Nesta ilha de Antonio Vaz existia não só o palácio, mas tam- bém o Museu do Conde, para o qual traziam as naus vindas da Índia Oriental ou da Ocidental, da África e de outras re- giões, animais exóticos, plantas, alfaias dos bárbaros, trajes e armas, para espetáculo mais deleitoso e raro proporcionado ao Conde (BARLAEUS, 1980, p. 56).
Este museu, o primeiro a ser organizado no Novo Mundo, deve ter servido de base para os estudos em história natural de Marcgrave. O mesmo incorpora- va em suas coleções não só material brasileiro, mas também africano e chileno. Mais tarde, ao retornar a Europa, Maurício de Nassau levou todo este acervo de objetos, textos e imagens e as divulgou no circuito das cortes européias.
De acordo com Whitehead (1979), este acervo foi doado para museus de história natural da Europa, tais como o Teatro Anatômico de Leiden, o Museu de Cope- nhague. Uma parte permaneceu no próprio palácio de Nassau em Cleve, na Alemanha (Mauritshuis), consti- tuindo-se num verdadeiro “gabinete de curiosidades”.
No acervo do museu nassoviano se destacavam: artefatos indígenas, plantas exóticas herborizadas, um enorme jacaré, uma jibóia, muitas espécies de tartarugas, um rinoceronte, um leão marinho, um pequeno elefante, peles de leão, tigres, leopardos e de outros animais, um veado, um gato selvagem, várias espécies de macacos, uma avestruz, um pelicano, um cocar indígena, uma cacatoa, araras, papagaios, uma ave do paraíso, tipos de minerais, conchas e corais.
A segunda antecipação ocorreu no início do sécu- lo XIX, com a fundação do Jardim Botânico de Olinda em 21 de Junho de 1811, sob a influência direta da pu- blicação do opúsculo do naturalista Manuel Arruda da Câmara, oferecido ao príncipe regente e publicado no ano de 1810, o qual se intitulava Discurso sobre a utilidade da instituição de jardins nas principais pro- víncias do Brasil .
Durante seu relativo curto período de existência o horto se constituiu efetivamente num espaço for-
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e acordo com Lopes (1998; 1999) a consti- tuição dos primeiros museus de história natural na América Latina ocorreu desde os finais do século XVIII. Ao longo do século XIX os museus nacionais foram consolidados, sob a influên- cia das sociedades científicas, culturais ou mesmo as de incentivo à industria e ao comércio que se respon- sabilizaram por sua fundação e manutenção, muito antes do Estado.Entretanto, Pernambuco tem, pelo menos, três expressivas antecipações históricas na existência de espaços museológicos de ciências.
A primeira ocorreu entre 1637 a 1644, durante o domínio holandês. Nos jardins do palácio de Fribur- go, construído por Nassau no Recife, foi organizado o material resultante de expedições dos naturalistas e de doações de moradores.
Naquele local foram cultivadas várias espécies de plantas e enjaulados animais resultantes das viagens de coleta para serem exibidos e estudados, classifica- dos e representados nos textos de Georg Marcgrave e Guilherme Piso e nas pinturas e desenhos produzidos por Wagener, Eckout e Franz Post. Em volta do palá- cio de Friburgo surgiu nas Américas o que será con- siderado o primeiro jardim zoobotânico nos moldes europeus.
Ao modo dos “kuntskammer” ou gabinete de curiosidades, antecessor dos museus, o palácio abri- gou uma série de objetos, plantas herborizadas, ani- mais taxidermizados e lembranças etnográficas, buscando uma forma de recolher e colecionar as re- ferências dos trópicos. Esse gabinete, bem como ou- tras antecipações científicas do período nassoviano foram, no Nordeste, os primórdios de um museu de ciências no Brasil.
A primeira referência a este museu foi feita por Caspar Barlaeus, quando escreveu:
Capítulo escrito com co-autoria de Francisco de Oliveira Magalhães,
mal e não formal de educação científica. Assim é que a partir de 1829 o horto de Olinda passa a ser sede de aulas de botânica e agricultura. Necessário enfatizar que esses cursos são pioneiros no ensino da botânica em Pernambuco. O curso era muito bem freqüenta- do pelos alunos do Curso Jurídico de Olinda e o Prof. Bernardo José Serpa Brandão foi nomeado o primeiro lente da cadeira de botânica.
