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O (Quadro 16) apresenta os resultados dos ensaios tecnológicos para as amostras do Maciço São Francisco e os valores limítrofes especificados pela norma ASTM (1992) e Frazão & Farjallat (1995). A Prancha 27 apresenta os Tipos Amêndoas em placas polidas que foram analisados, a Figura 27 os valores obtidos em gráficos e a Figura 28 a correlação entre os ensaios. O Amêndoa São Francisco é caracterizado pelos tipos: Tipo 7 – Amêndoa São Francisco Vermelho, Tipo 8 –

Amêndoa São Francisco Vermelho Rapakivi I (Marrom Montês) e Tipo 9 – Amêndoa São Francisco Vermelho Rapakivi II (Vermelho Anelar), Artur et al,. (2004) e Godoy (2005).

Quadro 16. Resultados dos ensaios tecnológicos para as amostras do Maciço São Francisco e valores

limítrofes especificados pela norma ASTM (1992) e sugeridos por Frazão & Farjallat (1995).

Amêndoa São Francisco

Grupo C ASTM (1995) Frazão & Farjallat (1995) Vermelho (Tipo 7) Rapakivi I (M. Montês) (Tipo8) Rapakivi II (V. Anelar) (Tipo 9) Porosidade aparente (%) n.e. ≤1,0 0,89 0,29 0,60 Absorção d’água (%) ≤0,4 ≤0,4 0,34 0,11 0,23 Massa específica seca ( kg/m3 ) ≥2560 ≥2550 2610 2653 2650 Desgaste Amsler (mm) n.e. ≤1,0 0,59 0,67 0,62 Flexão 3 ptos (MPa) ≥10,34 ≥10,0 7,753 12,33 9,327 Compressão uniaxial (MPa) ≥131 ≥100 140,45 152,10 142,46 VPO (m/s)

Três pontos n.e. n.e. 4449,94 5425,00 4613,02

Os valores de porosidade (Figura 27A) e absorção d’água (Figura 27B) nos três granitos são moderados quando comparados com outros granitos da literatura e nos valores limítrofes sugeridos por Frazão & Farjallat (1995). Esses resultados podem ser analisados em função do microfissuramento, pois rochas com menos microfissuras Tipo 8 apresentam menor porosidade. A correlação nos mostra que quanto maior a porosidada maior a absorção d’água.

Os granitos estudados possuem massa específica aparente (Figura 27C) dentro dos valores especificados para rochas graníticas, como os propostos por Neville (1997) e nos valores limítrofes sugeridos por Frazão & Farjallat (1995). A maior porosidade do Tipo 7 favoreceu a menor massa específica do mesmo. Esse fato reflete as características composicionais desses granitos, no geral, com pequenas quantidades de minerais máficos, como constatado pelo seus índices de cor .

Os resultados do ensaio para determinação do desgaste abrasivo Amsler (Figura 27D)

dos três granitos ensaiados, de maneira geral, encontram-se dentro dos limites de qualidade

sugeridos por Frazão & Farjallat (1995). O Granito Tipo 7, apresenta o melhor desempenho

em relação aos demais Tipos, devido a sua maior porcentagem em quartzo (33%). Os Tipos 8

e 9 inverteram seus resultados porém as porcentagens de quartzo destes tipos são bem

próxima (30 e 29%) o que é coerente no sentido que o Tipo 8 possui maior abrasão e

consequentemente maior densidade que o Tipo 9. Dessa forma os valores de desgaste não são

proibitivos para a aplicação dessas rochas como revestimentos de pisos, cabendo, entretanto,

bastante cuidado para a aplicação em pisos de alto tráfego, especialmente em áreas externas,

pois sob determinadas condições de trânsito, podem apresentar erosão diferencial devido à

diferença de dureza média dos minerais da matriz e dos fenocristais.

