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5.2. Aktiviteter og prosesser

5.2.2. Lek og Undervisning

Para a realização deste projeto e consequente relatório, foram extremamente relevantes as aprendizagens realizadas ao longo de uma formação de quase 5 anos, quer pelas aprendizagens curriculares, relacionadas com os planos de estudos das várias UC que realizei, como pela prática adquirida ao longo dos estágios, mas também por aprendizagens informais com diferentes professores.

Contudo, e mesmo tendo por base diferentes conhecimentos e capacidades que sustentaram o meu trabalho, este corresponde a algo que eu nunca tinha feito e, como tal, não foi isento de dúvidas e dificuldades.

A primeira grande dificuldade que senti foi ter começado o relatório nas férias de verão de 2012, logo, antes do início do semestre. Isto não corresponde a uma dificuldade por si, já que considero que não se deve deixar para depois o que se pode fazer logo e me causa muita ansiedade saber que tenho coisas por fazer (mesmo sabendo que isso será sempre verdade). Eu creio que este primeiro momento foi importante para selecionar o tema do meu projeto, recolher informação sobre o mesmo e começar a estruturar a minha intervenção. No entanto, gostaria de ter feito bastante mais, sendo que a minha ideia inicial era completar, pelo menos, o capítulo referente ao quadro teórico e, de preferência, também o capítulo da metodologia. Estava, de facto, a ser demasiado ambiciosa, sendo que, na impossibilidade de cumprir estes objetivos fui confrontada com um forte sentimento de dúvida sobre as minhas capacidades, bem como de culpa por não cumprir os meus objetivos.

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Embora sabendo que o prazo para entrega deste relatório é bastante alargado, não tive qualquer interesse em prolongar a sua conclusão e senti uma grande necessidade de acompanhamento antes da data em que realmente o tive.

Creio que seria favorável para muitas estudantes se a disciplina de SIP fosse lecionada no 2º semestre do mestrado e a estrutura e objetivos deste projeto já debatidos no mesmo semestre. Daria a possibilidade de, a quem o quisesse, aproveitar três meses de férias para avançar o trabalho e de se sentir mais realizado.

Ainda assim, no início do 2º semestre já tinha uma ideia do que pretendia fazer e uma pergunta de partida.

Esta decisão não foi fácil, porque desde o início que sabia queria trabalhar com

podcasts, mas não conseguia decidir que aspeto focar, ficando cada vez mais confusa à

medida que lia informação sobre o assunto. Para conseguir ultrapassar este problema, optei por me afastar do computador e dos livros e procurei organizar as ideias, tentando encontrar um objetivo para a investigação e uma organização para a levar à prática.

Outra dificuldade relaciona-se com a definição de estratégias de trabalho e na organização do mesmo. Para o colmatar, serviu-me bastante a consulta de livros como I vestigaç oà Qualitativaà e à Edu aç o à Bogda à &à Bi kle ,à à eà Ma ualà deà Investigação em Ciências Sociais (Quivy & Campenhaudt, 1992), que, de uma forma clara, explicitam como realizar um projeto de investigação e sugerem estratégias de realização relacionadas não só com aspetos técnicos, mas também com outros que podem parecer menos importantes mas que não o são de facto, como a organização das fontes documentais, ou a forma de registo das notas de campo.

Uma limitação que senti ao longo de todo o projeto foi o curto espaço de tempo disponível para a sua aplicação. Dado que este se desenvolveu em conjunto com o estágio, apenas dispus de parte do tempo de estágio para aplicar o projeto. Assim, primeiramente, era importante conhecer a turma e as suas limitações e potencialidades e, com base nesse conhecimento, estabelecer o meu plano de ação. Deste modo, foi um período de aplicação do projeto bastante curto, com contrariedades de mudanças metodológicas ao longo deste percurso.

Algumas decisões ao longo do projeto também se revelaram um obstáculo à prossecução do mesmo. Um exemplo foi a constituição dos grupos, a qual foi p ati a e teàdei adaàaoàseuà it io,àte doàeuàape asàsele io adoàosà líde es àpa aà

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cada grupo, de forma a evitar que os alunos com maior facilidade na escrita e na leitura ficassem todos juntos. Os restantes membros de cada grupo foram, pois, escolhidos por estesà líde es .à E à et ospetiva,à aà fo aç oà dosà g uposà pode iaà te à sidoà aisà condicionada por mim, evitando, por exemplo, a constituição de um grupo só de rapazes.

Outro obstáculo relacionou-se com o meu desconhecimento da turma e das suas capacidades. Desta forma, a fase de redação dos contos ocupou bastante mais tempo do que eu tinha antecipado. Para que todos os grupos terminassem o seu texto (ainda que alguns o tenham feito com maior celeridade e tenham logo passado para as fases posteriores) foram necessários quatro blocos de 1h30, que se prolongaram por três semanas. Tendo em conta o pouco tempo disponível para desenvolver este projeto, esta fase ocupou uma fatia generosa do mesmo. Obviamente, este tempo poderia ter sido encurtado se eu não tivesse dado tanta importância à planificação dos textos; no entanto, ter-se-iam perdido oportunidades de aprendizagem relevantes e os resultados finais estariam com certeza aquém do que foi alcançado. A turma não tinha ainda desenvolvida a competência de planificação de textos, pelo que foi algo que tive que desenvolver com eles e investir algum tempo.

