Chapitre 4. Le système éducatif français: “une machine à sélectionner”
4.3 Une sélection omniprésente et implicite
4.3.5 Le Bac aujourd’hui, concurrence et dévalorisation
O objetivo deste estudo foi investigar possíveis influências de redes de cooperação no desenvolvimento de micro e pequenas empresas (MPEs) na cida- de de Maceió-AL a partir da perspectiva dos dirigentes dessas redes. Os CEOs entrevistados revelaram que a integração coordenada de ações para e entre as empresas é um dos principais objetivos das redes de cooperação. Promover inter-relações entre as empresas do mesmo segmento influi no fortalecimento destas – especialmente por existir problemas e necessidades comuns – e na criação de vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si. Apesar disso, inclui-se como propósito central e mais citado pelos entrevistados a busca pela sobrevivência das empresas associadas que, de certa forma, está vinculada às atividades e investimentos realizados pelas redes.
Por outro lado, em termos de desenvolvimento socioeconômico local os resultados mostram que as redes têm gerado renda com incentivo à criação de empregos e têm melhorado a qualificação produtiva das empresas por
meio da promoção de cursos, capacitações e treinamentos. Desse modo, as redes fortalecem o aparato produtivo de suas empresas e as inserem na sociedade, estreitando a relação mercado-sociedade e empresa-cliente, por meio da promoção de eventos, feiras e seminários temáticos.
Além disso, pela tipologia definida por Grandori e Soda (1995) as redes que foram investigadas entraram no conceito de rede simétrica – que determina um relacionamento igualitário entre as empresas componentes da rede –, que é a tipologia mais comum na região e que, provavelmente, ocorrem em razão (1) do tipo de empresa associada (micro e pequenas em- presas, formadas por empreendedores por necessidade que, em maioria, têm baixa maturidade empresarial e não possuem conhecimentos técnicos ou científicos sobre negócios) e (2) do tipo de parceria que é promovida, por meio de apoios, auxílios jurídicos e contábeis, eventos, consultorias gerenciais e de processos produtivos. Esse tipo de parceria atrai empresas com dificuldades financeiras e organizacionais e com baixa força compe- titiva, o que é comum entre MPEs, segundo autores como Cruz, Reis e El-Kouba (2006), Casarotto Filho e Amato Neto (2007), Castor (2009) e Corrêa e Vale (2014).
Relativo a isso, depreende-se que a formação de redes na região tem sido sintomática, posto que a consolidação no mercado competitivo não se consegue com iniciativas individualizadas. Atender aos anseios do mercado e enfrentar as mudanças mercadológicas, econômicas, políticas e tecnológicas que ocorrem diariamente, caracteriza-se um desafio proeminente, principal- mente para as MPEs. As empresas, no entanto, estão em tendência às parce- rias, mas de maneira imatura, sem a preocupação com elementos estratégicos e operacionais, e sim, com preocupação na sobrevivência organizacional e no ganho imediato de algum benefício que possa convergir em economia de custos e tempo (apoios financeiros, subsídios ou financiamentos). Os resultados visualizados na sessão anterior corroboram essas proposições aqui depreendidas, como pode ser visto na discussão da Classe 4.
Em termos de pesquisa e da utilização da análise de conteúdo informatizada, cabe pontuar que esta é uma metodologia consolidada e fundamentada, que emerge com propostas não convencionais para análises de entrevistas, por meio de técnicas estatísticas. O que se mostra altamente relevante na utilização dessa metodologia é que a escolha das frases mais centrais e importantes das entrevistas não é arbitrada pelos autores do estudo, por inferências e interpretações que, comumente, ocorrem em análises de conteúdo convencionais. Aqui, as escolhas das frases centrais e dos temas principais ocorreram por meio de cálculos estatísticos de repetição (frequên- cia), coeficiente de associação (χ2) e análise fatorial.
Como já brevemente discutido, compreendeu-se que as análises de χ2 (coeficiente de associação) e fatorial de correspondência, seguiram a
mesma tendência para os resultados encontrados das palavras principais e das variáveis definidoras. Além disso, os coeficientes de associação mostra- ram-se altos, o que torna os resultados encontrados mais estatisticamente significativos, e sobrepõe a análise aqui utilizada a qualquer refutação de seu uso pela adoção de outro método de análise, posto que se obteve resultados satisfatórios, que contemplam o objetivo do estudo e estruturam-se dentro de uma metodologia consolidada.
As limitações deste estudo dizem respeito: (1) ao baixo número de entrevistados – apenas 4 participantes –; (2) à caracterização desses entre- vistados – são dirigentes de redes discursando sobre as empresas associadas, o que pode gerar enviesamento das respostas –; e (3) à amostra, que é bas- tante homogênea – são todas redes simétricas e com características bastante similares.
Apesar disso, este estudo corrobora algumas das proposições teóricas levantadas na literatura sobre as MPEs. Também, pioneiramente, trabalha as redes de cooperação na cidade de Maceió e regiões circundantes. Enfatiza-se a utilização da metodologia do Alceste para a pesquisa em Administração e incentivam-se pesquisas que evidenciem ganhos de empresas e sociedade por meio da influência de redes de cooperação, relacionando esses ganhos
a fatores de demografia, desenvolvimento sociocultural, escolaridade, ma- turidade empresarial e tipos de mercado, de maneira que se avance na área das redes de cooperação.
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Recebido em: 11/7/2014 Aceito em: 29/12/2014