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Least-squares fitting

I. Background & Mathematical Theory 11

6. Estimating derivatives 45

6.3. Least-squares fitting

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O segundo nível de avaliação fica completo com uma referência aos efeitos esperados e aos impactos previstos decorrentes da implementação dos planos de acção local. Partindo do pressuposto que aquando da elaboração dos planos as respectivas equipas técnicas poderiam antecipar alguns cenários possíveis na sequência da execução das propostas de acção, senão no todo, pelo menos em parte, constatou-se, pelo contrário, uma significativa e transversal ausência de referências aos efeitos e aos impactos, de forma explícita e objectiva nos vários documentos e dossiers que compõem os planos de acção local. Todavia, a esta ausência explícita de referências aos efeitos concretos e aos impactos das iniciativas propostas, pode contrapor-se o argumento assente no facto dos mesmos poderem ser encontrados e enumerados de modo subjacente aos objectivos delineados. Quer isto dizer que os

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próprios objectivos (gerais e específicos), podem traduzir de forma implícita um determinado efeito esperado, que decorre da capacidade de materializar esse mesmo objectivo. De acordo com esta perspectiva, é possível reconhecer que a maioria dos planos de acção contemplam assim referências a esses efeitos. Porém, não os enumeram de forma explícita, no sentido de conferir a cada objectivo e à sua concretização, um conjunto determinado de efeitos e de impactos, capazes de fornecerem pistas mais elucidativas acerca das reais consequências (positivas e negativas) e dos resultados a esperar com esta ou aquela acção em particular.

Tomando como base de referência esta última perspectiva de análise, poder-se-á assim dizer, com propriedade, que apenas um plano de acção local - o de Amieira do Tejo - apresentou, de forma explícita, directa e objectiva, um conjunto de efeitos e impactos decorrentes da implementação de acções enquadradas por objectivos previamente definidos. O mapa 2.5 que a seguir se reproduz (Fig. 18), preenchido em função desse plano, reúne o conjunto de referências a efeitos e a impactos esperados por relação aos objectivos fixados.

OBJECTIVOS EFEITOS / IMPACTOS

- Combater o isolamento da povoação e da sua população residente

- Garantir a mobilidade da população, - Bem-estar da população residente. - Viabilizar uma actividade económica

diversificada a partir dos efeitos multiplicadores de um produto turístico diferenciado, inovador e qualificado

- Constituir Amieira do Tejo um produto turístico viável,

- Valorização dos aspectos preservados – tirar partido da sua vivência própria associada às actividades do meio rural,

- Estimular o contacto directo c/ a população que terá sabido actualizar e reinventar a sua ruralidade, - Proporcionar condições adequadas de acesso e de estadia, salvaguardando o ambiente e a vivência

particulares de Amieira do Tejo,

- Promover a qualidade da oferta e fidelização da procura,

- Efeitos multiplicadores: Diferença, Inovação e Qualidade do produto turístico Amieira do Tejo. - Integrar Amieira e a sua zona envolvente na

rede de oferta turística do concelho e da região do Norte Alentejano

- Possibilidade de integrar Amieira do Tejo num novo produto turístico: Aldeias Históricas do Norte Alentejano,

- Diversificação da oferta turística da região do Norte Alentejano onde se inclui Amieira. - Tornar o aglomerado de Amieira do Tejo

num centro urbano de apoio à actividade turística a desenvolver em torno do Tejo e dos valores naturais e paisagísticos

- Qualificação do ambiente urbano, construção de infra-estruturas, novos serviços e diversificação dos existentes.

- Tirar partido das vantagens locativas de Vila Flor e Albarrol para reforço da função residencial

- Progressiva reabilitação do parque habitacional para 2ª residência,

- Não se perspectivam grandes alterações nas sua estruturas, dimensões ou nível de serviços. - Outras acções transversais não inscritas em

nenhum objectivo

Outros efeitos não associados directamente aos objectivos do PAL:

- Estimular as actividades do sector primário (apoio a explorações existentes e introdução, a título experimental, de sistemas produtivos sustentáveis: retomar, através da canalização de apoios à exploração, produções com tradição na região e que respondam a necessidades sentidas (linho, cardo, etc...).

- Renovar e diversificar o sector de transformação, designadamente os ramos que constituem elos da cadeia de produção com origem no sector primário: tratamento e fiação do linho, transformação da azeitona, produção de queijos e enchidos, conservas, licores.

- Introduzir a indústria hoteleira e similar, actualmente inexistente - factor de diversificação económica local e como suporte do desenvolvimento turístico

- Criar condições para a diversificação e reforço do comércio local e dos serviços de proximidade através do aumento da procura e do nível de exigência, justificado pelo turismo de passagem, pelos lazeres de 2ª residência e, porventura, por novos residentes.

- Criar novas actividades no sector de serviços tanto no ramo da embalagem e comercialização de produtos locais como nos ramos associados à actividade turística, em particular a animação.