A expressiva participação dos alunos do Curso Ju- rídico de Olinda não foi suficiente para que o curso de botânica e agricultura do Jardim continuasse existin- do. À falta de quem assumisse as aulas fez com que em 1842 as duas cadeiras fossem extintas.
George Gardner (1812-1849) botânico escocês, fez observações em Pernambuco em 1837. Sobre o Jardim Botânico de Olinda escreveu:
A residência do professor fica quase ao centro. Encontramos o Dr. Serpa em seu gabinete, bastante amplo, e que ele usa para sala de preleções. Parecia homem de sessenta anos e impres- sionou-me por sua inteligência e atenciosas maneiras. Além de suas outras ocupações tinha a principal clientela de Olinda. Sua biblioteca se compunha principalmente de obras em fran- cês sobre botânica, história natural, agricultura e medicina (GARDNER, 1942, p. 78).
Durante seus 43 anos de existência, o horto teve como função principal aclimatar e distribuir plantas de interesse econômico de Pernambuco e demais pro- víncias do Nordeste. Ele atingiu uma rápida e expres- siva importância no cenário econômico nordestino, ganhando destaque por seu constante intercâmbio com importantes instituições estrangeiras e nacionais, como o Jardim Botânico de Paris e do Rio de Janeiro.
A terceira antecipação ocorreu em meados do sé- culo XIX, durante o exercício de professor de Histó- ria Natural do Ginásio Pernambucano, do naturalista francês Louis Jacques Brunet que empreendeu várias excursões científicas pelo interior da província.
Em 1857 Brunet iniciou uma vasta pesquisa sobre a agrologia do sertão pernambucano, constituindo- se no primeiro levantamento pedológico do Nordeste. Para sua decepção toda a sua amostra foi jogada fora numa obra do aterro do cais. Em 1858 foi designado como regedor do museu de História Natural em cuja organização empreendeu grandes esforços e sacrifí- cios pessoais. No ano de 1860 iniciou uma grande ex- cursão científica de coleta zoológica, botânica e mi- neralógica na Amazônia, da qual enviou uma grande quantidade de material para o Museu. Essa excursão teve a duração de dois anos, o naturalista só regres- sou a Pernambuco em 2 de fevereiro de 1862.
Deixou como legado científico ao Recife o Mu- seu de História Natural do Ginásio Pernambucano, o qual em 2001 foi restaurado pelo Governo do Esta- do. Atualmente encontra-se em um grande salão no pavimento superior do prédio do Ginásio; nele ainda podem ser vistos e examinados diversos animais ta- xidermizados por Brunet.
Segundo Marandino (2004) com origem na Antigüi- dade os museus se modificaram ao longo da história e foram marcados, do século XVI ao XVIII pelo colecio- nismo renascentista dos Gabinetes de Curiosidade. No século XIX, a modernidade inaugura a era dos museus científicos e, no século XX, proliferam e diversificam- se os museus, no bojo dos movimentos de democrati- zação. Nesses períodos a relação entre educação e mu- seus sempre esteve presente, apesar de ter se dado de forma diferenciada nos vários momentos históricos.
Os museus desta época tinham como característi- ca marcante uma ligação estreita com a academia. A educação voltada para o público não era sua principal meta, mas sim contribuir para o crescimento do co- nhecimento científico por meio da pesquisa. Assim, os museus de ciência eram vistos como santuários de objetos em uma reserva aberta, ou seja, as peças acu- muladas eram mostradas na sua totalidade a partir de uma classificação e de forma repetida.
Algumas instituições são de outra natureza e de- ram ênfase ao mundo do trabalho e ao avanço cientí- fico. Nesta perspectiva estão os museus que contem- plavam a tecnologia industrial, tendo finalidades de utilidade pública e de ensino mais explícitas. Funcio- navam como verdadeiras vitrines para a indústria, proporcionando treinamento técnico a partir de con- ferências públicas proferidas pela vanguarda da ciên- cia e da indústria sobre temas relacionadas à mine- ralogia, química, mecânica, arquitetura, matemática, além das exposições das coleções.
