2.2 Mobility Management Protocols in Packet Switched Networks
2.2.1 MAC Layer Handovers in 802.11 Networks
O primeiro trabalho cient´ıfico que se referencia ao tema da AE foi publicado em 1987. Zachman (1987), assim justificava a necessidade de uma arquitetura:
Com o aumento do tamanho e da complexidade das implementa¸c˜oes de sistemas de informa¸c˜ao, ´e necess´ario o uso de ”constru¸c˜oes l´ogicas” (ou arquitetura) para definir e controlar as interfaces e a integra¸c˜ao de todos os componentes do sistema. (ZACHMAN, 1987).
Embora essa defesa de uma arquitetura estivesse claramente relacionada `a Tecnologia da Informa¸c˜ao (TI), Zachman, no mesmo trabalho, j´a previa a extens˜ao da arquitetura ao dom´ınio das estrat´egias e dos neg´ocios da organiza¸c˜ao:
O desenvolvimento da estrat´egia de neg´ocio e sua articula¸c˜ao com as estrat´egias dos sistemas de informa¸c˜ao, que finalmente se manifestam na express˜ao arquitetˆonica, ´e um assunto importante para perseguir, mas ´e completamente independente do tema deste trabalho, que ´e a defini¸c˜ao de uma estrutura ou arquitetura de sistemas de informa¸c˜ao”. (ZACHMAN, 1987).
Essa mesma sequˆencia de evolu¸c˜ao de preocupa¸c˜ao com a arquitetura (in´ıcio em TI e expans˜ao a toda organiza¸c˜ao) ´e percebida na legisla¸c˜ao americana. Uma das primeiras regulamenta¸c˜oes na ´area, o Clinger-Cohen Act1, publicado em 1996, estabelecia que todas as agˆencias deveriam usar uma arquitetura que ligasse os investimentos de TI aos proces- sos organizacionais. Em uma evolu¸c˜ao, a circular A-130 da OMB23, publicada em 2002,
1
http://cio-nii.defense.gov/docs/ciodesrefvolone.pdf
2
http://www.whitehouse.gov/omb/Circularsa130a130trans4/
3
amplia a arquitetura para toda a organiza¸c˜ao, ao determinar que as agˆencias governamen- tais americanas que n˜ao utilizassem uma arquitetura empresarial em seu planejamento estrat´egico n˜ao recebem recursos federais.
A regulamenta¸c˜ao americana n˜ao estabelece como desenhar e usar a arquitetura e, sim, que ela deve existir. Na ´epoca em que as exigˆencias foram estabelecidas, o tema da AE ainda n˜ao estava completamente desenvolvido na literatura e, por isso, as agˆencias gov- ernamentais necessitaram estabelecer seus pr´oprios m´etodos e abordagens, contribuindo assim para o desenvolvimento te´orico do tema.
O que estava na origem das preocupa¸c˜oes com a arquitetura relacionada `a TI era a prolifera¸c˜ao dos sistemas de informa¸c˜ao. Com o maior uso da computa¸c˜ao, os sis- temas de informa¸c˜ao tornaram-se onipresentes e elementos essenciais para a eficiˆencia organizacional. Com a sua prolifera¸c˜ao, era natural que surgissem esfor¸cos de integra¸c˜ao, n˜ao s´o entre os sistemas, mas destes com o resto da organiza¸c˜ao. Al´em disso, os sistemas tornaram-se mais complexos, pois solu¸c˜oes que antes eram desenvolvidas monoliticamente passaram a fazer uso de componentes especializados que necessitam ser integrados para atingir o objetivo desejado.
Al´em da complexidade da tecnologia, que exige vis˜oes integradas, outros fatores ex- ternos e internos exigem das organiza¸c˜oes esfor¸cos de integra¸c˜ao. A globaliza¸c˜ao, a con- corrˆencia, as press˜oes sociais e a regulamenta¸c˜ao governamental aumentam os elementos a administrar. Para vencer os desafios da complexidade as organiza¸c˜oes buscam abordagens que permitam a documenta¸c˜ao e a integra¸c˜ao de seus diversos mundos de conhecimento.
