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In document ÅRSRAPPORT 2019 (sider 16-20)

3. ÅRETS AKTIVITETER OG RESULTATER 14

3.2 Resultater og måloppnåelse per delmål

3.2.1 Levere forskningsbaserte råd og tjenester

O EVA® é um instrumento de análise de desempenho, mas apresenta informações do passado da empresa, pois está voltado para a avaliação da gestão e comunicação dos resultados já alcançados. Consiste em um instrumento gerencial interno sobre a geração de valor para o sócio, pois parte de informações contábeis e de projeções econômicas, ajustadas de forma a

minimizar distorções conceituais. Diferentemente desse indicador, o MVA® exige o conhecimento prévio do preço de mercado do investimento a ser avaliado.

Considerando-se, ainda, o foco e o entendimento da metodologia de criação de valor, o Valor de Mercado Adicionado (Market Value Added - MVA®) representa a expectativa do mercado em relação à situação da empresa; é uma medida cumulativa de sua performance, da empresa, pois indica o quanto de valor de mercado das ações tem agregado valor aos investidores. Possibilita, ainda, informar também se houve criação ou destruição de riqueza, demonstrando, portanto, o nível de acerto das decisões tomadas no passado até o presente (Malvessi, 2001). Para entender como o EVA® determina o valor de uma empresa, é preciso primeiramente definir a base para se medir o valor de uma empresa. O Valor de Mercado Adicionado por uma empresa, ou seu “MVA®”, pode ser definido como o ágio (prêmio) agregado sobre seu capital empregado. Em outras palavras, o MVA® é equivalente à estimativa do mercado de capitais do valor presente líquido (VPL) - método do fluxo de caixa descontado para avaliação de investimentos de uma empresa.

O MVA é a diferença entre o valor de mercado da empresa e o total do capital investido em suas operações ou pelos proprietários de capital (credores e acionistas). É utilizado como uma medida de avaliação do desempenho econômico da empresa, refletindo o seu sucesso em suas decisões financeiras. Maximizar a riqueza agregada é o objetivo principal de qualquer empresa preocupada com o bem-estar econômico de seus acionistas. A empresa cria riqueza aos seus acionistas toda vez que implementa projetos que apresentam um valor presente líquido positivo. O MVA, ao contrário do valor econômico agregado, está vinculado à capacidade futura da empresa em agregar valor. Representa, de outra maneira, expectativas atualizadas pelo custo de oportunidade com relação aos resultados futuros da empresa (ASSAF, 2003).

Segundo Stewart (1999), o MVA® é a melhor medida de desempenho, porque ela valoriza o valor agregado ou destruído (qualidade) sobre o capital investido (quantidade) ao longo de toda a vida da empresa. Considera a riqueza em termos monetários ao invés de taxa de retorno em termos percentuais. Portanto, reconhece todos os investimentos que agregam valor, mesmo que eles diminuam a taxa de criação de valor.

(...) o MVA® é automaticamente ajustado para o risco, já que os valores de mercado de empresas incorporam julgamentos de investidores quanto a risco além de desempenho (...) é uma medida que pode ser utilizada para comparar diretamente os desempenhos de empresas em setores diferentes ou até mesmo em países diferentes (...) o objetivo financeiro maior de toda empresa deveria ser criar tanta riqueza para acionistas – tanto MVA® - quanto possível (EHRBAR, 1999).

O conceito de goodwill pode ser equiparado ao conceito amplo do MVA®. Ambos se caracterizam pela diferença entre o valor total de mercado de uma empresa e o valor dos fundos nela investidos. A prerrogativa que determina a diferença entre as aplicações diz respeito à forma de avaliação. A avaliação do investimento pelo MVA®, normalmente, é feita pelo custo corrigido, enquanto que no conceito amplo do goodwill essa avaliação pode ser efetuada pelo custo de reposição.

Para uma empresa de capital aberto, o valor de mercado é calculado por meio da soma do valor de mercado do capital próprio (número de ações multiplicado pelo preço da ação) e do valor contábil da dívida bancária. O capital é, efetivamente, o valor contábil do investimento no negócio, dívida e capital próprio, ajustado para distorções contábeis. Para criar valor, os administradores de uma empresa devem se preocupar-se muito mais do que somente reduzir custos e melhorar a eficiência do capital. Eles precisam encontrar meios para entregar valor para os clientes por meio de produtos inovadores, propaganda bem-sucedida, serviços impecáveis e outros (Stewart, 1999).

a) MVA® crescente - indica que a empresa está produzindo (ou espera-se que produza) taxas de retorno mais altas que seu custo de capital, ou seja, há uma relação positiva entre os resultado operacionais e a gerência dos processos;

d) MVA® decrescente - representa uma redução nas expectativas dos investidores em relação à empresa, demonstrando que houve um retorno menor que o esperado sobre o capital empregado.