Em ambas as instituições esta comunicação é re- flexo da tendência pedagógica tradicional. Esta in- fluência apresenta-se tanto em relação à forma au- toritária da exposição do conhecimento quanto ao papel passivo dos visitantes. Da mesma forma que, até o final da década de 1950, a tradição no ensino de ciências era enciclopedista, dando aos estudantes informações sobre fatos objetivos e leis observadas segundo uma filosofia indutivista-realista, também nos museus enfatizava-se a contemplação das cole- ções. Nos dois casos a passividade é a chave do pro- cesso educativo: na escola, diante da exposição oral do professor e nos museus, diante de objetos históri- cos, protegidos por caixas de vidro expostos em filas intermináveis.
O tecnicismo educacional surgiu dentro da peda- gogia nova, à sombra do progressivismo, vindo a se destacar como uma tendência com características próprias nos anos de 1960. Na escola, a tendência tec- nicista foi fortemente absorvida e em muitos casos até mesmo imposta por órgãos oficiais de educação. É problemático afirmar que tal tendência foi tão am- plamente incorporada nos museus, apesar de se po- derem reconhecer claros exemplos de interatividade com passos programados previamente pelos ideali- zadores, para serem seguidos pelos visitantes. Entre eles estão os “displays” que apresentam a resposta certa reforçada por luzes que se acendem ou sons que ecoam.
Atualmente os museus são reconhecidos como ambientes de aprendizagem ativa e seus profissio- nais se preocupam em saber que tipo de aprendiza- gem neles ocorre. Com base na literatura específica de educação em museus constata-se que as práticas pedagógicas neles desenvolvidas são próprias destes espaços. Como são locais que possibilitam intensa interação social entre os visitantes, exploração ativa e ricas experiências afetivas, culturais e cognitivas, considera-se pertinente esboçar uma pedagogia que leve em conta as singularidades destes espaços não formais de educação cientifica.
Alguns autores problematizam a utilização dos museus de ciências como espaços de educação. Se- gundo eles, o campo da Educação em Ciência deve valorizar a tradição contextualizada da História da Ciência como forma de favorecer positivamente o ensino de ciências, uma vez que, nesta perspectiva, o conteúdo é humanizado, facilitando a compreensão dos conceitos científicos apresentados.
Há um valor intrínseco para o entendimento da ciência que pode depender da compreensão dos epi- sódios crucias na História da Ciência. A apresentação da ciência pelo processo histórico mostra que esta é mutável e que se transforma. Conseqüentemente o co- nhecimento científico atual é suscetível de se transfor- mar. Essa visão facilita o entendimento do processo do conhecimento científico na medida em que apresenta como surgem as teorias, como a comunidade científica oferece resistência ao desligar-se do paradigma vigen- te em um determinado momento. Mostra que existe um período menos longo para a aceitação de novas idéias e, como finalmente, são superadas por outras idéias com maior poder explicativo.
Provavelmente, a História da Ciência é o melhor antídoto contra uma visão dogmática da ciência como verdade absoluta e definitiva. A exploração de temas científicos por meio da apresentação do processo
histórico, ligado com os aspectos culturais e sociais, ajuda a ver a ciência como uma construção humana coletiva. Contribui para o entendimento do caráter hipotético do ensaio e erro da pesquisa. Auxilia, tam- bém, o visitante do museu de ciências a compreender que o conhecimento é alcançado depois de superados os preconceitos e obstáculos, por meio de uma longa e densa discussão, em tempos e lugares determinados e contribui para o melhor conhecimento da estrutura da ciência.
Com o entendimento de que o Projeto do MCR teve como marca principal apresentar uma proposta de educação não formal em ciências.
Assim, é intenção do presente trabalho procurar responder às seguintes questões: o que significou o projeto de criação do “Museu de Ciência do Recife”? Por que esse projeto considerado de tanta relevância não foi concretizado? Qual o contexto histórico, polí- tico e científico da época?
O Projeto “Museu de Ciência do Recife” (1959) O folheto escrito pelo Comandante Henry British Lins de Barros em 1959 para divulgar o Projeto do Mu- seu de Ciência do Recife, teve a sua publicação finan- ciada pela “Pernambuco Tramways & Power Company” (empresa britânica que explorou os bondes elétricos e o fornecimento de energia entre 1914 a 1965 em Per- nambuco) e contou com a apresentação do Prof. Jordão Emerenciano, diretor do Arquivo Público.
