado. A principal rocha da Formação Gandarela é o mármore dolomítico, ao qual se associam itabiritos dolomíticos, filitos e clorita xistos.

Grupo Piracicaba

Compreende quatro formações, sendo a Fecho do Funil descrita por Simmons (1968) e, as demais, por Pomerene (1958):

- Formação Cercadinho: encontra-se separada da Formação Gandarela por meio de discordância erosiva (Dorr 1969). A Formação Cercadinho é descrita por Barbosa (1968) como tipicamente constituída por bancos decimétricos a métricos de quartzito cinzento hematítico, alternados a interbancos de filito prateado; esse último constitui-se predominantemente de sericita e hematita. O tipo de sedimentação reflete, segundo o mesmo autor, o caráter rítmico de sedimentação em águas rasas.

- Formação Fecho do Funil: dispõe-se subjacente à Formação Cercadinho por meio de contato gradacional. O caráter da sedimentação muda, em relação à deposição anterior, devido ao aprofundamento da bacia (Barbosa 1968), onde seriam formadas as rochas dessa unidade: filitos, filitos dolomíticos, dolomito, itabirito dolomítico e clorita xistos.

- Formação Taboões: a rocha típica ocorre geralmente decomposta nos afloramentos, correspondendo a um material arenoso, branco, fino e friável, ou ainda, pode se apresentar como um quartzito de granulação muito fina, de cor cinza-oliva quando fresco (Barbosa 1968). O contato com a Formação Barreiro, subjacente, é concordante, e geralmente, de transição brusca (Dorr et al. 1957).

- Formação Barreiro: as rochas compreendem filitos, filitos grafitosos pretos a cinza e xistos rosados, localmente associados a camadas de quartzito fino de cor preta. Na região de Ouro Preto, Barbosa (1968) descreve um quartzito semelhante ao Taboões, interestratificado com filito grafitoso, sendo o conjunto denominado Formação Barreiro.

Grupo Sabará

Essa unidade foi inicialmente relatada por Gair (1958) como Formação Sabará, e, posteriormente, considerada como grupo (e.g. Ladeira 1980, Renger et al. 1994). Encontra-se separada da seqüência sobrejacente por meio de profunda discordância angular.

A base do Grupo Sabará é normalmente assinalada por um filito conglomerático. As rochas típicas são tufos, vulcanoclásticas, conglomerados e diamictitos, apresentando matriz comumente clorítica e xistosa (Barbosa 1968, Dorr 1969, Renger et al. 1994). O Grupo Sabará pode representar turbiditos derivados de terrenos vulcânicos (Alkmim & Marshak 1998), sendo interpretado como uma

fácies sin-orogênica do Evento Transamazônico (Renger et al. 1994).

2.2.4. Grupo Itacolomi

Esse grupo foi inicialmente designado de Quartzito Itacolomi por Harder & Chamberlin (1915). Os litotipos característicos são: quartzitos, quartzitos conglomeráticos e lentes de conglomerado com seixos de itabirito, filito, quartzito e quartzo de veio (Dorr 1969). O contato com a unidade superior é feito segundo uma discordância angular (Guimarães, 1931).

O Grupo Itacolomi representa sedimentos que foram originados a partir da erosão de todas as formações pré-Cambrianas, o que reflete a heterogeneidade do material, cuja deposição realizou-se em estreita depressão intermontante (Barbosa 1968, Dorr 1969).

2.2.5. Depósitos Sedimentares Cenozóicos

Os depósitos cenozóicos são pouco expressivos na região do Quadrilátero Ferrífero. Gorceix (1884) caracterizou argilas cobertas por linhitos, com vestígios de capeamento limonítico, nas Bacias de Gandarela e Fonseca. Johnson (1962) caracterizou depósitos superficiais de tálus, laterita, canga e aluvial nas quadrículas de Cachoeira do Campo e Ouro Branco. Pomerene (1964) descreve depósitos superficiais em Vargem dos Óculos e Lagoa do Miguelão (sopé da Serra da Moeda), definindo sua deposição como lacustre e de preenchimento de vale. Santos (1998) atribui uma gênese sedimentar para os corpos argilosos do Morro do Caxambu, e sedimentar, com alteração de uma intrusiva félsica,

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Figura 2.2: Coluna estratigráfica do Quadrilátero Ferrífero (modificada de Alkmim & Marshak 1998).