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Legal means to preserve the integrity of the Single Market

3. Withdrawal from the European Union and its impact on the

3.2 Legal means to preserve the integrity of the Single Market

Menos utilizado na prática, do que o método FSI, mas mais eficaz, no que ao AATS diz respeito, em determinadas magnitudes de alteração do processo, este procedimento foi introduzido por Reynolds et al. (1988) com a ideia de melhorar o desempenho da carta de controlo para a média. Trata-se de um método com uma operacionalização diferentes das anteriores, FSI e PSI, em que o intervalo de tempo entre amostras varia em função da informação recolhida a partir da amostra retirada.

Tendo como base o método FSI, o método VSI assenta na ideia de que o intervalo de tempo entre amostras deve ser menor, quando existe informação na amostra de que no processo pode ter ocorrido alteração, e que o mesmo intervalo de tempo entre amostras deve ser alargado, se a amostra não indicar uma possível alteração. Deste modo, este procedimento permite-nos antecipar (usando um intervalo de tempo menor do que o intervalo fixo) a recolha, e análise, da próxima amostra, caso a média amostral esteja na região mais próxima dos limites de controlo e retardar (usando um intervalo de tempo maior do que o intervalo de tempo fixo usual) a recolha, e análise, da próxima amostra, caso a média amostral caia na região que contém a linha central (e o valor de P0).

O método permite considerar mais do que dois intervalos, dividindo a, denominada, região de continuação em várias sub-regiões, cada uma correspondendo a um intervalo de amostragem, continuando o menor intervalo de amostragem a ser utilizado caso a média amostral cai na região mais próxima dos limites de controlo e o maior intervalo de amostragem a ser utilizado quando a média amostral cai na região central. Contudo, um maior número de intervalos de amostragem aumenta, significativamente, a complexidade de qualquer design que seja considerado.

A análise dos resultados numéricos apresentada em Reynolds et al. (1988), levam à conclusão empírica de que, para P z P0, o intervalo médio de tempo até um ponto sair

fora dos limites de controlo (ATS) é menor, quando apenas são utilizados dois intervalos de amostragem, sendo minimizado, quando se utilizam o menor e o maior dos intervalos. Para minimizar o AATS, os autores concluem que o menor intervalo deve ser o menor possível e que o maior intervalo de amostragem deve ser grande, se houver pretensão de detetar pequenas alterações e deve ser pequeno no caso oposto. Na literatura podem encontrar-se várias justificações para a utilização de dois intervalos.

Reynolds (1989), considerando uma carta de controlo para a média com um limite, apresentam resultados teóricos que mostram que a utilização de dois intervalos de amostragem, considerando o menor e o maior K intervalos, é ótimo em termos da minimização do ATS.

Reynolds e Arnold (1989), considerando uma carta de controlo para a média com dois limites de controlo, e também apresentam razões teóricas que justificam a utilização de dois intervalos.

Runger e Pignatiello (1991), em trabalho autónomo, apresentam uma versão, diferente, do método VSI com dois intervalos amostrais. Os autores consideram que o processo se inicia fora de controlo, e mostram que o uso de dois intervalos de amostragem corresponde a uma política ótima. Porém, salientam que o esquema de amostragem com dois intervalos não é ótimo quando o processo se inicia sob controlo, ocorrendo  a  falha  algures  num  instante  futuro  (designado  por  “steady-state”).  Com  base   na análise dos muitos exemplos considerados, os autores recomendam que o valor do maior intervalo de amostragem deve ser entre 2 a 5 vezes superior ao período de amostragem do método FSI.

carta de controlo para a média, obtiveram uma função do intervalo de amostragem que minimiza o valor do AATS para determinada alteração da média, impondo que o intervalo médio de amostragem em VSI fosse igual ao período de amostragem em FSI, sob controlo, ou seja, que o número médio de amostras recolhidas sob controlo fosse o mesmo nos dois métodos. A função do intervalo de amostragem considerada não usa apenas dois intervalos de amostragem, e depende da magnitude da alteração do processo, que não é conhecida à partida. Desse modo, os autores concluem que um método com dois intervalos de amostragem tem um desempenho comparável a uma política ótima ao longo de diferentes alterações. Apesar deste esquema de amostragem otimizar o desempenho da carta quando o processo se inicia sob controlo e a alteração da qualidade ocorre num instante futuro, apresentando uma pequena vantagem em casos particulares, os autores recomendam o uso de dois intervalos de amostragem em aplicações práticas devido, por um lado, à sua maior simplicidade e, por outro, a que apenas registaram pequenos aumentos nos valores do AATS, quando utilizam o método VSI com dois intervalos.

