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Lager av viktigere varer'

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Kaffe, kakao Andrete,

93 XIX. Utland

C. Periodiske tabeller

90. Lager av viktigere varer'

E, como será a segunda vez?

Conforme previa o projeto inicial do plano de aula, o foco estaria inserido no contexto da temática “Festa Junina”, que foi trabalhado com as crianças no final de semana anterior. Tendo em vista a participação delas na quadrilha e nas brincadeiras, acrescentei a esta aula a confecção de um porta-retratos que possibilitasse expor as memórias do evento.

O objetivo foi ressaltar a temática através da construção de um origami que, ao mesmo tempo, permitisse a valorização do evento e da participação em grupo.

A dinâmica de um novo encontro

Quando cheguei à escola, fui recebida com alegria por algumas crianças que vieram correndo me abraçar. Que alegria! A Fa contou animada que era o seu aniversário e que

teria bolo na hora do lanche. Neste dia estava presente uma professora da Noruega que se mostrava bastante interessada no desenvolvimento infantil. A Sra. Ma e a He me acompanharam até a sala. Como as crianças estavam interessadas em manusear os papéis, a Sra. Ma trouxe algumas cadeirinhas para que sentássemos e pudéssemos dobrar confortavelmente os papéis. Apesar da dobragem do porta-retratos parecer simples, algumas crianças tiveram certa dificuldade. O Gi estava com vontade de fazer somente os copinhos da aula anterior e ficou fazendo-os. Ele fez também um bico de pato. A Vi se aproximou e ficou encantada com a amostra do porta-retratos que exibia uma foto da festa junina. As crianças pediram para ver as fotografias da festa junina e logo procuravam suas imagens ou a de alguém de suas famílias. Vitória ficou manhosa quando não conseguiu visualizar-se nas fotos. Procuramos até encontrar uma imagem dela, mesmo em um plano menor.

Porta-retrato

Logo chegou a Ma que se aproximou e começou a prestar atenção sem nada dizer. Enquanto isso, na sala de refeições, a mesa estava sendo posta para o bolo de aniversário da Fa e fomos chamados para participar da comemoração. Fizemos um breve intervalo.

Cantamos parabéns e após a rodada de bolo e docinhos, as crianças me chamaram para continuar a aula.

Continuando após o bolo da Fa

Continuamos dobrando os porta-retratos e cada um a seu tempo, tentava com muito empenho seguir as etapas de dobragem. O Fe chegou um pouco depois e também queria aprender, mas como ele tem apenas 2 anos, teve alguma dificuldade e foi auxiliado pela Sra. Ma. O Mar estava com muita vontade de aprender e embora não tenha dobrado com tanta paciência, conseguiu terminar. A Ma foi a mais entusiasmada e fez vários, dizendo que iria levar para sua casa. Ela contou um pouco sobre sua vida particular, a separação dos pais e relembrou alguns assuntos de quando era pequena, mas parecia administrar bem os conflitos. Apesar dos seus 6 anos, ela parece ser uma criança madura para a sua idade.

Depois de prontos, os porta-retratos passaram para o processo de aprimoramento estético. Com um pequeno furador de papel, as crianças fizeram orifícios escolhendo onde queriam que o laço passasse (fitas do personagem sapinho kerokeropi). Nesse momento, apareceu a Ju que ficou entusiasmada com o furador que a Vi estava prestes a utilizar. Ju agarrou e não queria ceder à sua colega. Vi tentou puxá-lo, mas acabou recebendo um apertão no dedinho indicador, no momento em que Ju forçou a haste. Vi chorou de dor e então, conversei com Ju para que ela pedisse desculpas à colega. Ela pensou um pouco e pediu desculpas, Vi aceitou e parou de chorar. Tudo aconteceu muito rápido, mas percebo que as crianças entendem bem os seus códigos e pela convivência harmoniosa desenvolvem naturalmente questões de civilidade. Cada um escolheu a maneira como desejava enfeitar o seu porta-retratos. E aproveitando que as crianças estavam recortando as fitinhas para fazer

um laço, cantamos uma música: “Minha pombinha voou, voou, voou, caiu no laço e se embaraçou. Ai me dá um abraço que eu desembaraço a minha pombinha que caiu no laço...” Gi, Vi e Ma gostaram da música e acompanharam gesticulando com os braços, imitando as asas da pombinha. Elas recortaram inúmeras figuras do sapinho e dispuseram o letreiro à parte, Ju recriou um outro tipo de porta-retratos e fez questão de pregar uma foto da festa junina dizendo que iria dar de presente para a sua mamãe. Ela e Vi já conversavam animadamente sobre suas obras e não mais havia sinal de lágrimas. Ma não quis enfeitar a sua peça, deixando seu porta-retrato em cima da mesa e indo brincar no quintal.

Quantas lições em mais um dia...

Dentro dos objetivos iniciais, acrescentei algumas modificações devido à dinâmica existente na primeira aula, assim, após a familiarização, a idéia seguinte teve como foco a valorização do evento da Festa Junina, através da exibição das imagens.

As crianças que participaram da atividade, aparentemente, manifestaram interesse pela proposta, embora em alguns momentos, algumas pareciam um pouco cansadas. Acho que a atividade de origami deve respeitar e se adequar à capacidade cognitiva de cada criança, o que significa também estar atento para o fato de que, em alguns casos, o processo de desenvolvimento ocorre além da idade. O mestre poderá observar cautelosamente certas características para que não haja o desinteresse de ambas as partes.

A participação ativa das crianças permitindo-lhes liberdade na escolha das atividades demonstra ser bastante eficiente, pois somente os alunos interessados se aproximam para aprender e o aproveitamento é muito maior com crianças interessadas.

O mestre deve estar atento e disposto a mudar de atividade caso sua proposta não esteja agradando as crianças que se aproximaram com interesse inicial.

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