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Ledelse og kompetanseutvikling

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Kapittel 2: TEORI

2.5 Ledelse i barnehagen

2.5.5 Ledelse og kompetanseutvikling

Após as observações e as entrevistas, sentíamos a necessidade de maior aprofundamento em algumas questões. Por isso, recorremos a questionários autoaplicados44 e mistos, questionários compostos por perguntas abertas, aquelas em que os respondentes dão suas próprias respostas, e fechadas, questões em que os respondentes escolhem uma das alternativas dentre as que são apresentadas. (GIL, 2008).

De acordo com o mesmo autor, o instrumento de coleta de dados pode ser definido,

[...] como a técnica de investigação composta por um conjunto de questões que são submetidas a pessoas com o propósito de obter informações sobre conhecimentos, crenças, sentimentos, valores, interesses, expectativas, aspirações, temores, comportamento presente ou passado etc. (p. 121).

Para elaborarmos os questionários, orientamo-nos pelo referencial teórico sobre a formação de professores e as tecnologias digitais de informação e comunicação, assim como pelos objetivos que traçamos para nossa pesquisa.

Os questionários utilizados por Gregio (2005) e Medeiros (2008) em suas pesquisas também nos auxiliaram no momento da elaboração do nosso instrumento de coleta de dados.

O questionário45 destinado aos professores regulares, que

participaram da pesquisa se compõe por vinte perguntas, que são subdivididas em três blocos temáticos.

O primeiro diz respeito à formação e à experiência profissional dos professores e tem por objetivo nos proporcionar uma aproximação com os

44 Questionários autoaplicados são aqueles propostos por escrito aos respondentes. (GIL, 2008).

docentes que aceitaram participar de nossa pesquisa. Procurei caracterizar cada professor no tocante à formação, ao tempo de serviço e à experiência profissional.

Semelhante investigação pretende levantar qual a formação inicial desses professores e ainda se possuem formação específica para a utilização das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) em processos de ensino aprendizagem.

A importância das informações obtidas com esse eixo de questões tem relação com o que propõe Kenski (2003), Belloni (2005), Libâneo (2002) e Demo (2009), entre outros, os quais defendem que a boa formação e experiência do professor são elementos fundamentais para que tenham autonomia na seleção e utilização das TDICs de maneira crítica.

Corroboramos o pensamento dos autores indicados que acreditam que o debate, a crítica e a reflexão são elementos essenciais e devem se fazer presentes na prática profissional dos docentes. Ainda segundo esses autores, a assimilação acrítica dessa realidade que vem sendo construída pode ser um dos fatores responsáveis pela formação de consumidores acríticos de informação.

O segundo eixo temático do questionário busca compreender qual a relação dos professores participantes de nossa pesquisa com as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) no seu cotidiano e como percebem essas tecnologias na escola, bem como, intenta compreender de que maneira esses profissionais concebem as possibilidades de utilização desses recursos na educação.

Preocupamo-nos com essa relação, porque, segundo Valente (1999), Martinez (2004) e Lima (2007), a utilização das novas tecnologias no ensino também exige que o professor domine as funções básicas da microinformática, planeje e organize suas aulas utilizando os recursos tecnológicos como opção e não por imposição.

O terceiro bloco temático que compõe o questionário tem relação com a concepção dos docentes no tocante à utilização da TDICs nos processos de ensino- aprendizagem no contexto escolar. Buscamos aqui visualizar o que

esses profissionais apontam como aspectos positivos e negativos nessa utilização.

A opção por abordar essas questões foi apoiada pelo que Valente (1999), Martinez (2004), Belloni (2005), entre outros, indicam em relação ao computador contribuir para complementar e aperfeiçoar as práticas de ensino, podendo auxiliar na superação de desigualdades e funcionar como uma ferramenta potencializadora de situações de aprendizagem, quando utilizada critica e conscientemente no âmbito escolar.

No quarto e último eixo temático de questões, vislumbrávamos captar as concepções dos docentes participantes acerca do Programa de Inclusão Digital – para o Ensino Fundamental de São Carlos – SP.