Considerando o tempo despendido com a planificação e redação dos contos, a revisão dos mesmos teve que ser feita noutros moldes que não os que eu desejaria. Assim, não foi possível que os grupos realizassem primeiro a revisão dos seus próprios textos individualmente, tendo este processo sido desenvolvido em conjunto comigo, em cada grupo.

Ao longo das gravações, foram também surgindo algumas alterações ao que tinha planeado, sendo necessário adaptar a minha ação. Por outro lado, refletindo sobre o que efetivamente realizei, apercebi-me de alterações que poderei fazer na minha ação, quando voltar a construir podcasts com alunos.

Por exemplo, à medida que fui gravando os podcasts com os grupos, percebi que poderia ter ficado com as falas todas seguidas numa gravação, continuando as gravações a partir da última, visto que o programa Audacity abre uma nova faixa cada vez que se termina uma gravação. Deste modo, teria sido logo possível que as crianças ouvissem o

podcast de seguida e talvez fizessem outros comentários ou se apercebessem de partes

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vontade com o programa e esta hipótese não me surgiu atempadamente. Por outro lado, dado o tempo que levámos a gravar cada podcast, esta hipótese representava também um risco, já que, sem querer, poderíamos ter fechado a janela do programa ou o computador ter tido uma falha e perder-se todo o trabalho realizado até então.

Por motivos de tempo e também da necessidade de realizar outras atividades, houveàdoisàg uposà Oàa oà out aàdi e s o àeà Oà ati hoàdaà o ta ha à ueà oà puderam fazer as gravações do seu podcast de seguida, mas sim em dois momentos dife e tesà e,à oà asoà doà g upoà deà Oà ati hoà daà o ta ha ,à e à lo aisà dife e tes.à Idealmente, isto não teria acontecido, mas, mais uma vez, foi necessário adaptar-me às condições.

Um aspeto que teria alterado definitivamente, se não estivesse condicionada com o tempo seria a partição de falas para facilitar a leitura. Deste modo, quando uma das crianças revelava maior dificuldade em ler a sua fala, optei por sugerir que gravasse apenas uma frase (ou um bocado) de cada vez, sendo que, por vezes, foram mesmo os colegas de grupo que o sugeriram. Esta opção melhorou realmente a leitura, mas provavelmente enviesou os meus resultados. Se não tivesse recorrido a esta estratégia, as crianças necessitariam de mais tentativas de gravação das que efetivamente realizaram. Para além disso, na verdadeira leitura em voz alta, os alunos devem ser capazes de ler um texto na sua totalidade fluentemente, não havendo a possibilidade de ler uma frase de cada vez.

Por fim, a análise das informações recolhidas foi uma fase bastante exigente deste trabalho, já que nunca tinha realizado nada do género e era o mais difícil de compreender pelos livros consultados.

A opinião da professora cooperante sobre o trabalho que desenvolvi foi importante para a minha própria perceção. Desta forma, a professora cooperante considerou que o trabalho desenvolvido com asà ia çasà foià asta teàe i ue edo à pa aàoàg upoàe à uest o,àte doàosàalu osà e efi iadoà uitoà o àaàsuaà ealizaç o .àPa aà além disso, considerou também que o projeto foi desenvolvido de forma coerente e que os alunos se interessaram bastante pelas tarefas desenvolvidas, participando nelas ativamente.

Creio que fui lidando com as contrariedades ao longo do projeto de forma benéfica para o mesmo, sendo que, mesmo os aspetos de que apenas me apercebi

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posteriormente que poderiam ter sido feitos de outro modo me concederam reflexões e aprendizagens que não esquecerei no futuro ao desenvolver um projeto deste género com outro grupo de alunos.

Isso não quer dizer, obviamente, que o presente estudo não apresente limitações. Deste modo, realço o facto de este projeto ter sido desenvolvido num contexto muito específico, isto é, em apenas uma turma, com as suas características próprias. Como realça Máximo-Esteves (2008), é necessário ter em conta que o conhecimento construído através da interpretação dos dados em torno da questão inicial, não pode se à o side adoà e à o lusivo,à e àge e aliz vel.àPeloà o t io,à osà esultadosàdaà investigação são válidos naquele contexto e permitem compreender ou explicar apenas oà ueàa o te eà a ueleàluga àeà a ueleàte po à p.à .

Para além disso, o espaço de tempo em que o projeto foi desenvolvido foi realmente bastante curto, apenas 9 semanas. Com um período de intervenção mais alargado seria, com certeza, possível explorar mais as discussões em torno das leituras em voz alta e, também, confirmar se a leitura oral dos alunos melhorara efetivamente, através da sua avaliação noutro tipo de tarefas que não a gravação de podcasts, como a leitura em voz alta em sala de aula de textos que os alunos desejassem partilhar com a turma.

Por fim, é de realçar que esta é a primeira investigação que realizo e, como tal, sou ainda uma investigadora inexperiente, o que terá tido, com certeza, influência na forma como organizei e levei a cabo a presente investigação, mas também nas ilações que realizei a partir da recolha e análise de dados.