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The legal dwelling: How Norwegian research engineers domesticate construction

Na abordagem ao tema dos jardins verticais foi possível conhecer o conceito das várias tipologias de Infraestruturas Verdes Verticais, assim como esclarecer questões relacionadas com a sua rega, manutenção e seleção de plantas, apontando para as suas vantagens ou desvantagens.

De forma conclusiva, ao longo do tempo, substancialmente depois da revolução Industrial do século XVIII, a sociedade deparou-se com enormes transformações sociais e económicas, nomeadamente com a sua mudança do campo para a cidade. Desta forma deu-se origem à criação dos grandes núcleos urbanos, característicos ainda hoje pelos seus problemas de sustentabilidade, em muito potenciados pela escassez e mau estado do espaço verde urbano. Esta nova realidade na forma de viver e ocupação do espaço potenciou o afastamento do Homem com a Natureza, constituindo-se numa causa para a degradação, social, ambiental e económica das cidades.

Como forma de potenciar a aproximação do ser humano com o ambiente natural, local propício e gerador de qualidade de vida, os jardins verticais assumem-se como uma forte alternativa à escassez referida.

Os jardins verticais já são usados desde a antiguidade, visto que os primeiros relatos das suas aplicações remontam ao ano 600 a.C., no Antigo Oriente, em situações que plantas à base de trepadeiras cresciam sobre as paredes, no entanto há cerca de 30 anos surgiu um novo conceito denominado originalmente de “Mur Végétal” por Patrick Blanc, que rapidamente se assumiu como reinventor do conceito. Desde então, inúmeras empresas têm usado o seu conceito por vezes de forma diferente mas semelhante, assim como outras se dedicam ao desenvolvimento de novos métodos de suporte de plantas à base de trepadeiras, conceito denominado de “Fachada Verde”, dentro do seio dos jardins verticais.

A presente dissertação apontou e reuniu uma série de vantagens para o edifício, assim como para a envolvente do mesmo, comprovadas pelos 3 casos de referência apresentados. As Natura Towers em Lisboa que apresentam simultaneamente “Paredes Vivas” e “Fachadas Verdes”, a Green Box, uma vivenda em Barcelona conhecida pelas suas características de autossustentabilidade, para as quais a sua “Parede Viva” contribui e o museu Quai Branly em Paris, com a sua mediática “Parede Viva” realizada por Patrick Blanc. Em todos os casos as estruturas verdes adotadas contribuem para melhorias no conforto térmico e acústico dos ocupantes do edifício e consequente poupança energética, entre outras, assim como melhorias para a qualidade do ar exterior, diminuição do efeito “ilha de calor” ou mesmo aumento da biodiversidade. Mais que isso, como referido, os jardins verticais assumem-se aumentando a área “verde” das cidades que há muito se tem vindo a degradar através da expansão urbana desordenada.

112 No entanto as vantagens apresentadas deverão ser confrontadas com a questão económica aquela que para determinados autores onde se destaca o próprio Luis de Garrido, se traduz numa desvantagem a ter em conta. Este conceito de jardins, nomeadamente as Paredes Vivas produzidas “in situ” podem ter custos elevados, na sua elaboração.

Tal facto assume-se como uma das principais razões para a existência de poucas infraestruturas Verdes Verticais deste tipo. É um investimento a ter em consideração, mas ao longo dos anos acaba por ser compensado pelas poupanças em termos energéticos e bem-estar. No que respeita à contenção de gastos com a manutenção, dever-se-á selecionar plantas que melhor se adaptem ao sistema ou às condições do clima local, constituindo-se desta forma um microssistema independente, que segundo Blanc dispensará manutenções frequentes.

Justificando-se a questão dos custos pelo seu retorno a curto prazo, há que ter ainda em consideração todas as outras vantagens, nomeadamente no que confere à saúde humana, ao aumento da biodiversidade, ao conforto térmico, ou mesmo na melhoria estética do edifício.

No que diz respeito à cidade de Lisboa, enquanto caso de estudo, foi possível retirar conclusões bastante interessantes. Foram identificadas zonas com enorme potencial para a aplicação de jardins verticais. Lisboa tem a particularidade de ter uma zona histórica com uma elevada área edificada consolidada antiga que por sua vez tem uma carência de espaços verdes e que se distingue, também, com uma significativa mancha de densidade populacional. Aspetos que associados justificam a inclusão de Infraestruturas Verdes Verticais como solução para a minimização dos problemas que daqui advêm.

Posto isto, surge como recomendação do estudo realizado a introdução do elemento vegetal como parte integrante do processo de recuperação do edificado nas zonas identificadas. A luz dos programas de reabilitação que estão em vigor por parte do município de Lisboa é com certeza uma mais-valia tanto para o proprietário que vai desfrutar de um edifício mais ecológico e consequentemente mais eficiente como para a cidade, em geral, que ganha novos espaços verdes e uma significativa melhoria da estrutura ecológica secundária.

Outro dos aspetos de interesse será o estudo da inclusão de espécies autóctones certificadas nas Infraestruturas Verdes Verticais de modo a reduzir custos de manutenção da estrutura.

Considerando a aplicação prática do caso de estudo e conhecendo os detalhes de toda a sua execução e manutenção, a tipologia de parede viva pré-fabricada TERRAWALLY assume uma alternativa às paredes vivas produzidas “in situ” na medida em que produzidas em larga escala pode-se otimizar os custos de produção e instalação deste sistema.

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