5.2 Hva gjør skoleleder i arbeidet med å etablere fellesskap rundt profesjonsfaglige
5.2.2 Legge til rette for samarbeid
Mesmo entre macacos, as disputas de poder envolvem um nível elevado de inteligência social quando compara- do aos conlitos entre outros mamíferos. Macacos vervet e babuínos, pelo menos até certo ponto, são capazes de levar em consideração as relações sociais dos seus rivais e as suas próprias no momento de decidir ser agressivo, se defender ou fugir em uma situação de conlito, como ilustram as duas citações seguintes:
O que começa como um conlito entre dois indivíduos rapidamente se amplia e passa a incluir amigos e pa-
rentes, e pode ser inluenciado por crises de agressão recentes. “Os macacos não apenas preveem o compor- tamento uns dos outros; eles também têm que conside- rar suas relações” (LEAKEY, 1994, p. 146-147). Após um encontro [agressivo] entre babuínos machos, não é incomum que um deles procure a amiga favorita do rival e descarregue nela suas tensões (WAAL, 1989, p. 109).
Entre animais com esse nível de soisticação cognitiva, as hierarquias se tornam contingentes, ou seja, dependentes de quais indivíduos estão se relacionando em determinado momento.
Por exemplo, um macaco A domina seu par B quando as suas mães não estão por perto, mas o inverso ocorre quando elas se aproximam. Essas inversões ocorrem se a mãe de B é dominante em relação à mãe de A (WAAL, 1982, p. 183).
Os chimpanzés machos de uma comunidade competem entre si pelas fêmeas, mas precisam, simultaneamente, coope- rar mutuamente para se defender dos machos de outras co- munidades e também porque somente por meio de alianças com outros um deles consegue alcançar o topo da hierarquia. Quando o número de machos num grupo se reduz, a proba- bilidade das fêmeas se transferirem para outro grupo aumenta (SAVAGE-RUMBAUGH, 1994, p. 41).
Em geral, as fêmeas mais corpulentas são as mais domi- nantes, mas a correlação entre peso e posição na hierarquia não é tão grande entre os machos (PUSEY et al., 2005, p. 20). Para eles, um fator importante para subir na hierarquia, e que reduz a im- portância da força física, é a habilidade de formar alianças, como, por exemplo, a existente entre os chimpanzés de Budongo:
Dois machos, DN e VN, dividiam o mais alto status social na primeira metade de 1995. Eles eram parceiros em uma aliança: desempenhavam juntos cenas de per- seguição, se associavam e se catavam frequentemente” (NEWTON-FISHER, 2004, p. 84).
Um claro indicador da existência de relações amistosas entre antropoides e macacos é a frequência com que eles se aproximam uns dos outros para se acariciar e catar parasitas (grooming). Observações metódicas de chimpanzés selvagens revelam que os machos mantêm contato físico mais frequente com indivíduos do mesmo sexo do que as fêmeas, e que o contato entre machos e fêmeas parece se limitar ao contexto reprodutivo (PEPPER; MITANI; WATTS, 1999, p. 625-6). De acordo com a análise estatística de Pepper, Mitani e Watts, chimpanzés fêmeas procuram deliberadamente a companhia umas das outras (apesar da pouca catação entre elas):
Vários estudos anteriores notaram a ocorrência regu- lar de reuniões para cuidar de crianças constituídas de várias mães e seus ilhos. […] Quando são nota- das, as reuniões para cuidar das crianças são às vezes consideradas agrupamentos passivos. Pelo contrário, nossos resultados sugerem que, apesar de relativa- mente associais, fêmeas que não estão no cio podem ativamente preferir a companhia umas das outras (PEPPER; MITANI; WATTS, 1999, p. 624).
Segundo Mitani, testes de DNA feitos em diferentes co- munidades em Uganda revelaram que as alianças entre os ma- chos não são baseadas em laços de parentesco. Uma possível explicação para isso seria o fato de raramente um chimpanzé ter um irmão com idade próxima a sua, devido ao longo inter- valo entre os nascimentos (MITANI, 2006, p. 11).
