Kapittel 4: Teoretisk tilnærming
4.1 Landskapsarkeologi
O Estudo de Caso qualitativo é utilizado para obter uma compreensão mais profunda da situação estudada e do seu significado para os envolvidos. O interesse da investigação “está no processo ao invés de resultados, no contexto ao invés de uma determinada variável, na descoberta em vez de confirmação” (MERRIAM, 1998, p.19, tradução nossa). Segundo Merriam (1998), a importância dos Estudos de Caso se reflete em sua influência direta na política, na prática e em pesquisas futuras. Sua principal
característica é a delimitação do objeto de estudo: o caso (MERRIAM, 1998, p. 27). Stake (1995) define o caso como sendo algo específico e complexo. Como exemplo, ele cita que uma criança ou um professor podem ser um caso, mas o ensino não poderia ser devido à falta de especificidade.
[...] o caso poderia ser uma criança, poderia ser uma sala de aula de crianças ou mobilizações específicas de profissionais para estudar a condição da infância. O caso é um entre outros. Em qualquer estudo vamos nos concentrar no único. O tempo que passamos nos concentrando pode ser um dia ou um ano, mas enquanto estamos concentrados é que estamos engajados no estudo de caso (STAKE, 1995, p.02, tradução nossa).
Por possuir o foco em uma unidade, o caso, os Estudos de Caso estão interessados na particularização e não na generalização. Ao escolher um caso particular a pesquisa está interessada em conhecê-lo e compreendê-lo e não somente compará-lo ou analisar suas diferenças em relação a outros. Sua ênfase está em perceber o que ele é e o que ele não é, enfatizando suas singularidades e, principalmente, buscando a compreensão do caso em si (STAKE, 1995). Com isso, o Estudo de Caso é um método de pesquisa frágil para generalizações devido à profundidade que o pesquisador dá ao caso.
Assim, como já apontado anteriormente, a interpretação é uma característica da pesquisa qualitativa que está presente nesse método e orienta a análise e a discussão dos resultados. O estudo particular exige do pesquisador uma postura ética para que suas pré-concepções não influenciem sua interpretação antes, durante e após a coleta de dados, gerando conclusões precipitadas. Por outro lado, quando o pesquisador está em campo ao mesmo tempo em que ele observa e registra as informações ele analisa o seu significado e redireciona sua observação ou foco para confirmar ou refinar esses significados, ou seja, a interpretação é contínua, direciona e redireciona a coleta de dados e a análise do caso. Para Stake (1995), o Estudo de Caso é “paciente, reflexivo, disposto a ver outra visão do caso” (STAKE, 1995, p.12, tradução nossa). O autor também chama atenção para a ética que deve haver na interpretação, sendo esta uma ética de cuidado com o Estudo de Caso. É importante que o investigador, ao utilizar o Estudo de Caso, preserve as múltiplas realidades e os pontos de vista diferentes e contraditórios sobre o que está acontecendo durante a pesquisa (STAKE, 1995). Essa característica define o Estudo de Caso qualitativo como um método de pesquisa flexível, em que o caso molda os caminhos do pesquisador.
Ao longo da pesquisa, o pesquisador pode, pois, mostrar-se mais criativo, mais imaginativo; tem mais tempo de adaptar seus instrumentos, modificar sua abordagem para explorar elementos imprevistos, precisar alguns detalhes e construir uma compreensão do caso que leve em conta tudo isso, pois ele não está mais atrelado a um protocolo de pesquisa que deveria permanecer o mais imutável possível (LAVILLE E DIONNE, 1999, p. 156).
De acordo com as caracerísticas do caso estudado, Stake (1995) dividiu o Estudo de Caso em três categorias diferentes: intrínseco, instrumental e coletivo. O autor faz essa diferenciação de acordo com o interesse do pesquisador e o método que ele irá utilizar (STAKE, 1995, p. 04).
O Estudo de Caso intrínseco é caracterizado de acordo com a especificidade do caso. A sua escolha implica em saber mais sobre o caso, pois o interesse é intrínseco nele, e não porque seu studo envolve aprender mais sobre outros casos. Como afirma Stake (1995), o caso já é dado. Como exemplos de Estudo de Caso intrínseco o autor, cita uma situação em que o professor decide estudar uma dificuldade que um aluno tem ou quando o pesquisador toma a responsabilidade de avaliar um programa específico.
No segundo tipo, o Estudo de Caso instrumental, a questão de pesquisa exige a compreensão de um caso particular para se obter uma melhor compreensão geral da questão. A utilização desse estudo é para entender uma parte de um todo. Como exemplo, Stake (1995) cita que “nós podemos escolher uma professora para estudar, olhando globalmente a forma como ela ensina, mas com uma atenção especial à forma como ela marca o trabalho do aluno e se isso afeta ou não o seu ensino” (STAKE, 1995, p.03, tradução nossa). Ou seja, o Estudo de Caso aqui não é para entender o professor e sim por meio de suas atitudes ou comportamento entender algo que se quer observar: como o professor marca e afeta o trabalho do aluno.
Quanto ao Estudo de Caso coletivo, Stake (1995) destaque que sua utilização é realizada quando a pesquisa necessita de mais de um caso. Cada caso é importante e fundamental para a compreensão do que se deseja pesquisar e suas características individuais devem ser observadas e respeitadas. Como exemplo, Stake (1995 p. 3-4) cita pesquisas realizadas com mais de um professor ou escolas.
Nesta pesquisa, o Estudo de Caso instrumental foi o método de investigação considerado pertinente pois pretende-se compreender um fenômeno: a ação pedagógico- musical de uma professora de Música na Educação Infantil. Essa intenção não se caracteriza como um estudo clínico, mas é coerente com o tipo instrumental. Os instrumentos metodológicos utilizados nesta pesquisa são apresentados a seguir.