- Abrir áreas de intervenção para a construção civil, nomeadamente no ramo da conservação e remodelação de edifícios assim como no ramo da construção e pavimentação de vias e espaços públicos.

- Aumentar o mercado de artesanato garantido assim a sua viabilidade como actividade principal ou complementar.

- Criar oportunidades de trabalho e emprego assim como condições mais atractivas para investimentos externos.

À excepção de Amieira do Tejo, todos os outros planos de acção não contemplam – já o referimos – referências concretas, explícitas e objectivas aos efeitos esperados. Porém, é possível reter alguns dados pertinentes de cada um dos mesmos planos a respeito deste indicador, necessariamente genéricos e insuficientes, mas ainda assim capazes de complementar a análise/avaliação de cada plano em particular. Transcrevem-se em seguida alguns desses dados.

No caso do plano de acção local de Alcáçovas os efeitos esperados giram em torno da maior ou menor concretização do objectivo geral: “valorizar as potencialidades turísticas de Alcáçovas”; em Alegrete é a intenção de capitalizar a localidade num produto turístico, potenciando as sinergias decorrentes da inserção de Alegrete no Parque Natural da Serra de S. Mamede, que configura, numa perspectiva genérica, os efeitos esperados; em Alter Pedroso perspectiva-se como impactos uma série de mais-valias decorrentes da aposta no turismo, suportada por um conjunto de actividades intimamente relacionadas com a localidade sede de concelho; em Avis, o principal efeito esperado consubstancia-se a partir de uma estratégia que cruza o património histórico da vila com a proximidade da albufeira do Maranhão, nomeadamente no que concerne à possibilidade de prática de desportos náuticos e outras actividades de lazer.

Em Barrancos são os efeitos inerentes a uma aposta na integração da vila na oferta do turismo regional, rentabilizando o seu património histórico-cultural; em Belver, estabelece-se como efeito esperado o resultado da conjugação dos objectivos delineados, não descurando a importância de que se reveste a implementação de acções que visem a melhoria da qualidade de vida da população residente; em Cabeço de Vide, apontam-se três cenários distintos como hipótese de concretização em pé de igualdade, a saber: a “continuidade da situação existente”, a possibilidade de uma “mudança progressiva” e, finalmente, a possibilidade de uma “mudança por ruptura”; no caso de Castelo de Vide, prevalece a preocupação por dirigir um vasto conjunto de iniciativas para a população local, apoiadas na especificidade patrimonial da vila em vários sentidos, conferindo ao turismo apenas um papel complementar na globalidade da estratégia proposta.

Continuando a mesma linha de análise, em Evoramonte os efeitos esperados, não sendo avançados de forma explícita, decorrem da estratégia delineada, a qual conjuga uma série de propostas numa direcção convergente com a projecção da localidade nos circuitos turísticos regionais e nacionais, tendo como suporte principal o património militar ali existente; em Flor da Rosa, sobressai a ideia de valorização do aglomerado no contexto das aldeias e vilas históricas do Alto Alentejo, com os efeitos no plano turístico daí decorrentes; em Juromenha ganha relevo a expectativa criada em torno da construção do Fluviário do Guadiana, tanto no que concerne à dinamização turística que o mesmo possa proporcionar, como a nível da possibilidade de fixação de quadros técnicos na localidade e a criação de outros postos de trabalho em actividades complementares e satélites à estrutura do

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fluviário; já em Marvão, os efeitos esperados giram em torno da indústria do turismo, à qual se junta a expectativa – por diversas vezes gorada – da elevação da vila a património mundial da UNESCO.

Um último grupo de localidades, a começar por Mértola, os efeitos e os impactos esperados da implementação do respectivo plano situam-se ao nível da possibilidade de reforço do estatuto daquela vila no mapa turístico-cultural nacional e internacional, sem esquecer também os resultados esperados com o envolvimento da população local enquanto protagonista de algumas acções e projectos locais; em Monsaraz, e em virtude do carácter sui generis do seu plano de acção, os efeitos esperados decorrem da capacidade dos projectos apresentados poderem ganhar o interesse, quer da população local e dos turistas/visitantes, quer ainda dos investigadores e estudantes de arte e de outras áreas científicas e culturais afins; e, por último o caso de Terena, onde não obstante a ausência de referências explícitas aos impactos esperados, o plano contempla, de forma original, uma relação de efeitos negativos resultantes da não concretização de cada acção programada, facto que parece revelar uma postura atenta e interessada nos cenários decorrentes, não tanto da implementação dos projectos idealizados, mas mais do seu oposto, o que significa não só um exercício louvável, como constitui um indicador importante dos riscos inerentes à não prossecução da estratégia de revitalização preconizada para esta localidade.

3.4 – NÍVEL 3 - Análise da coerência externa e das complementaridades externas dos