Segundo Pusey et al. (2005, p. 5), o fato das chimpan- zés se transferirem de comunidade antes de se reproduzir seria um dos motivos pelos quais elas têm um menor número de aliados do que os machos. Entretanto, as fêmeas de bonobos também mudam de comunidade durante a adolescência, e isso não parece prejudicar sua capacidade para formar alianças.
Formação de alianças é algo complexo, que exige mui- to cognitivamente do indivíduo. A capacidade de perceber e levar em consideração as relações sociais é um pré-requisito para a formação de alianças (WAAL, 1982, p. 182).
[…] disputas que envolvem alianças não permanecem como jogos de três pessoas porque se um dos contes- tadores pode ser apoiado, o outro também pode. De- cisões sobre iniciar ou não disputas ou alianças e com quem, e sobre deixá-las crescer ou não, precisam ser tomadas considerando não apenas a habilidade com- petitiva do oponente e sua prontidão para defender os recursos em questão, mas também a habilidade com- petitiva de seus apoiadores e dos apoiadores do próprio sujeito; além disso a disponibilidade dos dois conjun- tos de apoiadores e suas prontidões para intervir são outras variáveis a serem incorporadas (HARCOURT, 1988, p. 136).
Outra coisa a ser levada em consideração é o parentesco com o adversário, para se evitar prejudicar um parente próxi- mo (HARCOURT, 1988, p. 136). Mas a existência de parentes pode tornar os cálculos sobre como agir ainda mais compli- cados. Não basta tomar cuidado para não prejudicar nenhum parente próximo ou procurar ajudar os parentes.
[…] os parentes podem ser os parceiros mais coniá- veis porque provavelmente cooperarão, mas um mem-
bro dominante do grupo pode ser um aliado melhor se ele resolver cooperar. Se os primatas tomam tais de- cisões, então, os aliados não podem decidir somente com base na consanguinidade ou somente com base na habilidade competitiva; as decisões devem ser to- madas combinando e comparando os dois tipos de in- formação (HARCOURT, 1988, p. 141).
Segundo Harcourt, até mesmo macacos rhesus são capa- zes de levar fatores como esses em consideração.
Um indicador de que os primatas estão usando es- sas informações extras sobre aliados em potencial quando tomam suas decisões é a observação de que filhos de macacas rhesus de hierarquia elevada, quando na presença de sua mãe, têm maior proba- bilidade de ameaçar e menor probabilidade de ser ameaçados por membros de famílias de baixa hie- rarquia (HARCOURT, 1988, p. 148).
O parentesco entre os indivíduos não é levado em con- sideração nos modelos revisados no capítulo anterior. Mas se até macacos são capazes de raciocínios envolvendo relações sociais entre estranhos e entre parentes, é indispensável que os agentes de um modelo de evolução da cooperação sejam capa- zes de formar alianças desde o início das simulações.
Uma atitude que pode parecer estranha quando sabe- mos que o protagonista é um chimpanzé é a simpatia que demonstra pelos mais fracos e a defesa dos oprimidos. Mas é precisamente essa a atitude de muitos deles quando che- gam ao poder. Luit, por exemplo, era um chimpanzé que estava sempre tomando atitudes agressivas com os mais fra- cos e procurando irritá-los. Porém, isso apenas enquanto ele não era o macho alfa.
[…] após sua subida ao poder, Luit começou a mostrar solidariedade para com os mais fracos. Antes, ele apoia- va os perdedores 35% das vezes, mas depois de sua ele- vação esse valor subiu para 69%. O contraste entre os dois números relete a mudança dramática nas atitudes de Luit. Um ano depois, o apoio de Luit aos perdedores subiu ainda mais, para 87% (WAAL, 1982, p. 124).
É claro que uma atitude como essa merece uma explica- ção. Entre os chimpanzés, nenhum macho é forte o suiciente para ser o alfa da comunidade exclusivamente por conta pró- pria. Os líderes são condenados a fazer alianças se quiserem se manter no poder. O macho alfa ajuda as fêmeas, os mais jovens e os mais fracos para receber apoio quando sua posição estiver sendo contestada por outros chimpanzés (WAAL, 1982, p. 125). Se ele ajudar os mais fortes, corre os riscos de não formar uma aliança poderosa e de fortalecer um rival em potencial.