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Leaving a Station

3.2 Control Tasks, Strategies, Social Organisation and Cooperation, and Worker Competencies

3.2.4 Leaving a Station

Vamos pegar nalgumas afirmações de Philip Hoffman, que começou a sua carreira como auditor da KPMG Internacional, actual director executivo do “The Fine Art Fund Group”. Quanto a nós consideramos que não é um lunático mas sim um grande manipulador do mercado, ambiente cujas regras conhece bastante bem, refere que126:

Figura 39 - Philip Hoffman, o financeiro “Guru” do mercado de arte!

126

 Quando o preço do petróleo não pára de subir, as pessoas que têm vindo a ganhar muito dinheiro nesta crise económica, foram aplicá-lo em arte e obtiveram um encaixe financeiro muito superior;

 São principalmente as pessoas ricas os que estão investindo pesadamente e alimentando o boom da arte. Gestores privados de “hedge funds”, gestores que enriqueceram com fundos de “private equity” e as pessoas que venderam os seus negócios com mais valias, são os grupos que estão a investir fortemente no mercado da arte;

 As obras de arte de prestígio estão a ficar cada vez mais raras, se você tiver £250.000 ou mais para aplicar em arte de artistas consagrados, terá a certeza de que é uma boa aplicação uma vez que não irá baixar o seu valor;

 É um momento interessante para comprar, mas é preciso comprar bem. Os preços de algumas peças chegarão a US$200 milhões (£150m) no próximo ano ou dentro de poucos anos. Esta valorização incrível deve bater qualquer investimento que se faça em imóveis, em qualquer parte do mundo, a não ser num palácio de um sultão;

 Os compradores são oriundos do Médio Oriente e Rússia. O mercado de arte também está muito activo e em forte crescimento na China, assim como os mercados de Hong Kong e Ásia;

 Os mercados viram os preços subirem muito na porcelana Chinesa, arte do Médio Oriente e arte Árabe. "Uma peça de arte do Médio Oriente que se comprou no ano passado por $100.000, provavelmente este ano atingirá £350.000, o que é um investimento muito interessante”. Como os museus procuram adquirir velhos mestres, leva a que a procura neste segmento de mercado também permaneça forte. Efectivamente, a procura realmente nunca caiu, mesmo nos piores momentos. No dia em que o Lehman Brothers entrou em colapso, o “The Fine Art Fund” vendeu uma pintura holandesa do século XVIII por US$6 milhões (£3.8m), que tinha comprado por US$4,75 milhões;

 Os investidores são atraídos pelos retornos significativos, que podem chegar até 100 por cento. 127 O Sr. Hoffman aponta que a Obra de Giacometti128 teria sido vendida por cerca

127

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,obra-de-alberto-giacometti-e-a-mais-cara-ja- eiloada,506357,0.htm

128

A escultura em bronze "L'Homme Qui Marche I "(O homem caminhando I), do artista suíço Alberto Giacometti (1901-1966), foi arrematada por US$ 104,3 milhões o preço recorde de obra de arte vendida em leilão em evento realizado na casa Sotheby"s, em Londres.

de US$6 milhões há dez anos, e o Picasso129 teria sido vendido por cerca de US$30 milhões há cinco anos. Os resultados são bastante elevados e geraram fortes retornos;  Para aqueles que não tem milhões para aplicar, deveriam estar investindo antes numa

peça boa, de valor elevado como sejam £50.000, em vez de três peças valor médio;  Podemos estar a recuperar de uma crise financeira, mas as pessoas ainda estão a aplicar o

seu dinheiro em arte, agora é um bom momento para investir, os especialistas prevêem um aumento contínuo dos preços ao longo dos próximos anos;

 Os preços para arte impressionista e contemporânea parecem ter regressado de volta para onde estavam em 2008, antes de a recessão ter começado. O “The Fine Art Fund” tem uma média de retornos anuais de 34% sobre todos os ativos vendidos.

 Mas para o Sr. Philip Hoffman o quadro não é totalmente bonito, reconhece que existe uma maior divisão entre a extremidade superior do mercado, a do meio e a da extremidade inferior. "As obras de arte de preços baixoz como sejam US$5.000, US$10.000 e US$15.000, o conselho vai no sentido de esperar uma venda muito difícil, os preços foram muito empurrados para baixo. Quanto ao mercado de preços intermédios são provavelmente empurrados para baixo, mas apenas cerca de 20%. O mercado de arte é muito mais forte agora, apenas para as obras do mercado superior, é muito mais seletivo do que era em 2008, as obras consideradas boas estão fazendo muito dinheiro, assemelha- se um pouco com o mercados das propriedades de luxo, que não tem sido tão afectada como o dos outros imóveis ";

 "Há algumas ofertas interessantes a serem feitas, mas é preciso ser seletivo". Ele cita um pintor britânico nascido na Alemanha, Frank Auerbach, como uma opção interessante. "Os preços subiram consideravelmente, você poderia ter comprado um lindo Frank Auerbach, há cinco anos por £100.000, mas presentemente está por £500.000." Outras perspectivas interessantes, diz ele, é o pintor contemporâneo britânico David Hockney. Quanto aos velhos mestres, ele reconhece que é preciso gastar cerca de £250.000;

 “Não vale a pena investir em mobiliário", diz ele. "Presentemente você não vai o dinheiro que aplicar em móveis, a menos que você compre muito, muito raros, aplicando

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milhões de libras em peças." Ele adverte que se deve ser cauteloso sobre a arte russa, que pode ser imprevisível;

 Por último há a referir que o Sr. Hoffman, que vive em Chelsea, admite que não é amante da arte. Ele fundou a empresa há nove anos apenas como um negócio. Ele diz também: "Inevitavelmente se você começa a gostar de uma ou duas das pinturas, mas no final do dia aparece um bom negócio, eu estou de volta com ele para manter um olhar objectivo". Perante este modo de ver a arte, não resta dúvida de que estamos perante um negociante que apostou neste tipo de negócio como teria apostado noutro qualquer desde que visse que lhe geraria bons retornos. E assim nasceu uma empresa de investimento em capital fixo que incorpora fundos de investimento, com alguma componente de capital variável dependendo dos investidores que consege aliciar, que parece gerir acima de US$200 milhões, repartidos por vários fundos de arte, emprega 40 pessoas altamente especializadas e com formação pluridisciplinar e complementar, tem escritórios em Nova York, Dubai, Lugano, Atenas, Genebra e Londres. Cabe ao Sr. Hoffman a gestão estratégica pelo que gasta 200 dias por ano no exterior a procurar e acompanhar os bons negócios especulativos.

Todas estas afirmações produzidas em 2008 e 2009 e muitas outras que os média divulgam, são a nosso ver componente de um plano de marketing muito bem montado, não correspondendo à realidade, faz-se de casos pontuais uma grande publicidade, quando se fala que há negócios simulados para fazer reagir o mercado, nunca se tendo bem a certeza se determinados valores foram realidade ou são virtuais, para manter preços altos anteriores e com objectivos não identificáveis e pouco claros. Muitos outros intervenientes neste negócio pensam da mesma forma, mas não têm a coragem de ser tão frontais, fazem-no por vezes mas de uma forma mais velada.

Este é o modelo de referência que temos, o exemplo do Sr. Philip Hoffman, um financeiro, que anda à procura de bons negócios por todo o mundo, ele próprio afirma que as suas motivações são o lucro, CEO do “The Fine Art Fund Group” que serviu de referência para o Dr. Artur da Silva Fernandes do BANIF Gestão de Activos lançar o Art Invest.