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Lek med ulike materialer (gruppe 1 og 2):

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“(...) colocar cartazes em paredes, em muros, pra elas verem, pra elas verem, pra elas lerem, e correr atrás. Pra elas tomarem conta...tomarem consciência que podem mudar de vida, que elas podem acordar pra um horizonte melhor.” (Gardênia - §31) Nesta seção, apresentamos a categoria relacionada às propostas de melhoria para o curso de PLPs feitas pelas participantes da pesquisa e corroboradas pelo Comitê Assessor – constituído pelas entrevistadas mas também por outras PLPs das três turmas, que se dispuseram a ver a apresentação dos dados e análises e a consensuar as interpretações e análises apresentadas nesta dissertação, conforme recomendação da MCC.

Dentre as 12 unidades de contexto encontradas nessa categoria, metade são de uma única participante: Rosa. A temática que mais recebeu indicações de diferentes mulheres foi a 6.3, com indicações de três participantes. Violeta foi a que menos apontou elementos, apenas uma menção, na temática 6.4 (tais dados encontram-se no apêndice).

Na tabela abaixo, apresentamos os dados totais desta categoria, com a indicação das dimensões excludentes e transformadoras. Observamos que há apenas um elemento excludente dentre as cinco temáticas levantadas.

Tabela 15: Dimensões transformadoras e excludentes da categoria 6 Categoria 6. Elementos para melhorias do curso de

PLPs:

Dimensões

Transformadoras Excludentes

R M G V R M G V

6.1. Que o curso seja voltado prioritariamente as mulheres

com baixa renda e baixa escolaridade. 4 0 1 0 0 0 0 0

6.2. Articulação entre teoria e prática nas aulas 1 0 0 0 0 0 0 0

6.3. Questões sobre o dia e horário do curso. 1 2 1 0 0 0 0 0

6.4. O nome do curso não transmite diretamente o seu conteúdo.

0 0 0 0 0 0 0 1

6.5. Divulgação do curso por meio de panfletos, cartazes e

mídia. 0 0

1 0 0 0 0 0

Total 11 1

Como elementos para a melhoria do curso de PLPs, as participantes da pesquisa apontaram principalmente a vinculação deste com mulheres de baixa escolaridade e de baixa renda, essencialmente das periferias da cidade, já que estas possuem menos conhecimentos acadêmicos que dão proteção social para se moverem no mundo.

“Ahh sim, com certeza, né? Levando, assim... mostrando pra mulheres, e tem que ser divulgado pra essas mulheres, também, como eu que não tem estudo, e essas de classes mais baixas, colocar cartazes em paredes, em muros, pra elas verem, pra elas verem, pra elas lerem, e correr atrás. Pra elas tomarem conta... tomarem consciência que podem mudar de vida, que elas podem acordar pra um horizonte melhor” (Gardênia - §31).

Esse elemento foi apresentado, com maior número de menções, pela participante Rosa, que possui alto grau de escolaridade, mas também foi indicado pela participante Gardênia, que tem menor grau de escolaridade entre as participantes, com uma menção.

Gardênia e Rosa também apresentaram elementos práticos para entrar em contato com mais mulheres, apontando ainda a necessidade das PLPs formadas estarem em contato com essas mulheres, para que possam levar as informações adquiridas no curso, realizando conversas, panfletagens para todas, mas principalmente para as mulheres que sofrem violência. Há também elementos da necessidade de maior divulgação do curso, por meio de diferentes recursos:

“Através de panfletos, de cartazes nas paredes, no poste, na mídia... Seria um valor muito alto, né? Para divulgar, né? Porque... mostraria pra essa mulherada, né? Para mostrar, mas mídia, televisão seria o ponto pra elas..., porque tem muita mulher que passa o dia na frente da televisão, né. Pra tá

vendo a novela, a televisão, então ai...passar pra poder acordar elas, mostra pra elas, que elas podem crescer, que elas podem correr atrás dos seus sonhos, dos seu objetivos.” (Gardênia - §33)

Relacionado a essa questão, Rosa apresenta também a necessidade das aulas articularem mais as questões teóricas e práticas.

Um tema colocado por três mulheres entrevistadas diz respeito ao dia e horário do curso. São diversos os argumentos em favor de um ou de outro formato. Pensando na diversidade de mulheres, é difícil conciliar um horário melhor para todas. Haverá sempre alguém ou algum segmento que não conseguirá realizar o curso. Alternar os dias e horários do curso em cada oferta pode ser uma alternativa para contemplar um maior número de mulheres.

Finalmente, o único elemento apontado como excludente diz respeito ao nome do curso, que não transmite diretamente qual a sua intenção, ou o seu conteúdo. Segundo Violeta, que como Agente Comunitária de Saúde está em contato cotidiano com mulheres de baixa renda e escolaridade:

“É... não traz... Quando fala: Promotora Legal. Não dá para parecer o conteúdo que tem nesse curso, né? Quanta coisa boa, quanta grandeza que tem mesmo. Você fala assim: Vou aprender as leis, e tal. Imagina assim, e não é, é muito mais do que isso.” (Violeta - §53)

Esse elemento traz uma importante reflexão, principalmente para o acesso às mulheres com baixa escolaridade. O nome pode distanciar as mulheres, uma vez que não é compreensível diretamente. Esse elemento também foi indicado pelo Conselho Assessor, que indicou que nas divulgações do curso se tenha uma explicação sobre ele.

O Conselho Assessor também indicou que no primeiro dia de aula se faça combinados em relação a discussão de temas polêmicos, para que eles sejam feitos de forma respeitosa ao longo do curso. Sobre a oferta do curso, o Conselho indica que seja feita de forma itinerante, tanto em relação ao horário e ao dia, como ao local (centro e nos bairros). Finalmente, o Conselho indica que é necessária a incorporação das questões de gênero e das mulheres nos currículos de todos os níveis de ensino.

Finalizando esse bloco de análise, observamos pelas falas das mulheres participantes da terceira edição do curso de PLPs que este possui elementos transformadores em relação à EJA, principalmente no que refere à necessidade do paradigma da educação ao longo da vida. Muitos dos elementos trazidos pelas participantes mostram a necessidade de aquisição de maiores conhecimentos para se mover no mundo, e para se ter maior proteção

social enquanto mulheres. De outro lado, as mulheres enquanto sujeitos sociais historicamente submetidos a desigualdade, entendem a necessidade de sair dessa situação, não só individualmente, mas ajudando outras pessoas, assumindo um papel de agente transformador da realidade.

A seguir, dedicamo-nos à análise, segundo sistema e mundo da vida, de quais são os elementos transformadores e quais são os elementos excludentes produzidos em cada âmbito.

4.5. Elementos transformadores e excludentes que se deram no sistema e no mundo da

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