5. Analysis – Chinese Work Value Perspectives
5.1 Work values findings
5.1.1 Learning and professional development
No caso das máquinas de lavar loiça, a relação entre o agregado e o consumo não é tão proporcional. Duas famílias com dois elementos tiveram um consumo maior do que algumas com três, quatro ou cinco elementos. Uma delas por utilizar com muita frequência a sua máquina (sete vezes utilizada durante o período de registo), que tem já uma idade muito avançada (1995) e a uma temperatura elevada de 65ºC. De um modo geral, quanto mais elementos tem uma família, maior será a utilização da máquina de lavar loiça. No entanto a única família com 5 elementos da amostra apresentou um consumo menor (1,97kWh) que muitas famílias com menos elementos. Isto deve-se ao facto de a máquina em questão, ter sido utilizada apenas três vezes, ser muito recente (2012) e de classe energética A o que faz com que seja energeticamente eficiente.
O consumo mais elevado que foi registado (11,5kWh) pertence a uma das famílias que mais utilizou o equipamento (sete vezes) que, apesar de ser uma máquina de 2012, gasta em média 1,5kWh por lavagem por ser usada também a 65ºC.
O consumo mais baixo para o agregado com quatro elementos deve-se ao facto de a máquina ter sido utilizada apenas duas vezes durante a semana a 40ºC.
Os valores mais baixos de consumo, entre os 0,0kWh e os 0,4kWh, pertencem a máquinas que não foram utilizadas durante o período de monitorização. No entanto, dentro da amostra existe uma máquina que apresentava de forma quase constante níveis de consumo muito baixos, associados possivelmente ao consumo de standby, cujo somatório ascendeu aos 1,37kWh sem se registar nenhuma lavagem de loiça.
Na Figura 4.25 estão representados os diferentes consumos das máquinas de lavar loiça de cada família, relacionados com o respetivo agregado.
Figura 4.25 – Consumo das máquinas de lavar relativamente ao agregado.
Com os dados de consumo obtidos para as máquinas de lavar loiça, não é possível aferir com certeza se têm alguma relação forte com a dimensão do agregado pelo que não é possível tirar uma conclusão.
Para estes equipamentos, à semelhança das máquinas de lavar roupa, as temperaturas de lavagem são o grande fator que influencia o consumo por ciclo de lavagem pelo que não foi relacionado o ano dos equipamentos com o seu consumo.
As máquinas de lavar loiça, ainda que em menor número que as de lavar roupa, apresentam uma representatividade ligeiramente maior. Dentro da amostra existem três famílias que têm as suas máquinas de lavar a contribuírem de forma muito mais significativa do que as restantes.
O valor mais alto registado foi de 15,7% que pertence à família com o maior consumo registado para a máquina de lavar loiça. Foi também das que mais lavagens efectuaram durante o período de monitorização (sete vezes) a uma temperatura elevada de 65ºC.
0 2 4 6 8 10 12 0 1 2 3 4 5 Con su m o (k W h) Agregado
O segundo maior valor registado (12,6%) pertence também a uma das famílias que mais utilizações teve da sua máquina de lavar (sete vezes), também com temperaturas de lavagem de 65ºC e a família logo a seguir com 11,6% também apresentou um comportamento semelhante de utilização. Por outro lado, três famílias da amostra não utilizaram nenhuma vez as suas máquinas de lavar loiça pelo que a sua representatividade ronda os 0%.
Nas restantes famílias, cujas máquinas foram usadas entre uma e quatro vezes, contribuem para o consumo global da habitação entre 3% e 7% valores estes que se encontram acima do valor referido pelo projeto Ecosave,2011. Numa destas famílias, a máquina de lavar foi usada sete vezes e representa o terceiro maior consumo registado. O facto de esta máquina representar apenas 4,8% do consumo global, deve-se ao facto de esta família ter tido o maior consumo global da amostra, o que altera a representatividade dos equipamentos relativamente às restantes famílias que têm consumos semelhantes.
Na Figura 4.26 estão distribuídas as representatividades da máquina e loiça das famílias da amostra e a sua média.
Figura 4.26 – Peso de cada máquina de lavar loiça no consumo global da habitação.
Relativamente a toda a amostra, a média da representatividade da máquina de lavar loiça nas famílias foi de 5,5%, estando a maior parte dos equipamentos (12 máquinas) abaixo desse valor. Dos resultados do inquérito verificou-se que as famílias usam várias temperaturas nas suas lavagens como demonstrado na Figura 4.27.
Figura 4.27 – Temperaturas usadas pelas famílias na lavagem de loiça.
A grande maioria das famílias (45%) usa programas com temperaturas entre os 50ºC e os 65ºC e 35% usam temperaturas entre 30ºC e os 45ºC. Com o avanço tecnológico destes equipamentos,
0 2 4 6 8 10 12 14 16 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 % Família 35% 45% 15% 5% 30ºC - 45ºC 50ºC - 65ºC Eco Sem Dados
começam a ser mais comuns os programas económicos que consomem menos energia. A utilização destes programas ainda é pouco representativo dentro da amostra (15%).