Tínhamos aqui o intuito de nos aproximar das concepções que os professores regulares possuíam sobre os objetivos do PID, o que poderia acontecer para melhor atender às necessidades dos alunos. Em resumo, intentávamos chegar aos conhecimentos que os professores possuem sobre o PID e seus objetivos, entre outras questões nessa direção.

O questionário do professor de informática, que também consta no final do trabalho como apêndice, compõe-se de vinte e nove questões, divididas em 3 eixos temáticos. Devido ao fato de não termos entrevistado o professor de informática, procuramos elaborar um questionário que fosse capaz de nos proporcionar uma visão global desse profissional e de suas concepções acerca dos processos de ensino-aprendizagem.

Por meio do questionário entregue ao professor de informática, buscávamos aprofundar informações que nos foram dadas durante conversas que aconteceram ao longo do processo de observação, assim como pretendíamos obter mais informações que pudessem nos auxiliar a interpretar a prática docente observada.

Da mesma forma que o instrumento direcionado aos professores regulares, o primeiro bloco temático do questionário dirigido ao professor de informática tinha por objetivo conhecer mais acerca de sua formação e de sua experiência profissional.

Dessa maneira, buscamos informações sobre a formação, tempo de serviço e experiência profissional do professor de informática, assim como

intentamos identificar se ele possuía formação específica para trabalhar com crianças, se já havia trabalhado com elas anteriormente.

Ainda nesse bloco de questões, buscamos identificar a visão que esse professor tem de sua profissão e de sua prática pedagógica, propondo-lhe questões que o fizessem refletir.

A centralidade das informações alcançadas por esse eixo de questões reside na crença que temos, em consonância com o pensamento de Libâneo (2002), entre outros, que uma boa formação é elemento basal para uma prática bem sucedida.

No segundo grupo de questões do questionário elaborado para o professor de informática, buscamos compreender qual sua visão sobre o Programa de Inclusão Digital – Ensino Fundamental do município de São Carlos – SP. Com as questões que compunham essa parte do questionário objetivamos nos aproximar das concepções que esse docente tem do Programa com o qual trabalha. Buscamos também perceber se ele estava consciente das mudanças propostas para o próximo semestre e como as via.

Acreditamos em consonância com o pensamento de Martínez (2004), Lima (2007), entre outros, que compreender a finalidade do trabalho com as TDICs é, assim como a formação para esse trabalho, elemento basal para o trabalho bem sucedido com as tecnologias. Por conseguinte, é necessário que o professor saiba quais os objetivos e finalidades estão subsidiando seu trabalho. O segundo eixo de questões busca subsidiar a compreensão dessas minucias.

O terceiro eixo temático de questões que compõem o questionário tem relação com as concepções pedagógicas que o professor de informática possui.

Com esse bloco de questões, intentamos não apenas identificar as concepções pedagógicas que respaldam a prática do professor de informática, como também, melhor compreendermos alguns aspectos observados na prática do docente e ainda entender as opções feitas por ele ao preparar suas aulas e selecionar os conteúdos a serem trabalhados.

Em consonância com o pensamento de Libâneo (2002), Ortale (2007), Marcelo & Vaillant (2009), Tardif (2010), entre outros, os saberes dos

professores, não só os saberes pedagógicos, influenciam diretamente sua prática em sala de aula, tendo em vista que eles direcionam as atitudes e tomadas de decisões dos professores em sua prática profissional. Para Tardif (2010, p. 14) isso se explica pela “natureza social” que é a essência dos seres humanos. No que tange a essa questão, o autor afirma que,

[...] o saber dos professores não é um conjunto de conteúdos cognitivos definidos de uma vez por todas, mas um processo em construção ao longo de uma carreira profissional na qual o professor aprende progressivamente a dominar seu ambiente de trabalho, ao mesmo tempo em que se insere nele e o interioriza por meio de regras de ação que se tornam parte integrante de sua “consciência prática”.

Corroborando esse pensamento, acreditamos que a tentativa de identificar as concepções que embasam a prática docente do professor de informática, assim como saber se é um professore iniciante ou experiente, entre outros aspectos, possibilitam-nos uma compreensão mais precisa de prática pedagógica.

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