O motivo principal da fundação do Museu de Ciên- cia surgiu da necessidade de incentivar a formação futura de técnicos e cientistas:
[...] imprescindíveis ao progresso do país, mormente agora que ele se industrializa. E, também, pela conveniência de se divulgarem para o povo, de maneira sadia e honesta, as con- quistas das ciências e da tecnologia, nesta era dos satélites artificiais e da energia atômica (BARROS, 1959, p. 10).
O autor também se refere a outros museus de ciências no exterior e no Brasil, entre os quais se destacam o de Chicago, que registrava em 1955 uma visitação de 7.000 pessoas diariamente e o Museu de Ciência no Distrito Federal (Rio) que estava em fase de organização desde 1956. O Museu do Recife teria a sua organização baseada nos de Chicago e do Rio de Janeiro, tendo os seguintes objetivos assinalados pelo autor:
1 – Através dos seus equipamentos transformará a curiosi- dade dos jovens em interesse científico com reais vantagens para a técnica e ciência em geral;
Propriedades da luz, Radiações invisíveis, Detectores de radioatividade, Planetarium, Aquarium e Observa- tório astronômico.
Sobre o Aquarium, pretendia-se que o Museu fi- casse próximo ao mar para a apresentação da fauna e da flora marinha, pois “do mar virá a alimentação futura da Humanidade”. Deveria ser construído por cima da água para permitir uma visão direta da vida submarina.
Para o Planetarium estaria previsto a construção de um edifício com uma cúpula semi-esférica com diâmetro de 20 m. No mesmo edifício deveria fun- cionar o setor de Astronomia com seu observatório astronômico.
Pretendia-se que a biblioteca do Museu seria es- pecializada somente em dicionários, enciclopédias, folhetos das universidades, folhetos de museus e his- tória das ciências, pois, justifica o autor, o Museu não poderia ter uma biblioteca de todas as ciências.
A demonstração desses equipamentos “será, sem- pre que possível, dinâmicas; máquinas e equipamen- tos que funcionam ao simples apertar de um botão, dioramas animados e experiências em andamento” (BARROS, 1959).
O Museu deveria ter as seguintes seções:
1 – Matemática: Ábacos, Computadores, Máquinas de calcular, Réguas de calcular, A geometria e a medida da Terra, A mate- mática nas outras ciências, Formas naturais, Intersecção de superfícies, Cônicas, Coleção de poliedros, Superfícies curvas e de nível, Problemas recreativos.
2 – Física: Dinâmica Movimento pendular (pêndulo de Fou- cault), Giroscópio, Movimento relativo, Choques e percussões, Termodinâmica, Ótica geométrica, Miragens, Fotometria, Ótica física, Propriedade da luz, Análise espectral, Radiações invisíveis, Eletricidade, Eletromagnetismo, Indução, Magne- tismo, Eletrostática, Fenômenos oscilantes, Acústica, Movi- mentos vibratórios, Oscilações elétricas, Ondas hertzianas, Piezoeletricidade, Fluorescência, Fosforescência, Elétrons, Raio X, Radioatividade, Raios Cósmicos, Efeito foto elétrico, Energia solar, Energia nuclear, Aceleradores de partículas, Detectores, Reações nucleares, Transmutações, Reatores nu- cleares (modelos).