Quanto à utilização do programador, os resultados são muito semelhantes aos da máquina de lavar roupa. Apenas as três famílias que usam o programador nas máquinas de lavar roupa é que também o usam na máquina de lavar loiça.
Na Figura 4.28 está representada a distribuição da utilização ou não do temporizador nas máquinas de lavar roupa.
Figura 4.28 – Utilização do temporizador na máquina de lavar loiça (à esquerda) e roupa (à direita).
Funcionamento
As máquinas da loiça apresentam dois picos de consumo por ciclo de lavagem, um para o aquecimento da água e o outro para a secagem da loiça. No entanto, ao contrário das máquinas de lavar roupa, a diferença de consumo para diferentes temperaturas de lavagem não foi tão evidente. Os diagramas de carga da Figura 4.29 dizem respeito a duas famílias que afirmaram usar o programa de 30ºC e 65ºC.
Figura 4.29 – Comparação entre os consumos das máquinas de lavar loiça a 30ºC (à esquerda) e a 65ºC (à direita).
Analisando a figura identificam-se os dois picos de consumo que, em certos casos, o seu valor pode ser diferente entre eles ou não, consoante a temperatura de lavagem. Num dos casos, o pico de aquecimento da água é menor que o de secagem, isto porque é preciso menos energia para aquecer a água de lavagem a 30ºC do que a 65ºC. Relativamente ao período de secagem da loiça, em ambas as máquinas o valor foi muito semelhante no entanto a máquina que lavou a 30ºC consumiu ligeiramente mais, sendo esta uma A+ de 2004, enquanto a máquina que lavou a 65ºC é de 1995 e apresentou um pico do consumo ligeiramente menor.
55% 30%
15% Não tem
Tem mas não usam Tem e usam
Potencial de poupança
As características que tiveram na base da escolha das máquinas de lavar loiça alternativas foram: o preço, a capacidade (em talheres), classe energética e consumo anual.
O consumo anual apresentado nas etiquetas energéticas é estimado em 280 ciclos de lavagem. Para as máquinas da amostra que possuem classe energética A ou superior não se justificou determinar o potencial de poupança associado à sua substituição. No entanto, a maioria das máquinas não apresentaram informação acerca da sua classe energética, existindo a possibilidade de, nesse conjunto, também haver máquinas de classe A ou superior. Dado que não foi possível determinar as suas classes energéticas, foram também consideradas no cálculo do potencial de poupança.
As características das máquinas escolhidas como alternativas estão indicadas na Tabela 4.14. Tabela 4.14 - Características das máquinas de lavar loiça alternativas.
Marca Whirlpool Fagor
Modelo ADP 6342 A+6S WH LVF13X
Preço (€) 399 499
Capacidade 13 Talheres 12 Talheres
Classe energética A+ A++
Consumo anual (kWh) 293 256
Consumo semanal (kWh) 5,635 4,923 Consumo diário (kWh) 0,805 0,703
À semelhança das máquinas de lavar roupa, apenas quatro máquinas apresentaram poupança de energia com a substituição do equipamento, e tiveram todas um período de retorno do investimento acima dos cinco anos. Assim, substituição destes equipamentos torna-se inviável do ponto de vista económico para estas famílias como pode ser observado na Tabela 4.15.
Tabela 4.15 – Poupança associada à substituição das máquinas de lavar loiça.
Família Consumo actual (kWh/semana) Poupança (%) Poupança com máquina A+ (kWh/ano) Poupança com máquina A+ (€/ano) Período de retorno (anos) 14 11,495 50,982 304,740 42,816 9,3 28 9,114 38,176 180,928 25,656 15,6 27 7,889 28,576 117,228 10,293 38,8 11 6,821 17,393 61,692 10,124 39,4
Deste conjunto, uma das máquinas (família 14) data de 2012 pelo que a classe energética deverá ser A ou superior injustificando assim a sua substituição. Mesmo para a máquina mais velha deste conjunto (1995 da família 28) a sua substituição é inviável. De facto como referido anteriormente, não foi possível definir uma relação entre as idades dos equipamentos e o seu consumo. Desta forma, dentro da amostra, não é viável a substituição das máquinas de lavar loiça mesmo para as que apresentam uma idade avançada.
Conclusões
Efetuada a análise dos dados das máquinas de lavar loiça das famílias, foi possível responder a algumas das questões desta dissertação.
A média da representatividade no consumo global das máquinas de lavar da amostra foi de 5,5%. Dado o elevado período de retorno estimado para as máquinas de lavar com potencial de poupança energético e sem dados quanto às classes energéticas, verificou-se que não se justifica a sua substituição.
Relativamente à relação dos consumos destes equipamentos com as suas características e das famílias, não foi possível formular qualquer conclusão sobre a influência do agregado, nem
fundamentar a conclusão de que a idade dos equipamentos influencia os seus consumos, devido ao reduzido número de equipamentos monitorizados.