Tais indicadores estão relacionados quanto à exploração eficaz dos recursos captados. Pode-se dizer, então, que enquanto o EVA® dá informações do resultado financeiro da empresa em um dado momento o MVA® apresenta o somatório dos resultados passados e da expectativa futura da criação de valores para os acionistas. O primeiro é estático, já que é calculado a partir das informações de apenas um período (corresponde a um rendimento local). O segundo é dinâmico, pois considera, em seu cálculo todo o histórico de mercado da empresa (um rendimento global). Os lucros imediatos estão ligados ao EVA® e o ganho acumulado (valor agregado) está relacionado ao MVA®, pois este se baseia na percepção do mercado sobre os esforços realizados pelos gestores para se gerar riqueza.

Embora seja um bom indicador do total de riqueza criada, o MVA® não é particularmente útil para gestão interna da empresa. As variações diárias do preço da ação iriam levar os empregados a prestar mais atenção às cotações da empresa na bolsa do que na empresa. Em verdade, sem uma ferramenta intermediária, é difícil para os gerentes verem como suas ações podem afetá-lo. Além disso, só é possível medir o MVA® para uma empresa no nível consolidado, sendo de pouca utilidade para as divisões internas da empresa.

Alguns pontos fundamentais interferem na eficiência do cálculo do MVA®. São eles: (a) as mudanças no nível geral da bolsa de valores poderão sobrepujar a contribuição das ações da gerência no curto prazo; (b) o MVA® somente poderá ser calculado se a empresa tiver suas

ações negociadas em bolsa e tiver um preço de mercado e (c) mesmo para empresas de capital aberto, o MVA® somente deverá ser calculado no consolidado da empresa.

Quando uma empresa obtém uma taxa de retorno maior do que seu custo de capital, o EVA® é positivo. Como resposta, o preço da ação sobe, aumentando o valor do negócio e, consequentemente, o MVA®. Do mesmo modo, o preço da ação cai quando a empresa obtém uma taxa de retorno menor do que seu custo de capital. Portanto, intuitivamente, o EVA® determina o MVA®.

Mais precisamente, o MVA® é uma estimativa para os acionistas do Valor Presente Líquido (VPL) dos fluxos de caixa de todos os investimentos, atuais e futuros, no negócio. Stewart (1999) defende que neste sentido o EVA® pode ser usado tanto para avaliar estratégias e novos investimentos como para medir desempenho ao longo do tempo.

A relação entre o EVA® e o MVA® pode ser usada para entender as expectativas do mercado para uma empresa (Figura 3). Dado que se conhecem o MVA® e o EVA® atual e que o primeiro equivale ao valor presente das expectativas dos investidores com relação ao EVA®, pode-se estimar o valor presente de melhora de EVA® que o mercado espera de uma empresa. Essa expectativa de crescimento é chamada de FGV – Future Growth Value, ou Valor do Crescimento Futuro. Se a empresa entregar essas expectativas, é de se esperar que o preço da ação cresça a uma taxa equivalente ao custo do capital próprio menos a taxa de dividendos.

Figura 3 - Relação entre EVA® e MVA®. Fonte: Elaborada pelo autor

Para Grant (1997), essa associação positiva entre as duas medidas (EVA® e MVA®) de sucesso financeiro indica favoravelmente que o EVA® demonstra informações positivas para os investidores sobre a capacidade da empresa de gerar valor econômico agregado no futuro. Assaf (2003) ressalta como críticas ao MVA® o fato de levar em consideração o custo de oportunidade de investimentos mais antigos realizados na empresa e de desconsiderar os rendimentos pagos aos acionistas no passado. Por exemplo, duas empresas podem apresentar o mesmo valor de mercado, mesmo capital investido e, em consequência, o mesmo MVA. No entanto, uma distribui regularmente dividendos aos seus acionistas e outra retém integralmente seus lucros. Nessa situação não seria justo admitir-se as duas empresas como tendo o mesmo valor criado e a mesma atratividade. A empresa que pagou dividendos criou mais riqueza para seus acionistas, evidenciando melhor desempenho.

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