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4.1 Digital infrastructure

4.3.1 Leader involvement

Consoante a Almeida (2010), estudos nacionais e internacionais têm investigado diferentes estratégias de enfrentamento ao uso de álcool e outras drogas. Entretanto, existe consenso de que pouco se sabe sobre a efetividade das ações. Assim, é importante que se ampliem os estudos sobre o assunto, para que se aumentem as discussões sobre o tema, visto que os jovens iniciam gradativamente mais cedo o consumo de drogas, sejam estas lícitas ou ilícitas.

O uso de drogas cada vez mais cedo pelos adolescentes tem tornado a temática das drogas e adolescência mais presente nos estudos, focando na prevenção, na redução de danos ou no tratamento destes adolescentes, conforme foi possível observar por meio do levantamento bibliográfico para este estudo.

Nogueira (2008) afirma que ações de prevenção de drogas devem seguir alguns princípios básicos, como devem ser desenvolvidos com filosofias definidas e oferecer aos alunos informações sobre os efeitos das drogas. Quando essas ações forem dirigidas às famílias, devem valorizar o vínculo familiar, relações familiares, técnicas de comunicação, dentre outras, além de proporcionar aos alunos sentimentos positivos de autoestima e oferecer a estes habilidades de resistência às pressões negativas.

Vitória et al. (2011), em estudo em escolas em Lisboa, Portugal, avaliaram um programa de prevenção do tabagismo para adolescentes. O programa implementado era multidimensional, abrangendo os adolescentes com atividades em nível individual, escolar, familiar e comunitário. Concluiu que houve redução na iniciação do tabagismo regular. Além disso, constatou que a efetividade de programas deste tipo depende da sua continuidade ao longo da adolescência e da integração de medidas dirigidas diretamente aos adolescentes e indiretamente, por via do seu contexto social (escola, família e comunidade).

O Programa desenvolvido focava o impacto do tabagismo na saúde e como evitar fumar, a abordagem pedagógica utilizada foi interativa e colaborativa, em que a participação e o envolvimento dos escolares eram estimulados desde o primeiro momento. Uma das

atividades propunha um trabalho para realizar em casa com a família, atividade que teve elevada adesão (VITÓRIA et al., 2011).

Outro estudo foi realizado por Cavalcante et al. (2008), com objetivo de desenvolver uma análise crítica sobre a necessidade de ações educativas na prevenção do uso de drogas entre adolescentes, verificando os fatores de risco a ele relacionados. Foi enfatizada neste estudo a necessidade de atuação interdisciplinar dos profissionais de saúde e instâncias sociais, devendo-se praticar a transdisciplinaridade e a intersetorialidade, sensibilizando os adolescentes para as causas e consequências do problema, realizando atividades em que sejam oferecidas informações sobre drogas e os problemas relacionados ao seu uso.

Em estudo realizado em Santo Ângelo (RS), Olczevski (2007) concluiu que as instituições de ensino do referido município necessitam enfatizar estratégias de prevenção às drogas, as quais não devem limitar-se apenas em demonstrar os efeitos nocivos das mesmas. Segundo o autor, é necessário estender as ações à valorização da vida, o que representa uma prática de interação, diálogo e afetividade, em que toda a comunidade escolar esteja envolvida. Portanto, as ações de prevenção devem ter enfoque multidisciplinar, de forma a contribuir para redução da evasão escolar e apelo às drogas.

Em conformidade com Burrone (2010), ações preventivas dirigidas ao âmbito escolar foram realizadas com maior ênfase nos últimos anos. Em geral, interações deste tipo trazem resultados positivos sobre variáveis, como grau de informação e atitudes com as drogas. A autora realizou análise do registro de intervenções preventivas sobre o consumo de drogas em adolescentes escolarizados em Córdoba – Argentina. Com relação aos adolescentes que receberam orientações sobre prevenção de drogas, apenas 17,67% receberam várias vezes orientações, 26,56% receberam apenas uma vez e cerca de 50% nunca receberam orientação. No referido trabalho, a autora concluiu a respeito da efetividade de programas de prevenção que a temática deve ser abordada qualitativamente e que as estratégias de prevenção devem estar incorporadas desde a etapa inicial do processo de escolarização.

Programas e ações com caráter preventivo ao uso de drogas devem ter a escola como agente propulsor, com finalidade de proteger não apenas seu público, como também visar à multiplicação em distintos espaços sociais. Deve-se buscar a combinação de programas de prevenção de drogas na escola com outras ações de proteção integral.

Canoletti e Soares (2005) demonstraram a partir de análise da produção científica de programas de prevenção às drogas de 1991 a 2001, que apenas uma pequena parte refere- se a projetos de prevenção propriamente ditos, com a maior parte desses projetos destinados

às escolas, com foco nos alunos e professores. Técnicas variadas foram utilizadas nos diversos projetos sendo: 1º lugar: dinâmica de grupo e discussão; 2º lugar: oficinas; 3º lugar: elaboração e utilização de material informativo e recursos audiovisuais; 4º lugar: aplicação de questionários e entrevistas; 5º lugar: jogos e estudo dirigido; 6º lugar: cursos, teatros e debates; 7º lugar: palestras e; 8º lugar: treinamento à distância e pelo rádio. Assim, os autores concluíram que as técnicas mais largamente utilizadas foram aquelas que visavam a problematização sobre o uso de drogas, motivando reflexão crítica e, portanto, contribuindo na tomada de decisão informada, sadia e segura.

Para Batista et al. (2008), a escola é um espaço para prevenção do uso de drogas, devendo-se considerar as características da população-alvo quanto ao contexto socioeconômico cultural, para elaboração de programas de prevenção. É importante ressaltar também que as informações devem ser claras e baseadas em fontes científicas atualizadas. Os referidos autores realizaram um projeto de prevenção do uso de drogas, em que tecnologias foram desenvolvidas (folders, gibis, slides) para se utilizar durante a execução do projeto. Este último visava disponibilizar informação quanto aos efeitos, em diversos âmbitos (orgânico, familiar, acadêmico, profissional e social) do uso de drogas lícitas (álcool, cigarro, inalantes) e drogas ilícitas (maconha cocaína, crack), com objetivo de prevenir o uso e o abuso de tais substâncias psicoativas, por alunos do Ensino Fundamental – 5ª a 8ª anos, sendo que o programa desenvolveu-se de acordo com a faixa etária e as características específicas da população, na zona urbana dos municípios de Irati, Rebouças, Teixeira Soares e Fernandes Pinheiro (PR).

Os resultados demonstrados no estudo acima ainda se encontram parciais, mesmo assim mostram que é grande a complexidade de elaborar tecnologias e programas para prevenção do uso de drogas, sendo necessário embasamento científico, além de considerar as características locais da população-alvo.

Zeitoune et al. (2012) afirmam em estudo sobre o conhecimento de adolescentes sobre as drogas que há necessidade de se desenvolver trabalhos de intervenção para este público, priorizando políticas preventivas, a fim melhorar esses conhecimentos e controlar o uso dessas substâncias.

Estudos de intervenção com a temática escolhida ainda não são muitos, porém a partir dos números preocupantes encontrados em nosso país e em nossa capital, torna-se necessária a ampliação de projetos desta natureza, para que nossa juventude cada vez mais

entenda os malefícios trazidos em decorrência do abuso de drogas, sejam estas lícitas ou ilícitas.

4 METODOLOGIA