Utilizando   cartas   de   controlo   para   a   média   com   limites   “3-sigma”,   Runger e Montgomery (1993) recomendam que d2 deve ser um valor entre 1.5 e 4 vezes o

intervalo de amostragem do método FSI, devendo estar próximo da margem inferior destes valores, se pretendermos detetar grandes alterações no processo. Recomendações idênticas são feitas por Reynolds et al. (1988) e por Runger e Pignatiello (1991).

Considerando uma carta de controlo para a média, tal como nos métodos apresentados anteriormente, no método VSI, usando dois intervalos de amostragem, daqui em diante denotados por d1 (o menor intervalo) e por d2 (o maior intervalo), a

região de continuação, C, definida como o intervalo entre os limites de controlo estandardizados, é dividida em duas sub-regiões definidas por

Sinal Sinal Ordem da Amostra Intervalo Amostral 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Ordem da Amostra Ordem da Amostra n L V P 0  n L V P0  n V w P0  n V w P0  0 P i X 1 d 1 d 2 d 0 0 0 0 1 0 0 0 0 C L , w w , L n n n n V V V V º º ª ª P » P  » «‰ P  P  « ¼ ¼ ¬ ¬, (3.20) 0 0 2 0 0 C w , w n n V V º ª P » P  « ¼ ¬, (3.21) com C1 ˆ C2 = ‡, C1 ‰ C2 = C e 0 < w < L. O menor intervalo de amostragem, d1, é

usado sempre que um ponto correspondente a uma média amostral seja marcado na sub-região C1 e o maior intervalo de amostragem, d2, é utilizado quando um ponto

correspondente a uma média amostral seja marcado na região C2. A Fig. 3.1. dá uma

ideia do que acontece na prática.

Fig. 3.1. – Carta de controlo para a média com método de amostragem VSI.

Analisando a figura, verificamos que o instante para recolha de ordem dois foi determinado usando o intervalo d2, porque a média da amostra, de ordem um, foi

marcada na sub-região C2. A amostra de ordem três foi retirada usando o intervalo d1,

porque a média da amostra, de ordem dois, foi marcada na sub-região C1.

Desta forma, o intervalo médio de amostragem é dado, para uma dada alteração da média e/ou do desvio padrão, por:

E D ,

O U

d1u p1 d2up2

onde E é a probabilidade da média amostral ser marcada dentro dos limites de controlo, dada por (2.9), e

pi P X

Ci O U,

, i 1, 2. (3.23) Segundo Reynolds et al. (1988), o tempo médio até sinal (ATS), utilizado quando o processo se inicia fora de controlo, é dado por

ATS d p1 1 d p2 2

(1 )



E  E , (3.24) e o intervalo médio de mau funcionamento, AATS, pode ser obtido por

2 2 1 01 2 02 1 11 2 12 1 01 2 02 d p d p d p d p AATS 2 (d p d p ) 1      E , (3.25) onde p0j, j = 1, 2, representam as probabilidades de um ponto correspondente a uma

média amostral ser marcado na sub-região Cj quando o processo está sob controlo,

O = 0 e U = 1, dadas por

p01¬)

L  )

w º¼, (3.26) p02 )2

w  , (3.27) 1 e p1j, j = 1, 2, representam as probabilidades de um ponto correspondente a uma média

amostral ser marcado na sub-região Cj, quando o processo está fora de controlo, O z 0

e U z 1, dadas por p11¨¨L O n·¸¸ )¨¨§w O n·¸¸ )§¨¨  Ow n¸·¸ )§¨¨  OL n·¸¸ U U U U © ¹ © ¹ © ¹ © ¹, (3.28) p12 )¨¨§w O n·¸¸ )§¨¨  Ow n·¸¸ U U © ¹ © ¹. (3.29) A eficácia deste método foi analisada através de comparações do seu desempenho com o método FSI, impondo que ambos os métodos estejam nas mesmas condições sob controlo. Assim, para que o intervalo médio de amostragem, E(D), em VSI, seja

igual ao período de amostragem, d, de FSI, o valor do coeficiente w é, no caso da distribuição por amostragem ser normal, obtido pela expressão

1

2 1 2 1 2 L d d d d w 2 d d  ª u ) u    º ) «  » « » ¬ ¼, (3.30) podendo encontrar-se uma expressão análoga em Runger e Pignatiello (1991) para cartas só com um limite de controlo.