5.3
Conceito
Embora existam diversas defini¸c˜oes da AE na literatura, h´a poucas varia¸c˜oes nos elementos principais, como pode ser percebido nas mais citadas:
TOGAF: “A AE consiste em identificar a estrutura dos diferentes elementos que formam uma organiza¸c˜ao e como eles se interrelacionam e os princ´ıpios e diretrizes que regem a sua concep¸c˜ao e evolu¸c˜ao ao longo do tempo” (THE-OPEN-GROUP, 2009);
Scott A. Bernard: “A AE ´e, ao mesmo tempo, um programa de gest˜ao e um m´etodo de documenta¸c˜ao que juntos provˆem uma vis˜ao coordenada e acion´avel da estrat´e- gia, processos de neg´ocio, fluxo de informa¸c˜ao e utiliza¸c˜ao de recursos da organiza- ¸c˜ao” (BERNARD, 2004);
Mark Lankhorst et al: “A AE ´e um coerente conjunto de princ´ıpios, m´etodos e modelos que s˜ao usados no desenho e concretiza¸c˜ao da estrutura, processos, sistemas de informa¸c˜ao e infraestrutura de uma organiza¸c˜ao” (LANKHORST, 2005).
Essas defini¸c˜oes possuem alguns termos que permitem identificar a seguinte natureza na AE:
um processo de documenta¸c˜ao: realiza a documenta¸c˜ao dos elementos que com- p˜oem a organiza¸c˜ao;
um processo de gest˜ao de mudan¸cas: permite gerenciar os elementos organi- zacionais em um determinado momento e a sua mudan¸ca para uma situa¸c˜ao futura desejada;
presente e futuro: realiza a documenta¸c˜ao da situa¸c˜ao presente e, tamb´em, da desejada e
estrutura dos elementos organizacionais: documenta a estrutura de elementos em diversos dom´ınios organizacionais.
5.4
Objetivos
Para Lankhorst (2005), a AE tem como objetivo modelar, analisar e comunicar a orga- niza¸c˜ao. Os benef´ıcios da arquitetura s˜ao o conhecimento da infraestrutura para comuni- ca¸c˜ao e an´alise por todos os interessados e a possibilidade de desenhar novas condi¸c˜oes de forma organizada. Winter e Schelp (2008) ressaltam que a AE n˜ao ´e um instrumento ape- nas para planejamento estrat´egico de TI, mas tamb´em de planejamento de outras fun¸c˜oes do neg´ocio, tais como conformidade, continuidade e gerˆencia de risco. Schekkerman (2009) complementa, afirmando que os modelos da AE podem ser utilizados para a gest˜ao dos portf´olio de aplica¸c˜oes de TI e para a integra¸c˜ao destas com o neg´ocio.
Segundo Bernard (2004), como um programa de gest˜ao, a AE provˆe:
a) alinhamento de recursos: planejamento dos recursos alinhados `as estrat´egias definidas;
b) pol´ıtica de padr˜oes: governan¸ca de implementa¸c˜ao dos recursos com ado¸c˜ao de padr˜oes;
c) suporte `a decis˜ao: aux´ılio no planejamento e controle de investimentos e mudan¸cas; e
d) vigilˆancia dos recursos: gest˜ao da configura¸c˜ao e administra¸c˜ao de recursos.
E, como um programa de documenta¸c˜ao, provˆe:
a) vis˜oes correntes: vis˜oes das estrat´egias, processos e recursos atuais; b) vis˜oes futuras: vis˜oes das estrat´egias, processos e recursos desejados e
c) plano de migra¸c˜ao: planos para a mudan¸ca da situa¸c˜ao atual para a desejada.
Fica claro nos diversos autores analisados que a AE tem preocupa¸c˜ao com a tecnologia da informa¸c˜ao, pois esta ´e um elemento cada vez presente e vital na estrutura das orga- niza¸c˜oes. Seu objetivo, entretanto, ´e a organiza¸c˜ao como um todo, permitindo mapear a estrutura e desenhar novas situa¸c˜oes, buscando entre outras coisas, integra¸c˜ao, melhores pr´aticas, otimiza¸c˜ao de recursos e aderˆencia `as estrat´egias.