3 – Química: Química orgânica, Síntese, Fotossíntese, Coran- tes, Odorantes, Química inorgânica, Tabela periódica, Isóto- pos, Colóides, Plásticos, Cultura de cristais, Explosivos. 4 – Biologia – Botânica – Zoologia: Homem e mulher de vidro, Bioquímica, Biofísica, Genética, Hereditariedade, Microbiolo- gia, Vírus, Circulação, Respiração, Metabolismo, Secreção, Ex- creção, Reprodução, Funções nervosas; Ictiologia, Aquarium. 5 – Astronomia: Planetarium, A Via Láctea, Universo estrelar, Concepção antiga do Universo, A galáxia, Estrelas e espirais, 2 – Visará a formação de maior número de cientistas, enge-
nheiros e técnicos especializados;
3 – Por esse estímulo, principalmente à nova geração, contri- buirá para suprir a carência de técnicos e cientistas, fatos que se agravam com as deficiências do ensino em geral;
4 – Facilitará a consecução dos programas de energia nuclear, para que o Brasil possa ingressar, em curto prazo, na Era Atô- mica;
5 – Proporcionará às instituições de ensino o uso de seus equipamentos, filmes, etc., auxiliando, portanto, o ensino dos jovens, o que, indiretamente, fará aumentar o número de in- teressados em ciência e tecnologia;
6 – Prestará à industria colaboração permanente para a me- lhoria da técnica e da produção, conforme vem acontecendo com notáveis bons êxitos, nos Estados Unidos, França Ingla- terra e Japão;
7 – Promoverá a divulgação técnico-científica entre a popula- ção, por intermédio de mostruários, exposições de modelos e equipamentos, auxílio e colaboração com a Imprensa (jornais, revistas, rádio e TV) e distribuição de publicações próprias; 8 – Organizará conferências, seminários e simpósios técnico- científicos para o estabelecimento de programas de aplicação prática das últimas descobertas e conquistas das ciências e da tecnologia na lavoura, na medicina e na indústria, e em qualquer outra atividade humana;
9 – Congregará os técnicos e os cientistas, mantendo um ca- dastro com informações completas de todos eles, bem como das atividades das instituições técnico-científicas;
10 – Auxiliará os nossos inventores, exibindo as suas desco- bertas e prestando-lhes assistência de caráter geral; 11 – Patrocinará explicações dos equipamentos existentes e em exibição; demonstrações completas de assuntos científi- cos; exposições de inventos e técnicas novas; exposições pe- riódicas de artigos industriais, de sua escolha, principalmen- te os nacionais; visitações especiais, quando pedidas, para estudantes de nível primário, secundário e universitário; preleções, aulas, demonstrações ou qualquer outra atividade educativa, quando pedidas por qualquer estabelecimento de ensino, de nível primário, secundário ou universitário; curso de férias para professores de nível primário, secundário ou universitário;
12 – Cultuará a obra de cientistas nacionais, exibindo e divul- gando os seus trabalhos;
13 – Distribuirá prêmio e bolsas como incentivo ao desenvol- vimento das atividades técnico-científicas (BARROS, 1959, pp. 10-14).
Entre as principais atrações do Museu, o autor assinala as que ficariam em exposição permanente: Pêndulo de Foucault; Erupções vulcânicas, Erosão, Miragens, Intersecção de superfície, Curva de Gauss, Efeito foto-elétrico, Indução magnética, Giroscópio,
Espectro das estrelas, Estrelas variáveis, Estrelas duplas, Es- trelas novas, Nebulosas, O sol, A lua, Eclipses, Os planetas, As- teróides, Cometas, Meteoros, Navegação astronômica, Medida do tempo.
6 – Ciências Geológicas: Cristalografia geométrica, Crista- lofísica, Cristaloquímica, Radiocristalografia, Mineralogia, Mineralogia física, Mineralogia ótica, Mineralogia descritiva, Mineralogênese, Petrologia, Petrografia, Petrogênese, Petro- química, Geologia, Geofísica, Geoquímica, Geologia física, Geologia estrutural, Estratigrafia, Geologia econômica, Pa- leontologia, Paleozoologia, Paleobotânica, Micropaleontolo- gia, Engenharia de minas, Beneficiamento de minério, Meta- lurgia, Siderurgia, Combustíveis.
7 – Micologia: Fungos úteis à alimentação humana, Fungos na indústria, Fungos patogênicos para o homem, Fungos patogê- nicos para as plantas, Representações científicas diversas. 8 – Antibióticos: Antibióticos de vegetais superiores, Anti- bióticos de microrganismos, Antibióticos na indústria, Anti- bióticos na pecuária, Antibióticos na medicina, Produção de antibióticos.
9 – Ciências aplicadas: Medicina, Engenharia, Agricultura, Economia doméstica, Indústrias químicas, Indústria em geral. 10 – Serviços auxiliares: Restaurante, Auditorium, Salas de aula e laboratórios, Salas de projeção de filmes e diafilmes, Posto médico, Biblioteca, Filmoteca, Discoteca, Serviços de impressão.
11 – Sala da juventude: demonstrações especiais para o nível juvenil (BARROS, 1959, pp. 14-17).
Barros (1959) declara que será dada ênfase espe- cial a divulgação dos trabalhos do Instituto de Anti- bióticos e de Micologia.
Um dos objetivos do projeto era patrocinar a cria- ção dos Clubes de Ciência nos estabelecimentos de ensino e também organizar a publicação de uma sé- rie de folhetos educativos, bem como de uma revista científica “em linguagem popular” denominada de