Os valores de resistência à flexão pelo método três pontos – Flexão 3 pontos (Figura

27E) obtidos ficaram abaixo dos limites propostos - Tipos 7 e 9, sendo que o tipo 8

apresentou o melhor desempenho, devido principalmente a sua baixa porosidade (0,29%) e

absorção d’água (0,11%). Os valores abaixo dos limites propostos Tipos 7 e 9 poderiam ser

devidos as porcentagens de biotita, que tem grande influência nessa propriedade, porém os

três tipos possuem pouca porcentagens da mesma, por isso o comportamento destes dois

Tipos são devidos a alteração mineral alta. Em virtude dos baixos valores desse parâmetro

recomenda-se a realização de estudos detalhados para a aplicação em fachadas.

Os valores de resistência à compressão uniaxial (

Figura 27F

) nas três variedades estudadas são superiores aos limites estabelecidos por Frazão & Farjallat (1995), que é de ≥100 MPa. O Tipo 8 foi o mais resistente devido à sua menor porosidade e absorção d’água, além da porcentagem em microfissuras. O mesmo ocorre com os Tipos 9 e 7.

Os valores de velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas longitudinais (Figura

27G) em corpos de prova de Flexão 3 pontos obtidos para os granitos, permitem situá-los na

média das rochas brasileiras, segundo valores limítrofes sugeridos por Frazão & Farjallat

(1995). O Tipo 8 apresenta maior pulso devido sua menor porcentagem em microfissuras em

relação aos Tipos 7 e 9. Além disso os Tipos 7 e 9 apresentam maior valor de porosidade,

esse volume de vazios promove nestas rochas um retardo na propagação de ondas, mostrando

portanto uma velocidade menor. O São Francisco Vermelho tem a maior porosidade (0,89%)

e a maior porcentagem de microfissuras (0,9mm

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), por isso uma menor velocidade de ondas.

A mesma avaliação pode ser feita em relação a compressão que quanto maior for, maior

velocidade de pulso apresentará. No presente caso as velocidades de ondas nos materiais

A Figura 28 apresenta diversas correlações entre as propriedades físicas e mecânicas obtidas. A correlação direta existente entre a propriedade de porosidade versus absorção d'água é demonstrada na (Figura 28A) onde se verifica a correlação direta do meio, quanto mais poroso for o material maior será a capacidade de absorção d'água dos litotipos.

A correlação da massa específica aparente versus desgaste abrasivo Amsler (Figura 28B), demonstra um maior desgaste das rochas com valores de massa específica maiores em razão da associação de minerais presentes mais máficos.

A correlação entre a porosidade versus velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas (Figura 28C), demonstra que meios com maior presença de microfissuras, portanto mais porosos apresentam valores baixos de propagação de ondas. Isso pode ser comprovado quando vemos que o tipo Montês possui menor porosidade (0,29%) e seu pulso ultra sônico é o maior (5425,00 m/s), portanto este aumento de onda refletem um meio homogêneo

Prancha 27. Aspectos Macroscópicos da Amostras Polidas do Maciço São Francisco: 1-(Tipo 7)

Amêndoa São Francisco Vermelho, 2-(Tipo 8) Amêndoa São Francisco Rapakivi (Marrom Montês) e 3-(Tipo 9) Amêndoa São Francisco Rapakivi (Vermelho Anelar)

Os valores de pulso ultra-sônico versus porcentagem de microfissuras (Figura 28D) nos mostra que o valor da velocidade de pulso aumenta quanto menor for a porcentagem de microfissuras por mm2.

Os valores de flexão 3 pontos versus porosidade (Figura 28E) demonstra a relação, que quanto menos porosa for a rocha, maior resistência aos esforços.

Os valores de resistência à compressão uniaxial versus porosidade (Figura 28F) demonstram a relação que quanto menor a porosidade, maior serão os valores de resistência à compressão uniaxial.

Os valores de porcentagem de quartzo versus desgaste abrasivo (Figura 28G) mostram correlação direta, com maior desgaste para as rochas com teores menores de quartzo