5 Loeys-Dietz syndrom (LDS)
5.5. LDS – kliniske manifestasjoner
Para traçar o perfil dos alunos atendidos no COM TATO, desde sua criação em 2001 até o ano de 2009, recorremos à análise do material coletado na pesquisa de campo tais como: o registro das matrículas dos alunos, obtido junto à secretaria da escola Altina e Superintendência Regional de Ensino de Coronel Fabriciano, ainda as entrevistas com os alunos, professores e coordenadora pedagógica do núcleo. A fim de caracterizar o grupo de alunos atendidos no núcleo, foram selecionadas as variáveis: gênero, condição visual, faixa etária e níveis de ensino.
Quanto à categoria gênero observa-se que, no universo dos alunos atendidos no COM TATO dos sete anos analisados, em três anos (2002, 2005, 2008 e 2009) houve predominância de matrículas de alunos do sexo feminino, onde a maior variação ocorreu no ano de 2002 com 69% do total de 13. Não houve nos demais anos uma discrepância significativa nas matrículas com relação ao gênero, ocorrendo inclusive equivalência nas matrículas nos anos de 2003 e 2007.
Gráfico 5: Distribuição dos alunos do COM TATO quanto ao gênero 2002 a 200951.
51
Fonte: Pesquisa de campo realizada em 2009.
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Masc. Fem.
Cabe salientar que, por falta de dados da primeira turma do COM TATO não foi possível averiguar a proporção de matrículas de alunos quanto ao sexo no ano de 2001. Quando analisamos no panorama geral, as matrículas na educação especial no Brasil demonstram a prevalência de alunos do sexo masculino, seja nas escolas exclusivamente especializadas, seja em classes especiais no ensino regular52 e/ou Educação de Jovens e Adultos, ou em classes comuns.
Quanto a condição visual, como apresentado no Gráfico 4, tomando como referência o ano de 2009, verifica-se a maior participação de alunos com baixa visão sendo esta de 58% do total de 60 matrículas ao passo que o número alunos cegos é de 42%.
Gráfico 6: Condição visual dos alunos53.
O número de pessoas com baixa visão é maior que o de pessoas cegas. Esta prevalência da baixa visão é verificada no Brasil e no mundo. Segundo estimativas da OMS, em 2002 no mundo mais de 161 milhões de pessoas apresentavam deficiência visual, das quais 124 milhões seriam pessoas com baixa visão e 37 milhões seriam cegas, ou seja, para cada pessoa cega há 3,7 com baixa visão. No caso do Brasil a prevalência da baixa visão é de 1,7% para 0,3% de cegueira (HADDAD; SAMPAIO, 2010).
Consequentemente, esta prevalência ocorre também no número de matrícula de escolares com baixa visão quando comparados com as matrículas de escolares com cegueira. Tal constatação pode ser verificada através dos dados do Censo Escolar de 2009, que apontam nas matrículas em classe comum do ensino regular e/ou EJA, no caso dos 61.769 escolares com deficiência visual matriculados em classes comuns do ensino regular e/ou EJA, 92% das matrículas foi de alunos com baixa visão; sendo apenas 8% de alunos com cegueira. O mesmo
52 Embora no corpo do trabalho optamos por utilizar o termo ensino comum ou rede comum, neste caso
mantemos a denominação utilizada no documento. 53
Fonte: Pesquisa de campo realizada em 2009.
42%
58%
Cegos(as)- 25
ocorre no ano de 2008, quando foi registrado no universo de 55.915 alunos com deficiência visual e classes comuns do ensino regular e/ou EJA, 57% foi de matriculas de alunos com baixa visão, em 2007, onde no total de 50.500 alunos, 91%, ou seja, 46.134 das matrículas, foram de alunos com baixa visão (INEP/Censo Escolar de 2009 a 2007).
Quanto à faixa etária dos alunos matriculados no COM TATO no período de 2002 a 2009, observa-se, que o maior número deles encontra-se na faixa etária entre 31 a 41 ou mais anos. Na tabulação dos dados, identificamos que dos oito anos verificados, a partir de 2005, por cinco anos consecutivos a matrícula de alunos com mais de 41 anos, portanto 62% do total de anos levantados. Há inclusive alunos com mais de sessenta e cinco anos.
Como já assinalado, embora o atendimento no COM TATO seja voltado para o atendimento preferencial de alunos matriculados no ensino comum, o que se pode analisar a partir dos dados é que a significativa representatividade de alunos com idade mais elevada, se comparada à idade modal de escolarização, 16 e 21 anos cuja idade hábil deveria ultrapassar o ensino fundamental e o primeiro grau , indica que o universo de alunos do núcleo, poucos estariam matriculados no ensino comum.
Outras inferências podem ser levantadas a partir desta observação da elevada faixa etária dos alunos do atendimento especializado. A primeira, muitas pessoas com deficiência visual permaneceram excluídos da escola por muitos anos no município de Ipatinga; este fato de certo modo explica o fato de a existência de alunos com idade elevada.
Conforme histórico apresentado anteriormente, no que se refere às oportunidades de escolarização no município pesquisado, para as pessoas com deficiência visual restavam poucas opções: ou estes se “aventuravam” por estudar em um sistema de ensino pouco “amistoso” a sua presença ou aqueles que tinham condições financeiras ou bolsa de estudos se matriculavam em escolas particulares. Outra opção seria as escolas especializadas como o Instituto São Rafael em Belo Horizonte e o IBC.
Em Ipatinga, até a criação do COM TATO em 2001, a grande maioria desses indivíduos permanecia fora da escola ou de qualquer outro tipo de atendimento. Entretanto cabe ressaltar que este cenário não é exclusivo do município de Ipatinga. Conforme o Plano Nacional de Educação/2001, em 1998 praticamente mais da metade dos municípios (59,1%) brasileiros (59,1%), não ofereciam educação especial.
O segundo aspecto que pode em alguma medida explicar o alto índice de matrículas de pessoas com idade elevada seria o a relação existente entre o envelhecimento da população e a deficiência visual. Além disso, a prevalência das doenças oculares que levam compromete a da resposta visual, cresce com o avanço da idade. Segundo a OMS (2004) anualmente ocorrem 2 milhões de novos casos de cegueira, sendo que 80% destes casos
ocorrem em pessoas com mais de 50 anos de idade. No Brasil a prevalência de cegueira é de 0,15% da população entre 15 e 49 anos de idade e na população com mais de 50 anos de idade o índice é de 1,3%, o que revela que a incapacidade visual acompanha o processo de envelhecimento (HADDAD; SAMPAIO, 2010).
No que se refere aos níveis de instrução dos alunos matriculados no COM TATO em 2009, foi possível verificar que dos 60 alunos, 34 estavam estudando; portanto 56,7% do total. Isto significa que para 26 alunos o atendimento especializado assume caráter substitutivo, isto é o aluno não está inserido no ensino comum, seja em classes comuns, seja na modalidade de EJA, no supletivo CESEC54 freqüentando assim só o atendimento especializado.
Gráfico 7: Distribuição dos alunos do COM TATO de acordo com o nível e/ou modalidade de ensino55
Dos alunos 34 alunos matriculados em algum nível de escolaridade maiores partes estão no ensino fundamental com 43%, e na Educação de Jovens e Adultos – EJA com 24%. Estes dois níveis correspondem a mais da metade do percentual de alunos que estão estudando 67%.
4.3 Diálogos entre o concebido e o vivido na inclusão escolar de alunos com