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O CEFET/PE é, portanto, uma instituição de ensino profissional e tecnológico que integra a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

A instituição ao longo dos seus 98 anos vem procurando exercer o seu papel na formação e na qualificação profissional de jovens e adultos com vistas a atender a demanda do mercado de trabalho local e regional através dos egressos que lá concluem a sua certificação profissional.

Este foi o trabalho realizado pela instituição ao longo do tempo e esta continua sendo a sua missão, ou seja, preparando os seus alunos para o mundo do trabalho.

Entretanto, mais recentemente, considerando todas as mudanças ocorridas no âmbito da Educação Profissional e Tecnológica – EPT, e em conseqüência dos avanços e das transformações ocorridas na sociedade de um modo geral e no mercado de trabalho em particular, a instituição vem buscando se aprimorar perante a atual conjuntura econômica e social do país, especificamente no que se refere à qualidade da mão de obra que é preparada e que vem atender às demandas produtivas requeridas pelas empresas.

Inclusive, este vem sendo também o objetivo da Rede Federal de EPT e da SETEC/MEC, na medida em que busca consolidar as instituições federais como centros de referência quanto ao fomento e a promoção da Educação Profissional e Tecnológica no país.

O CEFET/PE, portanto, considerando esta perspectiva, vem buscando melhorar o padrão do ensino profissional e tecnológico que oferece, objetivando acima de tudo cumprir com a sua missão perante a sociedade.

Portanto, foi nesta perspectiva que esta pesquisa se realizou, averiguando a contribuição do CEFET/PE para o desenvolvimento das empresas conveniadas a partir da avaliação que elas fazem acerca dos desempenhos apresentados pelos egressos da instituição no ambiente de

trabalho, bem como, a avaliação que os egressos fazem acerca da formação profissional que tiveram e acerca da importância da instituição e da experiência profissional adquirida para o seu desenvolvimento como um todo.

No que se refere à Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, a mesma é composta atualmente por 152 instituições, sendo, uma Universidade Tecnológica Federal – CEFET/PR e seus seis campus vinculados, 33 CEFET’s, 44 UNED’s (Unidades de Ensino Descentralizadas), 36 EAF’s (Escolas Agrotécnicas Federais), 30 Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais, a Escola Técnica Federal de Palmas (TO) e o tradicional Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Ao todo, a Rede Federal atende mais de 250 mil alunos no nível técnico e nos cursos superiores oferecidos nas instituições integrantes da rede.

A Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica dispõe, ainda, de uma grande vantagem comparativa quanto ao atendimento à sociedade e na sua tarefa de preparação dos jovens para o trabalho e para a sua inserção produtiva que é a sua disposição geográfica, considerando a grande presença que tem nas regiões do interior dos estados brasileiros, o que democratiza a sua presença e permite a expansão na oferta dessa modalidade de ensino nas mais diversas e longínquas regiões do país.

A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica – SETEC(2006), que supervisiona a rede e está vinculada ao Ministério da Educação – MEC, tem a missão de fortalecer a Educação Profissional e Tecnológica no país e está voltada para um projeto nacional de desenvolvimento sustentável, elevando o nível de qualificação e a escolaridade de jovens e adultos. Para isso, vem procurando realizar um amplo processo de debates com a sociedade visando entre outros aspectos, o aperfeiçoamento da legislação da EPT, a questão das fontes de financiamento para o fomento da EPT, a institucionalização de um subsistema nacional de EPT, a adaptação à implementação do ensino técnico articulado ao ensino médio, a questão da qualidade da certificação profissional nas instituições que promovem a EPT e por fim, a oferta das graduações tecnológicas.

Segundo as estratégias de políticas de Educação Técnica e Profissional da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica – SETEC(2006), do Ministério da Educação - MEC, é necessário que se garanta uma profissionalização sustentável para que o projeto de desenvolvimento brasileiro possa se concretizar, comprometendo-se com três grandes eixos, a

saber: a inclusão social, o desenvolvimento das forças produtivas e a diminuição das vulnerabilidades. A profissionalização sustentável refere-se a dois aspectos particulares que são: a atualização e o acompanhamento da rápida transformação tecnológica que estamos inseridos e a garantia dos direitos sociais do trabalhador.

A SETEC/MEC vem ainda, executando em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego/ MTE, o Programa de Expansão da Educação Profissional – PROEP.

O PROEP atua no campo da qualificação básica e das habilitações técnicas e tecnológicas, buscando ampliar a oferta de trabalhadores qualificados para o mundo do trabalho, procurando adequar os currículos e os cursos oferecidos no âmbito da EPT às necessidades e potencialidades do desenvolvimento socioeconômico local e regional, bem como desenvolver ações integradas e articuladas com a sociedade e, assim, expandir, atualizar e melhorar a qualidade da Educação Profissional e Tecnológica oferecida no País.

Considerando a importância de interlocução com a sociedade, a SETEC juntamente com as secretarias responsáveis pelo fomento da Educação Profissional e Tecnológica nos estados brasileiros, realizou no ano de 2006, as Conferências Estaduais de EPT, com o objetivo de discutir o tema e levar as suas proposições para a Conferência Nacional de Educação Profissional e Tecnológica - CONFETEC, realizada em Brasília, no período de cinco a oito de novembro do mesmo ano.

A CONFETEC teve como finalidade estabelecer as diretrizes e as metas dessa modalidade de ensino para os próximos anos, a partir do marco legal, conceitual, técnico/científico, pedagógico e profissional inerentes a ela, objetivando definir uma Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica.

As contribuições advindas da CONFETEC vem sendo utilizadas pela SETEC/MEC para o aperfeiçoamento da EPT e das próprias instituições integrantes da rede, através da implementação das mudanças necessárias à melhoria da certificação profissional que oferecem por intermédio dos cursos técnicos e tecnológicos.

Mais recentemente, a partir do Decreto 6.095, de 24 de abril de 2007, que pretende equiparar os Centros Federais às Universidades, vem se iniciando um processo de discussões junto aos dirigentes dos CEFET’S do país com vistas à implementação das mudanças que devem ocorrer nas instituições integrantes da rede quando das suas transformações em IFET’S – Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

2.2 A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO DE EGRESSOS NO MERCADO DE