Reynolds et al. (1988), Runger e Pignatiello (1991) e Runger e Montgomery (1993) concluem que o desempenho das cartas de médias com método VSI, e dois intervalos de amostragem, é sempre mais eficaz do que o método FSI, em termos de ATS. Contudo, quando os métodos são comparados em termos de AATS, o desempenho de VSI é melhor em reduzidas e moderadas alterações da média mas é pior em grandes alterações da média, sendo as reduções no ATS e no AATS mais acentuadas quando é considerada uma carta de controlo com um só limite.

Durante os trabalhos desta dissertação podemos também constatar que a redução do maior intervalo de amostragem, d2, em VSI, melhora o desempenho do método num

maior número de alterações, porque diminui o coeficiente w dos limites de vigilância e aumenta a probabilidade de utilizar o menor intervalo de amostragem, aumentando, dessa forma, o número médio de amostras recolhidas.

Em Rodrigues Dias e Infante (2008) o desempenho do método VSI é comparado com PSI, em termos de AATS, concluindo os autores que a eficiência do método VSI, na deteção de alterações na média, diminui à medida que aumenta a taxa de risco do sistema e que, quando a taxa de risco é constante ou crescente, G t 1, PSI é mais eficiente do que VSI em reduzidas e grandes alterações da média.

Ao longo dos anos, o procedimento VSI foi sendo utilizado com outras cartas, considerado para resolver novas problemáticas e em novas versões de métodos de amostragem.

Em relação à utilização com novas cartas podem ver-se, por exemplo, os trabalhos de Chengalur et al. (1989), que consideram o uso simultâneo de cartas para a média e para a variância, Saccucci et al. (1992) que estudam as propriedades e o desempenho de, por exemplo, esquemas VSI-EWMA, VSI-CUSUM com recurso às cadeias de Markov, Ramalhoto e Morais (1994) que estudam cartas Shewhart, EWMA e CUSUM para a média com método VSI, Morais e Natário (1998) que consideram uma carta c unilateral superior, Reynolds e Stoumbos (2001) que consideram cartas simultâneas para a média e para a variância com observações individuais, Stoumbos e Reynolds (2005) que comparam o desempenho de esquemas VSI-Shewhart e VSI-EWMA para médias, num contexto económico de aplicações práticas, Chou, C. Y. et al. (2006) que utilizam um algoritmo genético para obter os parâmetros ótimos de cartas EWMA para a média com método VSI, e que minimizam o custo total, Chou, C.-Y. et al. (2006) que realizam um estudo idêntico ao anterior, mas considerando cartas conjuntas para a média e para a amplitude, Castagliola et al. (2007) que estudam uma carta EWMA para a variância com método VSI e Luo et al. (2009) que consideram uma carta CUSUM para a média.

Na resolução de novas problemáticas, podem citar-se os trabalhos de Amin e Letsinger (1991),   que   consideram   o   número   de   transições   (“switches”)   entre   os   intervalos de amostragem em diferentes cartas com método VSI introduzindo regras suplementares, Amin e Hemasinha (1993) que também estudaram o problema dos autores anteriores, Ramalhoto e Morais (1995) e Ramalhoto e Morais (1999) que estudam cartas do tipo Shewhart com amostragem fixa e variável e Ramalhoto e Morais (1998) que estudam esquemas VSI-EWMA, para detetar alterações do parâmetro de escala da distribuição de Weibull, Reynolds e Arnold (1996) que comparam o desempenho de uma carta de controlo para a média com métodos VSI e FSI, considerando a presença de correlação entre as amostra, Stoumbos et al. (2001) que  estudam  o  “steady-state optimal”  de  uma  carta  de  controlo  para  a  média  com  VSI,  

Chen (2003) que estuda o desempenho de um design económico-estatístico com método VSI e carta de controlo para a média, quando a característica da qualidade não é normal, Zhang e Wu (2006) que estudam uma carta CUSUM, com método VSI, que inclui uma função de prejuízo com influência nos limites de controlo, Chen e Yeh (2010) que estudam a influência da não normalidade da característica da qualidade no desempenho de uma carta para a média, com método VSI, num contexto económico e Lin e Chou (2011) que realizam um estudo de robustez para cartas EWMA e cartas conjuntas Shewhart-EWMA, com amostragem VSI, sob a não normalidade.

Relativamente a novas versões do método, podemos considerar como exemplos os trabalhos de Baxley (1995) que apresenta um novo procedimento com VSI, denominado VSI-FT   (“Variable Sampling Intervals with Fixed Times”),   Epprecht et al. (2010) que apresenta um procedimento VSI com carta EWMA num contexto de amostragem por atributos e Torabian et al. (2010) que consideram uma carta Hotelling´s T2 com amostragem VSI e limites adaptativos, denominada VSICL (“Variable Sampling Intervals and Control Limits”).